sábado, 24 de novembro de 2018

JOSÉ CARLOS SEPÚLVEDA VISITA A SALA MÃE DO BOM CONSELHO

Sr. José Carlos Sepúlveda junto aos comparecentes

No último domingo (18/11/2018), a SSVM recebeu, na sala "Mãe do Bom Conselho", o ilustríssimo Sr. José Carlos Sepúlveda - português radicado no Brasil há 40 anos, analista político, católico tradicional e assessor da Casa Imperial Brasileira. Estando de passagem por Montes Claros - MG, para palestrar no III Seminário Monárquico do Norte de Minas, gentilmente aceitou o convite para visitar a sala e ter uma palavra com membros, benfeitores, amigos e convidados da SSVM.

Por mais de duas horas, discorreu sobre diversas questões relacionadas à causa monárquica e política em geral, sempre considerando como primordial e essencial ter a Fé e a Moral católicas à frente de qualquer causa e militância.

Sr. Sepúlveda ao lado de membros da SSVM, junto à imagem
da Mãe do Bom Conselho

Os presentes tiveram o gáudio de prestigiar uma palestra bastante coerente e elucidativa sobre as diversas questões abordadas. Fica o nosso agradecimento especial ao Sr. José Carlos Sepúlveda e nossa gratidão a todos os comparecentes.

Que Nossa Senhora conceda a graça da perseverança aos que lutam pelo Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo!

MARIA SEMPRE!

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Retorno da Missa Tridentina em Montes Claros: uma história de grandes lutas


Por Edição do Blog


Segue interessantíssima crônica do Sr. Paulo Vinícius Costa de Oliveira, advogado, membro da SSVM, sobre o histórico do retorno da Missa Tradicional na região norte-mineira:


Missa tridentina na Igreja Matriz: momento solene da consagração
"Perante as dificuldades, o que me anima é saber que, desde o retorno da Missa Tridentina em nossa cidade, em 25/08/2012, dia do soldado, os membros da SSVM estiveram e estão obrando em cada missa tradicional realizada para promover este Tesouro da Igreja"


Sr. João Junior, Presidente da Sociedade da Santíssima Virgem Maria.


Uma epopeia. Assim podemos definir a história do retorno da Missa Tridentina em Montes Claros. Tudo começou de modo espontâneo e natural há mais de 15 anos. Jovens adultos leigos pertencentes à Sociedade da Santíssima Virgem Maria (SSVM), admirados pelos tesouros da tradição da Igreja, se encantavam pelos sagrados mistérios da Missa tradicional. Sopro do Espírito? Não duvidamos. Logo se juntaram a eles outros fiéis que nutriam o mesmo amor pela beleza, sacralidade e solenidade da Missa antiga. Com o advento do Motu Proprio “Summorum Pontificum”, novas portas se abriram para que esta Missa, direito dos fiéis, “nunca ab-rogada”, como ressalta o atual bispo emérito de Roma, fosse finalmente (re)celebrada no sertão norte mineiro.

Tínhamos o apoio do então arcebispo emérito de Montes Claros, D. Geraldo Majela de Castro, que entendia nosso desejo sincero e nos auxiliava diplomaticamente, inclusive em comunicações com o agora ex-arcebispo D. José Alberto Moura. Depois de um período de tratativas, e munidos de um abaixo-assinado, iniciado em 2011, colhemos mais de 400 assinaturas de católicos que pediam a Missa Tridentina. D. José, solícito, paternal e sensível, concedeu-nos benevolamente, em 2012, aquilo a que há tanto aspirávamos. Foi-nos dada a Matriz para, aos sábados pela manhã, realizarmos o nosso intento. Nada mais justo do que devolver à cidade, no exato ponto onde ela nasceu, a Missa celebrada àquela época.

Coube então ao saudoso Pe. Henrique Munáiz Puig, S.J., de feliz memória, assumir rezar a missa para nossa comunidade de fiéis. As dificuldades eram muitas. Sem poder ao menos guardar as alfaias e paramentos necessários na sacristia da igreja, tínhamos que transportá-las para cada uma das celebrações. E isto sem falar no próprio transporte do padre, já quase octogenário, que precisava do nosso traslado. Pe. Henrique levou com galhardia a reza da Missa; às vezes se apoiava nos bancos na hora do sermão, pois sua saúde dava sinais de que já não era a mesma. Finalmente, reconheceu que não reunia mais força física para tal empreendimento. Assumiu, então, a titularidade da capelania informal dos fiéis da Missa o Pe. Gledson Eduardo Miranda Assis.

Pe. Henrique Munáiz Puig, S.J
Pe. Gledson, sempre muito esforçado a atencioso conosco, deu seguimento às missas. Já fôramos auxiliados certa vez também pelo Monsenhor Alencar, que engrossou nossas fileiras, porém sem dar continuidade posteriormente devido a enfermidades. Do mesmo modo, outro sacerdote que aceitou celebrar para nós foi o frei Augusto Uiterwaal, O.F.M. Conv., fato que só não se concretizou devido ao passamento deste, na semana em que ocorreria a sua primeira Missa.


Pe. Gledson celebra a Santa Missa no Santuário Bom Jesus

Em 2014, a Igreja Matriz sofreu uma grande restauração e ficamos sem templo até nos ser concedido, por Dom José Alberto, o Santuário do Bom Jesus, em abril de 2015, quando fomos benignamente acolhidos pelo pároco da Catedral, Pe. Valdo. Entrementes, em 2016, D. José decidiu por bem nomear o Pe. Deângeles Araújo para, a partir do início de 2017, ser o novo responsável pelas celebrações. Pe. Deângeles, muito caridoso e prestativo conosco, pároco na cidade de Claro dos Poções, vinha às segundas-feiras, seu dia de folga, para atender a nossa necessidade pastoral.

Pe. Deângeles em homilia durante a celebração da Missa Tridentina no Santuário Bom Jesus


Por fim, Dom José decidiu designar o Pe. Michel Valério, O. Praem., como o novo capelão responsável ao início de 2018, o qual achou por bem levar as celebrações para a sua paróquia, Nossa Senhora Rosa Mística, onde somos muito bem acolhidos e escutados. Destaque que agora temos as datas de Missas Tradicionais na agenda oficial da paróquia, somos convidados a participarmos de reuniões com as demais lideranças dos outros grupos paroquianos ou mesmo a orientar por palestras os fieis quanto ao Rito Romano na sua forma extraordinária. Ou seja, estamos incluídos numa paróquia, algo que nunca tivemos antes por onde a Confraria da Missa passou.

Fiel recebe Sagrada Eucaristia das mãos do Pe. Michel

Este é o breve histórico do retorno da Missa Tridentina em Montes Claros. Deus é nossa testemunha de todo empenho e oração que nos custou a manutenção de tão grande herança eclesial e litúrgica. Tribulações não nos faltaram, porém, o que de grande se faz sem a cruz? Louvamos o Senhor, pois em nós e através de nós tem feito um grande bem a muitos. 

Maria Sempre!

domingo, 28 de outubro de 2018

ABORTO: UMA QUESTÃO DE AÇÃO DEMONÍACA

"Antes de te formares dentro do ventre de tua mãe, antes que tu nascesses, te conhecia e te consagrei" (Jr 1, 5)

"Ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida..." (Dt 30, 19)


Por Paulo Eustáquio, membro da SSVM




















Uma guerra sem precedentes em toda a História vê-se travada no mundo atual. Jamais se viu tanta sede por sangue inocente como nos tempos de hoje, em que uma sanha diabólica por assassinar crianças, ainda no ventre de suas mães, ganha tons cada vez mais contundentes e põe às claras o verdadeiro arquiteto de tal maquinação: Satanás.

Com efeito, não é difícil demonstrar que o Inimigo da vida inocente é, antes de tudo, o mesmo que, desde a queda de Adão, persegue o gênero humano, como cão raivoso e sedento por fazer perder as almas.

Enquanto o Divino criador é amante da vida humana desde a sua concepção (no ventre materno), infundindo-lhe, nesse mesmo instante, uma alma imortal, bem como suas características físicas e psicológicas, o Inimigo, numa ação diametralmente oposta, passa a odiar essa mesma nova criatura com uma raiva infernal e, se lhe fosse possível, quereria  mesmo arrebatá-la, desde já, para o seu reino de trevas, de modo a impedi-la de um dia amar de volta o seu Criador. Mas não podendo fazê-lo, ao menos encontra alguma satisfação em privá-la da graça batismal, impedindo seu primeiro sopro de vida, através do aborto.

Para demonstrar de modo incontestável o amor de Deus pela vida humana intrauterina, valhamo-nos da própria Escritura Sagrada: Ao profeta Isaías, o Próprio Deus fez a seguinte revelação:  "Antes de te formares dentro do ventre de tua mãe, antes que tu nascesses, te conhecia e te consagrei" [1]. Lendo essa passagem, quem ainda ousaria duvidar da vida de um feto e do amor que Deus tem pelo homem, antes mesmo de seu nascimento?


       

Para tornar ainda mais evidente o quão verdadeira é a assertiva de que a vida começa na concepção, quis o Criador, em sua presciência divina, operar o primeiro milagre da graça por meio de um embrião. Com efeito, assim que a Virgem Santíssima recebera a notícia de que seria a Mãe do Salvador, deu Sim à vida e partiu para a região montanhosa, dirigindo-se às pressas para uma cidade da Judéia", onde morava Isabel[2]. Tão logo ouviu Isabel  a saudação de Maria, o seu filho, João Batista, um feto de 26 semanas, pulou de alegria no ventre materno. Eis que um embrião santificava um feto, como num prenúncio de como esse fato se constituiria a mais contundente prova-argumento a respeito do início da vida.

“Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança saltou

em seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.” (Lc 1,41)

Aqui, novamente se vê uma clara oposição entre a ação Divina e a ação do Demônio: por um lado, a Virgem Santíssima subindo a região montanhosa para louvar a vida, e por outro lado os sequazes de Satanás, no mundo moderno, descendo a ladeira da perdição eterna, chafurdando no mais fundo do poço para armar seus laços contra a vida.

Há cerca de três meses, nos dias 03 e 06 de agosto de 2018, o Supremo Tribunal Federal promoveu o que foi chamado de "debate público" sobre o aborto, onde profissionais da saúde, do Direito, professores, um bispo, um sacerdote, entre outros, debateram sobre o tema. Em discussão esteve a legalidade ou não de se abortar uma criança com menos de doze semanas de vida, tema da ADPF 442. Obviamente, numa sociedade sadia o assassinato de bebês jamais deveria estar em pauta de discussão, tampouco de votação. Mas sabemos que não vivemos numa sociedade sadia, e que o Inimigo da salvação dos homens não descansa em seus sórdidos intentos. O Padre Paulo Ricardo, no dia 07/08/2018, fez grave denúncia contra a ação da Suprema Corte do país no artigo intitulado "STF e o aborto: um 'teatro armado'"[3]. Nesse artigo, é citada a exposição do Pe. José Eduardo de Oliveira e Silva, representante da CNBB. Vejamos um breve trecho de tal exposição:

"Esta audiência não se presta para o fim a que foi convocada. Presta-se apenas para legitimar o ativismo desta Corte. Está-se fingindo ouvir as partes, mas na realidade está-se apenas legitimando o ativismo que virá em seguida. A prova é que os que defendem o reconhecimento do aborto como direito tiveram bem mais do que o dobro do tempo e bem mais do que o dobro de representantes dos que defendem a posição contrária..."

Esse trecho da exposição do Pe. José Eduardo transmite a forte ideia de que todo e qualquer argumento, ainda que cabal e invencível, a favor da vida poderá estar sendo lançado a ouvidos moucos, e sumariamente ignorado por um clã de julgadores togados e pretensos paladinos do direito e da justiça. De fato, a máquina estatal deu outra prova muito recente de que está empenhada em legalizar o aborto, quando, em julho de 2018, a Presidência da República destinou verbas para a ONG "católicas pelo direito de decidir", um grupo de mulheres que, há muito, usurpam o título de católicas para militarem em favor do assassinato de crianças.

Neste ponto da leitura, convém informar aos leitores sobre uma grande farsa orquestrada pelas instituições que militam em favor do aborto: a farsa dos números. Para isso, recomendamos que assistam ao breve vídeo abaixo, que demonstra de modo cabal as mentiras do movimento abortista acerca desses números: 

Os Números do Aborto

É sabido que a luta pela legalização do aborto não parará por aí. Uma vez alcançado seu intento (Deus não o permita jamais!), o movimento tentará avançar gradativamente. De 12 semanas passarão a 24, depois tentarão a "legalização" completa em qualquer período gestacional. Após isso, buscando derrubar sucessiva e desenfreadamente a dignidade da vida humana, buscarão até mesmo a aprovação do infanticídio, de crianças doentes ou não (qualquer semelhança com o que já acontece em alguns países não será "mera coincidência"), tudo em nome do conforto e do prazer de uma sociedade que vê filhos como problemas e animais domésticos como diversão. Será uma paródia satânica à ação de Herodes, que vendo seu conforto e poder ameaçados por uma criança, e tentando vitimá-la com a morte, ordenou que se matassem um sem-número de inocentes (para salvar seu reino). É o que busca fazer Satanás, príncipe deste mundo: assassinar crianças para continuar reinando no coração do homem deste século.

A despeito de todo o ímpeto da ação demoníaca em favor do aborto, que atormenta esta Terra de Santa Cruz, coloquemos toda nossa confiança no Deus da Vida, e peçamos-Lhe, sem cessar, que destrua os intentos malditos do príncipe da morte, pela intercessão daquela que deu o mais importante Sim à Vida!

MARIA SEMPRE!

Referências:

1.  Jr 1, 5.

2.  Dt 30, 19.

3.  STF e o aborto: um teatro armado. Disponível em: padrepauloricardo.org/blog/stf-e-o-aborto-um-teatro-armado. Acesso em 26/10/2018.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

A ALEGRIA PARTICULAR DE NADA SER


Detive-me hoje diante de um verme da terra, coberto de lama e arrastando-se aos meus pés na poeira... e senti meus olhos encherem-se de lágrimas. Se este animal, dizia a mim mesmo, possuísse a razão e compreendesse sua humilde condição em face da minha e se consentisse em ser um simples verme e em mover-se com dificuldade e em nutrir-se da terra, por consideração a mim... parece que eu me sentiria sensibilizado: o amor deste ser insignificante comoveria meu coração e eu o amaria por minha vez.

E se, dirigindo-se a mim do fundo de sua baixeza, me dissesse: “Nada mais desejo na minha miserável existência, livremente aceita, senão vos ser agradável. Quisera nunca fazer o menor movimento que vos pudesse desagradar ou causar desgosto”. Como estimaria este humilde animal e como ficaria sensibilizado com tanto devotamento!

E se continuasse dizendo que queria ficar sempre verme, para me proporcionar a felicidade de ser sempre dotado de inteligência, de liberdade e de nobreza, que seu único prazer consistira sempre em me ver rico e feliz; como eu me inclinaria com gratidão e respeito ante esse pequeno ser tão generoso e tão esquecido de si mesmo!

Se, enfim, acrescentasse que me consagrou todo o amor de que um verme da terra, coberto de lodo, pode ser capaz e quereria aumentar e elevar este amor, fazendo que todos os seus semelhantes a ele se associassem, como o esforço desta humilde criatura me lançaria na admiração e me forçaria a amá-la por minha vez.

Ó Jesus! Lembrai-vos que este pequeno verme da terra, arrastando-se aos vosso pés, sou eu.

(Pe. José Shrijvers, Almas Confiantes, cap. X – Os Frutos do Espírito Santo, Art. II)

MARIA SEMPRE!

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

II FÓRUM NACIONAL LIGA CRISTO REI

A Liga Cristo Rei  reuniu mais de 700 católicos de diversas partes do país
Por Editores do Blog
Srs. Fábio e Raphael - Membros da SSVM
Foto com SAIR Dom Bertrand
Nos dias 8 e 9 de setembro, aconteceu no Othon Palace, em Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, o II Fórum Nacional Liga Cristo Rei, evento que reuniu mais de 700 católicos de diversas partes do país e contou com mais de 20 palestrantes do Brasil e do exterior, além da celebração da Missa Tradicional nos seus dois dias de evento. A Liga Cristo Rei, que já está em sua segunda edição, é organizada pelo Centro Dom Bosco, um instituto católico dirigido por leigos e nascido no Rio de Janeiro há pouco mais de dois anos.
Foto com Pe. Paulo Ricardo

Nesta segunda edição do evento, dois membros da SSVM foram enviados para observar, colher experiências e também prestigiar a participação de um dos principais colaboradores da SSVM, o Prof. Carlos Nougué. Na visão desses membros, representantes da SSVM, saltou aos olhos a qualidade da organização do evento, destinado a um público tão numeroso. Impressionaram, também, o crescimento do modelo do Centro Dom Bosco, atingindo a marca de mais de 17 centros católicos espalhados pelo Brasil, e a expressiva participação de jovens entusiasmados por aprender, reunindo-se em suas cidades e militando pela propagação do Reinado Social de Nosso Senhor.



Publicamos a seguir uma entrevista feita na ocasião com o Sr. Ademir Halinski, presidente do Instituto Santo Atanásio e organizador da primeira edição regional da Liga Cristo Rei para o sul do país, que ocorrerá em novembro deste ano.

Entrevista com o Sr. Ademir Halinski, presidente e membro fundador do Instituto Santo Atanásio (ISA), em Curitiba, no estado do Paraná:

Como surgiu o ISA?
Sr. Ademir Halinski
A partir do lançamento de um livro do Prof. Carlos Nougué, em Curitiba, surgiu a ideia de criarmos um grupo fechado de estudos e vida espiritual, foi quando os membros do CDB fizeram contato a respeito da criação de um centro católico em Curitiba. Fomos então ao I Fórum Liga Cristo Rei e ficamos encantados com a ideia de criar um centro que tivesse o intuito do estabelecimento do Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo. A partir de muita conversa e trabalho, nasceu, no início deste ano, o ISA.

Como são as atividades do ISA?
Nós temos um pilar bem determinado no instituto, que é primeiro a vida de oração, espiritualidade, e aí a formação. Entendemos que sem isso não poderemos chegar a lugar algum, por isso em todas as nossas atividades rezamos antes o terço. Nossos encontros são semanais, às vezes com mais frequência, dependendo do curso que estiver em andamento.

Qual a importância da difusão da Missa Tradicional para o ISA?
É de extrema importância. Sabemos que a Missa Tradicional é a mais perfeita, e é ela que vai levar o homem mais próximo de Deus. Então o instituto tem isso muito claro, que é a necessidade de levar a Missa Tridentina para toda a sociedade.

Como o ISA enxerga o apostolado leigo e a organização em grupos, tal como os centros católicos ligados ao CDB?
O trabalho do leigo se tornou fundamental porque ele encontra as portas mais abertas para levar a discussão do Reinado Social de Nosso Senhor para toda a sociedade, pois ele consegue entrar em vários setores em que hoje a Igreja não tem mais espaço, devido à laicidade e ao próprio neopaganismo da sociedade. Como leigos, isso facilita um pouco, principalmente nas universidades, famílias mais afastadas da Igreja, e também nos campos político e jurídico, onde se pode combater com mais proximidade o aborto, a ideologia de gênero e os movimentos homossexuais.

Aos amigos e benfeitores da SSVM, poderia tecer algumas palavras de incentivo e colaboração por esse trabalho que a SSVM - como também o ISA e outros grupos espalhados pelo país - realiza para que Cristo reine na sociedade?
É fundamental uma vida de oração. Costumo dizer que me acho totalmente indigno de estar nesta posição (de presidente do ISA). Se ela veio, foi pela graça de Deus e não pelos meus méritos. Tudo que vem acontecendo com o CDB e os outros institutos que vêm surgindo não se deve aos méritos de ninguém, mas somente a uma graça de Deus. Por isso, antes de qualquer coisa, deve-se ter uma vida de oração e só assim uma busca intelectual.

Em seguida, é muito importante que busquem e apoiem os grupos católicos de sua região. Costumamos dizer que quando fundamos o ISA nós pensamos que iríamos contribuir mais para o crescimento do outro, e o que na verdade aconteceu foi que nós é que mais aprendemos e crescemos, tanto na vida espiritual quanto intelectual, com o convívio entre católicos.


MARIA SEMPRE!

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

O CONHECIMENTO DE SI PRÓPRIO



Por Padre Anselmo Longpré - Fraternidade São Pio X


O AMOR PRÓPRIO - O AMOR DAS RIQUEZAS

MEIO PARA DELES SE LIBERTAR


Sinais que nos permitem reconhecer as nossas afeições e maneira de as combater

I
SINAIS DE AFEIÇÃO ÀS RIQUEZAS


01.Solicitude, preocupação, diligência em adquiri-las: "Não vos inquieteis pela vossa vida: que haveis de comer ou que haveis de beber; nem pelo vosso corpo: que haveis de vestir" (Mt 6,25).

02.Medo que falte alguma coisa: "Quando vos enviei sem bolsa, nem alforge, nem sandálias, faltou-vos alguma vez alguma coisa?"(Lc 22,35). 

03.Grande preocupação pelo futuro: "Buscai primeiro o Reino de Deus, e tudo mais vos será dado em acréscimo" (Lc 12,31).

04.Busca de luxo nas habitações, na mobília, nos meios de transporte, na mesa, etc.: "Posto que não temos aqui cidade permanente, mas vamos em busca da futura" (Hb 13,14). 

05.Não estar nunca contente nem satisfeito com que se tem: "Quando, porém, temos o que comer e o que vestir, com isso nos contentaremos.Mas aqueles que querem enriquecer caem em tentações, em laços e em muitas cobiças insensatas e nocivas, que mergulham os homens na perdição e na ruína.Com efeito, a raiz de todos os males é a cobiça do dinheiro, na qual alguns se desviam da fé, atormentando-se com muitas aflições" (I Tm 6,8-10).

06.Cobiçar as riquezas: "Aos ricos deste século recomenda que não sejam altivos, nem ponham a esperança em riquezas incertas, mas em Deus, que nos dá todas as coisas com abundâncias, para delas usarmos" (I Tm 6,17). 

07.Agir com espírito de propriedade e agarrar-se ao que se tem: "Não entesoureis para vós tesouros na terra (...) mas entesourai tesouros no céu" (Mt 6,19-20).

08.Dar esmola recalcitrando: "Mas quando tu deres esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita" (Mt 6,3). 

09.Ter estima e consideração pelos ricos e pouca consideração pelos pobres: "Mas ai de vós, ricos!...Ai de vós, que estais agora fartos!"; "Bem aventurados os pobres em espírito" (Lc 6,24-25; Mt 5,3).

10.Apoiar-se nas riquezas ao fazer apostolado: "Não ponham esperança em riquezas incertas, mas em Deus" (I Tm 6,17).

Para Combater a Afeição às Riquezas

01.contentar-se com o necessário e verdadeiramente útil, no alojamento, mobiliário, alimentação, vestuário, etc..



02.Estar contente com o que se tem e agradecer a Deus o que Ele nos dá.

03.aceitar alegremente a falta, por vezes, do útil e mesmo do necessário.

04.nunca se queixar das incomodidades da pobreza.

05.não se agarrar ao que se possui ou ao que se usa: quarto, livros, vestuário, meios de transporte, etc..

06.Não se entristecer com as perdas que acontecem.

07.Dar generosamente conforme os seus meios.

08.Aceitar, por vezes, prestar serviços gratuitamente.

09.Amar e visitar os pobres.

10.Tratar com cuidado e economizar as coisas de nosso uso.

11.Adaptar a maneira de viver da gente do povo, dos trabalhadores normais.

12.Moderação na utilização das comodidades modernas.

13.Não se associar em negócios temporais, investimentos especulativos, pequenas "habilidades" que dão lucro, etc..


II
SINAIS DE AFEIÇÃO AOS BENS DO CORPO
A SAÚDE - O REPOUSO - AS SATISFAÇÕES - O CONFORTO


01.O desejo da estima dos homens, a complacência nos louvores.



02.O afeto às suas idéias, à sua maneira de ver e agir.

03.A teimosia, a obstinação na defesa do seu ponto de vista.

04.A independência, que leva a agir a seu modo, a desprezar o conselho dos outros, a subtrair-se à obediência.

05.A impaciência e a cólera perante a oposição.

06.A artimanha para chegar aos seus fins.

07.A presunção e a temeridade.

08.A susceptibilidade, que não pode suportar nenhuma observação.

09.A arrogância, que leva às palavras que ferem.

10.A ostentação, a afetação, que leva a fazer gala do seu saber, das suas relações, da sua influência.

11.A desobediência aos superiores e o pouco caso deles.

12.O hábito de tudo criticar, de tudo julgar, de tudo condenar.

13.A preguiça intelectual; crê-se dispensado de estudar.

14.O amor das novidades, o entusiasmo pelo inédito."Guarda o depósito, evitando as vaidades profanas de palavras e as contradições de uma pretensa ciência" (I Tm 6,20).


Para Combater As Afeições Ao Amor Próprio
01.Desconfiar de nós mesmos, dos nossos pensamentos, dos nossos julgamentos, das nossas idéias.

02.
Pedir conselho com freqüência, e aceitar com alegria aqueles que nos dão.

03.Viver na obediência a um superior.Submeter-se, em espírito e coração, à Igreja e suas autoridades.

04.Combater as afeições assinaladas com atos opostos.

IV
SINAIS DE AFEIÇÃO Á VONTADE PRÓPRIA

01.O desgosto, a apatia e a negligência em fazer um trabalho que não seja de sua escolha.

02.A inconstância, o capricho e a moleza no cumprimento do dever.

03.A indecisão, que faz com que se queira e não se queira.

04.A tristeza, o desencorajamento, o abandono da tarefa empreendida, perante dificuldades.


Para Combater as afeições à vontade própria

01.Nada fazer por nós próprios, mas submeter a nossa vontade, em tudo, à dos Superiores.

02.Não procurar fazer o que nos agrada, mas o que agrada a Deus e nos é pedido pelos Superiores.

03.Obedecer sem réplica mesmo nas mais pequenas coisas.

04.Ser fiel ao seu regulamento de vida.




V
SINAIS DE AFEIÇÃO DO CORAÇÃO

01.Amar alguém sobretudo por causa das suas qualidades naturais.

02.Procurar a companhia dessa pessoa pelo prazer que nisso se tem.

03.Estar incessantemente inquieto e atormentado a seu respeito.

04.Irritar-se com os que não partilham os mesmos sentimentos.

05.Aceitar e oferecer mutuamente prendas.

06.Dar provas sensíveis de afeição.

07.Guardar a sua simpatia para os amigos e receber friamente os outros.


VI
SINAIS DE AFEIÇÃO ESPIRITUAL


1.Orgulho espiritual

a)- Estar satisfeito consigo e não ver o que falta aperfeiçoar.
b)- Colocar-se como mestre e julgar os outros com severidade.
c)- Fazer grandes projetos e negligenciar os deveres do seu estado.
d)- Deleitar-se com a leitura dos autores espirituais sem cuidar de pôr em prática o que eles ensinam.
e)- Não ver a distância que existe entre o conhecimento teórico do Evangelho e a imitação de Jesus Cristo.
f)- Julgar-se avançado no caminho da perfeição e desprezar os outros.
g)- Sentir despeito a seguir às suas faltas e vergonha em declará-las na confissão.
h)- Procurar desculpar as suas faltas e defender-se quando se é acusado.
i)- Precipitação e pressa no estudo das coisas menos importantes para a salvação.

2.Avareza espiritual e inveja

a)- Nunca estar satisfeito com o que Deus dá.
b)- Tristeza, ciúme dos bens espirituais que se descobrem nos outros.
c)- Procurar rebaixar os outros, tentar provar que não são tão santos como se diz.
d)- Afeição a certas formas de piedade, aos seus métodos

3.Luxúria Espiritual
a)- Procurar as amizades sensíveis, com o pretexto de progresso espiritual. Necessidade de se expandir.

b)- Afeiçoar-se ao seu confessor, ao seu diretor, por motivos demasiado humanos.

c)- Simpatias demasiado humanas para com certas pessoas e antipatia para com outras.


4.Avidez espiritual
a)- Afeiçoar-se imoderadamente às consolações sensíveis que Deus às vezes concede, como um meio, mas que não se devem buscar como um fim.

b)- Procura de si próprio no apostolado exterior; necessidade de atrair a si, de ser o centro.Comprazimento nas suas obras.

5.Preguiça espiritual
a)- Arrastar-se na vida espiritual, porque já não se encontra gosto nela.

b)- Desgosto no trabalho da sua santificação, logo que se trate de avançar pela "via estreita".

c)- abandono dos meios de santificação ao nosso alcance, na espera de meios imaginários.

d)- Tristeza, pusilanimidade, perante os esforços para se santificar.

e)- Deixar para mais tarde o que se devia fazer hoje.

6.Cólera espiritual

a)- Impaciência e amuo com Deus, que não nos dá o que se pede.

b)- Zelo amargo em relação ao próximo, necessidade de admoestar.

c)- Falta de doçura para consigo próprio, á vista dos nossos defeitos e imperfeições.

d)- Rudeza insuficientemente dominada pela paciência.

------------------------Por Padre Anselmo Logpré------------------------


Fonte: www.voltaparacasa.com.br - A todos aqueles que desejam se santificar!
MARIA SEMPRE!

terça-feira, 14 de agosto de 2018

MINICURSO DE INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA TOMISTA

Turma do Primeiro Minicurso de Introdução à Psicologia Tomista.
Por editores do blog.

O Grupo de Estudos São Miguel Arcanjo juntamente com a Sociedade da Santíssima Virgem Maria (SSVM) promoveram, de 16 a 20 de julho, o primeiro Minicurso de Introdução à Psicologia Tomista. O minicurso foi dirigido pelo Sr. Victor Augusto de Azevedo Ferreira - bacharel em Psicologia pelas Faculdades Integradas Pitágoras de Montes Claros (FIPMoc) e mestrando em Ciências Humanas pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) – o qual se destaca na região pelo estudo do pensamento de Santo Tomás de Aquino no âmbito das Ciências Humanas, em especial na Psicologia.

Marca página que fora distribuído
aos participantes juntamente
com um glossário de termos
da metafísica e da psicologia.
Reunindo-se na sala Mãe do Bom Conselho, os mais de 20 inscritos no minicurso tiveram a oportunidade singular de assistir a aulas sobre uma abordagem da psicologia muito rara nos meios acadêmicos institucionais, mas que guarda uma excelência incomensurável. A psicologia Tomista, quase sempre, não é nem mesmo mencionada nas formações de psicólogos do Brasil, fato comprovado pelos profissionais e acadêmicos da área. Atento a esta lamentável realidade, o Sr. Victor Augusto apresentou ao longo do minicurso as causas e os efeitos disso, deixando clara a necessidade urgente de retomar o pensamento de Santo Tomás como a opção mais autêntica, realista e completa da psicologia, pois as obras do Doutor Universal são filosoficamente rigorosas, cientificamente precisas e abrangentes e incluem os postulados tanto da fé quanto da razão, duas asas que - sem querer igualar o valor de cada uma delas - juntas conduzem o homem ao seu fim último: Deus.

Entrega do certificado.
No decurso desses 5 dias de aulas, o que se viu foram apresentações bem fundamentadas e elaboradas, uma visão diferenciada da psicologia moderna, além de uma convivência salutar em um ambiente fraterno e aconchegante, que orientou e motivou os presentes a aprimorarem seus estudos, para buscarem atuar em conformidade com o conteúdo administrado. São essas iniciativas que contribuem para que o Tomismo (em geral) esteja ganhando cada vez mais força e adeptos. Espera-se que a psicologia Tomista passe a ser mais presente nas formações e deixe de ser mero ornato teórico, sendo prática frequente e constante dos psicólogos.

Fica a gratidão aos participantes e o reconhecimento ao Sr. Victor Augusto e ao Grupo de Estudos São Miguel Arcanjo por proporcionarem tão nobre ocasião. Que esse seja só o primeiro de muitos e que, através de ocasiões, a psicologia Tomista atinja uma grande valorização.

Srta. Ana Paula, Srta. Janine, Sr. Victor e a Srta. Gabriela
 integram o Grupo de Estudos São Miguel Arcanjo.

                                                                                                                                            Fotos: Anderson Santos

MARIA SEMPRE!

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

MISSA TRIDENTINA - FORMAÇÃO, ENTUSIASMO E PERSEVERANÇA

Sr. Fábio, Sr. Alceu (com seu filho Bernardo), Sr. Helmer e Sr. Raphael
em frente à Capela Nossa Senhora das Dores.

Interior da Capela, pouco antes da Santa Missa.
Pe. Daniel Pinheiro com as crianças
 que fizeram a primeira comunhão.
Em julho último, alguns membros da Sociedade da Santíssima Virgem Maria – SSVM partiram de Montes Claros - MG a Brasília – DF a fim de, com os Padres do IBP (Instituto Bom Pastor), aprofundarem os seus conhecimentos no que tange à liturgia da Missa Tridentina. O objetivo é melhorar cada vez mais no serviço que a confraria de Montes Claros presta na promoção da Missa de sempre no Norte de Minas Gerais. O interesse geral pela Missa Tridentina vem crescendo nessa região e, correspondendo a este anseio da população, a SSVM busca, por meio de seus membros, aprimorar os seus conhecimentos em tudo que se refere à Tradição. 

O IBP faz excelente apostolado na Capela Nossa Senhora das Dores e é atualmente uma exímia referência de promoção e defesa da Tradição Católica, especialmente, no que diz respeito à celebração da Missa Tradicional. Cônscios disso, os senhores Fábio Ribeiro, Helmer Ézion e Raphael Scarcela buscaram ter com os padres do IBP formação para acólitos, para melhor servir na Missa Tridentina em Montes Claros. 





A capela
convida à oração.
Organização dos
 paramentos antes
 da Missa.
Mas, o que se viu, foi muito além da formação litúrgica. Em um ambiente equilibrado e verdadeiramente católico, foi possível notar a reverência para com o sagrado: belas imagens, disposição lógica e ordenada das coisas, submissão ao Magistério, exaltação e propagação das famílias, e severidade para com os erros e pecados. Os visitantes ainda tiveram a oportunidade de assistir uma celebração da Missa Cantada com algumas crianças fazendo a primeira comunhão. Lamentavelmente, isso que deveria ser o mínimo de todo e qualquer sacerdote tornou-se raro e quase inacessível. Portanto, Louvado seja Deus pelo empenho dos padres do IBP. Não bastasse tudo que foi relatado, os confrades ainda receberam a melhor das hospitalidades, e puderam, com isso, ter uma melhor experiência, focando em detalhes que servirão para o apostolado em Montes Claros.

Vista da Capela de
 Nossa Senhora das Dores.
Aproveitando ainda a oportunidade, os viajantes fizeram um tour pela cidade de Brasília e conheceram alguns pontos turísticos valendo-se da gentileza dos também membros da SSVM Alceu Junior e Marcos Paulo e suas famílias, que lá residem, seguindo o que descreve a Sagrada escritura: "Vi muitas coisas em minhas viagens, muitos costumes diferentes." Eclo. 34, 12. 

Momento de agradável convivência
 na residência do Sr. Marcos Paulo.
(Membro da SSVM)
Foi uma experiência engrandecedora em todos os aspectos. Fica o agradecimento e as orações dedicadas a todos que viabilizaram esta ocasião. Espera-se que a partir de então, o trabalho de promoção da Missa Tridentina em Montes Claros fique cada vez mais atraente e que, consequentemente, atraia muito mais fiéis a conhecerem tão majestoso tesouro da Cristandade.



MARIA SEMPRE!