Mostrando postagens com marcador indicações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador indicações. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

O CONHECIMENTO DE SI PRÓPRIO



Por Padre Anselmo Longpré - Fraternidade São Pio X


O AMOR PRÓPRIO - O AMOR DAS RIQUEZAS

MEIO PARA DELES SE LIBERTAR


Sinais que nos permitem reconhecer as nossas afeições e maneira de as combater

I
SINAIS DE AFEIÇÃO ÀS RIQUEZAS


01.Solicitude, preocupação, diligência em adquiri-las: "Não vos inquieteis pela vossa vida: que haveis de comer ou que haveis de beber; nem pelo vosso corpo: que haveis de vestir" (Mt 6,25).

02.Medo que falte alguma coisa: "Quando vos enviei sem bolsa, nem alforge, nem sandálias, faltou-vos alguma vez alguma coisa?"(Lc 22,35). 

03.Grande preocupação pelo futuro: "Buscai primeiro o Reino de Deus, e tudo mais vos será dado em acréscimo" (Lc 12,31).

04.Busca de luxo nas habitações, na mobília, nos meios de transporte, na mesa, etc.: "Posto que não temos aqui cidade permanente, mas vamos em busca da futura" (Hb 13,14). 

05.Não estar nunca contente nem satisfeito com que se tem: "Quando, porém, temos o que comer e o que vestir, com isso nos contentaremos.Mas aqueles que querem enriquecer caem em tentações, em laços e em muitas cobiças insensatas e nocivas, que mergulham os homens na perdição e na ruína.Com efeito, a raiz de todos os males é a cobiça do dinheiro, na qual alguns se desviam da fé, atormentando-se com muitas aflições" (I Tm 6,8-10).

06.Cobiçar as riquezas: "Aos ricos deste século recomenda que não sejam altivos, nem ponham a esperança em riquezas incertas, mas em Deus, que nos dá todas as coisas com abundâncias, para delas usarmos" (I Tm 6,17). 

07.Agir com espírito de propriedade e agarrar-se ao que se tem: "Não entesoureis para vós tesouros na terra (...) mas entesourai tesouros no céu" (Mt 6,19-20).

08.Dar esmola recalcitrando: "Mas quando tu deres esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita" (Mt 6,3). 

09.Ter estima e consideração pelos ricos e pouca consideração pelos pobres: "Mas ai de vós, ricos!...Ai de vós, que estais agora fartos!"; "Bem aventurados os pobres em espírito" (Lc 6,24-25; Mt 5,3).

10.Apoiar-se nas riquezas ao fazer apostolado: "Não ponham esperança em riquezas incertas, mas em Deus" (I Tm 6,17).

Para Combater a Afeição às Riquezas

01.contentar-se com o necessário e verdadeiramente útil, no alojamento, mobiliário, alimentação, vestuário, etc..



02.Estar contente com o que se tem e agradecer a Deus o que Ele nos dá.

03.aceitar alegremente a falta, por vezes, do útil e mesmo do necessário.

04.nunca se queixar das incomodidades da pobreza.

05.não se agarrar ao que se possui ou ao que se usa: quarto, livros, vestuário, meios de transporte, etc..

06.Não se entristecer com as perdas que acontecem.

07.Dar generosamente conforme os seus meios.

08.Aceitar, por vezes, prestar serviços gratuitamente.

09.Amar e visitar os pobres.

10.Tratar com cuidado e economizar as coisas de nosso uso.

11.Adaptar a maneira de viver da gente do povo, dos trabalhadores normais.

12.Moderação na utilização das comodidades modernas.

13.Não se associar em negócios temporais, investimentos especulativos, pequenas "habilidades" que dão lucro, etc..


II
SINAIS DE AFEIÇÃO AOS BENS DO CORPO
A SAÚDE - O REPOUSO - AS SATISFAÇÕES - O CONFORTO


01.O desejo da estima dos homens, a complacência nos louvores.



02.O afeto às suas idéias, à sua maneira de ver e agir.

03.A teimosia, a obstinação na defesa do seu ponto de vista.

04.A independência, que leva a agir a seu modo, a desprezar o conselho dos outros, a subtrair-se à obediência.

05.A impaciência e a cólera perante a oposição.

06.A artimanha para chegar aos seus fins.

07.A presunção e a temeridade.

08.A susceptibilidade, que não pode suportar nenhuma observação.

09.A arrogância, que leva às palavras que ferem.

10.A ostentação, a afetação, que leva a fazer gala do seu saber, das suas relações, da sua influência.

11.A desobediência aos superiores e o pouco caso deles.

12.O hábito de tudo criticar, de tudo julgar, de tudo condenar.

13.A preguiça intelectual; crê-se dispensado de estudar.

14.O amor das novidades, o entusiasmo pelo inédito."Guarda o depósito, evitando as vaidades profanas de palavras e as contradições de uma pretensa ciência" (I Tm 6,20).


Para Combater As Afeições Ao Amor Próprio
01.Desconfiar de nós mesmos, dos nossos pensamentos, dos nossos julgamentos, das nossas idéias.

02.
Pedir conselho com freqüência, e aceitar com alegria aqueles que nos dão.

03.Viver na obediência a um superior.Submeter-se, em espírito e coração, à Igreja e suas autoridades.

04.Combater as afeições assinaladas com atos opostos.

IV
SINAIS DE AFEIÇÃO Á VONTADE PRÓPRIA

01.O desgosto, a apatia e a negligência em fazer um trabalho que não seja de sua escolha.

02.A inconstância, o capricho e a moleza no cumprimento do dever.

03.A indecisão, que faz com que se queira e não se queira.

04.A tristeza, o desencorajamento, o abandono da tarefa empreendida, perante dificuldades.


Para Combater as afeições à vontade própria

01.Nada fazer por nós próprios, mas submeter a nossa vontade, em tudo, à dos Superiores.

02.Não procurar fazer o que nos agrada, mas o que agrada a Deus e nos é pedido pelos Superiores.

03.Obedecer sem réplica mesmo nas mais pequenas coisas.

04.Ser fiel ao seu regulamento de vida.




V
SINAIS DE AFEIÇÃO DO CORAÇÃO

01.Amar alguém sobretudo por causa das suas qualidades naturais.

02.Procurar a companhia dessa pessoa pelo prazer que nisso se tem.

03.Estar incessantemente inquieto e atormentado a seu respeito.

04.Irritar-se com os que não partilham os mesmos sentimentos.

05.Aceitar e oferecer mutuamente prendas.

06.Dar provas sensíveis de afeição.

07.Guardar a sua simpatia para os amigos e receber friamente os outros.


VI
SINAIS DE AFEIÇÃO ESPIRITUAL


1.Orgulho espiritual

a)- Estar satisfeito consigo e não ver o que falta aperfeiçoar.
b)- Colocar-se como mestre e julgar os outros com severidade.
c)- Fazer grandes projetos e negligenciar os deveres do seu estado.
d)- Deleitar-se com a leitura dos autores espirituais sem cuidar de pôr em prática o que eles ensinam.
e)- Não ver a distância que existe entre o conhecimento teórico do Evangelho e a imitação de Jesus Cristo.
f)- Julgar-se avançado no caminho da perfeição e desprezar os outros.
g)- Sentir despeito a seguir às suas faltas e vergonha em declará-las na confissão.
h)- Procurar desculpar as suas faltas e defender-se quando se é acusado.
i)- Precipitação e pressa no estudo das coisas menos importantes para a salvação.

2.Avareza espiritual e inveja

a)- Nunca estar satisfeito com o que Deus dá.
b)- Tristeza, ciúme dos bens espirituais que se descobrem nos outros.
c)- Procurar rebaixar os outros, tentar provar que não são tão santos como se diz.
d)- Afeição a certas formas de piedade, aos seus métodos

3.Luxúria Espiritual
a)- Procurar as amizades sensíveis, com o pretexto de progresso espiritual. Necessidade de se expandir.

b)- Afeiçoar-se ao seu confessor, ao seu diretor, por motivos demasiado humanos.

c)- Simpatias demasiado humanas para com certas pessoas e antipatia para com outras.


4.Avidez espiritual
a)- Afeiçoar-se imoderadamente às consolações sensíveis que Deus às vezes concede, como um meio, mas que não se devem buscar como um fim.

b)- Procura de si próprio no apostolado exterior; necessidade de atrair a si, de ser o centro.Comprazimento nas suas obras.

5.Preguiça espiritual
a)- Arrastar-se na vida espiritual, porque já não se encontra gosto nela.

b)- Desgosto no trabalho da sua santificação, logo que se trate de avançar pela "via estreita".

c)- abandono dos meios de santificação ao nosso alcance, na espera de meios imaginários.

d)- Tristeza, pusilanimidade, perante os esforços para se santificar.

e)- Deixar para mais tarde o que se devia fazer hoje.

6.Cólera espiritual

a)- Impaciência e amuo com Deus, que não nos dá o que se pede.

b)- Zelo amargo em relação ao próximo, necessidade de admoestar.

c)- Falta de doçura para consigo próprio, á vista dos nossos defeitos e imperfeições.

d)- Rudeza insuficientemente dominada pela paciência.

------------------------Por Padre Anselmo Logpré------------------------


Fonte: www.voltaparacasa.com.br - A todos aqueles que desejam se santificar!
MARIA SEMPRE!

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

MISSA TRIDENTINA - FORMAÇÃO, ENTUSIASMO E PERSEVERANÇA

Sr. Fábio, Sr. Alceu (com seu filho Bernardo), Sr. Helmer e Sr. Raphael
em frente à Capela Nossa Senhora das Dores.

Interior da Capela, pouco antes da Santa Missa.
Pe. Daniel Pinheiro com as crianças
 que fizeram a primeira comunhão.
Em julho último, alguns membros da Sociedade da Santíssima Virgem Maria – SSVM partiram de Montes Claros - MG a Brasília – DF a fim de, com os Padres do IBP (Instituto Bom Pastor), aprofundarem os seus conhecimentos no que tange à liturgia da Missa Tridentina. O objetivo é melhorar cada vez mais no serviço que a confraria de Montes Claros presta na promoção da Missa de sempre no Norte de Minas Gerais. O interesse geral pela Missa Tridentina vem crescendo nessa região e, correspondendo a este anseio da população, a SSVM busca, por meio de seus membros, aprimorar os seus conhecimentos em tudo que se refere à Tradição. 

O IBP faz excelente apostolado na Capela Nossa Senhora das Dores e é atualmente uma exímia referência de promoção e defesa da Tradição Católica, especialmente, no que diz respeito à celebração da Missa Tradicional. Cônscios disso, os senhores Fábio Ribeiro, Helmer Ézion e Raphael Scarcela buscaram ter com os padres do IBP formação para acólitos, para melhor servir na Missa Tridentina em Montes Claros. 





A capela
convida à oração.
Organização dos
 paramentos antes
 da Missa.
Mas, o que se viu, foi muito além da formação litúrgica. Em um ambiente equilibrado e verdadeiramente católico, foi possível notar a reverência para com o sagrado: belas imagens, disposição lógica e ordenada das coisas, submissão ao Magistério, exaltação e propagação das famílias, e severidade para com os erros e pecados. Os visitantes ainda tiveram a oportunidade de assistir uma celebração da Missa Cantada com algumas crianças fazendo a primeira comunhão. Lamentavelmente, isso que deveria ser o mínimo de todo e qualquer sacerdote tornou-se raro e quase inacessível. Portanto, Louvado seja Deus pelo empenho dos padres do IBP. Não bastasse tudo que foi relatado, os confrades ainda receberam a melhor das hospitalidades, e puderam, com isso, ter uma melhor experiência, focando em detalhes que servirão para o apostolado em Montes Claros.

Vista da Capela de
 Nossa Senhora das Dores.
Aproveitando ainda a oportunidade, os viajantes fizeram um tour pela cidade de Brasília e conheceram alguns pontos turísticos valendo-se da gentileza dos também membros da SSVM Alceu Junior e Marcos Paulo e suas famílias, que lá residem, seguindo o que descreve a Sagrada escritura: "Vi muitas coisas em minhas viagens, muitos costumes diferentes." Eclo. 34, 12. 

Momento de agradável convivência
 na residência do Sr. Marcos Paulo.
(Membro da SSVM)
Foi uma experiência engrandecedora em todos os aspectos. Fica o agradecimento e as orações dedicadas a todos que viabilizaram esta ocasião. Espera-se que a partir de então, o trabalho de promoção da Missa Tridentina em Montes Claros fique cada vez mais atraente e que, consequentemente, atraia muito mais fiéis a conhecerem tão majestoso tesouro da Cristandade.



MARIA SEMPRE!

domingo, 24 de abril de 2016

REFLEXÃO: "AS DEMORAS DE DEUS"

"A virtude da paciência é uma terapia de que o mundo atual precisa muito."

Por Editores do Blog
Reproduzimos abaixo interessante reflexão do Pe. Francisco Faus, sacerdote integrante da Prelazia da Santa Cruz e do Opus Dei. Espanhol, conviveu com São José Maria Escrivá e vive em São Paulo desde 1961.
É autor de diversas obras sobre piedade cristã, entre elas "A Paciência", do qual foi extraído este trecho, que nos acenam para a confiança e esperança em Deus. 


***

No mundo em que vivemos, bêbado de acelerações,
ultrassônico nas mudanças e doente de impaciências
"No mundo em que vivemos, bêbado de acelerações, ultrassônico nas mudanças e doente de impaciências, a bela arte do amor paciente é muito necessária. A virtude da paciência é uma terapia de que o mundo atual precisa muito.

Mas, num ambiente em que o egoísmo pensa que “para mim tudo tem que ser antes e ao meu gosto” e o comodismo exige 'tudo rápido, para já e com o menor trabalho possível', a impaciência grassa largamente e faz a festa. E é natural que se mostre, a toda a hora, em forma de cansaço insofrido, unido a uma revolta irritada. Não é estranho que, nesse clima, as impaciências acabem cedo ou tarde por arremessar-se contra Deus.

Tal é o caso, não infreqüente, dos que chegam a duvidar da bondade de Deus e sentem abalar-se-lhes a fé quando julgam que 'Deus não os escuta', pois – segundo pensam – não atende aos seus pedidos nem os livra das suas aflições.

Alguns falam então do 'silêncio de Deus', insinuando – ou afirmando claramente – que Deus não se interessa pelas suas criaturas, mas permanece na olímpica solidão dos céus, alheio às tribulações e anseios dos homens. Um bom número de casos de agnosticismo, ou de ateísmo inconsistente (será que há algum ateísmo que não seja inconsistente?), ou de ceticismo mais ou menos cínico, tomaram pé em alguma decepção. Esperava-se algo de Deus, e não aconteceu. Por essa razão, Fulano deixou de ir à Missa depois da morte do filho, pelo qual tanto tinha rezado; Sicrano perdeu a fé após a quinta tentativa frustrada de entrar na faculdade; e Beltrana bandeou-se para o esoterismo ao perder o último namorado.

Os 'silêncios' e as 'demoras' de Deus põem à prova a nossa paciência. Mas são precisamente essas dificuldades desconcertantes as que nos fazem compreender que uma boa paciência jamais poderá ser erguida sobre uma fé ruim.

O vosso Pai vê, o vosso Pai sabe,
 o vosso Pai cuida - Mt 6, 25
Uma das primeiras verdades – inesgotável e luminosa verdade! – que Cristo nos revelou foi a da paternidade de Deus: O vosso Pai vê, o vosso Pai sabe, o vosso Pai cuida (cf. Mt 6, 25 e segs.). Não se vendem dois passarinhos por uma moedinha? No entanto, nenhum cai por terra sem a vontade do vosso Pai. Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois! Valeis mais do que muitos pássaros (Mt 10, 20-31).

Deus é um Pai que sempre nos acompanha. E esse Pai está amorosamente ativo, talvez mais do que nunca, quando parece que se cala e não intervém.'Quando nada acontece – diz, com certeira intuição, Guimarães Rosa –, há um milagre que não estamos vendo'[NOTA DE RODAPÉ: Primeiras Estórias, José Olympio, Rio de Janeiro, 1962, pág. 71.].

Quem vive realmente de fé, caminha sereno e confiante na 'mão' de Deus que, como víamos acima, muitas vezes não coincide com a nossa. Ele, que é Bom Pastor de cada um de nós, sabe, e sabe-o muito bem, por onde nos leva e nos traz. Ainda que atravesse as sombras da morte, nada temerei, porque Tu estás comigo (Sl 23, 4). Ele nos dá, ou permite que nos aconteça, aquilo que – embora não o entendamos – mais nos convém, sempre com vistas à nossa verdadeira realização, que é a que floresce e se completa na vida eterna: Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma (Mt 10, 28). Não temas, meu pequeno rebanho, porque foi do agrado do vosso Pai dar-vos o Reino (Lc 12, 32).

Quem vive de fé, entende muito bem, por isso, o belo conselho do Eclesiástico: Sofre as demoras de Deus. Dedica-te a Deus, espera com paciência [...]. Aceita tudo o que te acontecer. Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus pelo cadinho da tribulação (Ecli 2, 3-5). "

Fonte: FAUS, Francisco. A Paciência. São Paulo: Quadrante, 1998. pg. 55-57.

***
MARIA SEMPRE!

sábado, 5 de setembro de 2015

SOBRE VIRTUDES, PECADO E GRAÇA

As quatro virtudes naturais: Prudência, Força, Justiça e Temperança

“(...) todas as potências da alma ficaram, de certo modo, destituídas da ordem própria, pela qual naturalmente se orientavam para a virtude” 

Por editores do blog
“'O perfil do pecador é descrito com traços nítidos por Santo Tomás. O pecado é ‘corruptio naturalis boni’. É ‘a desviação da tendência à virtude que brota necessariamente da Natureza Racional.’

O pecado limitou os dons naturais do homem
‘A corrupção do bem natural, por desordenar-se a natureza humana pela não sujeição da vontade a Deus; pois, desaparecida esta ordem, há de por consequência ficar desordenada a natureza toda do homem pecador.’ 

‘Pela justiça original, a razão continha perfeitamente as potências inferiores da alma, sendo ela mesma aperfeiçoada por Deus, a quem estava sujeita. Ora, essa justiça original perdeu-se pelo pecado do primeiro pai, como já dissemos. Por isso, todas as potências da alma ficaram, de certo modo, destituídas da ordem própria, pela qual naturalmente se orientavam para a virtude. E essa destituição mesma se chama lesão da natureza. ’

Ora, são quatro as potências da alma capazes de serem sujeitos das virtudes, como já se disse, e são as seguintes. A razão, sujeito da prudência; a vontade, da justiça; o irascível, da fortaleza; a concupiscência, da temperança. Por onde, a lesão da ignorância consiste em a razão ter ficado privada de ordenar-se para a verdade. A da malícia, em a vontade ter ficado privada de ordenar-se para o bem. A da fraqueza, em o ter o irascível ficado privado de ordenar-se para o árduo. E, enfim, a da concupiscência em o ter a concupiscência ficado privada de ordenar-se ao prazer moderado pela razão.’

Os sete vícios capitais são disposições psíquicas contra a ordem da razão. Aquilo que é contra a ordem da Razão é contra a Natureza do Homem enquanto Homem.

- Como a Graça cura?

Quando somos curados pela Graça
reconhecemos e adoramos a Deus
Se a doença da alma é a desordem nascida da rejeição consciente ou inconsciente do fim Último verdadeiro, a cura está em restituir o acatamento ao Fim do Ser Racional, que é Deus. ‘ Amar a Deus sobre todas as coisas é de fato algo conatural ao Homem’. ‘O Homem pelas suas forças naturais pode amar a Deus mais do que a si mesmo e sobre todas as coisas’.

A Graça aumenta e fortalece a tendência natural do Homem ao seu Fim Último, Deus, e assim restitui a ordem do próprio ser para Deus. Sua mente percebe a Lei Natural, acata a Moral Natural, respeita o Direito Natural. A voz autêntica da essência humana é atendida. A sabedoria carnal e diabólica é rejeitada. O espírito deiforme é construído pela aceitação da Graça, que refaz a imagem e semelhança d´Aquele que o criou.” 

FONTE: RODRIGUES, Pe. Afonso. Psicologia da Graça. São Paulo: Companhia da Jesus, 1983; p. 93-94


MARIA SEMPRE!


sábado, 20 de junho de 2015

INTERESSANTE! HERÁLDICA CATÓLICA

Escudo heráldico pontifício
Basílica Lateranense - Roma

Postado por Paulo Oliveira e Prof. Pedro M. da Cruz
A heráldica é a ciência ou arte dos brasões de armas de famílias, indivíduos e grupos, de suas estruturas e significados. Parece indiscutível que o uso organizado e codificado de símbolos heráldicos apenas se verificou a partir do século XII, como resultado da evolução de símbolos e marcas de posse muito mais antigas. Seu uso já se verificava nos inícios da Idade Média como forma de identidade dos contendores em guerras e também em torneios medievais.[1] Desde o século XIII, regista-se o uso de brasões de armas por parte de mulheres, o que comprova que os mesmos eram já verdadeiros emblemas pessoais, e não uma simples transposição das armas de combate dos cavaleiros.

Cruz de Jerusalém

A cruz de Jerusalém foi o brasão de armas adotado por Godofredo de Bulhão para o Reino Latino de Jerusalém, que existiu por cerca de duzentos anos após a Primeira Cruzada. A cruz maior simboliza a Jesus Cristo, e as quatro cruzes gregas nos cantos os quatro Evangelhos, ou as quatro direções nas quais a Palavra de Cristo se espalhou a partir de Jerusalém. Outra significação seria das cinco cruzes como as cinco chagas de Cristo durante a Paixão.

Águia heráldica 

A águia, símbolo da latinidade e ave de primeira categoria na heráldica, representa a audácia, a firmeza, o vôo para alturas, a força, a grandeza. A águia heráldica apresenta grandes garras e cauda estilizada, posta de frente e com a cabeça voltada para a destra. São João foi cognominado de Águia de Patmos; Bossuet, Águia de Meaux. Símbolo do Sacro Império, a vemos no túmulo de Carlos Magno. O seu uso nos brasões vem desde o séc. XI. 

Flor-de-lis

A flor-de-lis simboliza características ligadas à famílias, pessoas e locais, além de ter sido ela o símbolo da monarquia francesa. Na heráldica, é símbolo de poder e soberania, assim como de pureza de corpo e alma, candura e felicidade. Seu desenho era colocado no manto de reis já na época pré-cruzada. No século XIV começou a ser usada também para representar a Santíssima Trindade: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.

Serpente ou Biscione medieval
A serpente (ou biscione) é uma figura heráldica medieval adotada como brasão de armas da família Visconti, que deu à Igreja o Papa Beato Gregório X (1210-1276). É o símbolo da prudência, como se depreende das palavras do próprio Cristo (Mt X, 16), assim como da cura (Nm XXI, 9) e da vitalidade redentora do Divino Salvador (Jo III, 14), motivo pelo qual, provavelmente, satanás tenha tentado usurpar para si este símbolo escriturístico.

Leão rampante

O leão é uma das figuras mais empregadas na heráldica, sendo encontrado nos brasões de várias famílias e nas armas de diversos países. A presença do leão na heráldica representa a força, grandeza, coragem e nobreza, virtudes estas tão conformes ao ideal medieval; também caracteriza domínio e proteção, condições que deve ter um superior sobre os subordinados. A figura acima, mostra o chamado  "Leão rampante", sempre em pé e com suas garras e dentes à mostra

Cruz pátea

Cruz Pátea (do francês croix pattée, significando cruz patada), mais do que uma cruz específica, é uma categoria de cruzes caracterizadas por terem pontas mais amplas no seu perímetro do que no centro. Acima, na sua configuração mais conhecida, está representada com as bordas das pontas côncavas. Inicialmente, foi usada pela Ordem dos Cavaleiros Templários na cor vermelha (cruz de goles). É o símbolo do guerreiro cristão.



MARIA SEMPRE!



[1] “O uso de armaduras completas e, muito particularmente, dos elmos que cobriam completamente o rosto tornou necessário um sistema de identificação claro e facilmente visível de longe. Um cavaleiro medieval dentro da sua armadura era virtualmente impossível de distinguir, no calor de uma batalha ou desde a bancada de um torneio, de qualquer outro com uma armadura semelhante; os reis e chefes militares eram difíceis de identificar e seguir; durante um combate, amigos e inimigos confundiam-se. Estes fatores levaram, desde meados do século XII, ao uso de emblemas pessoais pintados nos escudos e elmos e, por vezes, nas roupas do cavaleiro ou na cobertura da montada. Nos torneios, os elmos eram, quase sempre, encimados por uma figura em relevo (frequentemente uma peça do escudo), o timbre, que mais facilitava a identificação dos contendores.” Disponível em: http://www.heraldicaeclesiastica.com.br/introducao/.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

DOIS ANOS DE MISSA TRIDENTINA (MONTES CLAROS-MG/ 25-08-2014)


POSTADO POR EDITORES DO BLOG

_________________________________†________________________________


  Pe. Henrique preparando-se para celebrar a
     Missa Tridentina em Montes Claros - MG.
†
Santa Missa Tridentina
Na Igreja Matriz de Montes Claros
†
Primeira Missa Tridentina em Montes Claros,
após anos de ausência. (Detalhe: relíquia de S. Luiz IX)
†
25 de agosto dia de
São Luís IX, Rei da França
†
25 de agosto
 dia do Soldado
†

MARIA SEMPRE!

domingo, 25 de maio de 2014

O QUE É O PECADO ORIGINAL

Quadro de Cornelis van Haarlem
retratando o pecado original


Por Helmer Ézion S. Souza


Segue abaixo interessante texto escrito pelo Reverendo Padre Julio Maria, missionário de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. As linhas aqui expostas foram retiradas de seu livro “A mulher e a serpente” (1930), onde apresenta de modo fácil e ardoroso, substanciosas defesas contra inúmeros ataques daqueles que perseguem a única e verdadeira Igreja de N. Sr. Jesus Cristo.

Desejamos aos nossos leitores uma excelente reflexão! Maria Sempre!


†††



“Quando Deus creou os nossos primeiros pais Adão e Eva, outorgou-lhes dons de três qualidades, naturais, sobrenaturais e preternaturais; este estado é chamado: o estado de inocência, ou estado de justiça original.

O Creador, para lembrar aos nossos primeiros pais a sua dependência de creatura, proibiu-lhes que comessem do fruto da árvore do bem e do mal (Gen.II. 17).

Adão e Eva desobedeceram a Deus, e esta desobediência constitui o pecado original. Tudo isso figura na Bíblia (Gen.III. 6).

O tal pecado, sendo cometido pelo primeiro homem, passa a toda a sua posteridade. «Adão viveu, diz a Bíblia, e gerou a sua semelhança e conforme a sua imagem» (Gen. V. 3). Adão pecador, gerou outro pecador.

E lógico. Por um só homem, entrou o pecado no mundo, diz S. Paulo (Rom V. 12).

Todos nós, como filhos de Adão e Eva, nascemos com a alma manchada pelo pecado original.
Adão e Eva sendo expulsos do paraíso

O testemunho de São Paulo é explícito. «Assim como o pecado entrou no mundo por um só homem e pelo pecado a morte, assim também passou a morte a todos os homens, porque todos pecaram num só. (Rom V. 12).

Segundo São Paulo, houve, pois, pecado num homem só, e este pecado, com as consequências tornou-se universal, transmitido a todas as gerações. É o que fazia dizer ao Santo Rei David: Fui gerado na iniqüidade, e minha mãe concebeu-me no pecado. (Sal.50.7)

Eis a lei geral: Todos o homens, como filhos de um pai decaído, como o era Adão, nascem decaídos, do mesmo modo como de um Rei decaído, nascem filhos decaídos.”




                                               †††



Referência bibliográfica:


MARIA, Padre Julio. A mulher e a serpente. Manhumirim: O lutador, 1930. Pág. 10 -11.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

XXVIII DE ABRIL: FESTA DE SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT



Hoje é dia de um dos santos mais eloquentes e missionários da história da Igreja. Seus escritos são verdadeiras profecias e ecoam como grande chamado ao heroísmo por Cristo. É considerado o apóstolo da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem.


No link abaixo pode-se ler a obra intitulada "Cartas aos amigos da Cruz", meditações que são fruto do retiro de oito dias feito por São Luís Maria na cidade francesa de Rennes. A obra apresenta o ardor de um apóstolo consumido pelo desejo de atrair as almas para o caminho da cruz.

http://a-grande-guerra.blogspot.com.br/2010/10/carta-aos-amigos-da-cruz.html


São Luís de Montfort, rogai por nós!