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quarta-feira, 6 de abril de 2016

A CURIOSA HISTÓRIA DO CIGARRO

A data em que apareceu o primeiro cigarro
 entre os lábios do primeiro fumante perdeu-se no tempo...


Prof. Pedro Maria da Cruz

Gastão Pereira da Silva não é um autor recomendável; foi ele quem, de certo modo, popularizou a Psicanálise no Brasil. Entretanto, encontrei em um de seus livros essa interessante história do tabagismo, que servirá para entreter nossos leitores. Aos interessados recomendamos também o excelente texto: “A Igreja Católica e o Tabagismo”[1] onde encontrarão uma visão muito mais imparcial (por exemplo, a respeito da postura do papa Urbano VIII, citado abaixo) no tocante ao assunto abordado.

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“A história do tabagismo é muito curiosa. Deve, pois, ser contada, embora resumidamente. A data em que apareceu o primeiro cigarro entre os lábios do primeiro fumante perdeu-se no tempo. Conta-se que Cristovão Colombo, ao abordar a ilha de Cuba, vira, na boca dos índios, enormes tições acesos, que pareciam imensos cigarros feitos com folhas de tabaco.

Mas, em que se pese esse fato, o fumo só ficou conhecido depois do século XVI, com as primeiras remessas desse vegetal enviadas pelo embaixador francês João Nicot à rainha de Médicis em 1560.

João Nicot cultivava o fumo nos jardins em Lisboa, porque o julgava uma erva perfumada e dotada de propriedades terapêuticas. Apesar de Nicot haver passado à posteridade, como o introdutor do tabaco em França, um monge, chamado André Thevet, do fumo já fazia uso, dois anos antes, por presumir que os cristãos da América o usassem com o fim de destilar os humores supérfluos do cérebro... 

Contudo, a escandalosa e ambiciosa proteção de Catarina de Médicis pelo fumo celebrizou Nicot, de onde vem, hoje, nicotina. Tal importância dava a rainha ao tabaco que Buchanan lançou epigramas, nos quais dizia não se dever tocar em uma planta, oriunda de nome tão infame, e quando alguém o ouvisse, deveria tapar a boca e fechar os ouvidos...

A pouco e pouco, porém, o fumo foi sendo importado em outros centros europeus. Na Itália, por exemplo, o tabaco viu-se acatado pelo cardeal SainteCroix que o introduziu nos conventos, e nos colégios porque o supunha dotado de qualidades anafrodisíacas e, assim, aumentaria o número dos santos e dos castos!


Outros tantos predicados deram ao fumo os povos da antiguidade e, também, infinitas denominações foram-lhe consagradas. Assim: erva-sagrada, erva-santa, erva do embaixador, erva da rainha, erva de SainteCroix, remédio de todos os males, panacéia antártica, etc., etc.


Foi utilizado em pílulas, poções, pomadas, xaropes, infusões, banhos... Nicot afirma que, em Portugal, ele curou um parente de uma úlcera nasal com poucas aplicações de folhas de tabaco...

Os médicos usavam-no na asma, na escrófula, na hidropisia e no câncer.Hivernius e Fowler, notáveis esculápios, trataram várias dermatoses com folhas ligeiramente aquecidas, de fumo...

As indicações terapêuticas eram muitas e os acidentes, as intoxicações e os envenenamentos – alguns criminosos – eram, por outro lado, frequentes...

Em pouco tempo, então, levantou-se uma cruzada contra o uso do fumo, à frente da qual se viu como patrono o monarca Jacques I, de Inglaterra. Tal foi o seu ódio pelo tabaco que, dentro em pouco, esse famoso rei publicou a Mesocapnea (horror ao fumo) e fez encerrar, na Torre de Londres, a curiosa figura de Raleigh sob pretexto de complot, aprisionando-o e mais tarde decapitando-o no antigo palácio de Westminster. 
Alguns jesuítas protestaram. Escreveram trabalhos inteligentes, em oposição ao rei Jacques I. Aos seus escritos deram os religiosos o nome de anti-mesocapneos.

E a campanha continuou.

O sultão Amaraut IX ordenou cortar a ponta do nariz aos tabaquistas e os lábios aos fumantes. 

Miguel Federowich mandava aplicar 50 chibatadas na sola dos pés dos fumantes. Em seguida colocava um cigarro na boca dos desgraçados e ...enforcava-os!...

Sham Albas, soberano da Pérsia, no final de um jantar oferecido por ele aos cortesãos, deu-lhes cachimbos contendo excremento de cavalo, seco e dessecado! Nenhum dos convivas reclamou... o soberano, colérico, disse então: “Maldita seja a droga que não pode ser distinta das fezes de um animal”. 

“Queres, então, assustar uma folha levada pelo vento,
ou perseguir uma folha ressequida?” Jó 13, 25
Perguntavam os Jesuítas ao Papa Urbano VIII
O papa Urbano VIII [favor conferir o artigo citado abaixo para entender melhor o facto referido ao papa de modo tão difuso nesse texto], através de uma bula, lançada em 1649, excomungou todos aqueles que do tabaco faziam uso. Essa bula mereceu dos Jesuítas uma pergunta satírica: “Perseguir uma fôlha sêca? Levantar armas contra uma coisa que o vento leva?”
Segundo êles, a Igreja não podia condenar o fumo.
O tempo corre. Novos estudos são feitos em torno de tão importante vegetal.

E Bayllard assinala, pela primeira vez, uma quinta-essência, existente no fumo, da qual uma só gota, injetada na pele do corpo seria capaz de matar uma pessoa, na mesma hora. 

Cabe, porém, a Stass, célebre químico belga, a descoberta, verdadeiramente científica, do alcaloide do fumo, no ano de 1850. Daí por diante, a questão do tabagismo tomou outros rumos, passando do empirismo, propriamente dito, ao terreno experimental da ciência. 

Assim, já Gustavo Fougnies, envenenado por seu cunhado, o Conde de Bocarnus, provoca na época celeuma entre pesquisas médico-legais, o que dá motivo a Stass de escrever o mais vigoroso trabalho, talvez, desse gênero, empreendido na ciência do seu século.

Com o notável químico belga, o alcaloide do fumo recebeu o nome de Nicotina, e foi por ele classificado entre os venenos neuro-mióticos.”


FONTE: DA SILVA, Gastão Pereira. Vícios da Imaginação. Meios de Corrigí-los. 5 ed. revista. Rio de Janeiro: José Olympio, 1952; p. 21-24.


MARIA SEMPRE!


[1] Favor conferir o seguinte artigo: BUESCHER, John B. A Igreja Católica e o Tabagismo. Disponível em: <http://apologistascatolicos.com.br/index.php/idademedia/moral/640-a-igreja-catolica-e-o-tabagismo-uma-revisao-historica>. Traduzido por: Rafael Rodrigues. Desde: 05/05/2014 .

domingo, 15 de novembro de 2015

MANIQUEÍSMO: A RELIGIÃO GNÓSTICA

No maniqueísmo, o mundo teria dois princípios contrários , um bom e outro mau

“Mani, depois de duas ‘revelações’, recebida aos 12 e aos 24 anos de idade, por meio do anjo (...) convenceu-se de que Deus o escolhera para anunciar ao mundo a verdade.”

“A salvação consistirá, pois, em tomar conhecimento (gnose) de nossa origem celeste e em libertar-nos dos laços da matéria.”

“(...) Deus tentará libertar a ‘alma divina’, isto é, libertar-se a si mesmo
do processo evolutivo da matéria.”


Por Editores do Blog

É comum a muitas religiões a ideia de “libertação” (Religiões de Libertação), que supõe encontrar-se o homem colocado em uma situação degradante ou ao menos constrangedora, e se propõe libertá-lo da mesma mediante certos meios éticos ou técnicos. Esse é o caso do Maniqueísmo, que chegara a seduzir ao próprio Agostinho de Hipona, antes de sua conversão ao catolicismo. Em se tratando de curiosidades: o Cristianismo é classificado habitualmente entre as Religiões de Salvação, segundo o Pe. Waldomiro O. Piazza, autor do texto que apresentamos abaixo.

A RELIGIÃO DE MANI

A mais característica das religiões de ‘libertação’ é o ‘maniqueísmo’, fundado por Mani (Manes, Maniqueus), personagem histórico, nascido no início do século terceiro de nossa era, em um vilarejo perto de Babilônia (215-275, em Ctesifonte). Como movimento religioso, tem raízes mais profundas, que se prendem ao dualismo irânico e ao orfísmo grego, com eventuais tinturas cristãs.

Mani, fundador do maniqueísmo
Mani, ao que tudo indica, fez parte do grupo dos mandei, chamados também ‘batizadores’, seita religiosa do Iraque e do Irã meridional, que foi conhecida no passado como ‘cristãos de João Batista’ (At.19,3), talvez porque davam especial importância às abluções rituais. O termo manda, designa os textos rituais da chamada ‘cabana do culto’, recinto fechado onde se encontrava um pequeno lago com água corrente para os fins rituais do batismo. Alguns textos eram reservados aos ‘sacerdotes’ batizadores: contêm interpretações místicas do universo e da divindade, por meio de dois princípios complementares, um chamado ‘Pai’ e outro a ‘Mãe’, o primeiro criador e ativo, o segundo recebedor e passivo. O ‘Pai’ é puro espírito, a ‘Mãe’ é matéria. A união mística dos dois elementos dá origem ao ‘homem cósmico’, também chamado ‘homem primordial’ (Urmensch), de cujos membros é feito o mundo material e cuja coroa é o mundo divino. Cada homem repete no microcosmo esta concepção macrocósmica do homem primordial. 

Mani, depois de duas ‘revelações’, recebida aos 12 e aos 24 anos de idade, por meio do anjo at-Taum (o companheiro), ou do Espirito Santo, conforme outra versão, convenceu-se de que Deus o escolhera para anunciar ao mundo a verdade. Descendente de um príncipe iraniano, cuja família se estabelecera na Mesopotâmia, começou a pregar na Índia, no atual Belecistan, e depois na corte do imperador Shapur, do Irã, onde foi bem acolhido, e daí irradiou a sua doutrina, mas não conseguiu torná-la oficial do império. Por morte de Shapur, assumiu o imperador Bahran que, instigado pelos ‘magos’, lançou Mani na prisão, onde ele morreu aos 60 anos de idade.

Mani anunciou que era o último sucessor de uma longa série de mensageiros divinos, a começar de Adão, passando por Zoroastro, Buda e Jesus. Considerou-se o ‘profeta sublime’, o ‘iluminado’ pelo Paráclito, prometido por Cristo, a fim de anunciar o fim do mundo.

Sua pregação tem três características:

- é universal: a igreja de Mani não se dirige só aos habitantes do Irã, como a de Zoroastro, nem só ao Oriente, como Buda, nem só ao Ocidente, como Jesus (Sic.), mas é uma verdade total que se dirige a todos os homens.

- é uma pregação missionária: que obriga todos os seus membros a operar a conversão do próximo...

- é uma ‘religião do livro’: Mani atribui a ruína das religiões passadas ao fato de não terem sido ‘escritas', e por isso empenhou-se em escrever ele mesmo a sua doutrina, deixando-nos sete livros ‘canônicos’...

- por fim, é uma religião sincretista: pois reúne elementos de outras religiões, como do budismo e do cristianismo, sem falar do dualismo persa.

Sua doutrina é fundamentalmente ‘gnóstica’, pelo fato de ensinar que a salvação consiste em uma progressiva ‘libertação’ do espírito humano da condição material, sem intervenção de uma ‘graça divina’...

Ensina que no início de tudo estão dois princípios contrários, um bom e outro mau, um todo luz e outro todo trevas, que lutam entre si.

Representação artística do dualismo presente no maniqueísmo
Em uma primeira fase, o ‘reino do bem’, tendo à frente o ‘Pai’ com seus ‘leões’ e as ‘cinco habitações’ lutam em uma região de essências abstratas contra o ‘reino do mal’, chefiado pelo ‘príncipe das trevas’ com seus ‘archontes’, ‘demônios’ e ‘cinco abismos’. 

Em uma segunda fase, Deus resolve combater pessoalmente contra o mal e faz entrar no campo da luta a sua ‘alma’, personificada no ‘homem primordial’. Mas este é vencido, atirado ao abismo e os seus cinco filhos, que constituem a sua armadura luminosa, são devorados pelos demônios. Desta forma, uma parte da substância luminosa, isto é, da ‘alma divina’, mistura-se com a obscuridade da matéria e lhe fica sujeita. Daqui em diante, Deus tentará libertar a ‘alma divina’, isto é, libertar-se a si mesmo do processo evolutivo da matéria. Para tanto, envia ao mundo um novo ser, o ‘amante da luz’, que emana do ‘grande arquiteto’, o qual, por sua vez, gera o ‘espírito vivente’. Com o seu auxilio, o ‘homem primordial’ dilacera as trevas que o cercam e sobe à ‘pátria celeste’. Com o auxilio do ‘espírito vivente’, põe-se a ordenar o mundo material, libertando as ‘partículas’ de luz, misturadas com as trevas. Mas a matéria, temendo ficar sem ‘vida’, concentra toda a ‘luz’ que lhe resta em dois seres novos, um masculino, ‘Adão’, e outro feminino, ‘Eva’. Por isso, a descendência de Adão e Eva leva em si mesma a contradição desta luta, entre a luz e as trevas.

Em uma terceira fase, depois de uma calamidade apocalíptica, segue-se o Juízo final. As ‘partículas de luz’, que ainda se possam salvar, subirão ao céu. O mundo será aniquilado e os demônios sepultados em um grande túmulo. A salvação consistirá, pois, em tomar conhecimento (gnose) de nossa origem celeste e em libertar-nos dos laços da matéria. Os que praticarem uma ascese rigorosa, principalmente uma castidade integral, conhecerão a paz do nirvana. Os outros terão de renascer, para, através de várias transmigrações, purificar-se completamente da matéria e de sua concupiscência. 

Daí a rigorosa ascese maniqueísta: não gerar, não fornicar, não possuir, não cultivar, não colher, não comer, não beber vinho... ascese que inspirou alguns movimentos sectários dentro do cristianismo, como os priscilianos, os cátaros, e influiu grandemente na ascese da Idade Média. Como só poucos podiam praticar uma ascese tão rigorosa, Mani previu que a grande massa dos aderentes podia salvar-se sustentando os ‘perfeitos’ com seus recursos financeiros. 

A religião de Mani alcançou notável sucesso e, apesar de perseguida pelos Sassânidas, que declararam o Masdeísmo religião oficial, constituiu sério problema para o cristianismo, pois lançou muita confusão sobre os seus dogmas. Depois do século IV começou a declinar e desapareceu como movimento religioso independente.

Fonte: PIAZZA, Waldomiro. Religiões da Humanidade. 2ª ed. São Paulo: Loyola, 1991; p.                    227-229. (O negrito é nosso)



MARIA SEMPRE!



sexta-feira, 17 de outubro de 2014

AS CONTRADIÇÕES "PROTESTANTES"!


"Evangélicos" ajoelhados diante da Arca com duas imagens


Postado por editores do blog


Os chamados "evangélicos"[1] sempre atacaram a Igreja Católica pelo uso que ela faz das imagens sagradas. Entretanto, à medida em que o tempo passa, os "herdeiros de Lutero" estudam e reconhecem pouco a pouco que a Igreja Romana nunca esteve errada ao utilizar-se destes objetos de catequese. Por isso (talvez seja esta a explicação), muitos deles passaram a utilizar-se destes mesmos recursos devocionais.

Segue abaixo algumas fotografias de grupos "evangélicos" (Igreja Universal do Reino de Deus-IURD, Batistas, Presbiterianos, Mórmons, Luteranos, etc...) no usufruto deste método católico de evangelização:


Imagens no templo Adventista em Toronto
 
http://session2000.adventist.org/photo_of_day/pod_30june2000.html  

Busto do Pastor Glynn Lowry,
Igreja Assembléia de Deus

http://www.randynew.net/sculpture.htm

Imagem de escultura homenageando o
"evangélico" Billy Graham na convenção 

da Igreja Batista em Greensboro.
 http://www.floridabaptistwitness.com/6122.article

Todos ficaram boquiabertos ao verem representantes
 da Igreja Universal levarem em procissão imagens de escultura
 sobre os ombros como os católicos em suas festas religiosas.

Pastores evangélicos da Igreja
Apostólica Novo Cântico oram prostrados
diante de imagens de escultura.

Imagem de Jesus Cristo presente na
Igreja Metodista de Houston (EUA).

Imagem de Jesus ladeada por duas velas 
na Igreja dos Mórmons - Dinamarca.

Membros da Igreja Quadrangular carregando imagens
nas costas, como ocorre nas procissões católicas.

Confira estes e outros exemplo no link abaixo:
http://mentiras-evanglicas-e-outras.blogspot.com.br/2011/08/imagens-de-escultura-em-templos.html


MARIA SEMPRE!




[1] Chamamos aqui de “evangélicos” todos os grupos autodenominados cristãos que surgiram a partir da pseudo-reforma protestante no séc. XVI .

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

MAIS CINCO MOTIVOS PARA SER FELIZ!




Por Prof. Pedro M. da Cruz

“A virtude da temperança dispõe a evitar toda espécie de excesso, o abuso da comida, do álcool, do fumo e dos medicamentos.” (CIC 2290)
“Quem proíbe o abuso, não condena o uso sábio e moderado.”
  
Trazemos abaixo algumas noticias interessantes sobre a cerveja! Perante os muitos problemas que abalam o mundo, e, inclusive, nossa amada Terra de Santa Cruz, nada como sentar-se com os amigos e relaxar tomando um delicioso copo dessa bebida. 

Para aqueles que atacarão maldosamente, julgando aconselharmos “bebedeira” ao invés da oração, afirmamos, claramente, que, muito ao contrário, no lugar da “bebedeira” pregamos moderação. Além do mais, se é incorreto – como se diz - beber enquanto se reza, porque não rezar enquanto se bebe?

Semanas atrás um amigo me procurou todo cheio de pesar. Certo Ministro Extraordinário da Eucaristia o havia repreendido por saber que gostava de cervejas. Respondi-lhe, dando uma boa gargalhada: “Do jeito que as coisas vão não podemos confiar nesses Ministros; mas, não se preocupe, quatro já caíram em Brasília...”  Depois, indicando-lhe em documentos do Magistério sábios pronunciamentos da Igreja, fomos apreciar Martini, para não acontecer que o ministro, vendo-nos com cervejas, tivesse mais um motivo para repreende-lo em sua liberdade espiritual. (risos)

Maria Santíssima, rogai por nós!


Novidades sobre a cerveja:


1- Ela Melhora a imunidade
“Um estudo do conselho superior de Investigações científicas da Espanha concluiu que a imunidade melhora com o consumo moderado de cerveja (...) aumenta a contagem de linfócitos, leucócitos, basófilos e outras células do sistema imunológico, as primeiras responsáveis por combater o ataque de micro-organísmos.”

2 - Ela diminui o risco de demência
“Um estudo da Universidade de Wake Forest (EUA) descobriu que quem tomava um ou dois drinques por dia tinha um risco 37% menor de desenvolver demência. (...) Outro levantamento chegou à mesma conclusão (...) protegem o cérebro – o álcool obriga as células a trabalhar, fazendo com que elas ‘treinem’ para estresses maiores, como os que levam à demência.”

3 - Ela combate os radicais livres
“ (...) fornece antioxidantes que combatem radicais livres, que envelhecem a pele – e cuja produção aumenta com exposição ao sol. Estudo da Universidade de Scranton (EUA) apontou que cervejas de alta fermentação (stout e porter) têm o dobro dos antioxidantes das de baixa fermentação (pilsen). ‘ Os antioxidantes da cerveja agem melhor que os de suplementos.’ Diz Joe Vinson, autor da pesquisa. Só não substitua o protetor (...)”

4 - Ela blinda seu coração
“ Duas latinhas são tão boas quanto uma visita ao cardiologista. Vários estudos comprovam que a cerveja reduz o risco de males vasculares. Super-poderes: Flavonoides, álcool e vitamina B6.(...) Outra: pesquisa da Universidade de Sydney (Australia) concluiu que a cerveja reduz o risco de Diabetes tipo 2.”   

5 - Ela deixa os ossos mais fortes
“Um levantamento do Centro Médico Montefiore (EUA) constatou que quem bebe moderadamente aumenta a densidade óssea e está 20% menos sujeito a fraturas no quadril do que os abstêmios. A cerveja ainda combate a osteoporose (...) de acordo com um estudo espanhol, o silício da cerveja diminui o ritmo do enfraquecimento do osso. Mas, não abuse: ‘Jovens podem desenvolver a osteoporose com o alcoolismo’, diz o reumatologista Roberto Heymann, da Unifesp.”

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Referência:
Revista: Men’s Health/ Número 42. Outubro 2009. P. 75 (recebi tão somente a reportagem destacada do resto da revista, que, de ouvir falar, sei que é de muito mau gosto em suas expressões e imagens)

 

domingo, 17 de outubro de 2010

NOVA CERVEJA!! UMA REFLEXÃO



 Prof. Pedro M. da Cruz

   Segundo a Folha de São Paulo, a Ambev anunciou dias atrás uma versão “leve” da Skol. O objetivo seria estimular o consumo da cerveja entre os brasileiros.
 
Batizada de Skol 360, a cerveja foi lançada com o apelo de não estufar o consumidor, uma das demandas atuais segundo pesquisas. ‘ O consumidor costuma reclamar de estufamento quando combina cerveja e comida. Com o produto mais leve, esperamos crescimento no consumo durante refeições ou mesmo em festas. ’ Diz Carlos Lisboa, vice-presidente de marketing.” (Folha de São Paulo, Opinião B4)
 
O Brasil é o terceiro maior mercado para cerveja, com 116 milhões de hectolitros vendidos (cada hectolitro corresponde a cem litros) atrás apenas dos EUA e China, porém, afirma-se que o consumo anual por pessoa ainda é pequeno.

Ao lado de todo júbilo (aliás, compreensível!) por esta saborosa novidade,"a criação de uma nova cerveja"; cabe-nos uma reflexão. Que motivações conduziram a este feito?  Na Sociedade Moderna, onde, tantas vezes, uma ânsia desmedida pelo lucro impera sobre o indivíduo, o amor desprendido ao belo, ao bom e ao verdadeiro parece aniquilar-se... Não que neguemos a dinâmica necessária do mercado; contudo, até que ponto é o “dinheiro”, como um ídolo,  quem aponta os caminhos? 
 
Talvez sejamos taxados por alguns de quiméricos e iludidos; porém, o fato é que, com toda certeza, antes de todo desejo por lucro (justo obviamente), deve vir a luta pelo progresso rumo à perfeição, assim como, o interesse pelo bem do ser humano. Antes da busca material, e qual terreno onde esta nasce medida e subjugada, vem a consciência da divina filiação, a lembrança do duplo aspecto de nossa realidade: terrena e sobrenatural.
Sabemos o quão fantasiosa parece esta perspectiva para certa classe de “competidores”... Mas, não para nós, filhos da Igreja. Vivemos na fé daquele que domina sobre o universo. Ele tem poder para transformar os homens e, portanto, as estruturas; entretanto, jamais violará a liberdade das criaturas. Assim, todo “atraso” no processo de Evangelização do mundo, não é devido a uma apatia divina, mas, tão somente,  à  infidelidade e escravidão de muitos homens distantes da verdade, “inimigos da cruz de Cristo.”
 
Virgem Imaculada, Rogai por nós!