terça-feira, 26 de outubro de 2010

SANTO AFONSO, DOUTOR DA ORAÇÃO.

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Por Paulo L.F

     Santo Afonso Maria de Ligório (1696-1787), destacou-se como grande mestre da “Vida Espiritual”; realidade tão incompreendida pela atualidade. De fato, nossa época está marcada não só pelo materialismo, como, também, por um confuso espiritualismo de caráter intimista, e, muitas vezes, indiscretamente esotérico.
Quantos católicos perdidos nas vias da Ascese e Mística cristãs, por não terem mais a quem recorrer! É uma dor para nós, pungente e desconcertante, assistirmos a tantas almas generosas caírem por falta de um bom conselho. Feriram nossos pastores com as flechas venenosas do ativismo malsão; estão fascinados pela música do modernismo, seduzidos pelos “novos paradigmas da hodiernidade”; portanto, não encontram mais tempo e conteúdo, para dirigirem as almas que aspiram à perfeição cristã.
Quanto perigo para as almas! Pois, “Quem reza se salva e quem não reza se condena, já nos dizia o mesmo Santo Afonso de Ligório.


Capítulo 1

Necessidade da Oração

1- O erro dos pelagianos

“Erram os pelagianos, dizendo que a oração não é necessária para se conseguir a salvação. O ímpio Pelágio, seu mestre, afirmava que se perde, quem não procura conhecer as verdades necessárias. Mas, como disse Santo Agostinho, Pelágio falava de tudo, menos da oração, a qual, conforme sustentava e ensinava o mesmo santo, é o único meio de adquirir a ciência dos santos, como escreve São Tiago: ‘Se alguém necessita de sabedoria, peça a Deus, que a concede fartamente a todos. ’ (Tg 1,5)”

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5- As primeiras graças

“Mas, este auxílio da graça, normalmente o Senhor concede só a quem ora, conforme a célebre sentença de Genadio: ‘Cremos não chegar ninguém à salvação sem que Deus o conceda. Ninguém, depois de convidado, obtém a salvação, sem que Deus o ajude. Só quem reza merece o auxílio de Deus. ’
Se é certo que, sem o socorro da graça, nada podemos, e se esse socorro é concedido por Deus unicamente aos que rezam, segue-se que a oração nos é absolutamente necessária para a salvação.
Verdade é que há certas graças primeiras que são a base e o começo de todas as outras graças e que são concedidas sem a nossa cooperação, como por exemplo a vocação à fé, à penitência. No dizer de Santo Agostinho, Deus as concede mesmo a quem não as pede. Entretanto, quanto às outras graças especialmente em relação à graça da perseverança, tem por certo o Santo Doutor que não são concedidas senão aos que pedem: ‘Deus dá algumas graças, como o começo da fé, mesmo aos que não pedem; outras, como a perseverança, reservou para os que pedem.’”

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10 – Os erros de Lutero e de Jansênio

“E, de fato, como poderíamos resistir à força dos nossos inimigos e observar os mandamentos de Deus, mormente depois do pecado dos nossos primeiros pais, pecado que nos enfraqueceu tanto, se não tivéssemos a oração, pela qual podemos impetrar do Senhor a luz e a força necessárias para os observar? Foi uma blasfêmia o que disse Lutero afirmando que, depois do Pecado de Adão, é impossível ao homem a observância dos mandamentos de Deus.
E Jansênio disse mais ainda, que alguns preceitos são impossíveis, até para os Justos, em vista das forças que atualmente possuem.
Até aqui sua proposição podia ser interpretada em bom sentido. Mas, com justiça, foi ela condenada pela Igreja por causa do que se acrescentou depois, dizendo que lhes faltava a graça pela qual se lhes tornava possível a observância dos mandamentos.
É verdade, diz Santo Agostinho, que o homem fraco como é, não pode observar certos mandamentos, com a sua força atual ou com a graça comum a todos; mas, por meio da oração, pode muito bem obter o auxílio maior, do qual necessita para observa-los. Deus não manda coisas impossíveis. Entretanto, se mandar, exorta a fazer o que se pode e a pedir o que não se pode. É célebre este texto do Santo, que mais tarde foi adotado pelo Concílio de Trento e declarado dogma de fé. E imediatamente acrescenta o santo Doutor: ‘Vejamos como o homem, em virtude do remédio, pode fazer o que não podia por causa da fraqueza. ’ Quer dizer que, com a oração, obtemos o remédio para nossa fraqueza, porquanto, se pedirmos a Deus, conseguiremos força para fazer o que não podemos.”

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13- Santo Tomás, contra Jansênio.

“Santo Tomás, contra Jansênio diz o seguinte: ‘Não devemos dizer ser-nos impossível a castidade ou outro mandamento qualquer. Muito embora não o possamos observar por nós mesmos, contudo, o podemos mediante o auxílio divino. O que nos é possível com o auxílio divino, não se pode dizer simplesmente que é impossível.’ Não se diga, ser uma injustiça mandar a um coxo que ande direito. Não, diz Santo agostinho, não é injustiça, dando-lhe os meios para se curar. Se depois continuar a coxear, a culpa é dele. Muito a propósito se manda que o homem ande direito para que, percebendo que não pode, procure o remédio que cure a claudicação do pecado.”


Virgem Maria,Rogai por nós!


(O negrito é nosso)

Referência bibliográfica

LIGORIO, S.Afonso. A Oração. Trad.:Henrique Barros. 20 Edição. Aparecida, SP: Santuário, 2009. 109 pgs.

Um comentário:

Eduardo Vieira disse...

O fim de uma nação

O dia da eleição está chegando e este é o momento para decidirmos o futuro do nosso

país.Dilma vai acabar com a liberdade,a democracia e esse país vai entrar num sistema

ditatorial.Só nós,juntos,no dia da eleição podemos "lutar" contra esse mau e buscar um

futuro melhor.Reflitam sobre o Dilma 2012: http://www.youtube.com/watch?v=pQg5cbMyisU