quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

CEM ANOS DA TRÉGUA DA NATIVIDADE

Cruz erguida em Ypres, Bélgica, em homenagem a Trégua da Natividade

Postado por João S. de O. Jr.


A data de hoje em que comemoramos o nascimento do Menino Deus marca 100 anos de um dos fatos mais inusitados, considerado um Milagre na história contemporânea, a Trégua da Natividade ocorrida no Natal de 1914 [1]. 

Em meio às trincheiras da Primeira Grande Guerra Mundial (1914-1918), ao redor da cidade belga de Ypres, alemães, franceses e britânicos, espontaneamente (sem ordem prévia de seus comandantes), baixaram as armas e se confraternizaram na manhã do dia 25 frente ao caos (mortes e destruição) do campo de batalha nas famosas e extensas trincheiras. Local esse chamado também de “terra de ninguém”, numa guerra que ao seu final deixara 16 milhões de mortos e 20 milhões de feridos.


A Primeira Guerra Mundial ficou conhecida por "guerra das trincheiras"
O fato começou sob o som de cantos natalinos que soldados alemães entoavam à noite e passaram a ser acompanhados pelas tropas adversárias, britânicas e francesas. Há relatos de que estes viam velas e enfeites de Natal nos lados adversários. Em seguida, sob a tensão da guerra mas movidos pelo espírito natalino, lentamente e sob gritos de trégua, levantaram-se das trincheiras e se encontraram. Houve cumprimentos e felicitações natalinas, troca de presentes (fumo, álcool, chocolates, cigarros, botões, fotografias...), tiraram fotos e até jogaram partidas de futebol.

Notícia da Trégua em trecho de
 jornal no Brasil
Trincheira de soldados alemães
Trincheira de soldados franceses
Soldados alemães do 134 Regimento da Saxônia e os soldados
britânicos do Real Warwickshire Regiment reunidos em 26/12/1914.
Na oportunidade da trégua, o capelão escocês J. Esslemont Adams organizou um funeral coletivo para mais de 100 vítimas, com ambos os lados ajudando a enterrar mutuamente seus mortos. Adams abriu a cerimônia com o Salmo 23: “O senhor é meu pastor e nada me faltará...” acompanhado por um ex-seminarista alemão que repetia em seu idioma. Ao final, soldados dos dois lados rezavam a oração do Pai-Nosso.

Sem armas, soldados franceses e alemães posam juntos para foto.
A trégua informal propagou-se para outras áreas e em muitos lugares durou até janeiro do ano seguinte. Perceberam que havia mais semelhanças do que as diferenças impostas pela guerra. O ocorrido fora amplamente documentado em diários dos soldados, repercutindo em diversos noticiários da época, mesmo com os comandos superiores da guerra censurando a divulgação do mesmo.

Britânicos e alemães jogando futebol na Trégua da Natividade
Nos anos seguintes do terrível conflito que terminou em 1918, houve ainda registros de trégua, com menor proporção. Uma vez que, os comandantes do auto escalão, temendo que os atos do Natal de 1914 se repetissem, ordenaram reforçar a artilharia antes da data natalina.

Jornal Inglês da época

O que temos a meditar diante desse fato histórico?

O homem ao virar as costas para o seu Criador provoca a morte de si mesmo e de seus semelhantes. Revoluções e guerras são como conseqüência do pecado e da falta de conversão, como lembrou a Virgem Santíssima nas aparições em Fátima (1917). Contudo, a Esperança, a Fé e a Caridade trazidas por Cristo, ainda fumega como brasa no coração da humanidade. Tal fato milagroso ocorrido em 1914, numa sangrenta guerra que foi parte de um terrível processo revolucionário [2], só poderia acontecer pelo espírito natalino, no mistério do nascimento do Salvador. Os soldados de lados inimigos entre si tinham muito mais em comum do que o desejo de voltarem para casa e encontrarem seus familiares. Pois, ainda que por um dia, o amor a Cristo, ao Menino Deus que veio nos salvar, os uniu.

O que a Revolução destruiu, só a Cristandade pode restaurar.

Menino Deus, motivo da trégua de 1914.


MARIA SEMPRE!


Referências:
[1] O Milagre do Natal de 1914, disp. em http://tokdehistoria.com.br/tag/tregua-no-natal-de-1914/
[2] Aos Cem Anos da Grande Guerra, disp. em http://ipco.org.br/ipco/noticias/aos-cem-anos-da-grande-guerra#.VJq-GsCo

SÃO NICOLAU! MODELO DE CARIDADE!

São Nicolau, Bispo de Mira (275- 342)
Por Editores do blog.


São Nicolau foi um dos santos mais populares de todos os tempos.

Contudo, nem sempre a devoção popular sabe das razões de seu extremado devotamento, pois se deixa facilmente levar pelas lendas fantasiosas que a tradição tece sobre a sua vida.

Mesmo livre das estórias lendárias, a figura de São Nicolau emerge como um gigante. Filho de pais ricos e piedosos, Nicolau nasceu por volta do ano de 275 na Lícia, hoje Turquia. Tornou-se sacerdote da diocese de Mira, onde exerceu seu ministério. Como sacerdote desdobrou-se em amor e dedicação na evangelização e conversão dos pagãos, num clima de perseguição religiosa.

São Nicolau se destacou por sua  caridade
Nicolau é conhecido, sobretudo, pela extremada caridade para com os pobres. Distribuiu entre eles a fortuna herdada de seus pais. Entre outros fatos da sua vida, registra-se o caso de três moças cujo pai pobre, não podendo fornecer dotes para o casamento, aconselhava as filhas a se entregarem à prostituição. Nicolau, ao saber disso, jogou pela janela da casa das moças três bolsas com o dinheiro suficiente para os dotes das jovens.

Este episódio deu motivo à fantasia dos países do norte da Europa de verem Nicolau, sob o nome de Claus, o velho de barbas brancas, que leva presente às crianças, exatamente no dia 6 de Dezembro.

Após a morte do bispo de Mira, Nicolau foi eleito seu sucessor. A obediência obrigou Nicolau a deixar o doce remanso da solidão e assumir as responsabilidades de bispo.

Em pouco tempo conquistou a simpatia de todos. Sua caridade bondade sem par, seu zelo, seu espírito de oração o tornaram conhecido e amado por toda a Ásia Menor. Deus, por sua vez, brindou-o com o poder de milagres em favor, sobretudo dos doentes.

Historiadores gregos afirmam que Nicolau foi preso durante a perseguição de Diocleciano por volta do ano 310. O santo bispo sustentou corajosamente a dura prisão e várias torturas e já estava para ser processado e condenado à morte, quando foi publicado o edito de Milão, em 313, concedendo a liberdade religiosa.

São Nicolau participou no Concilio de Nicéia (325)
 quando foi condenada a doutrina de Ario
Nicolau foi um dos bispos que participaram do Concílio de Nicéia em 325, onde, contra a heresia ariana, foi definida a divindade de Cristo declarado consubstancial ao Pai. No início do concílio, Nicolau presenciou uma cena de indescritível emoção: Constantino Magno, o imperador da Roma que havia perseguido por 250 anos os cristãos, ajoelhou-se para beijar as cicatrizes de Nicolau e dos outros varões torturados na última perseguição.

Os mesmos soldados que os tinham preso e torturado, agora lhes prestavam honras de heróis! Parecia um sonho!

Ao que parece, Nicolau faleceu em Mira no ano de 342, com grande fama de santidade e de poder taumatúrgico.

Este santo tornou-se sobremaneira popular também na Rússia, onde foi declarado padroeiro principal. Motivo pelo qual muitos czares adotaram este nome. Antes da revolução comunista, muitos eram os Russos que visitavam o sepulcro de São Nicolau em Bári - para onde as relíquias foram transferidas após a invasão muçulmana- .

São Nicolau é invocado contra os perigos de incêndio e é padroeiro dos marinheiros.

São Nicolau! Rogai por nós!


MARIA SEMPRE!


Referência:
CONTI, Dom Servilio. O Santo do Dia. editora Vozes.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

NO NATAL, GRAÇAS ESPECIALÍSSIMAS!

A natividade pintada pelo Beato Fra Angélico (1395-1455)

Prof. Pedro Maria da Cruz

“As noites são boas. Nenhum planeta exerce então os seus malefícios, 
e nenhuma fada feiticeira tem poderes para encantar.” (Hamlet).

"[...] ouve-se alguém citar, quase que por acaso,
o nome três vezes santo do Menino Deus"
No natal, um certo aroma sobrenatural paira sobre nossas vidas, invade furtivamente nossos tratos cotidianos, toma de assalto todas as conversações. Aqui, ouve-se alguém citar, quase que por acaso, o nome três vezes santo do Menino Deus; acolá, outro que critica ousadamente, e com ares de ortodoxia, a mesquinharia comercial dos hodiernos; e por fim, um último que comenta, meio que perdido, sobre as tristezas e desmandos de uma vida sem luz, denunciando, sem o perceber, a graça que bate silenciosa na porta de sua alma... nem todos os estratagemas do Demônio, ainda que corroborados pelas mil leviandades de tantos homens medíocres que pretendem um mundo sem Deus, conseguirão expulsar deste dias que antecedem o Natal a atmosfera sacrossanta que repousa sobre o universo.

É uma realidade que se impõe: tudo se torna alegre! As luzes povoam ruas, praças e fachadas! O colorido anuncia o júbilo de uma data especialíssima, afinal é o nascimento do menino Jesus, o Deus encarnado, aquele que veio ao mundo para nos salvar! Milhares de preces sobem aos céus; umas, abafadas pelo orgulho, outras, como último recurso... não importa! Algo impera sobre as almas; uma força insiste em manter a esperança. Há, sim - se prestarmos bem atenção – uma espécie de “toque” singelo, um certo “sussurro” suave, um “não sei o que”, lá no centro mais intimo da alma... mas há algo! É um mistério ... o mistério do Natal!

"É um mistério... o mistério do Natal"
Vem-me agora ao espírito a recordação de algumas palavras ditas por Horácio a seus amigos em Hamlet, uma famosa tragédia composta por William Shakespeare. Creio que expressam, mesmo que a seu modo, um pouco de tudo aquilo que temos ansiado por demonstrar através destas linhas:

“Dizem que sempre que se aproxima a época em que se celebra o nascimento de nosso Salvador, a ave da manhã passa toda a noite a cantar, e então, segundo afirmam, nenhum espírito se atreve a sair da sua morada. As noites são boas. Nenhum planeta exerce então os seus malefícios, e nenhuma fada feiticeira tem poderes para encantar. Tão benfazejo e cheio de graça é aquele tempo.”[1]

Que Nossa Senhora nos torne sensíveis às constantes graças enviadas por Deus às nossas almas. E, de modo particular, suplicamos por todos aqueles que nos deram a alegria de sua visita a este blog ao longo do ano. Feliz Natal!

MARIA SEMPRE!



[1] SHAKESPEARE, William. Hamlet. Trad. Ricardo Alberty. Gigantes da literatura clássica. Lisboa: Editorial Verbo, 1972, p. 16

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

SOBRE A IMACULADA CONCEIÇÃO...

Imaculada Conceição, 08 de dezembro

Postado por editores do blog

Prezados leitores, neste mês de dezembro em que celebramos tão grandes festas como a do Natal, disponibilizamos abaixo uma edificante reflexão de nosso já conhecido Padre Júlio Maria Lombaerde, a respeito da imaculada conceição de Nossa Senhora, cuja festa é celebrada no dia 8 deste mês. Que Nossa Senhora de Guadalupe, também celebrada em data próxima, nos proteja e ilumine nas lutas em prol do verdadeiro cristianismo. 

III
A Imaculada Conceição


"Eis-nos, com uma lógica Irrefutável em frente do mistério da Imaculada Conceição... que não é outra coisa senão a preservação do pecado original, em previsão dos merecimentos futuros do Salvador.


Diga, amigo protestante, não é lógico isso?...não é conveniente?... não é necessário?...


Pois bem a tal preservação, é o que nós chamamos: Imaculada Conceição.

Está vendo, que tal privilégio, outorgado à pura Mãe de Jesus, não é como os protestantes se lhes afiguram, um bicho de sete cabeças, um espantalho misterioso!... É coisa mais lógica do mundo, que os sres. negam por não saber o que é, e que seus Pastores combatem, unicamente para dar-se um jeitinho bíblico, para passar por homens inteligentes, entendido, zelosos discípulos da Bíblia, que nem compreendem.


Em 1854, o Beato Pio IX proclama o 
dogma da Imaculada Conceição
A Imaculada Conceição abrange dois pontos importantes, que convém salientar, porque destroem, de antemão, as objeções protestantes.

1. O primeiro é ter sido a Sma. Virgem preservada da mancha original, desde o princípio da sua conceição.

2. O segundo que tal privilégio não lhe era devido por direito, mas foi lhe concedido em previsão dos merecimentos de Jesus Cristo.

Como tal Maria Sma. foi resgatada por Jesus Cristo, como qualquer um de nós; porém convém notar que há duas maneiras de resgatar, ou salvar uma pessoa: Antes da queda, pela preservação, e depois da queda pelo levantamento.
O primeiro resgate é de Maria Sma.; o segundo é o nosso.



O Cristo morreu para todos, diz o Apóstolo (IICor. V.15) e ainda: Um só morreu para todos (IICor. 14) Morreu de fato para todos, e em previsão dos merecimentos de sua morte preservou a sua Mãe da mancha do pecado, sendo ela, deste modo a primeira resgatada, e a mais bela conquista do seu sangue."


IV
As provas da Bíblia.

"O que acabamos de dizer é lógico, meu caro protestante, e se impõe a uma inteligência não viciada pelo preconceito. Eu sei que isso não é o bastante para vós, por isso apoiemos tal doutrina sobre a Bíblia.
Abrindo o Gênesis, encontramos no capítulo III.15, estas palavras que Deus dirigiu ao demônio depois da queda original: Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua semente e a sua semente, esta te esmagará a cabeça e tu, te esforçarás por mordê-la no calcanhar. (Gen.III,15).
"Evangélicos" negam o dogma da 
Imaculada conceição

Eis um passo, meu querido protestante que é impossível explicar, nem compreender, sem admitir que ele se refira à Maria Sma. a mulher bendita, e significa sua pureza imaculada.

Certos protestantes, no triste intuito de rebaixar a Virgem Santa, ditam logo a objeção que o texto original traz «este» te esmagará a cabeça, em vez de esta... (ipsum em vez de ipsa) o que vem a ser que é a semente que deveria esmagar a cabeça da serpente, em vez de a mulher.

Repondo logo que, S. Jerônimo ao traduzir do hebraico em latim tal texto, tinha diante de si 5 cópias, entre as quais três trazem ela (ipsa) e uma ele (ipse) e uma outra grega que traz: ipsum.

S. Jerônimo, como sábio e filólogo exímio, escolheu o pronome ela (ipsa) como mais autêntico e dando ele mesmo a razão desta preferência «Não pode ser outra semente da mulher, senão aquele que o Apóstolo diz ter sido feito da mulher...isso é a mãe de Jesus Cristo...O Cristo é verdadeiramente a semente da mulher, havendo ele nascido sem a cooperação do homem.

Qualquer que seja o texto adotado, a interpretação é a mesma e sempre de acordo com a explicação da Igreja Católica.

O texto hebraico diz que é a semente da mulher (Cristo) que deve esmagar a cabeça da serpente – isso é: diretamente, - porém indiretamente é também a mulher; pois Deus diz que porá inimizade entre a mulher e a serpente e entre a semente de ambos...

Ora tal inimizade não seria completa se a mulher bendita, que é Maria Sma. houvesse ficado um instante no poder do demônio, pelo pecado original.

Para não ficar a mínima dúvida o Espírito Santo ajunta: Ela te esmagará a cabeça e tu te esforçarás por mordê-la no calcanhar (insidiaberis calcaneo ejus).

Aqui a Bíblia protestante é falsificada e não traduz nem o latim, nem o texto hebraico originais.

Podia-se citar ainda do Antigo Testamento este texto de Isaías:O Senhor vos dará um sinal: Eis que a Virgem conceberá e dará a luz um filho, e chamarão o seu nome Emanuel, isso é: Deus conosco. (Isaías VII. 14).

E este outro de Jeremias: Deus creou uma novidade na terra; uma mulher cercará um homem (Jerem. XXXI. 22).

Estes passos provam diretamente a virgindade perpétua da Sma. Virgem, e indiretamente a sua Conceição Imaculada."

VII
A Conclusão

"Tiremos a conclusão.

Maria Sma. é imaculada. É certo.

O fim da Encarnação inclui a imaculada Conceição.

Este fim é resgatar-nos do pecado original; em conseqüência a encarnação e o pecado original excluem-se mutuamente.

São dois termos opostos, como serão opostos os termos de luz e trevas, de dia e noite.

Como é que a Virgem, pela qual deve vir a libertação, possa ser escrava de Satanás?

Como é que a Virgem que deve dar ao Cristo, um corpo e um sangue imaculados, possa estar manchada pelo pecado original?

Seria isso dizer que pode circular uma água cristalina num canal imundo.

Seria afirmar que uma mãe preta pode gerar um filho branco. Isso é contrário à Bíblia que diz « Quem pode tirar um fruto puro de uma semente impura?(Jo XIV.4).»

A Mãe do Cordeiro Imaculado foi Imaculada.
Como então, mais tarde, Jesus poderia expulsar os espíritos imundos (Luc. IV, 36) se ele mesmo é o fruto do pecado, pelo nascimento de uma mãe pecadora?

Não está vendo que isso é insensato?

Ela nos traz a luz... e ela estaria nas trevas! Ela nos traz o preço do nosso resgate e ela seria devedora! Ela seria mãe da pureza infinita: e ela seria impura. Ela seria mãe de Deus e filha do pecado! Ela seria revestida do sol, da lua, e de estrelas, como a descreve S. João e ela teria nascido nas trevas! (Apoc. XII.1). Não vê que isso é uma blasfêmia... uma insulta a Deus! Concluamos, pois, dizendo que Maria Sma. devia ser Imaculada, e que o foi conforme o bom senso e a Sagrada Escritura nos indicam."

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Fonte: MARIA, Pe. Júlio. A mulher e a serpente. Manhumirim: O lutador, 1930; p. 65 -68. (Usamos o negrito de forma autônoma).Conferir também: NEUBERT, Pe. Émile. Maria Santíssima como a Igreja ensina.S.P: Petrus, 2012; 236 pg.



MARIA SEMPRE!