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quinta-feira, 29 de junho de 2017

O RESPEITO DEVIDO AOS SACERDOTES –------ SANTA CATARINA DE SENA -------

"Quem vos obriga a respeitá-los é o ministério do sangue de Jesus Cristo"
"Filha querida, ao manifestar-te a grande virtude daqueles pastores, quero colocar em evidência a dignidade dos meus ministros. Pelo pecado de Adão, as portas da eternidade fecharam-se, mas o meu Filho abriu-as com a chave do seu sangue. Ao sofrer a paixão e morte, ele destruiu vossa morte e vos lavou no sangue. Sim, foram seu sangue e sua morte que, em virtude da união da natureza divina com a humana, deram acesso ao céu. E a quem deixou Cristo tal chave? Ao apóstolo Pedro e a seus sucessores, os que vieram e que virão depois dele até o dia do juízo final. Todos possuem a mesma autoridade de Pedro; nenhum pecado a diminui, do mesmo modo que não destrói a santidade do sangue de Cristo e dos Sacramentos. Já disse que o sol eucarístico não tem manchas e que o mal cometido por quem o administra ou recebe não apaga sua luz. Não, o pecado não danifica os sacramentos da santa Igreja, não lhes diminui a força; prejudica a graça e aumenta a culpa somente em quem os ministra ou recebe indignamente.

Na terra, quem possui a chave do sangue é o Cristo-na-terra. Certa vez eu te manifestei essa verdade numa visão, para indicar o grande respeito que os leigos devem ter pelos ministros, bons ou maus que eles sejam, e quanto me desagrada que alguém os ofenda. Pus diante de ti a jerarquia da Igreja sob a figura de uma dispensa contendo o sangue de meu Filho. No sangue estava a virtude de todos os sacramentos e a vida dos fiéis. À porta daquela despensa, vias o Cristo-na-terra, encarregado de distribuir o sangue e fazer-se ajudar por outros no serviço de toda a santa Igreja. Quem ele escolhia e ungia, logo se tornava ministro. Dele procedia toda a ordem clerical; ele dava a cada um sua função no ministério do glorioso sangue. E como dispunha dos seus auxiliares, possuía a força de corrigi-los nos seus defeitos.

De fato, é assim que eu quero que aconteça. Pela dignidade e autoridade confiada a meus ministros, retirei-os de qualquer sujeição aos poderes civis. A lei civil não tem poder legal para puni-los; somente o possui aquele que foi posto como senhor e ministro da lei divina.

Os ministros são ungidos meus. A respeito deles diz a Escritura: “Não toqueis nos meus cristos” (Sl 105, 15). Quem os punir cairá na maior infelicidade. Se me perguntares por que a culpa dos perseguidores da santa Igreja é a maior de todas e, ainda, por que não se deve ter menor respeito pelos meus ministros por causa de seus defeitos, respondo-te: porque, em virtude do sangue por eles ministrado, toda reverência feita a eles, na realidade não atinge a eles, mas a mim. Não fosse assim, poderíeis ter para com eles o mesmo comportamento de praxe para com os demais homens. Quem vos obriga a respeitá-los é o ministério do sangue. Quando desejais receber os sacramentos, procurais meus ministros; não por eles mesmos, mas pelo poder que lhes dei. Se recusais fazê-lo, em caso de possibilidade, estais em perigo de condenação. A reverência é dada a mim e a meu Filho encarnado, que somos uma só coisa pela união da natureza divina com a humana. Mas também o desrespeito. Afirmo-te que devem ser respeitados pela autoridade que lhes dei, e por isso mesmo não podem ser ofendidos. Quem os ofende, a mim ofende. Disto a proibição: “Não quero que mãos humanas toquem nos meus cristos”!

O valor do sacerdócio provém do
 próprio Nosso Senhor Jesus Cristo
Nem poderá alguém escusar-se, dizendo: “Eu não ofendo a santa Igreja, nem me revolto contra ela; apenas sou contra os defeitos dos maus pastores”! Tal pessoa mente sobre a própria cabeça. O egoísmo a cegou e não vê. Aliás, vê; mas finge não enxergar, para abafar a voz da consciência. Ela compreende muito bem que está perseguindo o sangue do meu Filho e não os pastores. Nestas coisas, injúria ou ato de reverência dirigem-se a mim. Qualquer injúria: caçoadas, traições, afrontas. Já disse e repito: não quero que meus cristos sejam ofendidos. Somente eu devo puni-los, não outros. No entanto, homens ímpios continuam a revelar a irreverência que têm pelo sangue de Cristo, o pouco apreço que possuem pelo amado tesouro que deixei para a vida e santificação de suas almas. Não poderíeis ter recebido maior presente que o todo-Deus e todo-Homem como alimento. Cada vez que o conceito relativo aos meus ministros não coloca em mim sua principal justificativa, torna-se inconsistente e a pessoa neles vê somente muitos defeitos e pecados. De tais defeitos falarei em outro lugar. Mas quando o respeito se fundamenta em mim, jamais desaparece, mesmo diante de defeitos nos ministros; como disse, a grandeza da eucaristia não é diminuída por causa dos pecados. A veneração pelos sacerdotes não pode cessar; se tal coisa acontecer, sinto-me ofendido.



Santa Catarina de Sena, “O Diálogo” Cap. 28. Paulus, 9ª edição, SP, 2005 p. 237-240













MARIA SEMPRE!

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Pensamentos de São Pedro Julião Eymard sobre O SANTÍSSIMO SACRAMENTO


Em alusão a uma das mais belas e importantes solenidades da Igreja Católica, o Corpus Christi, reproduzimos aqui pensamentos de um grande Santo que ficou conhecido como o Apóstolo da Eucarístia, São Pedro Julião Eymard. Tomemos como exemplos estas exortações, para que possamos dar cada vez mais glórias e louvores ao Santíssimo Sacramento que é verdadeiramente o corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo!

✠ ✠ ✠

“Ajoelhai-vos, aos avistardes Jesus na Hóstia adorável! Prosternai-vos, com profundo respeito, perante Ele, em sinal de dependência e de amor...”.




“Urge crer na simples palavra de Jesus. Resta-nos uma pergunta: ‘Quem está ali?’. ‘Eu!’, responde Jesus... Prostremo-nos e adoremos...”.



“Assistir cada dia a Santa Missa é chamar, sobre cada dia, as bênçãos do Céu!”.



“A oração, embora boa e necessária, sem a Comunhão que vos sustente, torna-se cansativa e acabareis por deixá-la”.

“É necessário se penetrar bem dos sacrifícios do amor de Nosso Senhor, no Santíssimo Sacramento... São tão surpreendentes que eu sentia o coração acelerar e os olhos cheios de lágrimas”.

“Jesus estabeleceu a Eucaristia para reabilitar o homem, que se degradara e aviltara pelo pecado original, que esquecera sua origem celeste, perdera sua dignidade de rei da criação; o homem que, senhor dos animais, a eles se assemelhou!”.

“Quando por enfermidade, por doença ou por impossibilidade, não puderdes fazer a adoração, deixai que vosso coração se entristeça um instante... E, depois, uni-vos em espírito àqueles que adoram”.

“Reparai num Santo, ao entrar numa Igreja. Alheio às pessoas, esquecido de tudo, só a Nosso Senhor vê. Quem, em presença do Papa, pensará nos bispos ou cardeais? Só a Deus, toda honra e toda glória”.

“A criatura tem tempo para tudo, menos para visitar o seu Deus, que no seu Tabernáculo a espera”.

“Que o ato de amor dê início a toda adoração e abrireis, então, de modo delicioso vossa alma à ação divina”.

“Ah! É esta a parte grandiosa que vos cabe, a vós adoradores: é chorar aos pés de Jesus, desprezado pelos seus, crucificado em tantos corações, abandonado em tantos lugares”.

“Jesus, portanto, está conosco e, enquanto houver um adorador sequer, Ele aí estará para protegê-lo. Eis aqui o segredo da longevidade da Igreja!”.

“O que inspira receio, hoje em dia, é ver Jesus-Eucaristia abandonado em todas as cidades, sozinho, absolutamente só”.

“No Santíssimo Sacramento está Ele, por toda parte e ao mesmo tempo. Sua Humanidade participa, de certo modo, da Imensidade Divina que tudo enche. Jesus está em sua inteireza em todos e cada um dos Templos”.

“Adorai, reparai com Ele. Sabei vos sacrificar com Ele, pela glória de Nosso Salvador!”.

“O culto e a honra tributados a Jesus Cristo são a medida da fé do povo, a expressão de sua virtude. Honra, pois, a Jesus Eucaristia que, merecendo-a, a ela tem direito”.

“A Eucaristia deve incendiar o mundo inteiro e os incendiários deste fogo Eucarístico são todos que amam Jesus”.

“Ah! Como Nosso Senhor ama os nossos corações e os deseja possuir... Mendiga-os! Roga, pede com insistência, suplica. Deveríamos morrer de vergonha ao pensar que Nosso Senhor mendiga desse modo e que ninguém atira a esmola implorada!”.

“Na impossibilidade de amar a Jesus Sacramentado como Ele merece, invocai o socorro do Anjo da Guarda, fiel companheiro de vossa vida. Ser-lhe-á tão agradável fazer, desde já, convosco, o que deverá fazer, eternamente, na glória”.

“Não se afastem os adoradores da presença do seu Divino Mestre, sem lhe patentear reconhecimento pela audiência de Amor; sem lhe oferecer em homenagem de fidelidade, uma flor de virtude, um ramalhete de pequenos sacrifícios...”.

“Amemo-Lo, portanto, por nós. Amemo-Lo por aqueles que não o amam, pelos nossos pais e amigos. Paguemos-Lhe a dívida da família, da pátria!”.

“Há caminhos fictícios, atalhos na vida espiritual, estradas que podemos seguir durante algum tempo para largá-la em seguida... Nosso Senhor, no Santíssimo Sacramento, é a via estável”.

“O estado velado de Jesus anima minha fraqueza. É-me dado me aproximar d’Ele, falar-lhe, contemplá-lo, sem receio algum...”.

“Nos exorcismos, quando, depois de recorrer inutilmente a todos os meios para vencer os Demônios, o exorcista lhes apresenta a Hóstia Santa, eles, soltando gritos de raiva recuam ante seu Deus presente”.

“É do Tabernáculo, sob o véu da Hóstia, que lança, sobretudo estas palavras: ‘Aprendei de mim, que sou manso e humilde de Coração’. Aprendei de mim a esconder as vossas boas obras, vossas virtudes, vossos sacrifícios... Descei! Vinde a mim!”.

“Só a posse de Deus - e na Eucaristia é Deus se dando, cabalmente a nós - nos pode dar felicidade!”.


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São Pedro Julião Eymard
Livro: Levanta-te de Joelhos! O Segredo da Adoração Eucarística
Prefácio de Dom Carmo João Rhoden, scj.
Autor: Pe. Márlon Múcio
Palavra e Prece Editora Ltda.










MARIA SEMPRE!

domingo, 3 de maio de 2015

MATRIMÔNIO E CELIBATO:REFLEXÃO


O  matrimônio e o celibatos são abençoados por Deus através da Igreja Católica

Por editores do blog


Joviniano - Herege do fim do séc. IV
TESE. A Igreja Católica afirma como uma verdade que o estado de celibato é mais excelente que o matrimonial 

“937. Explicação. – Entendemos por estado de celibato, não o simples facto de não contrair matrimônio, mas a razão de o deixar para melhor praticar a virtude. Afirmamos que é mais excelente e perfeito esse gênero de vida, comparado com o matrimonial, prescindindo do facto concreto se é preferível para muitos o casar-se e de que muitos casados sejam mais perfeitos.

938. Adversários. - Joviniano [1] no século IV, os protestantes e muitos modernos que não sentem em uníssono com a Igreja.

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Katharina Von Bora (1499-1552)
Freira apóstata que veio a ser
esposa de Martinho Lutero
Para Martinho Lutero (1483-1546), fundador do protestantismo - o qual abandonara seu voto de celibato para casar-se com um freira apóstata, Katharina Von Bora (1499-1552) - o matrimônio, ainda que seja o estado mais comum, é mais nobre que o celibato. Segundo ele, o casamento é cem vezes mais nobre que o próprio estado monástico. Para Lutero, o celibato seria uma “peste”, mesmo diante da evidente postura de São Paulo a respeito da superioridade da virgindade em relação ao casamento. Todavia, jamais combateu a virgindade em sí mesma. “No principio ele considerava a virgindade superior ao matrimônio; depois considerou-os iguais e, por fim, pôs o matrimônio acima da virgindade. Todavia, em certo sentido, ele conservou sentimentos de monge, até o fim, pois em 1540 louvava ainda a virgindade como descida do céu, como uma joia de ouro, como um adorno precioso.” 


FONTE: BARTMANN, Bernardo.Teologia Dogmática. VOL. III - Sacramentos e Escatologia.SP: Paulinas,1964; p.393 e 401 
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QUAIS PROVAS PODEM SER APRESENTADAS EM FAVOR DA TESE CATÓLICA?

939. A) Tradição. – ‘Se alguém disser que é preferível o estado matrimonial ao de virgindade ou de celibato, e que não é melhor e mais ditoso permanecer no estado de virgindade ou de celibato do que unir-se em matrimônio, seja anátema.’[2]

940. B) Escritura. – 1. Tendo Jesus dito aos Apóstolos que o matrimônio é indissolúvel retorquiram-lhe estes: ‘Se é assim... é preferível não casar. Respondeu-lhes Jesus: Nem todos compreendem esta palavra, mas só aqueles a quem Deus o dá a entender. Há quem voluntariamente renuncia ao matrimônio (eunucos) para conseguir o reino dos céus. Quem for capaz de compreender, compreenda’ (Mateus 19,10 ss). Portanto, segundo este testemunho de Cristo abster-se do matrimônio pelo reino dos céus é um favor ou graça de Deus.

São Jerônimo (347 - 420)
Defendeu contra Joviniano
a superioridade do celibato.
2. Se ‘estais sem mulher, não procures tê-la. Se a tomas, não pecaste... Quem liga pelo matrimônio a virgem que está a seu cuidado procede bem, mas quem a não ligar procede melhor.’(I Coríntios 7,27,28 e 38)

3. Diz São João no Apocalipse que no céu ‘as almas virgens seguem o Cordeiro para toda parte e cantam um cântico que só elas podem cantar’ (Apocalipse 14,3-4).

Quer a palavra virgens signifique o que por ela entendemos correntemente quer signifique os que não se afastaram do verdadeiro Deus, nem da sua doutrina como se entendem algumas vezes na Escritura, o que é certo é que a virgindade é preferida ao matrimônio, visto que se apresenta, mesmo no segundo caso, como modelo de fidelidade a Deus.”

FONTE: BUJANDA, J. Manual de Teologia Dogmática. Trad. Dionísio de O., SJ. 3º Ed. Porto: Apost. da Imprensa, 1958; p. 574-575


MARIA SEMPRE!


[1] Monge italiano que, cerca de 388, ensinou em Roma, depois em Milão, morrendo em 412. Ele abandonou a vida monástica e defendeu contra São Jerônimo, o que mais tarde os protestantes diriam: Que a virgindade não é superior ao matrimônio. 

[2] Concilio de Trento, ses.24,cân.10.D.981. (A expressão “seja anátema” costuma ser usada quando se pretende indicar uma doutrina como herética. Essa expressão ou fórmula, no entanto, não é usada tão somente para condenar uma doutrina como herética ou oposta à revelação, mas também para punir com a excomunhão a inobservância de algum preceito, ou até de algum erro teológico que pode não ser heresia.)

terça-feira, 22 de julho de 2014

O CULTO DO PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE N. S. JESUS CRISTO: INDE A PRIMIS


"(...) símbolo desse mesmo Sangue divino que corre
 em todos os sacramentos da Igreja"
 (conf.: Inde a Primis)


Postado por editores do blog

Segue abaixo trechos de uma carta apostólica redigida por São João XXIII, papa, sobre a devoção ao Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esperamos que os leitores cresçam na consciência do imenso valor desse culto e possam colher os frutos correspondentes. Maria Sempre!


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CARTA APOSTÓLICA DO PAPA JOÃO XXIII 

INDE A PRIMIS

O CULTO DO PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE JESUS CRISTO



Sumo pontífice São João XXIII,  (1881 - 1963)



Veneráveis Irmãos, saudação e bênção apostólica,

São Gaspar Del Bufalo (1786 -1837)
"7. (...) a devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus, da qual foi propagador admirável no século passado o sacerdote romano s. Gaspar del Bufalo, teve o merecido consentimento e o favor desta Sé Apostólica. Com efeito, importa recordar que, por ordem de Bento XIV, foram compostos a missa e o ofício em honra do Sangue adorável do divino Salvador; e que Pio IX, em cumprimento de um voto feito em Gaeta, quis que a festa litúrgica fosse estendida à Igreja universal (...)."

"9. Por isto, ao aproximar-se a festa e o mês dedicados ao culto do Sangue de Cristo, preço do nosso resgate, penhor de salvação e de vida eterna, façam-na os fiéis objeto de meditações mais devotas e de comunhões sacramentais mais freqüentes. Iluminados pelos salutares ensinamentos que promanam dos Livros sagrados e da doutrina dos padres e doutores da Igreja, reflitam no valor superabundante, infinito desse Sangue verdadeiramente preciosíssimo, do qual uma só gota pode salvar o mundo todo de toda culpa (...)."

"10. Porquanto, se infinito é o valor do Sangue do Homem-Deus, e se infinita foi a caridade que o impeliu a derramá-lo desde o oitavo dia do seu nascimento, e depois, com superabundância, na agonia do horto (cf. Lc 22,43), na flagelação e na coroação de espinhos, na subida ao Calvário e na crucifixão, e, enfim, da ampla ferida do seu lado, como símbolo desse mesmo Sangue divino que corre em todos os sacramentos da Igreja, não só é conveniente, mas é também sumamente justo que a ele sejam tributadas homenagens de adoração e de amorosa gratidão por parte de todos os que foram regenerados nas suas ondas salutares."

São João Crisóstomo (347 -407)
"11.(...). E, nutridos do corpo e do sangue de Cristo, tornados participantes do seu poder divino, que fez surgir legiões de mártires, eles irão ao encontro das lutas cotidianas, dos sacrifícios, até mesmo do martírio, se preciso, em defesa da virtude e do reino de Deus, sentindo em si mesmos aquele ardor de caridade que fazia S. João Crisóstomo exclamar: "Saímos daquela mesa quais leões expirando chamas, tornados terríveis ao demônio, pensando em quem é o nosso Chefe e quanto amor teve por nós... Esse Sangue, se dignamente recebido, afasta os demônios, chama para junto de nós os anjos e o próprio Senhor dos anjos... Esse Sangue derramado purifica o mundo todo... Este é o preço do universo, com ele Cristo redime a Igreja... Tal pensamento deve refrear as nossas paixões. Até quando, com efeito, ficaremos apegados ao mundo presente?Até quando ficaremos inertes?Até quando descuraremos pensar na nossa salvação? Reflitamos sobre os bens que o Senhor se dignou de nos conceder, sejamos-lhe gratos por eles, glorifiquemo-lo não só com a fé, mas também com as obras" (In loan., Homil. 46; PG 59, 260-26; conf. doc.)"

"12. Oh! Se os cristãos refletissem mais freqüentemente no paternal aviso do primeiro papa: "Portai-vos com temor durante o tempo do vosso exílio. Pois sabeis que não foi com coisas perecíveis, isto é, com prata ou ouro que fostes resgatados..., mas pelo sangue precioso de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mácula" (1Pd 1,17-19); se eles dessem mais solícito ouvido à exortação do apóstolo das gentes: "Alguém pagou alto preço pelo vosso resgate; glorificai, portanto, a Deus em vosso corpo" (l Cor 6,20). Quanto mais dignos, mais edificantes seriam os seus costumes, quanto mais salutar para a humanidade inteira seria a presença, no mundo, da Igreja de Cristo! E, se todos os homens secundassem os convites da graça de Deus, que os quer todos salvos (cf. 1Tm 2,4), porque ele quis que todos fossem remidos pelo Sangue de seu Unigênito, e chama todos a serem membros de um só corpo místico, do qual Cristo é a Cabeça, então quanto mais fraternas se tornariam as relações entre os indivíduos, os povos, as nações, e quanto mais pacífica, quanto mais digna de Deus e da natureza humana, criada a imagem e semelhança do Altíssimo, se tornaria a convivência social!

Dado em Roma, junto a S. Pedro, no dia 30 de junho de 1960, vigília da Festa do Preciosíssimo Sangue de N. S. J. C., segundo ano do nosso Pontificado."

S. S. João XXIII



Fonte:http://www.vatican.va/holy_father/john_xxiii/apost_letters/documents


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MARIA SEMPRE!



quinta-feira, 19 de junho de 2014

GRANDE FESTA DE CORPUS CHRISTI


A festa de Corpus Christi teve origem em 1243,
em Liège, na Bélgica, quando Santa Juliana de Cornillon
teve visões de Nosso Senhor Jesus Cristo

Postado por editores deste blog

Segue abaixo algumas imagens que nos remetem à grandeza desta festa que tanto enleva o coração dos fiéis católicos. Pedimos à Virgem Maria que conceda aos amigos deste blog toda sorte de bençãos neste dia de imponderável beleza. Viva o Santíssimo Sacramento!

Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento

Santíssimo Sacramento
Papa Francisco demonstra amor ao Santíssimo Sacramento...
Pelicano: símbolo da Eucaristia.
Dando a própria carne para matar a fome de seus filhotes,
simboliza Cristo que se dá em alimento aos que lhe procuram.


Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento! Rogai por nós!

MARIA SEMPRE!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

ENTREVISTA COM ACÓLITO DA MISSA TRIDENTINA EM MONTES CLAROS - MG

O acólito Lucas e Pe. Henrique Munaiz em 24/08/2013,
 um ano de retorno da Missa Tridentina em Montes Claros-MG.

Entrevista da Sociedade da Santíssima Virgem Maria (SSVM) com o confrade Lucas Silva, 16 anos de idade, acólito e obreiro da Missa Tridentina em Montes Claros-MG.


SSVM: Prezado Lucas, como conheceu a Santa Missa Tridentina?



Lucas S.: Como a maior parte dos jovens que assistem ao Rito Tridentino eu o conheci através da internet. No início do meu processo de conversão gostava muito de frequentar sites católicos, acabei me identificando com correntes mais tradicionais e conheci a beleza do rito Tridentino através deles. Lembro- me que um dia através de um desses sites tive a notícia que estava acontecendo a Missa Tridentina na minha cidade, então comecei a frequentar e como aquilo que é belo sempre atrai não deixei mais de participar dessa Missa.

SSVM: Diga para nós um pouco desta experiência de servir a Deus no altar, sobretudo pela Santa Missa no rito gregoriano.

Lucas S.: Servir a Nosso Senhor no altar no Rito Tridentino me fez abandonar aquela mentalidade ativista que eu tinha muitas vezes quando exercia funções no Rito de Paulo VI. A Missa até então era para mim um encontro com a comunidade em que cada um exerce uma função; a partir do momento que participei pela primeira vez da Missa Tridentina comecei a ver o sacrifício eucarístico como um encontro com Deus. Não vou mais a Missa apenas para exercer funções e me destacar na comunidade, vou a Missa para adorar, pedir e servir a Deus e sei que Nosso Senhor usa de mim na Missa para que ela possa acontecer e porque é o principal meio que Ele usa para derramar suas graças.

Ser acólito na Missa é ao mesmo tempo ser o Cirineu que ajuda Jesus a carregar a Cruz e a Virgem Maria e São João que estão aos pés do Senhor. A Sagrada Liturgia é o sustento da Igreja e do mundo, é o “apostolado dos apostolados” então se fizermos de tudo para que ela aconteça e seja bem celebrada (principalmente interiormente) estaremos fazendo um grande favor a Igreja e ao mundo.

SSVM: O que tem a dizer aos jovens de tua idade que não conhecem (ou conhecem só por "ouvi falar") a Missa Tridentina? E, como reconciliar a vida cotidiana (trabalho, estudos, família, amigos) com o serviço a Deus?

Lucas S.: Aos jovens como eu, gostaria de convidá-los a vivenciarem essa graça que é a Missa Tridentina. Não é uma volta ao passado ou um evento cultural para lembrar os velhos tempos; mas é a Presença viva do Cristo no meio da Sua Igreja que se entrega por nós no Altar. 

Viver a nossa vida como um prolongamento da Ação de graças depois da Missa deve ser o nosso ideal. Não devemos resumir a nossa vida de fé apenas aos momentos em que estamos na Igreja. Devemos fazer tudo por amor de Deus e por isso buscar fazer da melhor forma possível. Dedicação nos estudos, compromisso no trabalho, honrar aos pais e avós, e relacionamento com os amigos; não são obstáculos que nos impedem de irmos até Deus, se fizermos de toda a nossa vida um “trabalho para Deus”, com certeza serviremos ao Senhor com mais alegria e disposição em nossas comunidades.


SSVM: Muito obrigado caríssimo Lucas, que nossa Senhora te auxilie sempre. Fique a vontade para se despedir e mandar um recado aos leitores do blog. 

Lucas S.: Agradeço pela oportunidade, e peço a Virgem Maria que a Missa Tridentina cresça em todo o nosso Norte de Minas. Gostaria de salientar a aquelas pessoas que veem com preconceito a Missa Tridentina, de que a Missa em latim não se trata de uma bandeira ideológica usada pelos tradicionalistas daqui para tomarem o poder e derrubarem o Concílio Vaticano II. Não se trata disso; queremos dar nossa humilde e singela contribuição para que o nosso mundo volte para Deus, e sabemos que a Missa é um sinal da presença e do amor de Deus pela humanidade imersa no pecado. Assim como o médico é um sinal de esperança para as nossas doenças; nós que trabalhamos pela Missa tridentina queremos apontar ao homem pecador ao Caminho de Deus que nos ama e se entrega por nós na cruz. E além do mais queremos contribuir para a “ Reforma da Reforma” iniciada e tão desejada pelo nosso querido Papa Bento XVI.

“Seria mais fácil a Terra existir sem o sol do que sem a santa Missa!” (São Pe. Pio de Pietrelcina)

sábado, 3 de novembro de 2012

Boletins Pugna - Santa Missa - Tão sublime!!! Tão desprezada!!!


É lamentável que alguns (não poucos) católicos desconheçam a divina excelência do Santo Sacrifício. Todavia, um Boletim é muito pouco para tratarmos de mistério tão sublime como esse. Ousaremos, contudo, nos limitar, nesta edição, à explicação incipiente de sua natureza (ou sobrenatureza), lançando mão de citações sobre o assunto e ressaltando as graças inestimáveis que podemos nutrir com a sua reverência. Então, o que é a Santa Missa?



Antes, digamos o que ela não é ou não deveria ser:


1 - A Santa Missa não é um “show”. O padre, no momento da celebração, não é um “astro”, apresentador de TV, cantor, ator ou palhaço de circo. A propósito, durante a Consagração, o sacerdote, independente de quem ele seja, atua “in persona Christi Capitis”, isto é, representando a pessoa do Cristo (1). Ali, o presbitério não deve ser usado como palco, palanque ou picadeiro. Afinal, “o altar representa o Corpo de Cristo, e o Corpo de Cristo está sobre o altar” (2).

2- Não é um mero “encontro fraterno”, como “teólogos” modernistas ensinam. Se o fosse, qualquer encontro de boteco entre amigos poderia ser considerado “Missa”.

3 - Não é “Grupo de Oração”. O que deve ser lembrado a alguns iniciantes (ou mesmo veteranos) da RCC.

4- Não é um “culto” (protestantes ou de paróquias – mera celebração da Palavra). E, de fato, corrigindo a muitos pa-roquianos do Brasil afora, uma “Celebração da Palavra” não é e nem se equivale à Santa Missa. Não mesmo!

5 - Não é um “ritual de candomblé”, baile de dança, festival de coreografia ou qualquer coisa sincrética e sacrílega que, infelizmente vemos acontecer pelo Brasil devido, muitas vezes, à omissão das autoridades eclesiásticas.


Então, o que é a Santa Missa?
(...)

Continue lendo aqui.



Prezados leitores, estamos divulgando e disponibilizando os boletins Pugna que a Sociedade da Santíssima Virgem - SSVM publica para conhecimento, defesa e propagação da fé. Visualise nossos boletins já publicados na pagina própria, cabeçalho superior deste blog, Boletins Pugna. Façamos apostolado, por amor a Cristo e sua Igreja!

Virgem Santíssima, rogai por nós!