quarta-feira, 30 de outubro de 2013

OLAVO: CATÓLICOS E A INQUISIÇÃO


Segue algumas respostas via facebook do filósofo Olavo de Carvalho em referência ao ativista protestante e pró-família Júlio Severo. Este último, polemizou contra católicos conservadores nas redes sociais ao ataca-los sob pretexto dos velhos chavões quanto a Inquisição na Idade média. Vale lembrar que tanto o Júlio Severo como o Olavo de Carvalho são conservadores, publicam no Mídia Sem Mascara, moram fora do Brasil e batalham contra a revolução cultural (aborto, gayzismo, esquerdismo, feminismo, etc.). Contudo, diferentemente do filósofo, aquele é protestante, como consequência, trás consigo velhos preconceitos contra a fé católica e volta e meia faz o "fogo amigo".

São respostas informais postadas na rede social no dia 23 e 24 deste mês de Outubro de 2013, trazemos aqui porque analogamente servem para qualquer católico voltá-las aos colegas protestantes, ateus (ou até mesmo católicos) que vez ou outra objetam na lenda negra da Inquisição para justificar sua oposição a Igreja. Recordamos, nada como conhecer os bons livros e historiadores para fazer frente às superficiais e batidas acusações contra a Inquisição católica.



"É pura hipocrisia do Julio alegar que não está contra os católicos, só contra os que "defendem a Inquisição". O que está aí subentendido é que a Inquisição matou MILHÕES DE PESSOAS INOCENTES; que isso é uma realidade histórica comprovada; que negá-lo é "defender a Inquisição" e defender portanto a prática do genocídio. É uma lógica perversa que bloqueia a discussão, a averiguação dos fatos, condenando-a previamente como crime. É o mesmo raciocínio gayzista: quando acusado de homofóbico, defender-se é prova de homofobia. No entender do Julio, bons católicos são só os que aceitam condenar a Igreja como genocida por conta da Inquisição, Se você nega que houve genocídio, isto faz de você um apologista do genocídio. Quem quer que use esse truque verbal é um canalha, um vigarista em toda a linha." 

" O Julio nunca foi um homem inteligente, nem intelectualmente sério. Disse algumas verdades sobre gayzismo e aborto, mas nunca o vi fazer qualquer esforço cognitivo além do estritamente necessário para repetir argumentos de domínio público. Ser cristão, estar do lado certo, não basta para tornar você uma pessoa intelectualmente responsável, muito menos alguém digno de admiração. Se há algo de admirável no Julio é a sua coragem e persistência, mas isso não basta para fazer dele um opinador confiável e honesto. A qualidade de um ser humano não se mede pela causa que defende, mas pelos valores pessoais com que ele enriquece ou empobrece a causa. O Julio enriqueceu a causa cristã com a sua tenacidade pessoal e resistência à perseguição, mas a emporcalhou com a mentira, com a difamação de inocentes, com a ingratidão aos católicos e com a presunção de opinar sobre assuntos que desconhece." 

" Henry Kamen, historiador judeu, diz que não descobriu nenhum processo onde os inquisidores mostrassem má-fé ou sanha em condenar. A Inquisição é culpada de injustiças, como por exemplo a condenação de Joana d'Arc por crimes que não cometera, ou de João Huss por doutrinas que não eram dele. Mas em geral era muito mais prudente e criteriosa, ao lançar acusações de heresia do que qualquer desses garotos da Monfort. E decerto mais idônea na busca da verdade do que o Julio Severo. Grandes santos da Igreja foram inquisidores, como S. Bernardo de Clairvaux, S. Pedro Mártir e S. Roberto Belarmino. Se "a Igreja Católica", uma instituição universal, não tem autoridade para falar contra o aborto, que autoridade terá o Julio para falar desses homens?" 

" Até mesmo na imagem popular das fogueiras da Inquisição a falsidade domina. Todo mundo acredita que os condenados "morriam queimados", entre dores horríveis. As fogueiras eram altas, mais de cinco metros de altura, para que isso jamais acontecesse. Os condenados (menos de dez por ano em duas dúzias de países) morriam sufocados em poucos minutos, antes que as chamas os atingissem." 

" Outro fato fundamental é que, na imaginação popular, a Inquisição julgava civis inermes, por "delito de opinião". As heresias, ao contrário, eram geralmente movimentos de rebelião armada e, no total, mataram muito mais gente do que todas as inquisições somadas. Só a rebelião dos taboritas, na Checoslováquia, ganha longe." 

" Já avisei que, em vista da situação do Julio Severo, exilado e perseguido, não me sinto animado a polemizar com ele. Apenas coloquei aqui umas notas breves para dar ciência de que o ataque dele aos católicos não passou despercebido. Mas não proíbo ninguém de entrar na briga em defesa da Igreja Católica. Só peço encarecidamente aos eventuais defensores do Julio que não insistam nessa conversa boba de que ele não atacou os católicos, mas só os "defensores da Inquisição". Desde logo, os termos "ataque" e "defesa" são impróprios quando se fala de uma entidade extinta, tão impossibilitada de argumentar em causa própria quanto de agir de qualquer outra maneira, para o mal ou para o bem. Em segundo lugar, não faz sentido um católico submeter-se ao julgamento de um protestante que se acha habilitado a separar pontificalmente os "maus" e os "bons" católicos, admitindo entre estes últimos somente aqueles que consintam em fazer-lhe coro acusando a Igreja dos mesmos crimes que ele lhe imputa. Presunção tanto mais insultuosa e demencial porque, no mesmo ato, já condena como "defensores da Inquisição", portanto como cúmplices "ex post facto" dos crimes imputados a essa entidade, todos aqueles que tenham o desplante de levar em conta o estado atual da pesquisa historiográfica que impugnou a quase totalidade dessas acusações; e porque, num paroxismo de fanatismo acusatório, proíbe antecipadamente, como "defesa da Inquisição" toda tentativa de comparar a violência dos inquisidores com a dos heréticos que eles combatiam, os quais ficam assim admitidos implicitamente como vítimas inermes, quando na verdade mataram mais gente em poucos anos (só na Alemanha e na Tchecoslováquia, por exemplo) do que todas as inquisições somadas mataram em quatro séculos numa dúzia de países. O ataque empreendido por Julio Severo não se volta assim contra uma entidade extinta, mas contra os católicos atuais que ousem, na esteira da melhor historiografia contemporânea, tentar desfazer uma "lenda negra" que, esta sim, tem servido de instrumento mortífero nas mãos de tiranos e genocidas desde há mais de dois séculos, e serve ainda. Julio Severo não tem perdão enquanto não pedir perdão." 


" O problema do Julio é simples: ele não tem consciência clara das suas limitações intelectuais, não faz um esforço para transcendê-las e por isso acaba emitindo julgamentos sobre coisas que estão acima do seu alcance. Ele não é mais errado, nisso, do que a maioria dos opinadores brasileiros. Sua fé e sua coragem indiscutíveis falam em favor dele, mas não o elevam acima do grau 3 da escala Kohlberg."

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

ENTREVISTA COM ACÓLITO DA MISSA TRIDENTINA EM MONTES CLAROS - MG

O acólito Lucas e Pe. Henrique Munaiz em 24/08/2013,
 um ano de retorno da Missa Tridentina em Montes Claros-MG.

Entrevista da Sociedade da Santíssima Virgem Maria (SSVM) com o confrade Lucas Silva, 16 anos de idade, acólito e obreiro da Missa Tridentina em Montes Claros-MG.


SSVM: Prezado Lucas, como conheceu a Santa Missa Tridentina?



Lucas S.: Como a maior parte dos jovens que assistem ao Rito Tridentino eu o conheci através da internet. No início do meu processo de conversão gostava muito de frequentar sites católicos, acabei me identificando com correntes mais tradicionais e conheci a beleza do rito Tridentino através deles. Lembro- me que um dia através de um desses sites tive a notícia que estava acontecendo a Missa Tridentina na minha cidade, então comecei a frequentar e como aquilo que é belo sempre atrai não deixei mais de participar dessa Missa.

SSVM: Diga para nós um pouco desta experiência de servir a Deus no altar, sobretudo pela Santa Missa no rito gregoriano.

Lucas S.: Servir a Nosso Senhor no altar no Rito Tridentino me fez abandonar aquela mentalidade ativista que eu tinha muitas vezes quando exercia funções no Rito de Paulo VI. A Missa até então era para mim um encontro com a comunidade em que cada um exerce uma função; a partir do momento que participei pela primeira vez da Missa Tridentina comecei a ver o sacrifício eucarístico como um encontro com Deus. Não vou mais a Missa apenas para exercer funções e me destacar na comunidade, vou a Missa para adorar, pedir e servir a Deus e sei que Nosso Senhor usa de mim na Missa para que ela possa acontecer e porque é o principal meio que Ele usa para derramar suas graças.

Ser acólito na Missa é ao mesmo tempo ser o Cirineu que ajuda Jesus a carregar a Cruz e a Virgem Maria e São João que estão aos pés do Senhor. A Sagrada Liturgia é o sustento da Igreja e do mundo, é o “apostolado dos apostolados” então se fizermos de tudo para que ela aconteça e seja bem celebrada (principalmente interiormente) estaremos fazendo um grande favor a Igreja e ao mundo.

SSVM: O que tem a dizer aos jovens de tua idade que não conhecem (ou conhecem só por "ouvi falar") a Missa Tridentina? E, como reconciliar a vida cotidiana (trabalho, estudos, família, amigos) com o serviço a Deus?

Lucas S.: Aos jovens como eu, gostaria de convidá-los a vivenciarem essa graça que é a Missa Tridentina. Não é uma volta ao passado ou um evento cultural para lembrar os velhos tempos; mas é a Presença viva do Cristo no meio da Sua Igreja que se entrega por nós no Altar. 

Viver a nossa vida como um prolongamento da Ação de graças depois da Missa deve ser o nosso ideal. Não devemos resumir a nossa vida de fé apenas aos momentos em que estamos na Igreja. Devemos fazer tudo por amor de Deus e por isso buscar fazer da melhor forma possível. Dedicação nos estudos, compromisso no trabalho, honrar aos pais e avós, e relacionamento com os amigos; não são obstáculos que nos impedem de irmos até Deus, se fizermos de toda a nossa vida um “trabalho para Deus”, com certeza serviremos ao Senhor com mais alegria e disposição em nossas comunidades.


SSVM: Muito obrigado caríssimo Lucas, que nossa Senhora te auxilie sempre. Fique a vontade para se despedir e mandar um recado aos leitores do blog. 

Lucas S.: Agradeço pela oportunidade, e peço a Virgem Maria que a Missa Tridentina cresça em todo o nosso Norte de Minas. Gostaria de salientar a aquelas pessoas que veem com preconceito a Missa Tridentina, de que a Missa em latim não se trata de uma bandeira ideológica usada pelos tradicionalistas daqui para tomarem o poder e derrubarem o Concílio Vaticano II. Não se trata disso; queremos dar nossa humilde e singela contribuição para que o nosso mundo volte para Deus, e sabemos que a Missa é um sinal da presença e do amor de Deus pela humanidade imersa no pecado. Assim como o médico é um sinal de esperança para as nossas doenças; nós que trabalhamos pela Missa tridentina queremos apontar ao homem pecador ao Caminho de Deus que nos ama e se entrega por nós na cruz. E além do mais queremos contribuir para a “ Reforma da Reforma” iniciada e tão desejada pelo nosso querido Papa Bento XVI.

Seria mais fácil a Terra existir sem o sol do que sem a santa Missa!” (São Pe. Pio de Pietrelcina)

terça-feira, 15 de outubro de 2013

FESTA DE SANTA TERESA DE JESUS




Fulcite me floribus, stipate me malis; quia amore langueo – “Acudi-me com confortativos de flores, trazei-me pomos que me alentem, porque desfaleço de amor” (Cant 2,5).

Summario. Consideremos o ardente amor que tinha a Deus esta seráfica Santa. Parecia-lhe impossível que pudesse haver no mundo uma pessoa que não amasse a Deus, e chegou a dizer que não teria pena de ver outros no céu mais felizes do que ela, porém que não poderia consentir em ver alguém amar a Deus mais do que ela. Pondo os seus atos em harmonia com as palavras, esforçava-se por cumprir tudo que sabia ser agradável a Deus. Se, à imitação da Santa, quisermos fazer progressos no amor, desapeguemos o nosso coração das criaturas, com a resolução de obrar e padecer por Jesus Cristo.

I. Consideremos o ardente amor que tinha a Deus esta seráfica Santa. Parecia-lhe impossível que pudesse haver no mundo uma só pessoa que não amasse a Deus, e costumava dizer: “Deus meu, não sois excessivamente amável por causa das vossas perfeições infinitas e do infinito amor que nos tendes? Como pode, pois haver alguém que não Vos ame?” Ela era muito humilde, mas, ao falar de amor, não hesitava em dizer: “Sou toda imperfeição, exceto nos desejos e no amor.” A Santa deixou-nos este excelente ensino: Desprende o teu coração de todas as coisas: busca a Deus e achá-lo-ás.

Costumava dizer, por outra parte, que é fácil para o que ama a Deus desprender-se da terra. “Ah, meu Deus!” exclamava, “só necessitamos amar-Vos deveras, para que nos torneis tudo fácil.” E em outro lugar escreve: “Já que devemos viver, vivamos para Vós; desapareçam os nossos interesses próprios. Que maior vantagem podemos conseguir, do que a de Vos agradar? Ó delícia minha e Deus meu! Que farei para Vos dar gosto?” Ela chegou até a dizer que não teria pena de ver os outros no céu mais felizes do que ela mesma, mas que não poderia consentir em ver alguém amar a Deus mais do que ela.

O que há de mais admirável em nossa Santa, é a firmeza de ânimo com que se esforçava por cumprir tudo o que sabia ser agradável a Deus: “Nada há”, dizia, “por penoso que seja, que não me animasse a empreender, se me apresentasse ocasião de o fazer”. Dali ensinava que o amor a Deus se alcança pela resolução de obrar e padecer por Deus, porque o demônio não teme as almas irresolutas. Para agradar a Deus, chegou ainda, como é sabido, a fazer o voto de executar sempre o que fosse mais perfeito. – E como o amor se conhece no sofrer por Deus, desejava ela não viver senão para sofrer. Por isso escrevia: “Parece-me que não há razão para viver, que não seja para padecer, e isto é o que mais ardentemente peço a Deus. Digo-lhe de todo o coração: Senhor, ou padecer ou morrer, só isto Vos peço para mim.” Chegou o seu amor a ser tão ardente, que Jesus Cristo lhe disse um dia: “Teresa, tu és toda minha, e eu sou todo teu”, e enviou um Serafim para lhe ferir o coração com uma seta de fogo.

II. Finalmente Teresa morreu como havia vivido, toda abrasada em amor. Aproximando-se-lhe o fim da vida, todos os seus suspiros eram por morrer, a fim de poder unir-se ao seu Deus. “Ó morte!” dizia, “não sei quem pode temer-te, porque em ti está a vida. Serve, ó minha alma, ao teu Deus e espera que ele dê remédio às tuas penas.” Por isso compôs aquela afetuosa glosa: “Vivo sem viver em mim; e tenho tamanho desejo da outra vida, que morro por não morrer.” – Quando lhe levaram o Viático, exclamou: “Ó meu Senhor, chegou, enfim, o momento por tanto tempo anelado: agora começa o tempo em que nos veremos face a face.” Depois morreu de puro amor, como ela mesma revelou depois. Foi vista voando ao céu em forma de uma pomba branca; e de seu corpo virginal se espalhou pelo mosteiro todo um suavíssimo perfume.

Ó minha seráfica Santa, regozijo-me convosco, agora que vos contemplo no céu, onde amais o vosso Deus com um amor que enche de contentamento o vosso coração, que tanto desejou amá-lo sobre a terra. Mas já que no céu o desejo de ver a Deus amado se confirmou juntamente com o amor do vosso próprio coração, assisti, ó santa Mãe, a esta minha alma miserável, que deseja, como vós, arder em santo amor desta Bondade infinita, que merece o amor de uma infinidade de corações. Dizei por mim a Jesus o que uma vez lhe dissestes por um servo seu: Senhor, tomemo-lo por amigo. Pedi-lhe que me faça tomar a resolução de lhe consagrar de uma vez para sempre a minha inteira vontade, nada mais buscando em todas as coisas senão o seu maior agrado e glória.

Agora, minha Santa, volvei-vos à divina Mãe que tudo pode; e já que ela se gloria de ser a Mãe do belo amor, dizei-lhe que me abrase todo nestas santas chamas. Dizei-lhe também que pelas suas mãos espero receber a salvação eterna; e que de hoje em diante lance sobre mim, como protegido vosso, os seus mais piedosos olhos. Como esta grande Rainha é minha poderosa advogada junto de Jesus, vós também, ó Teresa, sede minha advogada junto de Maria. – “E Vós, ó Senhor, concedei-me que, como me comprazo em celebrar a memória da vossa bem-aventurada virgem Teresa, seja nutrido pelo pão da sua celeste doutrina e penetrado pelo sentimento de uma terna devoção.” 

MARIA SEMPRE!

Obs.: Grifos nossos.

FONTE: Santo Afonso Maria de Ligório. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Terceiro: Desde a Duodécima semana depois de Pentecostes até ao fim do ano eclesiástico. Friburgo: Herder & Cia, 1922, p. 377-379.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

"COISAS DE NOSSA SENHORA..." - Consagração à Virgem Santíssima em Januária-MG



"Um livro precioso: escrito por um santo, meditado pelos santos e que possui a bela missão de formar os santos de Deus..."



No dia 12 de outubro de 2013, a primeira turma do curso do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem pelo método de São Luis de Montfort na cidade de Januária/MG realizou sua Consagração após os 30 dias preparatórios.


Dezessete fiéis se estregaram INTEIRAMENTE, COMO ESCRAVOS PERPÉTUOS POR AMOR a Nosso Senhor Jesus Cristo pelas mãos de Maria Santíssima, como uma renovação das promessas do Batismo após a santa comunhão na Missa em pleno dia da Padroeira do Brasil.

O grupo de estudos São Paulo Apóstolo - SSVM (1) foi responsável pela organização das catequeses do "Livrinho de Ouro", como é apelidado carinhosamente o famoso 'Tratado da Verdadeira Devoção a Virgem Santíssima', de são Luís.

A celebração foi presidida pelo reverendo Pe. Natelson Coutinho que surpreendeu aos fiéis consagrando-se também e dando o seu testemunho:"_Que por Maria nos tornemos mais semelhantes a Jesus Cristo!" - exclamou o sacerdote dirigindo-se aos fiéis e relatando como a Providência Divina o conduziu à Consagração, embora uma relutância anterior em fazer a mesma.


Seguem algumas fotos do ato:


    
  



Quem deseja obter mais informações sobre esta Consagração, procure os membros do São Paulo Apóstolo - SSVM ou mesmo em vários apostolados pelo Brasil (2).



Ad Majorem Dei Gloriam!

Que a Virgem Santíssima nos auxilie!


(1) Grupo de estudos pertencente a Sociedade da Santíssima Virgem Maria;
(2) Vide: http://consagrate.com/ .

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

FESTA DOS SANTOS ANJOS DA GUARDA

Bernhard PlockhorstAnjo da guarda
Por Santo Afonso de Ligório

Angelis suis mandavit de te, ut custodiant te in omnibus viis tuis – “Mandou os seus anjos junto de ti, para que te guardem em todos os teus caminhos” (Salmo 90, 11).

Summario: Avivemos a nossa fé e lembremo-nos de que temos continuamente ao nosso lado um anjo, que nos ama sem sombra de interesse, e sempre está solicito por nós. Este príncipe celeste assiste-nos em todos os tempos, em todos os lugares, em todas as tribulações, e nem sequer nos abandona quando nos revoltamos contra Deus. É, pois, dever nosso honrá-lo pela nossa reverência, devoção e confiança. Mas infelizmente, quantos há que vivem completamente esquecidos dele, e o obrigam pelos seus pecados infames a cobrir o rosto!

I. Diz São Bernardo que de três modos devemos honrar os santos anjos da guarda: pela reverência, pela devoção e pela confiança.
Pela reverência; pois que estes santos espíritos e príncipes celestes estão sempre conosco e nos assistem em todas as nossas ações. Por isso que em atenção ao nosso anjo da guarda devemo-nos abster de toda a ação que desagrade aos seus olhos. Santa Francisca Romana via que o anjo que a acompanhava em figura humana cobria o rosto cada vez que observava em alguma das pessoas presentes uma ação ou palavra desordenada. – Ah, meu santo Anjo da Guarda, quantas vezes pelos meus pecados vos fiz cobrir o rosto! Peço-vos perdão e suplico-vos que o alcanceis também de Deus; proponho nunca mais desgostar a Deus nem a vós, pelas minhas culpas.
Em segundo lugar, devemos honrá-lo pela nossa devoção; por causa do respeito de que é digno e do amor que nos tem. Nenhum afeto de pai, de irmão ou de amigo pode igualar o amor que nos tem o anjo da guarda. – Os amigos do mundo muitas vezes nos amam por interesse, e por isso facilmente se esquecem de nós no tempo das aflições, e muito mais quando os ofendemos. O nosso anjo da guarda ama-nos unicamente por dedicação; eis porque nos assiste mais ainda nas tribulações e não nos abandona, nem sequer quando nos revoltamos contra Deus. Procura então iluminar-nos, afim de que pelo arrependimento voltemos logo a Deus.
Oh! Quanto vos devo, ó meu bom Anjo da Guarda, pelas luzes que me haveis comunicado! Oxalá vos tivesse sempre obedecido! Continuai a esclarecer-me; repreendei-me quando cair, e não me abandoneis até o derradeiro instante da minha vida.

II. Em terceiro lugar devemos ter grande confiança no auxílio do nosso anjo da guarda. O amor do nosso Deus não se contentou com dar-nos seu Filho Jesus por nosso Redentor, e a Virgem Maria por nossa advogada, quis dar-nos também os seus anjos por nossas guardas, e lhes mandou que nos assistam em toda a nossa vida: “Mandou aos seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos.”
Ó Deus de infinita misericórdia, que pudeste fazer mais para assegurar a minha salvação? Agradeço-Vos, ó meu Senhor. – A Vós também, ó príncipe do paraíso, o me
haverdes assistido durante tantos anos, apesar da minha pouca fidelidade e do meu pouco proveito. Eu vos esqueci; mas vós nunca deixastes de pensar em mim. Perdoai-me, meu bom Anjo, doravante não será mais assim. Proponho de hoje em diante consagrar-vos particular devoção. Quem sabe o caminho que me resta ainda a percorrer antes de entrar na eternidade? Fortalecei a minha fraqueza e continuai a proteger-me, afim de que sempre vos seja fiel.

†Anjo de Deus, que por benefício da divina providência sois meu guarda, esclarecei-me, protegei-me, dirigi-me e governai-me. Assim seja¹. – “Deus onipotente e eterno, que, por efeito da vossa inefável providência, Vos dignastes designar um dos vossos santos anjos por meu guarda, concedei-me propício que seja sempre defendido pela sua proteção e possa ir um dia gozar, no céu, da sua eterna companhia.”² – Fazei-o pelo amor de Jesus e Maria.

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[1] Indulgências de 100 dias cada vez.
[2] Próprio da festa.
FONTE: Santo Afonso Maria de Ligório. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Terceiro: Desde a Duodécima semana depois de Pentecostes até ao fim do ano eclesiástico. Friburgo: Herder & Cia, 1922, p. 370-372.