terça-feira, 25 de setembro de 2012

A SUPOSTA ‘CARTA DO PAPA JOÃO PAULO II AOS JOVENS', o que realmente é, o que nunca foi e o que poderia ser.


Por João S. de O. Jr.



Não só no meio virtual, mas mesmo em meio a grupos de jovens de oração nas paróquias e comunidades, há uma ampla divulgação de uma famosa “Carta de João Paulo II aos jovens”. Acontece que é uma carta que nunca foi escrita pelo então pontífice da maneira que é apresentada. O Papa João Paulo II escreveu e assinou diversas cartas, documentos, encíclicas. Dentre essas, algumas muito boas como a “Veritatis Splendor”, a “Encíclica da Eucaristia” e a “Rosarium Virginis Mariae”, mas curioso é que essas cartas aos jovens de hoje, de ontem e de amanhã (de todos os fiéis) são oficiais e não são divulgadas com tanto entusiasmo pelos grupos como a falsa carta é. Tempos de crise...

A Verdadeira Carta de João Paulo II aos Jovens é o documento Carta Apostólica Dilecti Amici (aos amigos diletos), de 1985, por ocasião do ano internacional da Juventude. Inicia-se com a citação "Sempre pronto a dar razão da esperança a quem o solicite para você." E como observado pelo pregador leigo, Anderson Cordeiro, o único trecho que de fato é igual à pseudo-carta é mínimo no documento verdadeiro. Confira tudo aqui.


Enfim, quero vos apresentar a famosa pseudo-carta e uma paródia de autoria deste também jovem leigo e esporádico autor que vos escreve em confronto com aquela. A paródia é uma visão da necessidade gritante que se observa para os jovens católicos da atualidade.

A pseudo-carta aos Jovens (sempre divulgada)

Precisamos de Santos sem véu ou batina.

Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.

Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.

Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade.

Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.

Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.

Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.

Precisamos de Santos que vivam no mundo se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.

Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem disc man.

Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer pizza no fim de semana com os amigos.

Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte.

Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.

“Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos”



Sejamos Santos!
(falsamente atribuída como a Carta de João Paulo II)


Paródia (como a “carta” poderia ser para os jovens de hoje)


Santa Gemma Galgani

Precisamos de muitos Santos e Santas, que não tenham medo de usarem o santo véu ou porem sua batina.

Precisamos de Santos modestos, que buscam a beleza sem futilidade.

Precisamos de santos que conheçam um bom cinema católico, belas músicas clássicas, que tenham senso crítico para a mídia e que saibam fazer amigos para Cristo. Que não temem os inimigos deste mesmo Cristo.

Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar em tudo, sobretudo, na faculdade e que não larguem Aquele depois desta última.

Precisamos de Santos que rezem e saibam lembrar de Deus em qualquer hora do dia, e que estudem também a doutrina da Igreja. Santos que buscam sua vocação, seja matrimonial, seja celibatária, mas que seja por amor a Cristo.

Precisamos de Santos Tradicionais, Conservadores, de todos os tempos, de sempre. Que não se envergonhem de dois mil anos de história.

Precisamos de santos que saibam de política, mas que nunca afaste a caridade como ferramenta em tudo que fizer socialmente.

Precisamos de santos que estejam no mundo, mas que não sejam do mundo. Que não tenham medo de viver para Cristo neste mundo.

Precisamos de Santos que bebam cerveja moderadamente, que apreciem uma boa culinária e não tenham medo de vestir o social ou usarem a saia, que saibam mostrar a cortesia em sociedade. Que apreciem a cultura clássica e não tenham medo de serem chamados de cafonas por isso.

Precisamos de santos que amem o Santíssimo Sacramento com atos externos e internos.

Santos que sejam humildes o suficiente para sempre se confessarem quando preciso.

Precisamos de jovens que sejam santos, mas que busquem ser santos mesmo, pois, de mediocridade, o mundo já está cheio.

Sejamos Santos guerreiros nesta terra!


Beato Pier Giorgio Frassati

Mãe do Bom Conselho, rogai por nós!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

PADRE QUEIRUGA: CENSURADO


Padre Andrés Torres Queiruga;
enfim, criticado pela Igreja!
                        Por Prof. Pedro Maria da Cruz


Escandalosamente aclamado por Bispos ¹


Estranhamente admirado pelo Padre Fábio de Melo ²


Compreensivamente ovacionado por Modernistas e Progressistas


Claramente Influenciado pelo espírito da maçonaria (Lessing, Hegel...)


Mas, Graças a Deus, criticado pelo Vaticano! Para alegria dos tradicionais...


É triste percebermos que a pesar da clara condenação por parte da Conferência Episcopal Espanhola a tantos pontos do ensinamento de Andrés Torres Queiruga, este autor continue ainda em voga entre seminaristas, padres e, inclusive, Bispos. O que é muito de se estranhar...

Olhando para um considerável número de dioceses pelo Brasil poderíamos afirmar com a grande Santa Catarina: “Digo-o chorando: hoje os pastores (...) não procuram corrigir. Enxergam o lobo infernal levando as ovelhas e fecham os olhos. Por isso não vêem, não corrigem” (Carta LXXXVIII, 4).

Poderíamos citar tantas barbaridades ensinadas pelo Padre Queiruga! Porém, refiramo-nos tão somente a alguns pontos contra os quais esse péssimo escritor encontra-se diametralmente oposto ao ensino da Tradição.

• Contra um seu ensinamento sobre o Inferno, afirma-nos a Santa Igreja:

“Se alguém disser que o medo do inferno — que nos leva a procurar refúgio na misericórdia divina, condoendo-nos dos pecados, e faz com que nos abstenhamos do pecado, — é pecado ou faz os pecadores piores — seja excomungado” (Concilio de Trento nº. 818. Cân. 9).

• Contra um seu ensinamento referente à Revelação Cristã, assim ela se posiciona:

“Se alguém disser que a divina revelação não pode tornar-se crível por manifestações externas, e que por isto os homens não devem ser movidos à fé senão exclusivamente pela interna experiência ou inspiração privada, seja anátema” (Concilio Vaticano I, 1812. Cân. 3).

• Contra outro ponto de seus ensinamentos que subestima o papel do Magistério da Igreja, assim afirma a Tradição:

O Divino Redentor não incumbiu que a autêntica interpretação deste depósito da Fé seja feita por cada um dos fiéis, e nem pelos próprios teólogos, mas somente pelo Magistério da Igreja” (DENZINGER, nº. 2314).

É, realmente, muito de se estranhar que um autor que negue a importância da materialidade da ressurreição tenha encontrado guarida nos meios católicos. A que estado chegamos! Quanta decadência!

Entre os muitos livros que escreveu (o pe. Queiruga) sobressai a obra “Repensar a Ressurreição”. O autor (Pe. Queiruga) defende a ressurreição de Jesus Cristo “em espírito”, sem a necessidade primária do “corpo”.(...) Karl Rahner também defendeu esta tese. Neste sentido, a ressurreição de Jesus Cristo seria um acontecimento histórico simbólico.” (Pe. Joaquim C. das Neves)

Mais estranho ainda é o fato de padres pop, como Fábio de Melo, por exemplo, mostrarem-se tão alinhados ao pensamento desse autor criticável.

“(...) quando eu fazia mestrado, o autor que eu estudei, André Torres Queiruga, homem que tem uma visão bonita da Teologia (...)” (Padre Fabio de Melo) ³

Isso retira a necessidade que temos da materialidade da ressurreição. Não importa que haja um corpo encontrado ou um corpo desaparecido. (...) O mais importante, e o que verdadeiramente pode mover o cristianismo no tempo, não está na prova material da ressurreição, mesmo porque não a temos.” (Pe. Fábio de Melo) ³b

Finalmente, segue abaixo o link onde o leitor poderá encontrar a Notificação dos Bispos Espanhóis contra os erros escandalosos do Padre Queiruga:


Maria Santíssima, rogai por nós!


Referências:
¹    -  Dom Redovino Rizzardo, cs - Bispo de Dourados – MS. Entre outros, muitos outros...
²   -   Conf. carta 2, página 15 do livro “Cartas entre amigos” do Pe. Fábio de Melo e Gabriel Chalita (novo peemedebista aliado de Dilma, abortista)
³   -   http://www.filhodoceu.com/2009/02/percebendo-acao-de-deus.html
³b - Conf. carta 2, página 15 do livro “Cartas entre amigos” do Pe. Fábio de Melo e Gabriel Chalita