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domingo, 28 de outubro de 2018

ABORTO: UMA QUESTÃO DE AÇÃO DEMONÍACA

"Antes de te formares dentro do ventre de tua mãe, antes que tu nascesses, te conhecia e te consagrei" (Jr 1, 5)

"Ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida..." (Dt 30, 19)


Por Paulo Eustáquio, membro da SSVM




















Uma guerra sem precedentes em toda a História vê-se travada no mundo atual. Jamais se viu tanta sede por sangue inocente como nos tempos de hoje, em que uma sanha diabólica por assassinar crianças, ainda no ventre de suas mães, ganha tons cada vez mais contundentes e põe às claras o verdadeiro arquiteto de tal maquinação: Satanás.

Com efeito, não é difícil demonstrar que o Inimigo da vida inocente é, antes de tudo, o mesmo que, desde a queda de Adão, persegue o gênero humano, como cão raivoso e sedento por fazer perder as almas.

Enquanto o Divino criador é amante da vida humana desde a sua concepção (no ventre materno), infundindo-lhe, nesse mesmo instante, uma alma imortal, bem como suas características físicas e psicológicas, o Inimigo, numa ação diametralmente oposta, passa a odiar essa mesma nova criatura com uma raiva infernal e, se lhe fosse possível, quereria  mesmo arrebatá-la, desde já, para o seu reino de trevas, de modo a impedi-la de um dia amar de volta o seu Criador. Mas não podendo fazê-lo, ao menos encontra alguma satisfação em privá-la da graça batismal, impedindo seu primeiro sopro de vida, através do aborto.

Para demonstrar de modo incontestável o amor de Deus pela vida humana intrauterina, valhamo-nos da própria Escritura Sagrada: Ao profeta Isaías, o Próprio Deus fez a seguinte revelação:  "Antes de te formares dentro do ventre de tua mãe, antes que tu nascesses, te conhecia e te consagrei" [1]. Lendo essa passagem, quem ainda ousaria duvidar da vida de um feto e do amor que Deus tem pelo homem, antes mesmo de seu nascimento?


       

Para tornar ainda mais evidente o quão verdadeira é a assertiva de que a vida começa na concepção, quis o Criador, em sua presciência divina, operar o primeiro milagre da graça por meio de um embrião. Com efeito, assim que a Virgem Santíssima recebera a notícia de que seria a Mãe do Salvador, deu Sim à vida e partiu para a região montanhosa, dirigindo-se às pressas para uma cidade da Judéia", onde morava Isabel[2]. Tão logo ouviu Isabel  a saudação de Maria, o seu filho, João Batista, um feto de 26 semanas, pulou de alegria no ventre materno. Eis que um embrião santificava um feto, como num prenúncio de como esse fato se constituiria a mais contundente prova-argumento a respeito do início da vida.

“Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança saltou

em seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.” (Lc 1,41)

Aqui, novamente se vê uma clara oposição entre a ação Divina e a ação do Demônio: por um lado, a Virgem Santíssima subindo a região montanhosa para louvar a vida, e por outro lado os sequazes de Satanás, no mundo moderno, descendo a ladeira da perdição eterna, chafurdando no mais fundo do poço para armar seus laços contra a vida.

Há cerca de três meses, nos dias 03 e 06 de agosto de 2018, o Supremo Tribunal Federal promoveu o que foi chamado de "debate público" sobre o aborto, onde profissionais da saúde, do Direito, professores, um bispo, um sacerdote, entre outros, debateram sobre o tema. Em discussão esteve a legalidade ou não de se abortar uma criança com menos de doze semanas de vida, tema da ADPF 442. Obviamente, numa sociedade sadia o assassinato de bebês jamais deveria estar em pauta de discussão, tampouco de votação. Mas sabemos que não vivemos numa sociedade sadia, e que o Inimigo da salvação dos homens não descansa em seus sórdidos intentos. O Padre Paulo Ricardo, no dia 07/08/2018, fez grave denúncia contra a ação da Suprema Corte do país no artigo intitulado "STF e o aborto: um 'teatro armado'"[3]. Nesse artigo, é citada a exposição do Pe. José Eduardo de Oliveira e Silva, representante da CNBB. Vejamos um breve trecho de tal exposição:

"Esta audiência não se presta para o fim a que foi convocada. Presta-se apenas para legitimar o ativismo desta Corte. Está-se fingindo ouvir as partes, mas na realidade está-se apenas legitimando o ativismo que virá em seguida. A prova é que os que defendem o reconhecimento do aborto como direito tiveram bem mais do que o dobro do tempo e bem mais do que o dobro de representantes dos que defendem a posição contrária..."

Esse trecho da exposição do Pe. José Eduardo transmite a forte ideia de que todo e qualquer argumento, ainda que cabal e invencível, a favor da vida poderá estar sendo lançado a ouvidos moucos, e sumariamente ignorado por um clã de julgadores togados e pretensos paladinos do direito e da justiça. De fato, a máquina estatal deu outra prova muito recente de que está empenhada em legalizar o aborto, quando, em julho de 2018, a Presidência da República destinou verbas para a ONG "católicas pelo direito de decidir", um grupo de mulheres que, há muito, usurpam o título de católicas para militarem em favor do assassinato de crianças.

Neste ponto da leitura, convém informar aos leitores sobre uma grande farsa orquestrada pelas instituições que militam em favor do aborto: a farsa dos números. Para isso, recomendamos que assistam ao breve vídeo abaixo, que demonstra de modo cabal as mentiras do movimento abortista acerca desses números: 

Os Números do Aborto

É sabido que a luta pela legalização do aborto não parará por aí. Uma vez alcançado seu intento (Deus não o permita jamais!), o movimento tentará avançar gradativamente. De 12 semanas passarão a 24, depois tentarão a "legalização" completa em qualquer período gestacional. Após isso, buscando derrubar sucessiva e desenfreadamente a dignidade da vida humana, buscarão até mesmo a aprovação do infanticídio, de crianças doentes ou não (qualquer semelhança com o que já acontece em alguns países não será "mera coincidência"), tudo em nome do conforto e do prazer de uma sociedade que vê filhos como problemas e animais domésticos como diversão. Será uma paródia satânica à ação de Herodes, que vendo seu conforto e poder ameaçados por uma criança, e tentando vitimá-la com a morte, ordenou que se matassem um sem-número de inocentes (para salvar seu reino). É o que busca fazer Satanás, príncipe deste mundo: assassinar crianças para continuar reinando no coração do homem deste século.

A despeito de todo o ímpeto da ação demoníaca em favor do aborto, que atormenta esta Terra de Santa Cruz, coloquemos toda nossa confiança no Deus da Vida, e peçamos-Lhe, sem cessar, que destrua os intentos malditos do príncipe da morte, pela intercessão daquela que deu o mais importante Sim à Vida!

MARIA SEMPRE!

Referências:

1.  Jr 1, 5.

2.  Dt 30, 19.

3.  STF e o aborto: um teatro armado. Disponível em: padrepauloricardo.org/blog/stf-e-o-aborto-um-teatro-armado. Acesso em 26/10/2018.

sábado, 19 de maio de 2018

BLOG "MULHERES DA TRADIÇÃO"



No dia 21/04 aconteceu uma reunião especial de inauguração do blog Mulheres da Tradição, ligado ao GESF (Grupo de Estudos Santa Filomena - SSVM) .

Na ocasião, na sala Mãe do Bom Conselho, as moças tiveram a oportunidade de dar sugestões, debater temas pertinentes e que as interessam sob a perspectiva da Santa Tradição Católica, para que sejam postados neste novo espaço de formação.
Além disso, fizeram sorteio e distribuição de brindes entre as quinze fiéis católicas que prestigiaram o evento e não faltou a agradável confraternização entre elas.


Segue o link do blog para acesso: http://mulheresdatradicao.blogspot.com.br




MARIA SEMPRE!

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

SER PAI - IR ALÉM DO NATURALISMO

Ser pai é, sobretudo, um Dom!
 Logo, é uma dádiva que os homens que se casam não devem evitar

Por João S. de O. Junior *

Conforme calendário civil, no segundo domingo de Agosto comemora-se o dia dos Pais, data trazida para o Brasil com fins publicitários [1]. Na liturgia da Igreja, nesse mesmo mês, recorda-se de modo especial o tema vocações. Coincidências à parte, foi conveniente reservar um dia do ano para lembrar daquele que, junto à mãe, gera e cuida da prole. 

A realidade do casal gerar um ser humano, sangue do seu sangue, é como cultivar um outro "eu" para se perpetuar nesta vida pelas gerações, assim concordam os poetas e os iletrados, os cristãos e os pagãos. Convicção esta que aumenta com a experiência paterna concretizada. 

Podemos afirmar que a geração e o cuidado para com os filhos está na Lei Natural física (para os seres irracionais também) e Lei Natural moral [2], no caso dessa última, posta por Deus no coração dos seres humanos para consecução de suas finalidades [3]. Logo, de modo geral, a paternidade e muitas de suas implicações são inatas ao homem. 

Até aqui, nada de novo. Mas, meus irmãos, atenção! Eis este mundo marcado pelo pecado original. E não pense que nos referiremos aos maus pais, àqueles que prestarão contas no dia do Juízo pelos "órfãos de pais vivos", não. Se a paternidade é algo natural e bom, chamaremos atenção para o Naturalismo, tão presente e maléfico em nosso tempo.
Como corrente filosófica desde o séc. XIX, complementar a outras como o Materialismo e o Positivismo, “(...) a corrente Naturalista sustenta que a natureza é formada pela totalidade das realidades físicas existentes e, por conseguinte, é o princípio único e absoluto do real. Para o naturalismo filosófico, todo o real é natural e vice-versa. Não existe outra realidade que não a natureza. (...)” [4]

O Naturalismo é um sistema filosófico que destaca
a natureza como sendo o primeiro princípio da realidade
Esse conceito é perceptível com a realidade paterna contemporânea, não? Um pai que faz de sua função apenas dar o alimento e sustento corporal aos seus filhos, ou mesmo uma "educação" unicamente voltada para este mundo material, está sendo naturalista. Por mais que tenha afeto verdadeiro pela prole, o pai que não enxergar um propósito maior como tal, a não ser advindo da natureza humana, é naturalista. Percebam: mesmo que não falte amor aos filhos, os pais que, na prática, não vislumbram a transcendência daqueles, dotados de corpo e alma espiritual e imortal, estão sendo naturalistas. E, por isso, não estão sendo bons pais, de fato.

Isto vos escandaliza? Como católicos não podemos permitir que os ditames de filosofias vãs prevaleçam. Devemos, sim, propagar a sã doutrina que, embasada na Revelação Divina, nos dá outra perspectiva, mesmo na paternidade. Ser pai é, sobretudo, um Dom! Logo, é uma dádiva que os homens que se casam não devem evitar. É a graça de uma participação especial na obra do Criador[5], é para povoar o Céu! E isto, meus irmãos, é a excelência de nosso chamado.

Os sacerdotes são nossos pais espirituais
Não por acaso, o sacerdote católico, que transmite a Vida da Graça aos Fiéis através dos Sacramentos, é chamado de padre (termo latino que significa "Pai"). Os grandes propagadores de nossa Fé nos primeiros séculos da Igreja, pelo testemunho e defesa contra as heresias, são denominados Pais da Igreja. E, com sentido carinhoso em termo grego (papai), o Vigário de Cristo na Terra é o... Papa! [6] 

Se hoje, para muitos, o fato de ser pai se resume em "pagar pensão", na doutrina católica, a principal Missão deles se dará pela Educação dos filhos. E esta começa por iniciá-los e ajudá-los a dar os primeiros passos da Fé, fazê-los conhecer a sã doutrina[7], crida, professada e que seja vivida exemplarmente. [8] 

Para concluir o que afirmamos, o Catecismo de São Pio X, sucintamente, explana sete deveres dos pais para com os filhos: 

"Os pais têm o dever de amar, cuidar e alimentar seus filhos, de prover à sua educação religiosa e civil, de dar-lhes o bom exemplo, de afastá-los das ocasiões de pecado, de corrigi-los nas suas faltas, e de auxiliá-los a abraçar o estado para o qual são chamados por Deus." [9] 
Num Mundo naturalista, materialista, relativista, cada vez mais moralmente liberal, onde até parte da hierarquia e membros de nossa Madre Igreja se "contaminam", é de questionar se mesmo os ditos "católicos praticantes" estão observando estes deveres em destaque. Diante da crise, o maior ato heroico de um pai, além de se salvar, e como condição para tal, será trabalhar pela salvação eterna de seus filhos.

MARIA SEMPRE!

    * O autor é o atual Presidente da SSVM. 
Aqui no batismo de João Henrique, seu filho
Notas e Referências:

[2] - Bettencourt, Dom Estevão. "Lei Natural: o que é? Existe mesmo?", revista Pergunte e Responderemos, disponível em: http://www.pr.gonet.biz/index-read.php?num=565
[3]-Fedeli, Dr. Orlando. " Os três princípios da Lei Natural", artigo disponível em: http://www.montfort.org.br/bra/cartas/doutrina/20040821155008/
[4] - Vide: "Conceito de Naturalismo", disponível em: http://conceito.de/naturalismo.
[5] Catecismo da Igreja Católica, 1982, Da ordenação da família a fecundidade, parágrafo 1652.
[6] - Artigo "Qual é a origem da Palavra 'Papa', disponível em: http://pt.aleteia.org/2014/01/22/qual-e-a-origem-da-palavra-papa/
[7] - Vide Catecismo de São Pio X, questão 6.
[8] - Catecismo da Igreja Católica, 1982, Parágrados 2225-2226.
[9] - Catecismo de São Pio X, questão 403.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

IDEOLOGIA DE GÊNERO vs. BIOLOGIA

A biologia supera os argumentos falaciosos da ideologia de gênero

Postado por editores do Blog

Segue abaixo interessante reflexão do filósofo e escritor José Ramón Ayllón a respeito dos conflitos entre uma Ideologia esquerdista (que se quer sobrepor tanto à natureza quanto a legítima Tradição) e a Biologia (com suas regras e leis instituídas pelo Criador). Num mundo onde tantos homens pretendem entronizar a liberdade desvinculada da razão e da verdade, serão bem vindas as palavras do autor que insiste em defender o que desde sempre foi ensinado e comprovado pela observação mais elementar: “Pode-se opinar o que se queira, mas o que opinemos é irrelevante quando é a biologia que tem a última palavra.” 

Desejamos sinceramente que as palavras do autor auxiliem aos amigos da Sociedade da Santíssima Virgem Maria - SSVM, assim como a todos os visitantes de nosso Blog, em suas lutas pela defesa da Fé e da Moral Católicas. Mãe do Bom Conselho! Rogai por nós! 

IDEOLOGIA CONTRA A BIOLOGIA 

“Por um elementar respeito pela linguagem sobre o qual se fundamenta a possibilidade de comunicação inteligente, a humanidade tem costumado chamar pão ao pão e vinho ao vinho, e matrimônio à união conjugal de um homem e uma mulher. Também é verdade que sempre existiram Quixotes que chamaram gigantes aos moinhos, castelos às estalagens e castas donzelas às moçoilas de aldeia. 

Hoje, uma moderna escola quixotesca, conhecida como ideologia de gênero, empenha-se em chamar matrimônio a outras ligações, contradizendo a evidência mais irrefutável; dizem que essas combinações poderiam gerar filhos se fosse possível fecundá-las, mas que a biologia lhes nega essa possibilidade. A obsessão da ideologia de gênero é talvez o último cartucho da luta de classes marxista, disparado pelo lobby cor-de-rosa. 

A citada escola quer fazer-nos acreditar que o matrimônio é pura convenção, regulada pelo Direito para dar um verniz de honorabilidade às relações sexuais estáveis entre adultos de diferentes sexos. Mas a verdade é que, em todos os tempos e em todos os lugares – desde os homens da caverna de Altamira até o século XXI - se protegeu essa união por estar diretamente associada à origem da vida e à sobrevivência da espécie, por ser a instituição que nos traz mais riqueza humana, laços de solidariedade e qualidade de vida. 

Família: União estável e fecunda
entre homem e mulher
A introdução artificial – por reprodução assistida ou adoção – de uma criança na casa de duas pessoas do mesmo sexo não converte essas pessoas em casadas nem os três em família. Dois homens podem ser bons pais, mas nunca serão uma mãe, nem boa nem má; duas mulheres podem ser duas boas mães, mas nunca serão um pai, nem bom nem mau. “Não desejo a nenhuma criança o que não desejei para mim mesma”, diz a psicóloga Alejandra Vallejo-Nágera: “Gosto, sempre gostei, de ter um pai e uma mãe. Qualquer outra combinação de progenitores parece-me incompleta e imperfeita”. 

Mais do que um tema jurídico ou religioso, mais do que uma questão de tolerância ou liberdade, mais do que um assunto progressista ou retrógrado, estamos diante de um problema basicamente biológico. Pode-se opinar o que se queira, mas o que opinemos é irrelevante quando é a biologia que tem a última palavra. 

Apesar disso, a ideologia de gênero - tão amiga da quadratura do círculo - diz-nos que a sexualidade masculina e feminina é opcional, não determinada pela condição biológica do homem e da mulher. Por isso, ao atribuir à liberdade um poder que não tem, ao confrontá-la tão violentamente com a biologia, torna inevitáveis sérios conflitos, morais e psicológicos, dos quais não se livram as possíveis crianças adotadas. 

A Associação Mundial de Psiquiatria sublinhou que uma criança ‘paternizada’ por um casal de homens entrará necessariamente em conflito com as outras crianças, comportar-se-á psicologicamente como uma criança em luta constante com o seu ambiente e com os outros, incubará frustração e agressividade. 

Que caminho percorreu o feminismo até chegar à ideologia de gênero? A pretensão do primeiro feminismo – nos tempos da Revolução francesa – foi legítima e positiva: a equiparação de direitos entre homem e mulher. Mas aos direitos seguiram-se as funções, e o feminismo começou a exigir a eliminação da tradicional distribuição de papéis, considerada como um arbítrio. Assim se chegou a rejeitar a maternidade, o casamento e a família. 

Simone de Beauvoir (1908 - 1986)
Encontramos na base desta nova pretensão as ideias de Simone de Beauvoir, publicadas em 1949 no seu revolucionário livro ‘O segundo sexo’. Beauvoir previne contra a ‘trapaça da maternidade’, anima a mulher a libertar-se dos ‘grilhões da sua natureza’ e recomenda que se passe a educação dos filhos para a sociedade, que se fomentem as relações lésbicas e a prática do aborto. 

Hoje, os promotores do feminismo radical de gênero lutam pelo
triunfo de novos modelos de família, educação e relações, em que o masculino e o feminino estejam abertos a todas as opções possíveis. Nos livros de texto de alguns países sobre a disciplina ‘Educação para a Cidadania’, não se fala em nenhum caso da verdade, nem do bem, nem da consciência; em pouquíssimas ocasiões se fala em família e dos pais. Em contrapartida, reivindica-se em dezenas de lugares a liberdade de orientação afetivo-sexual.” 

FONTE: AYLLÓN, J. Ramón. Mitologias modernas. Trad.: Emérico da Gama – São Paulo: Quadrante, 2011; p. 29-33. (Temas cristãos; 145)



MARIA SEMPRE!


terça-feira, 21 de julho de 2015

AS BOAS MANEIRAS. UMA REFLEXÃO...



As boas maneiras se formam à sombra dos pais



Por Dom Tihamer Toth

"A atitude do homem para com seu próximo, bem como as relações sociais, são reguladas por certas convenções exatamente determinadas. Essas convenções sociais formaram-se no correr dos séculos, e ninguém tem o direito de subtrair-se a elas. Algumas devem sua origem a motivos religiosos; outras procedem do desejo de salvaguardar o bom entendimento entre os homens; e se, em aparência, elas só interessam à apresentação exterior, muitas vezes nos ajudam a observar as leis essenciais da moral.

Estas considerações são razões suficientes para observarmos conscienciosamente as regras da boa educação. 

As regras da cortesia outra coisa não são que um convite à prática da caridade; servem para estabelecer entre nós as relações ditadas pela sabedoria e pela moderação. Bem entendido, elas só têm sentido se inspiradas pelo coração, praticadas com sinceridade, sem afetação nem exagero, com facilidade toda natural.

Essas convenções devem regular a nossa vida inteira: atitudes, relações, cartas conversações, jogos, distrações, refeições, trabalhos, comportamento para com nossos pais e superiores, para com as senhoras, etc.

Quem quisesse subtrair-se às convenções da polidez, progressivamente estabelecidas no decurso de longos séculos, a si próprio tornaria impossível a vida no seio duma sociedade civilizada. Por exemplo, se alguém quisesse acolher os seus convivas em traje de dormir, ir à sociedade sem colarinho nem gravata, sair à rua de chinelos, tomá-lo-iam pelo menos por um grosseirão ou maluco, e muita gente, com toda a razão ficaria gravemente chocada.

" Sem o concurso da alma
tudo isso é mero verniz"
Os ingleses e os americanos toam, às vezes, um pouco à ligeira as regras das conveniências. Conta-se que um general americano, por ocasião duma audiência dada pelo Papa, abeiro-se do Santo Padre muito familiarmente com um “How do you do, Sir”. “Como vai, Sr.?” Essa falta de conveniência excede os limites, mesmo para um americano; mas nós outros devemos observar muito mais estritamente ainda as regras da polidez; toda negligência nos é vedada.

Como vês, meu filho, a presença ou ausência das maneiras cultivadas trai-se constantemente pelo teu andar, pelo modo como te sentas, por tua conversa, teus gestos, olhar, riso, por teu comportamento à mesa, na rua, em sociedade, _até mesmo pelo trajar correto e pelas mãos limpas.

Mas a observância das conveniências ainda não é a educação perfeita. Sem o concurso da alma, tudo isso é mero verniz. A verdadeira cortesia brota dum caráter puro e dum coração cheio de bondade. Impossível apropriar-se dela por formas puramente exteriores.

Se as conveniências não se associarem a um caráter íntegro, as exterioridades da polidez podem encobrir até um espertalhão. Muitas vezes, ai! Uma alma corrompida oculta-se por uma roupa elegante e bem assentada; é o fel no açúcar, é o verme na maçã, tão bela aparência. E, se eu tivesse que escolher, certamente preferiria sentar-me à mesa ao lado dum homem de alma pura, mas que _ horribile dictu _ levasse a faca à boca, a me sentar ao lado do cavalheiro de maneiras perfeitas, que come camarões com elegância suprema, mas que não se constrange de subtrair somas alheias.

Nada é mais verdadeiro do que o provérbio: Beleza sem virtude é flor sem perfume. Contrariamente, a mais singela concha pode esconder uma pérola, e o minério mais grosseiro pode conter ouro.

Na realidade, podemos muito bem escapar à necessidade de escolher. Eu quisera ver em todos os jovens não somente uma alma honesta e um caráter de boa têmpera, mas também as maneiras perfeitas dum homem bem educado."


Fonte: Livro O Moço Educado, Parte I, Capítulo 1, pág. de 07 a 09; Editora Vozes, 1960.



MARIA SEMPRE!


quarta-feira, 15 de julho de 2015

CURSO OFICINA DE CASAMENTO - SSVM


“O casal e a família cristã edificam a Igreja (...)” São João Paulo II

Por Bárbara Guedes

O Curso Oficina de Casamento (para casados, noivos e namorados) foi realizado durante sete sábados, entre os dias 30 de Maio e 11 de Julho. Ao todo, onze casais participaram desse evento promovido pela Sociedade da Santíssima Virgem Maria - SSVM em parceria com o Blog Encontrando Alegria.


Sr. João Francisco e Sra Bárbara,
coordenadores do Evento.
A finalidade do curso foi auxiliar os solteiros na preparação para os desafios que a vida matrimonial lhes apresentará e também ajudar aos casados a resgatar princípios e atitudes que os ajudarão a manter ou aprimorar um relacionamento saudável e que dure a vida inteira. Ao todo foram trabalhados oito temas, como por exemplo: “A arte da comunicação”, “O amor em ação”, “Construindo alicerces sólidos”, entre outros. 





Sr. Lucílio e Sra. Alcione 
testemunham sobre o Curso
"Não temos dúvida de que o Curso "Oficina de Casamento" foi obra da Providência Divina em nossas vidas. Pois vínhamos vivendo uma crise "infindável" em nosso casamento e já não sabíamos o que fazer para restaurá-lo. Com a vivência do Curso, pudemos suprir a nossa carência de informações sobre os nossos papéis como esposos, compreendendo a importância do perdão e o matrimônio como verdadeira vocação. Portanto, fica aqui a nossa gratidão a Deus por não ter desistido de nós e à SSVM por ter nos permitido a oportunidade de participar do Curso. Deus abençoe!"                                                            Sr. Lucílio e Sra. Alcione          


O Curso Oficina de Casamento foi sem fins lucrativos e a taxa de inscrição de R$ 20,00 foi exclusivamente para os materiais distribuídos (apostila e xerox), coffe break e toda a estrutura necessária para o evento. 



Essa é a primeira turma de muitas outras que pretendemos abrir em breve, se Deus quiser!


“De Viver bem a nossa vocação aqui na terra
 depende a nossa felicidade terrena e eterna.”
 (Santa Gianna Beretta Molla)


MARIA SEMPRE!