domingo, 19 de abril de 2015

A MAÇONARIA E A IGREJA CATÓLICA


O pensamento maçônico é incompatível com a Tradição Católica.


Por Editores do Blog

Livro indicado neste artigo

Dom João Evangelista Martins Terra, em seu livro “Maçonaria e Igreja Católica”, faz interessantes explanações sobre a incompatibilidade entre o catolicismo e o pensamento maçônico. A certa altura de seu escrito o autor cita Dom Boaventura Kloppenburg e o elenco que este apresenta de princípios maçônicos claramente contrários à Tradição cristã. Leiamos atentamente cada um deles e peçamos a Deus, pela intercessão da Virgem Maria, força na luta contra tudo que se levanta em oposição a obra de Nosso Senhor Jesus Cristo.


"I) O principio da existência de uma “força superior”, reconhecida sob a denominação de Grande Arquiteto do Universo. Trata-se de um “Deus” deísta, vago, indefinido, impessoal, uma “força construtora, ordenadora, e evolutiva”. Os maçons não podem admitir a existência do Deus da revelação cristã.

II) O princípio do livre-pensamento: direito universal e absoluto de crer no que se queira e como se queira.

III) O princípio da tolerância: tolerância em relação à verdade. Não se podem impor dogmas. A única coisa que não se pode discutir são os “dogmas maçônicos”. 

IV) O princípio da autonomia da razão. “A maçonaria não reconhece outras verdades além das fundadas na razão e na ciência.” No grau 19 se impõe o seguinte juramento: “ Juro e prometo não reconhecer outro guia senão a razão.” Eis aí o “pecado grave contra a virtude da fé”. Não se pode aceitar a Revelação divina.

V) O princípio da liberdade de culto: é o próprio indivíduo que deve regular suas relações com o Ser Supremo e o modo de cultuá-lo. A Igreja fica sobrando.

VI) O princípio da liberdade de consciência: qualquer coação ou influência externa, mesmo de ordem moral, no sentido de dirigir ou orientar a consciência do indivíduo, é um atentado contra o direito natural da pessoa. Pergunta: será que a própria maçonaria não comete este atentado?

VII) O princípio do indiferentismo religioso. Neutralidade: não hostilizar nem favorecer religião alguma. Supõe que jamais houve Revelação divina. Nega Jesus Cristo como o Verbo revelador e Deus salvador.


Leão XIII condenou a Maçonaria (Humanum Genus, 1884)

VIII) O princípio do Estado neutro. A sociedade deve manter-se neutra perante qualquer religião. Os poderes públicos podem desviar-se das leis divinas. Esse laicismo extremo leva inevitavelmente ao anticlericalismo.

IX) O princípio do ensino leigo: o ensino público, mantido pelo estado, deve ser absolutamente neutro em assuntos religiosos. De fato, a escola laica, promovida pelos maçons, transforma-se em educação atéia. Os maçons lutam para formar agnósticos, mesmo quando proclamam a existência de um inoperante, impessoal e vago Grande Arquiteto do Universo. 

X) O princípio da Moral independente: a Moral não deve estar ligada a nenhuma crença religiosa nem fundar-se em pretensas revelações divinas.

XI) O princípio da religião natural: a religião oficial e pública da humanidade deve manter-se nos limites da religião natural.

XII) O princípio da imanência: a maçonaria ignora a Transcendência da pessoa humana, a graça divina, a justificação cristã, a ressurreição, a vida eterna, a consumação soteriológica, a visão beatífica, a comunhão dos santos. É um puro pelagianismo naturalista."


MARIA SEMPRE!

Fonte: TERRA,D.João E.Martins.Maçonaria e Igreja Católica.São Paulo:Santuário,1996; p.103-106

segunda-feira, 30 de março de 2015

O PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO


"(...) Se, porém, falar contra o Espírito Santo, não alcançará perdão
 nem neste século nem no século vindouro." (Mt.12,32)

Tomás Afonso Maria

"Por isso, eu vos digo: todo pecado e toda blasfêmia serão perdoados aos homens, mas o pecado contra o Espírito não lhes será perdoado." (Mt.12.31)

O pecado contra o Espírito Santo: pecado que não tem perdão. Muitos, ao ouvirem essas palavras de Cristo ficam angustiados e aflitos. Não é raro pensarem assim: "Como pode existir um pecado sem perdão, já que Deus é infinitamente bom e cheio de misericórdia?" ou " O que é esse pecado imperdoável? Será que eu mesmo o cometi? O que fazer?".

No primeiro momento, é preciso saber que o inferno e a condenação eterna existem; e lembrar que é possível que uma pessoa vá para esse lugar terrível.

Deus é sim, bom e misericordioso. Entender o inferno é compreender que somos seres livres, Deus não nos força a fazer a Sua vontade. Somos livres para dizer "Sim" ao amor e projeto de Deus para a humanidade (tendo consciência de que é a graça Divina que nos conduz) ou de dizer "Não" a esse amor e desígnios Divinos através do pecado.

"Deus não se cansa de perdoar;
nós é que cansamos de pedir perdão."
Logo, pelo pecado, o homem se afasta de Deus. Se alguém manteve a alma distante do Criador durante a vida e não se tenha convertido nem mesmo na hora da morte; não há condições dele estar na glória do paraíso; pois, durante a existência negou ao Senhor através de palavras, obras e omissões. O próprio condenado fez-se condenado. Oportunidade não faltou para que se arrependesse. Após a morte é tarde demais.

O Papa Francisco já dizia: "Deus não se cansa de perdoar; nós é que cansamos de pedir perdão." O Senhor  sempre nos espera para nos perdoar. 

Mas, o pecado contra o Espírito Santo tira do homem a certeza do Amor de Deus. É cometer o mesmo pecado que Satanás cometeu. É achar que de algum modo Deus é mal, que Ele não quer o nosso bem, pensar que eu sou mais bondoso e santo que o próprio Deus. 

No pecado imperdoável existe uma verdadeira rejeição e ódio ao Amor de Deus, que é atribuído ao Espírito Santo.

Segundo Santo Tomás de Aquino para se consumar esse terrível pecado é necessária a pura malícia. Ou seja, se por falta de conhecimento alguém tivesse uma visão deturpada sobre  Deus, então não cometeu esse pecado.

Comete esse pecado aqueles que conhecendo o Amor e bondade de Deus, o rejeitaram e negaram conscientemente. Também sendo necessário constância e obstinação nessas malditas resoluções.

Segundo o mesmo Santo há seis formas de pecar contra o Espírito Santo

 "(...) o pecado contra o Espírito
 não lhes será perdoado." (Mt.12,31)
1º. Desesperação da salvação - Acreditar que Deus não me salvará, achando que os meus pecados são maiores que a misericórdia Divina.

2º. Presunção de se salvar sem merecimento - Pensar que sou tão bom que não preciso de Deus para me salvar. Serei salvo por mim mesmo.

3º. Negar a verdade conhecida como tal - É não querer conhecer os Mandamentos Divinos para assim pecar sem peso na consciência.

4º. Ter inveja das graças que Deus faz a outrem - Invejar o bem e crescimento espiritual que Deus dá a uma pessoa. - Lembre-se por "pura malícia".

5º. Obstinação no pecado - É não querer abandonar o pecado, fazer o propósito de permanecer no pecado. Ex.: Namorados que sabendo da Bondade de Deus e que o sexo fora do casamento é pecado, decidem continuar mantendo relações sexuais.

6º. Impenitência final - Não se arrepender de um pecado, tendo consciência de sua gravidade.

Sabendo disso, o pecado contra o Espírito Santo é algo que devemos temer. Mas, é fundamental que confiemos na Bondade Divina, no seu Amor infinito por cada um de nós. Essa confiança no amor de Deus nos afastará desse terrível pecado.

O arrependimento e o sincero desejo de pedir perdão a Deus pelos pecados cometidos, é um sinal de que não se cometeu o pecado contra o Espírito Santo. 

Peçamos a Maria Santíssima a sua proteção. Pois ao contrário de Satanás, Ela reconheceu o Amor de Deus e o fez transparecer em toda a sua vida . Ao ponto de alguns santos dizerem que Ela "morreu de amor". Ensinai-nos ó Virgem a amar a Deus.


MARIA SEMPRE!

REFERÊNCIA:
“Deus jamais se cansa de nos perdoar. Nós é que nos cansamos de pedir perdão” Veja mais em: http://www.franciscanos.org.br/?p=34139#sthash.Lvgoo70Y.dpuf