terça-feira, 11 de junho de 2019

I FÓRUM CATÓLICO MINEIRO - ISPA



O Professor Sidney Silveira sobre
 "A moral e as virtudes"
Aconteceu, nos dias 01 e 02 de junho de 2019, o “I FÓRUM CATÓLICO MINEIRO” em Belo Horizonte-MG, promovido pelo Instituto São Pedro de Alcântara – ISPA, com apoio de outros centros católicos do Brasil. Com a presença de palestrantes ilustres e reconhecidos no cenário nacional (como o Jornalista Bernardo Küster, a Deputada Federal Chris Tonietto, o Professor Sidney Silveira, entre outros) e propostas editoriais de livros com temáticas relevantes para o catolicismo, a programação abordou as diversas frentes de atuação dos católicos na atualidade e a necessidade de militarem, com urgência e engajamento, pela causa do Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo. As palestras tomaram como exemplo e inspiração a própria atuação dos católicos mineiros de outrora, que legou para o Estado de Minas Gerais intensa identidade religiosa, inspirando-se ainda na ação dos cristeiros, no México, que bravamente lutaram contra a repressão do Estado[1], além de diversos nomes célebres da história recente do catolicismo na nossa pátria. Por óbvio, não faltaram ainda menções honrosas a vários santos da grandeza de São Luís, Rei da França, ao Beato Anacleto Gonzáles Flores e à maior das inspirações: a Santíssima Virgem Maria. Tudo isso dosado com boas referências a documentos do Magistério da Igreja.

A Dep. Fed. Cris Tonietto falou sobre
o movimento pró-vida e a ação católica
na câmara dos deputados
A Sociedade da Santíssima Virgem Maria – SSVM esteve representada por dois de seus membros, os Srs. Fábio Ribeiro e Helmer Ézion, que puderam testemunhar que o brado “Viva Cristo Rei!” (entoado ao longo de todo o Fórum) vem tomando cada vez mais força e adeptos, o que indica a ascensão de um autêntico cristianismo, fiel à Tradição Católica e avessa aos progressismos e à postura romantizada, que lamentavelmente ainda prevalecem nas igrejas do Brasil.

“Eventos como este fórum nos motivam e até nos emocionam. Ver senhores de idade ainda fiéis ao cristianismo dantes e ver cada vez mais jovens tomando consciência e aderindo a esse movimento de recristianização da sociedade civil nos enche de esperança e ao mesmo tempo nos faz perceber o quanto ainda tem a ser feito. Muitos estão tendo ainda o primeiro contato com essa cristandade e precisam ser amparados e conduzidos a conhecer a Tradição. O número de participantes, em proporção, está longe do ideal, porém bem sabemos que a verdade sempre fora defendida e promovida por um número quase insignificante de pessoas em diversas ocasiões da história, tendo a Igreja sempre permanecido de pé. Por isso, rezo para que Deus permita que os centros católicos da atualidade que promovem a tríade ‘oração, estudo e apologética’ estejam sempre numa crescente, sem contudo nunca perder a unidade com a Verdadeira Igreja de Cristo.” Helmer Ézion, membro da SSVM.

Nicholas Phillip, presidente do ISPA,
ladeado pelos Srs. Fábio e Helmer,
 membros da SSVM.
Os membros da SSVM aproveitaram a ocasião para visitar e conhecer alguns lugares da capital mineira, como a Praça da Liberdade, o Parque Municipal e as belíssimas Igrejas de Nossa Senhora da Boa Viagem e de São José. E não perderam a oportunidade de assistir à Santa Missa Tridentina, celebrada pelo Padre Leonardo Wagner, na Igreja Nossa Senhora do Líbano. Lamentavelmente, a Missa Tridentina não estava inserida na programação, o que confirma a necessidade de se empenhar ainda mais pela Tradição, até mesmo nos meios verdadeiramente católicos.


Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem
Fica a gratidão ao ISPA e a todos os que participam desse evento. Que, com a graça de Nossa Senhora, tais eventos sejam cada vez mais constantes, não só em Minas Gerais, como em todo âmbito nacional, construindo assim o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo nesta Terra de Santa Cruz.

MARIA SEMPRE!

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[1] A repressão do Estado do México sobre a Igreja Católica foi a causa de um conflito armado que ficou conhecido como a Guerra Cristera (também chamada Guerra dos Cristeros ou Cristiada) e que se desenrolou entre 1926 e 1929. Tratou-se de um levante popular contra as leis anticlericais impostas pela Constituição Mexicana de 1917, resultado da Assembléia Constituinte de 01 de dezembro daquele ano.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

DO QUÊ DEPENDE A RESTAURAÇÃO DO MUNDO?


Por Paulo Vinícius, membro da SSVM

“Eu reinarei, apesar de meus inimigos e de todos os que a isso se quiserem opor.”
(Jesus Cristo a Santa Margarida Maria, na “Autobiografia” desta, p.119)

Muitos católicos indagam, a si e a outros, do quê depende principalmente a superação da atual crise que assola implacavelmente, com pasmo e estupor, a Igreja e, em consequência, o mundo moderno. Sim, pois sendo a Igreja o verdadeiro e único eixo espiritual do mundo, detentora de todas as graças de Deus para a humanidade, todas as vicissitudes humanas, em suas origens e em suas soluções, passam de um modo misterioso por ela. Daí se segue que a atual crise do mundo moderno é uma reverberação, em última instância, da crise na Igreja moderna, e se esta Igreja passa pela sua maior crise desde sua fundação, logo se segue que o mundo moderno a acompanha no mesmo destino.

Por conseguinte, cumpre identificar precisamente qual foi a causa principal que nos jogou a todos neste abismo em que padecemos. Se nessa tarefa de identificação não obtivermos sucesso, baldadamente procuraremos o remédio acertado, assim como o médico não pode indicar o medicamento sem antes ter descoberto a origem da doença.

Algumas soluções se apresentam correntemente: a causa do nosso infortúnio seria a crise litúrgica (leia-se: o advento da reforma de Paulo VI), cumpre, portanto, retornar à celebração dos sacramentos na forma antiga; ou seria a celebração do Concílio Vaticano II (e dos documentos dele emanados), e precisamos, pois, corrigi-lo, e até mesmo cancelá-lo; ou, ainda, seria o destronamento de Cristo como rei dos Estados, e seria preciso reentronizar a Cristo nos Estados cristãos. Todas essas soluções, frise-se, são excelentes e necessárias, e nada se deve opor a que sejam efetivadas. Porém, juntamente com elas, é inolvidável que persigamos o mal moral em seu lugar embrionário: o coração do homem. É do coração do homem, este campo de batalha entre Deus e Satanás, que se originou a debacle presente, pois é dele que procedem os maus desígnios, vai dizer Nosso Senhor (Mt 15,19).

O “Novus Ordo Missae” não foi senão a culminação de um processo de traições da fé por parte dos homens da Igreja, e note-se que todos os que tiraram a Missa Tridentina do lugar em que ela sempre deveria ter estado celebravam todos os dias a... Missa Tridentina. Portanto, eles tinham já a verdadeira missa, porém esse fato sozinho não foi obstáculo para a defecção da fé em seus corações. O mesmo se diga do CVII: não bastou aos padres conciliares o conhecimento da doutrina tradicional da Igreja, posto que obnubilaram com o concílio o ensinamento sempre claro, ortodoxo e seguro da Igreja. Quanto à realeza social de Cristo, os próprios estados cristãos que soçobraram provam que é preciso que haja uma base distinta dele, e essa base se reduz, no seu mínimo, aos corações dos fiéis, onde Cristo deve primeiramente reinar. Sim, o reino de Deus está dentro de nós (Lc 17,21), e somente quando entronizarmos a Jesus Cristo como rei absoluto dos nossos corações, amando-O sobre todas as coisas e nada Lhe recusando, é que esse reino se propagará nas famílias, nas sociedades e nos estados. Qualquer mesquinhez de nossa parte nisso comprometerá, em maior ou menor medida, nossos planos de recristianização do mundo. Enquanto Cristo não dominar como Senhor absoluto do nosso coração, não poderemos dizer que nele reina, pois qual é o rei que pode reinar no mesmo reino de seus inimigos? Qual coração pode dar guarida a Cristo e a palavrões, a Cristo e a olhares adúlteros e cobiçosos, a Cristo e ao apego teimoso ao próprio modo de ver as coisas? Não sabemos nós que esse reino estará assim dividido contra si mesmo? Por isso, quanto mais afastamos o mal do pecado, engendrador de todos os erros, e abraçamos o bem da virtude, inclusive de forma heroica, como somos chamados, mais podemos esperar que Deus realize através de nós grandes coisas.

Portanto, é preciso não deixar de lutar por nossas bandeiras, sejam elas a Missa Tridentina, o Dogma da Fé ou a Realeza de Cristo, entre outras (apostolados específicos contra o aborto, a favor da modéstia, pelas famílias numerosas, pela escola católica, pela boa formação sacerdotal), mas sem olvidar o reino de Cristo em nossos corações, sendo preciso fazer aquelas coisas sem esquecer desta (Mt 23,23).  Destarte, quanto mais íntima for a nossa união com Deus, mais frutos colheremos na lida apostólica. E, por fim, se algum dia de tudo nos privarem, das nossas missas, dos nossos apostolados, dos nossos meios de ação e de tudo o mais, ainda assim, se permanecermos na caridade de Cristo, unum est necessarium, Ele poderá reinar no único reino que ninguém poderá arrebatar-Lhe: o nosso coração. (Jo 10,27)


MARIA SEMPRE!

segunda-feira, 20 de maio de 2019

I SIMPÓSIO DE EDUCAÇÃO CATÓLICA CLÁSSICA

Por Edição do Blog


Palestrantes do Simpósio ao lado de membros da SSVM

Realizou-se no dia 11 de maio de 2019, sábado, na cidade de Uberlândia-MG, O I Simpósio de Educação Católica Clássica, com a presença de pessoas de várias cidades do Brasil. O evento foi promovido pela Irmandade Nossa Senhora do Carmo, associação fundada com o intuito de promover a implantação do Colégio Católico Santo Tomás de Aquino naquela cidade.

As palestras foram realizadas pelo Sr. André Melo e pela Irmã Anna Maria Fedeli, ele professor e ela Diretora Geral do Colégio Católico São Mauro, da cidade de São Paulo.

Consciente da importância do evento, a SSVM enviou três de seus membros para dele participarem e colherem experiências visando a implantação de um futuro colégio católico em Montes Claros: Helmer Ézion, Fábio Ribeiro e Paulo Eustáquio. Também marcou presença no evento a mãe do Sr. Helmer, Sra. Maria Nazaré Silva, que já há algum tempo tem acompanhado de perto muitas das ações do apostolado da SSVM. Em clima de saudável convivência cristã, eles foram recebidos pelo Sr. Pabhlo Allan, e família, residentes na cidade de Monte Alegre de Minas, a 68 km de Uberlândia. O Sr. Pabhlo também é membro da SSVM e participa nos trabalhos para a implantação do Colégio Santo Tomás de Aquino.

Prof. André Melo em uma de suas palestras

As palestras versaram sobre os seguintes temas:


1) Ensino Religioso ou Catequese? O que a escola católica deve ensinar?

2) Família ou Escola: quem é responsável pela educação?

3) Com que dinheiro? A escola católica pode ser economicamente viável?

4) A questão dos métodos: isso importa?

Os conferencistas conduziram suas exposições muito zelosamente, através de apresentações em slides, intercalando relatos importantes sobre o dia-a-dia do Colégio São Mauro, o que enriqueceu bastante o evento e demonstrou a viabilidade institucional e econômica de um colégio católico, a despeito das dificuldades inerentes a tal empreendimento, como o pluralismo religioso e a imodéstia dos costumes que marcam a sociedade atual.

Irmã Anna Maria Fedeli em uma de suas palestras

Encerradas as conferências, abriu-se espaço para arguições do público, todas devidamente respondidas pelos palestrantes. Ao fim, foi dada a palavra ao Reverendíssimo Pe. José Leles, que fez algumas considerações e agradecimentos antes de conduzir a oração final e abençoar todos os comparecentes.


Pe. José Leles em discurso de encerramento do evento


Para saber um pouco mais da bem-sucedida história do Colégio São Mauro, convidamos o leitor a assistir ao vídeo abaixo:




Maiores informações sobre o Colégio podem ser obtidas no link abaixo:
http://www.saomauro.org.br/


Uma bela experiência católica 

No dia seguinte ao Simpósio, os membros da SSVM, juntamente com a família do Sr. Pabhlo, participaram da Santa Missa Tridentina, cantada, na Capela Nossa Senhora de Lourdes, em Uberlândia, celebrada pelo Pe. Leles. Em seguida, almoçaram juntos num restaurante e, após a sagrada sesta, fizeram um tour pela bela cidade do triângulo mineiro, 3ª maior cidade interiorana do Brasil.


Membros da SSVM após a Missa cantada na Capela Nossa Senhora de Lourdes

Unamo-nos em oração, suplicando a Deus que conceda à SSVM os meios e as graças necessárias para que, num futuro breve, possamos ver realizada a importante obra do colégio católico em Montes Claros, para a maior glória de Deus, exaltação da Santa Igreja e salvação das almas.

MARIA SEMPRE!

terça-feira, 19 de março de 2019

RETIRO ESPIRITUAL - SSVM

Participantes do retiro espiritual da SSVM


No dia 24 de fevereiro de 2019, domingo, alguns membros e amigos da SSVM reuniram-se nas dependências do Sítio "Vale do Sol", em Montes Claros, para um retiro espiritual.

O retiro teve início com a Santa Missa e a récita do Santo Terço. A partir de então, foram sucedendo-se momentos de oração precedidos de breves preleções. Em clima de absoluto silêncio e intensa vida interior, era visível em todos uma sincera busca de intimidade com Deus.

Seguem abaixo alguns depoimentos colhidos dos retirantes:

Momento em que o conferencista convidado
ministrava uma de suas palestras.
     
"O retiro promovido pela SSVM foi uma das poucas experiências de profunda espiritualidade desde minha conversão. Pude finalmente vislumbrar o que seria a vida de um contemplativo, conhecer o estilo de vida de pessoas que admiro, estilo esse que jamais houvera praticado antes. O capacitado instrutor, com formidável erudição e experiência da forma tradicional de vida católica, nos guiou seguindo hábitos de vida espiritual, como o voto de silêncio e o isolamento, e provocou profundas reflexões a respeito da nossa relação com Deus. Uma possibilidade de passeio para fora das brumas do caótico obscurantismo da vida moderna. A experiência de uma tarde de silêncio e reflexão sugere a ideia de que não há benefício ou utilidade em se gastar levianamente nosso precioso tempo quando há tanto para se fazer. Esta sugestão só me lembra as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo quando adverte a Marta que "andas preocupada e aflita com tantas coisas, quando uma só é necessária". Lucas Reis

"Um domingo proveitoso e muito especial, guardarei na minha memória cada ensinamento ali aprendido. Uma experiência totalmente nova, um dia de silêncio e recolhimento, me fazendo esquecer os problemas cotidianos, dando espaço para uma paz interior ao me unir em oração com Deus. Para mim foi um dia de aprendizado, de reavaliação de todos os acontecidos passados e presentes, percebendo assim o quanto Deus agiu em cada detalhe da minha vida até aqui. E trouxe ao meu coração uma verdadeira certeza de estar no rumo certo, buscando ter uniformidade com a vontade de Deus. Uma gratidão imensa a Deus pela dádiva de poder participar desse maravilhoso retiro!" Noelhia Ramônica

"Posso dizer, quase sem palavras para explicar, a imensa alegria em estar ali, naquele meio com todas aquelas pessoas. Parecia nem acreditar! Eu me senti lisonjeada, como disse o Padre no decorrer do retiro. Foi uma experiência única e maravilhosa em minha vida. um dia inteiro na presença de Deus, em oração, silêncio, meditação, tudo que estava precisando... Muitos motivos para agradecer a Deus. Saí de lá me sentindo iluminada, abençoada e agraciada por Deus. Só tenho a agradecer, primeiramente a Deus, e depois ao Padre, que direcionou o retiro com muita sabedoria e segurança. Meu muito obrigada a todos e até o próximo." Maria Nazaré 

Retirantes ouvem, compenetrados, as preleções
do conferencista

Louvamos e agradecemos a Deus por este sublime retiro espiritual e pedimos que, por intercessão da Santíssima Virgem Maria, possamos colher bons frutos de sua realização. Que Deus conceda à SSVM
 e a todos os que dela participam, membros, amigos e benfeitores, as graças necessárias para um crescimento espiritual diário.

"Na caminhada para Deus, quem não avança sempre retrocede, arrastado pela correnteza de nossa natureza corrompida." (Santo Afonso Maria de Ligório. Prática do Amor a Jesus Cristo).

MARIA SEMPRE!


sexta-feira, 8 de março de 2019

VIA SACRA - por Dom Mayer




ORAÇÃO PREPARATÓRIA

Meu Senhor Jesus Cristo, disponho-me a acompanhar-Vos no caminho que trilhastes do pretório de Pilatos ao Calvário, para Vos imolardes por minha salvação. Peço-Vos a graça de nos conceder grande dor e arrependimento de ter pecado, causando vossos atrozes sofrimentos, e que vosso Sangue preciosíssimo infunda em minha alma o propósito firme de nunca mais pecar.

ANTES DE CADA ESTAÇÃO

Dirigente: Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos;

Todos: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

No final da consideração, depois da Ave Maria:

Todos: PESA-ME, SENHOR, de todo o meu coração ter ofendido a vossa infinita bondade, proponho com vossa graça a emenda, e espero que me perdoeis por vossa infinita misericórdia. Amém.

Dirigente: Compadecei-vos de nós, Senhor!

Todos: Compadecei-vos de nós!

Dirigente: Que as almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.

Todos: Amém.

OBS.: O FIEL DEVE FICAR:

DE PÉ: Durante o Cântico e a Leitura do Texto.

DE JOELHOS: Durante a leitura do texto da 12.ª Estação e demais orações.


I ESTAÇÃO

A morrer crucificado

Teu Jesus é condenado

Por teus crimes, pecador.

Jesus é condenado à morte

Dirigente: Cedendo aos clamores dos judeus, Pilatos condenou Jesus à morte na Cruz.

O que levou os judeus a pedirem a morte de Jesus Cristo foi sua infidelidade. Quiseram seguir uma religião do seu agrado, e não a Religião revelada pelo Filho de Deus humanado. Nisto imitaram a desobediência de Adão e a rejeição da vontade de Deus.

Nós estamos na mesma miserável condição. Humilhemo-nos e peçamos a Nossa Senhora nos alcance a graça de sermos fiéis à Santíssima Vontade de seu Divino Filho.

Ave Maria…



II ESTAÇÃO

Com a cruz é carregado

E do peso acabrunhado:

Vai morrer por teu amor.

Jesus com a Cruz às costas

Dirigente: Depois da vigília no Horto das Oliveiras e da atrocíssima flagelação, Jesus se submete ainda ao sacrifício de carregar a Cruz até aa Calvário.

Jesus o fez para reparar os nossos pecados. Aprendamos que sem sacrifício e o habitual espírito de mortificação, nossa religião é vã, vazia, sem merecimento. Peçamos a Nossa Senhora a graça de aceitar com alegria as mortificações que nos impõe o cumprimento de nossos deveres de estado.

Ave Maria…






III ESTAÇÃO

Pela Cruz tão oprimido,

Cai Jesus desfalecido

Pela tua salvação.

Jesus cai pela primeira vez


Dirigente: Já esgotado pela insônia, fome e perda de sangue, Jesus sucumbe ao peso da cruz e cai por terra.

Nos desígnios de Deus, esta queda é para descontar as ofensas de nossos pecados, e 
para nos alertar contra nossa presunção. Por nós mesmos só vamos de pecado em pecado, de queda em queda.

Peçamos a Nossa Senhora nos alcance a graça da vigilância na oração e na fuga das ocasiões de pecado.

Ave Maria…




IV ESTAÇÃO

De Maria lacrimosa,

Sua Mãe tão dolorosa,

Vê a imensa compaixão.

Jesus encontra-se com sua Mãe Santíssima

Dirigente: Na agonia, do Horto do Getsêmani e no processo infame a que foi submetido seu Divino Filho, esteve ausente Maria Santíssima. Quando, porém, vai Ele consumar o sacrifício da redenção do mundo. Ela se apresenta. É que ambos, Jesus e Maria, no decretos do Altíssimo, estão como identificado na missão redentora do homem. É como Mãe dos remidos que Maria coopera na obra da salvação.

É a esta Mãe que recorremos para nos assegurar a fidelidade a seu Divino Filho, e meio da sociedade paganizada que nos envolve

Ave Maria…






V ESTAÇÃO

Em extremo desmaiado,

Deve auxílio, tão cansado,

Receber do Cirineu.

Simão Cirineu ajuda Jesus a levar a Cruz

Dirigente: A breve trecho, no caminho do Calvário, convencem-se os verdugos do Salvador de que pela extrema debilidade, conseqüência das torturas a que tinha sido submetido, Jesus Cristo não estava em condições de carregar o seu patíbulo até ao cimo do monte. Forçaram Simão de Cirene a carregar a cruz do Salvador.

Nossa salvação, por vontade de Deus, não se realiza sem nossa cooperação. Precisamos, a nosso modo, ajudar Jesus Cristo a carregar a Cruz. E o fazemos quando não nos conformamos com a maneira de proceder de uma sociedade que, na prática, se afastou da austeridade cristã. Que Nossa Senhora nos alcance esta graça.

Ave Maria…




VI ESTAÇÃO

O seu rosto ensangüentado,

Por Verônica enxugado,

Eis no pano apareceu.

Verônica enxuga a face de Jesus

Dirigente: Do meio daquela multidão sádica que formava o séquito nefando do Salvador no caminho do Calvário, destaca-se uma mulher forte que, arrostando a arrogância dos soldados, aproxima-se de Jesus e com uma toalha Lhe limpa o sagrado rosto desfigurado pelo sangue da coroa de espinhos pelos escarros dos sicários do Sinédrio e pelas bofetadas da soldadesca bestial.

Admiremos envergonhados a fortaleza desta mulher e peçamos a Nossa Senhora nos alcance a graça de nunca trairmos por respeito humano nossa religião, com nosso procedimento.

Ave Maria…




VII ESTAÇÃO

Outra vez desfalecido,

Pelas dores abatido,

Cai em terra o Salvador.

Jesus cai pela segunda vez

Dirigente: Não obstante o auxílio do Cirineu, a enorme fraqueza do Salvador fê-lo cair uma segunda vez no caminho do Calvário.

Esta segunda queda do Salvador lembra nossas repetidas culpas e, de outro lado, da infinita misericórdia de Deus que só espera nosso arrependimento para nos soerguer.

Que a fraqueza do Redentor que o prostrou por terra, seja a nossa fortaleza, e não nos permita aceitar um meio-catolicismo ao sabor da sensualidade feito mais de quedas do que de virtudes.

Ave Maria…





VIII ESTAÇÃO

Das matronas piedosas,

De Sião filhas chorosas

É Jesus consolador.

Jesus consola as filhas de Jerusalém

Dirigente: Ao ver os tormentos a que os sicários do Sinédrio submetiam Jesus no caminho do Calvário, umas piedosas mulheres de Jerusalém não contiveram as lágrimas e expandiram em altos prantos suas consternação. Jesus, agradecido, exortou-as a que tornassem profícuos seus prantos, chorando mais por elas e seus filhos, do que por Ele.

O que Jesus deseja é a nossa salvação. Por isso ferem-Lhe mais nossos pecados do que O afligem as chagas de seu corpo ou Lhe pesa a coroa de espinhos. “Chorai por vós e por vossos filhos” – nos repete o Senhor, quando nos vê mais preocupados com nossas moléstias e os bens terrenos do que com os nossos pecados. Abra-nos os olhos a virgem Santíssima para purificar nosso catolicismo.

Ave Maria…



IX ESTAÇÃO

Cai terceira vez prostrado,

Pelo peso redobrado

Dos pecados e da cruz.

Jesus cai pela terceira vez

Dirigente: Novamente a extrema debilidade prostra a Jesus por terra. É mais uma humilhação que se junta a todas, as outras igualmente atrozes a que se sujeitou o Salvador na sua Paixão.

Fê-lo por nosso amor, nossa salvação, mas também para que compreendêssemos que, sem a aceitação amorosa das humilhações que Nosso Senhor nos envia, não participamos da Redenção, porquanto não nos assemelhamos a Jesus Cristo.

Que a Virgem Santíssima, Mãe das Dores, nos compenetre desta verdade.

Ave Maria…



X ESTAÇÃO

Dos vestidos despojado,

Por verdugos maltratado

Eu Vos vejo, meu Jesus.

Jesus é despojado de suas vestes

Dirigente: Chegado ao Calvário, foi , Jesus despudoradamente despido de suas vestes pela soldadesca imunda.

Jesus, o cândido lírio da inocência, mais branco, mais puro do que o mais puro arminho e que a mais branca neve, é apresentado nu aos olhos da multidão, tendo apenas para velar seu corpo sagrado a túnica do seu sangue sacrossanto.

Foi certamente a mais sensível das humilhações a que nossos pecados submeteram o Filho de Deus. No entanto, é a humilhação a que mesmo as pessoas que se dizem cristãs e tementes a Deus, continuam a submeter o Divino Salvador. A Virgem Mãe, pureza alvinitente, nos alcance o apego ao recato, à modéstia, ao comedimento, que são as condições indispensáveis para a prática da virtude.

Ave Maria…



XI ESTAÇÃO

Sois por mim à Cruz pregado,

Insultado, blasfemado

Com cegueira e com furor.

Jesus é pregado na Cruz

Dirigente: Estirado Jesus sobre a Cruz, esticaram-Lhe violentamente os membros e os cravaram no madeiro com grossos e pontiagudos cravos.

O suplício da Cruz era reservado aos escravos, com os quais era legítimo não ter a menor comiseração. Além disso, Jesus Cristo foi crucificado entre dois ladrões, como a indicar – diz S. Boaventura – que era o pior deles.

Tudo concorria para levar aos extremos os sofrimentos físicos e morais do Divino Salvador. Cravado na Cruz após a flagelação e coroação de espinhos, não é possível imaginar sofrimentos mais atrozes. Considerado malfeitor vil e abjeto como os crucificados, é impossível humilhação maior.

Pois esses sofrimentos, essas humilhações foram o preço de nossos pecados. Foi assim que Ele nos libertou da escravidão do demônio da morte eterna, e nos mereceu o céu no seio de Deus.

Com o coração agradecido, aprendamos a apreciar as humilhações e os sofrimentos com que Deus purifica a nossa alma, especialmente quando exigidos pelo cumprimento dos deveres de nosso estado.

Ave Maria…



XII ESTAÇÃO

Por meus crimes padecestes.

Meus Jesus, por mim morrestes.

Como é grande a minha dor!

Jesus morre na Cruz

Dirigente: Depois de três horas de tormentosa agonia, Jesus inclinou a cabeça e morreu.

Consumou-se o sacrifício. O véu do templo rasgou-se de alto a baixo anunciando a abolição da lei mosaica substituída pela lei de Cristo que a aperfeiçoa e supera, e atinge todos os homens.

Exclama São Paulo: “Estou pregado na cruz com Cristo.” É este também o ideal da vida do fiel: unir-se a Jesus Crucificado. Ou seja, tomar o caminho da renúncia de si mesmo na obediência aos legítimos superiores, nas humilhações, no espírito de mortificação, nos sacrifícios exigidos para o cumprimento dos próprios deveres. São as disposições da alma que pedimos à Virgem Santíssima presente ao pé da Cruz.

Ave Maria…




XIII ESTAÇÃO

Do madeiro Vos tiraram

E à Mãe Vos entregaram,

Com que dor e compaixão.

Jesus é descido da Cruz

Dirigente: Nicodemos e José de Arimatéia obtiveram de Pilatos o corpo de Jesus. Cuidadosamente O retiraram da Cruz e O entregaram à sua Mãe, Maria Santíssima, a quem Ele pertencia por direito materno.

A Virgem Mãe contemplou em silêncio a retidão profunda daquele rosto sempre senhor de si mesmo, embora desfigurado pelos atrozes sofrimentos e morte violenta. Contemplou, adorou, e O apresentou ao Padre Eterno como propiciação pelos nossos pecados, nossos de seus filhos adotivos.

Habituemo-nos a viver com Maria. Ela nos levará a Jesus. Ela nos dará sua graça e seu vigor para triunfarmos da multidão dos atrativos para o mal que emergem de uma sociedade imersa no egoísmo e na sensualidade.

Ave Maria…



XIV ESTAÇÃO

No sepulcro Vos deixaram,

Sepultado Vos choraram,

Magoado o coração.

Jesus é depositado no sepulcro

Dirigente: Atendida a exigência de seu direito materno, Maria Santíssima acompanho o enterro de Seu Divino Filho organizado por Nicodemos e José de Arimatéia. Foi Ele deposto num sepulcro novo, aberto na rocha, no qual ninguém tinha ainda sido sepultado.

Sobre todos desceu um ambiente de paz que sepultou o alarido da multidão infrene, quando pedia a morte do Salvador.

A paz do Senhor é a paz de consciência que repercute no homem todo, dando-lhe a sensação de um profundo bem-estar. Esta paz encontramo-la quando desalojamos de nosso coração os sentimentos egoístas e sensuais para enche-lo de caridade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Virtude que obteremos pela intercessão de Maria Santíssima.

Ave Maria…

Meu Jesus, por vossos passos,

Recebei-me em vossos braços,

A mim, pobre pecador.



ORAÇÃO FINAL À VIRGEM DOLOROSA

Ó Maria, minha Mãe, compartilho conVosco as dores e sofrimentos que suportastes no corpo e na alma, ao acompanhardes Vosso Divino Filho no caminho do Calvário, e ao assistirdes à sua dolorosa e humilhante morte na Cruz.

Peço-Vos que me guardeis sob vossa proteção para que não torne a pecar, renovando a Paixão de Vosso Divino Filho.

(Padre-Nosso e Ave-Maria, na intenção do Sumo Pontífice para se lucrarem as indulgências).

Pela Virgem Dolorosa,

Vossa Mãe tão piedosa,

Perdoai-me, meu Jesus!