sexta-feira, 29 de agosto de 2014

DOIS ANOS DE MISSA TRIDENTINA (MONTES CLAROS-MG/ 25-08-2014)


POSTADO POR EDITORES DO BLOG

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  Pe. Henrique preparando-se para celebrar a
     Missa Tridentina em Montes Claros - MG.
Santa Missa Tridentina
Na Igreja Matriz de Montes Claros
Primeira Missa Tridentina em Montes Claros,
após anos de ausência. (Detalhe: relíquia de S. Luiz IX)
25 de agosto dia de
São Luís IX, Rei da França
25 de agosto
 dia do Soldado

MARIA SEMPRE!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

PUGNA: Espiritismo - Um Terrível Veneno


“Não se achará entre vós quem interrogue os mortos, porque aquele
que pratica tais coisas é abominável aos olhos do Senhor.” (Dt. 18,11)



Postado por blog Escritos Católicos [1]


"Em vários ambientes encontra-se presente uma mentira que se oculta sob a aparência de verdadeiro cristianismo: a doutrina espírita.

Católicos, muitas vezes por razões emocionais (quiçá geradas pela morte de um ente querido), se deixam levar por tal sorte de ensinamentos. Famílias inteiras, sob o pretexto de ganharem a paz e receberem supostas mensagens do “além”, colocam em risco a salvação de suas almas. Por isso, caríssimo leitor, urge-nos afirmar, desde o início deste boletim, a total incompatibilidade dos ensinamentos espíritas com a fé católica.

COMUNICAÇÃO COM OS MORTOS

Segundo a doutrina espírita, os espíritos são seres humanos desencarnados que “através dos médiuns podem comunicar-se com o mundo material”[1]. Em contrapartida, para a doutrina católica, quando as pessoas morrem, suas almas são separadas dos seus corpos (não “desencarnadas” no sentido espírita).

Mas, é possível que uma alma separada venha a comunicar-se com os vivos? Habitualmente não! Não é comum que os mortos se comuniquem conosco. Mas é possível. Deus, por um milagre, pode autorizar extraordinariamente este tipo de comunicação (são raríssimas situações. Lembremo-nos das aparições dos santos).Uma alma do purgatório, para citarmos outro exemplo, poderia (se Deus assim o quisesse e não por evocação como ocorre no espiritismo) manifestar-se a alguém pedindo-lhe orações.


(...) continua no link da imagem seguinte, clique-o para ler o texto completo: 


Visualize e baixe o boletim
                             
                                  †

  [1] NOTA DO EDITOR: 

Prezados leitores, estamos divulgando os boletins "Pugna" que a Sociedade da Santíssima Virgem Maria - SSVM publica para conhecimento, defesa e propagação da fé católica. Visualize nossos boletins já publicados em pagina própria, "Boletins Pugna" - cabeçalho superior deste blog. 

Façamos apostolado, por amor a Cristo, a Virgem e a Santa Igreja!


MARIA SEMPRE!

sábado, 9 de agosto de 2014

O CANTO - São João Batista de La Salle


S. João Batista de La Salle (1651- 1719)


Postado pelos editores do blog 

†††

"O canto é uma diversão que não somente é permitida, mas é muito honesta e que pode contribuir muito para recriar o espírito de maneira agradável e inocente ao mesmo tempo. Contudo, a boa educação bem como a religião querem que um cristão não se entregue a cantar toda sorte de canções e que tome cuidado especialmente para não cantar canções desonestas, nem alguma cujo texto fosse livre demais ou ambíguo. Numa palavra, é muito inconveniente para um cristão cantar melodias que levam à impiedade ou em que se exalta o excesso na comida ou cujas expressões e cujos termos dão a ideia de prestar homenagem e que revelam que se encontra prazer nos excessos do vinho; pois além de ser muito sem graça usar tais palavras, elas poderiam contribuir muito a levar a tais ações ruins, mesmo que atualmente não se as esteja fazendo, visto que as canções muito mais facilmente inspiram ao espírito o que elas contêm, do que as palavras em si.

São Paulo nos indica precisamente em dois textos diferentes de suas cartas [1], que os cristãos devem cantar Salmos, hinos e cânticos espirituais, e devem cantá-los do fundo de seus corações e com afeição, porque contêm os louvores de Deus. Com efeito, estes são os cantos que se deveriam ouvir nas casas dos cristãos em que o vício e tudo o que leva a ele não é menos contrário à boa educação do que contra as regras do Evangelho e em que não se deve ouvir qualquer canção que não seja de louvor a Deus e que não leve à prática do bem e ao exercício da virtude.

São João Batista de La Salle,
Grande pedagogo e fundador.
Esta também era a prática dos antigos Patriarcas que só compunham cânticos quer para louvar a Deus quer para agradecer algum benefício recebido dele. Davi, que compôs um grande número deles, os compôs em louvor a Deus. A Igreja que se os apropriou, os canta todos os dias e os coloca na boca dos cristãos nos dias em que se reúnem solenemente para prestar seus deveres a Deus, parece convidar a todos a cantá-los também e repeti-los em particular e aos pais e às mães a ensiná-los a seus filhos. Como estes santos cânticos foram traduzidos para o vernáculo e receberam uma melodia, qualquer pessoa tem facilidade para os poder cantar, bem como para os ouvir e se encher o espírito e o coração com santas aspirações de que estão repletos. Louvar e bendizer muitas vezes a Deus de coração também deveria ser uma grande satisfação e uma verdadeira diversão para os cristãos.

O que a cortesia pede dos cantores ou tocadores de instrumentos é que nunca demonstrem e nunca deem sinais e nunca falem disso para conquistar a estima por esse meio; mas se vier ao conhecimento do público e se em certas ocasiões uma pessoa a quem se deve respeito ou deferência, pedir se que toque ou cante uma canção, quer para mostrar o que se sabe, quer para divertir as pessoas reunidas, pode-se gentilmente pedir escusas de o fazer e, em geral, convém fazê-lo; mas, se essa pessoa insiste e insta, seria não conhecer o mundo hesitar em cantar ou em tocar o instrumento que se pede tocar. Pois, se acontecesse que não se cantasse perfeitamente bem ou não se fosse hábil em tocar o instrumento, as pessoas presentes depois teriam motivo de dizer que não valeu a pena fazer-se de rogado; em vez disso, aquiescer de maneira delicada e sem muita demora, deixa a salvo de todas as censuras ou pelo menos não oferece ocasião para elas.

O Gregoriano é exemplo de canto
 espiritual e de grande envergadura moral
Quando alguém se vê obrigado assim a cantar num grupo, deve evitar o tossir e cuspir e louvar a si mesmo: por exemplo dizer: "Esta é uma parte muito bonita, e este outro também mais bonito ainda, cuidado com esta descida, etc". Isto manifesta demais a vaidade e a estima própria, e é sinal de que se procura aumentá-las. Não é cortês fazer certos gestos que mostram prazer pessoal; o mesmo se deve fazer também quando alguém toca um instrumento. Quando se é assim convidado a cantar ou a tocar algum instrumento, não se deve fazer nem um nem outro por longo tempo, porque se deve evitar o tornar-se enfadonho; antes se deve acabar mais cedo para não dar a ninguém motivo de dizer ou de pensar que já basta. Seria uma falta de educação dizê-lo, caso a pessoa que canta merece alguma consideração; também é grave falta interromper uma pessoa que está cantando.

Deve-se também tomar muito cuidado de nunca cantar só e entre os dentes. Isto é muito descortês em qualquer ocasião que seja. Não o é menos contrafazer uma pessoa que se ouviu cantar, quer porque canta pelo nariz, quer ela tenha inflexões de voz ou maneiras que são inconvenientes e desagradáveis; isto é jeito de palhaço e farsante de teatro. Também assenta muito mal ter maneiras de cantar que são grosseiras, afetadas ou estranhas. O modo de cantar bem e agradavelmente é fazê-lo de maneira absolutamente natural."


Notas: [1] Ef 5, 19; Cl 3, 16.


MARIA SEMPRE!



†††


Autor: São João Batista de La Salle 
Livro: As Regras de Cortesia e de Civilidade Cristã
Capitulo V, das Diversões
Artigo IV, Do Canto
Páginas 127-130.

Fonte:sociedadeapostolado.blogspot.com.br/2013/01/o-canto-segundo-sao-joao-batista-de-la_21.html

terça-feira, 29 de julho de 2014

SOBRE O PRECIOSÍSSIMO SANGUE...


 “Dar-te-ei o meu sangue gota a gota...”
 Cristo à 
Beata Alexandrina de Balasar (1904-1955)

“Meu sangue é verdadeira bebida.” [1]


Prof. Pedro Maria da Cruz


A Igreja Católica exulta no Espírito! Veste-se de festa, transborda de alegria! Ela guarda em seu coração o maior de todos os tesouros; a pérola mais valiosa do universo; a causa de toda satisfação e contentamento; a verdadeira fonte da felicidade: O Santíssimo Sacramento! 

Na Eucaristia possuímos qual presente de amor, o corpo e o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo; Sua alma e divindade verdadeiramente presentes nos altares do mundo inteiro. 

Sim; cada Sacrário, desde o mais suntuoso de alguma magnífica Catedral, até o mais humilde, cada um deles esconde a presença real e sacramentada do Deus único e verdadeiro, criador de todas as coisas; daquele que habita numa luz inacessível, cheio de glória e majestade. Ali, Ele se encontra realmente presente, se bem que velado por detrás das aparências do pão e do vinho transubstanciados, como afirma o Aquinate. 

Santo Tomás, o Aquinate (1225 -1274)
Precisaríamos de infinitas páginas para cantar as glórias da Eucaristia. Entretanto, nem mesmo o gênio de todos os poetas do mundo, bastaria para dizer um mínimo da grandeza desse mistério. Perante ele os anjos se calam... a exemplo da Virgem Maria, todas as criaturas celestes se põem a adorar. Maximum miraculum Christi, afirmara Santo Tomás, o maior milagre do Cristo que se dá como regalo nas Santas Missas do mundo inteiro. Divino banquete de amor! 

Tratamos até este momento do Santíssimo Sacramento em sua generalidade. Todavia, olhemos agora um ponto específico, cheio de luz e suavidade; uma parte do todo pouco apreciada pela maioria dos cristãos: o Divino Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por que teve Nosso Senhor o cuidado de deixar-nos seu Divino Sangue em especifico? Não bastava a presença gloriosa de sua Carne Sacrossanta? Vemos que aqui se esconde um mistério; e talvez possamos nos aventurar um mínimo que seja na luz desse fogo de amor que abrasa nossa inteligência. 

É claro que, sendo o Filho de Deus sapientíssimo e onipotente, poderia ter encontrado mil formas de estar conosco neste mundo; porém, entregando-nos não somente Sua Carne, mas também Seu Sangue Redentor deu-nos a Si mesmo por inteiro. Não negou coisa alguma em sua entrega de amor. Exemplo este a ser seguido por seus discípulos, como já fizera Nossa Senhora: entrega total no cumprimento da vontade divina. 

Ademais, quem negaria que os apaixonados amam a presença em sua fisicidade? Que é a saudade senão certa “permanência” fantasmagórica e lancinante na ausência? Cristo amava demais os homens para não estar fisicamente entre eles. Não bastava a ele ter se consumido na cruz. Ele desejou ser consumido todos os dias na Eucaristia. E ser consumido tão somente em sua carne não era ser consumido em sua totalidade. Portanto, entregou-se em Sua alma e divindade, em Sua carne e em Seu sangue. Loucura de amor! Não pense caro leitor que estamos sozinhos nessa afirmação. Segundo um dos maiores oradores do Brasil no século XVII, Padre Antônio Vieira, o Santíssimo Sacramento era, da parte de Cristo, exatamente o que asseveramos: um contínuo remédio trazido por Ele para curar a dor de Sua ausência.[2]

Grande orador, Pe. Vieira (1608-1697)
Miremos ainda outro aspecto... não é verdade que membros, de facto, de uma mesma família possuem o mesmo sangue? Ora, é vontade do Pai Celeste fazer-nos participes de Sua vida divina[3]; membros de Sua família[4]; por isso, afirma o mesmo Padre Vieira em outro sermão realizado em 1662: Cristo deu-nos Seu sangue para nos enobrecer; com efeito, “depois que comungamos somos sangue de Deus”.[5]

Aqui o motivo, dentre tantos - muitos desses escondidos em Deus - de Nosso Senhor haver deixado entre nós o Seu Divino Sangue. Observemos que é grande sua insistência para com a necessidade de termos acesso a ele. Basta-nos recordar a gravidade de Suas palavras no Evangelho: “Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no ultimo dia” [6].Ou seja, foi da vontade de Deus relacionar nossa eterna salvação ao Divino Sangue Redentor. É o que repetimos piedosamente na Ladainha do Preciosíssimo Sangue: Sanguis Christi, pignus vitae aeternae, Salva nos, “Sangue de Cristo, penhor de vida eterna, salvai-nos!.” [7]

Concluamos com a seguinte interrogação: Por que a possibilidade de nossa salvação está ligada à realidade do precioso sangue de Cristo? Esse é um ultimo aspecto que podemos abordar aqui com muitos frutos. 

A Bíblia Sagrada, toda ela fundada na inspiração divina, é clara e objetiva no que tange ao tema de nossa reflexão: “Se andamos na luz, assim como Deus mesmo está na luz [...] o sangue de Jesus, Seu filho, nos purifica de todo pecado.” [8] Sim, porque, como afirma a mesma Palavra de Deus: “A menos que se derrame sangue não há perdão.” [9] Palavras duras para nós, pouco afeitos ao ritualismo oriental; entretanto,carregadas de profunda significação poética e espiritual... Com efeito, no Primeiro Testamento, a prática ritual adotada pelos judeus exigia a oferta do sangue de animais, símbolo da vida, para, dessa forma, alcançar o perdão de Javé, ofendido pelo pecado, símbolo da morte. É na atmosfera do binômio “Morte-Vida” que encontramos a bela e profunda significação do “Sangue” no contexto bíblico. 

Para S. Paulo, o sangue no antigo testamento
 simbolizava o sangue de Cristo
Nesse sentido, relata o autor sagrado: “Tampouco o pacto anterior foi inaugurado sem sangue; pois, quando o mandamento foi anunciado por Moisés ao povo, ele tomou o sangue de novilhos e bodes [...] e aspergiu o próprio livro e todo o povo dizendo: ‘Este é o sangue do pacto que Deus preceituou para vós.’” [10] Ou seja, um pacto de “Vida” para vencer a escravidão da “Morte” e purificar os corações dos seres humanos, lavando-os da sujeira do pecado com o sangue... Aqui, é claro, não há somente uma mera poesia para agradar leitores sentimentalistas, mas sim uma realidade objetiva de salvação determinada por Deus em sua infinita sabedoria que prefigura a realidade neo-testamentária,[11] o que explica a radicalidade do Texto sagrado ao afirmar sem rodeios: “Mostrar-se-á severa a punição daqueles que tiverem pisado o Filho de Deus e considerado de pouco valor o Sangue do pacto com que foi purificado.” [12]

Peçamos a Nossa Senhora, ela que doou ao seu Divino Filho o sangue da Redenção, para que nos ensine a valorizar com as devidas disposições de espírito o tesouro depositado nos cálices do mundo inteiro. Quem sabe se não ouviremos também no recôndito de nossas almas, aquelas palavras ditas por Nosso Senhor à Beata Alexandrina de Balasar (1904-1955): “Dar-te-ei o meu sangue gota a gota...”. 


MARIA SEMPRE! 


Nota: texto lançado pelo autor em boletim mensal  - Ano 13- nº 140 - Julho 2014. Catedral  Basílica menor de Curitiba. 

REFERÊNCIAS:

[1] Cf. Jo. 6,55
[2] VIEIRA, Pe. Antônio. Sermões. Sermão do Mandato; 1650. Vol. VIII. Erechim: ELDELBRA, 1998
[3] Cf. Efe.1,5-6
[4] Cf. Efe. 2,19
[5] VIEIRA, Pe. Antônio. Sermões. Sermão do S.S. Sacramento. Vol. VIII. Erechim: ELDELBRA, 1998
[6] Cf. Jo. 6,54-56
[7] SSVM. Livro de Devoções. N. 28
[8] Cf. I Jo.1,7
[9] Cf. Heb. 9,22
[10] Cf.Heb. 9,19-20
[11] Cf. Efe.1,7
[12] Cf. Heb.10, 29