quinta-feira, 14 de maio de 2015

HOMENAGEM DA SSVM: DOM GERALDO


A SSVM por meio de alguns membros teve a grande satisfação
de estar ao lado de Dom Geraldo pouco tempo antes de seu falecimento

Apresentamos abaixo uma filial homenagem de nós, membros da Sociedade da Santíssima Virgem Maria - SSVM, ao Reverendíssimo Dom Geraldo Magela de Castro, pessoa com quem tivemos a honra e a satisfação de conviver muitas vezes ao longo dos anos. Este texto foi enviado aos amigos e benfeitores de nosso apostolado em fevereiro do ano corrente. Perante a notícia de seu falecimento, nesta quinta-feira (14/05/2015), contristamo-nos sobremaneira. A vários dias havíamos intensificado nossas orações por sua pessoa e agora rogamos a Deus que o receba nas moradas eternas.



SSVM - EDIFICANTE VISITA A DOM GERALDO MAGELA
Por João Soares de O. Junior

No dia 29 de Janeiro de 2015, a Sociedade da Santíssima Virgem Maria - SSVM fez uma visita ao querido Arcebispo Emérito Dom Geraldo Magela de Castro, Opraem. Ele encontra-se internado no Hospital Santa Casa de Misericórdia - Montes Claros - MG. Carinhosamente chamado de "Dom" pelos servidores do hospital, Dom Geraldo se encontra acamado há mais de dois anos, pois sofre de uma grave doença degenerativa em que vai perdendo gradativamente os movimentos do corpo. Restam-lhe apenas alguns movimentos com a cabeça, olhos e boca. Contudo, encontra-se muito lúcido.

Embora esteja respirando com o auxílio de aparelhos e alimentando-se somente por sondas, mantém-se atencioso aos que lhe visitam. Também se comunica pela leitura labial, onde seus filhos (fiéis de seu rebanho e cuidadores mais próximos) compreendem suas palavras. De fato, são frequentes as visitas e constante a presença de pessoas que auxiliam ao Bispo; por isso, bem o lembrou um membro da SSVM: "Um celibato que lhe rendeu muitos filhos".

Em ocasião da visita, foi levada a bela imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho e diante dela rezamos o Santo Terço. Ao final do mesmo, os membros da SSVM cantaram para o querido Bispo Emérito a canção "Ave Verum"; muito ouvida na Missa Tridentina. E... todos ficaram impressionados ao ver o bispo esforçando-se para cantar conosco.

Tivemos a honra de uma extensa e agradável conversa envolvendo fatinhos, histórias e atualidades da Igreja contadas e ouvidas por religiosos e leigos no quarto do hospital. Dom Geraldo falou-nos que, desde 1948, é um consagrado a Maria Santíssima pelo método de São Luís de Montfort; método esse que todos os membros da SSVM fazem e indicam. Como bom "Escravo da Virgem", afirmou que renova a consagração todos os dias recitando a fórmula, com o auxílio de sua irmã, também religiosa.

Rimos muito quando, em conversa sobre as dificuldades que os bispos têm nos tempos atuais frente à crise na Igreja, Dom Geraldo dissera que houve situação em que teve de transferir um padre pelo camburão policial em nossa região.

Dom Geraldo mostrou-se paciente e acolhedor para com todos
como havia sido ao longo de todo o seu  espiscopado
Na oportunidade da visita, a SSVM declarou toda a estima das pessoas de nosso apostolado ao Arcebispo Emérito; desejou-lhe votos de força e conforto neste momento da vida e, por fim, foi-lhe pedido que abençoasse nossa missão, já que dedicara toda sua trajetória a Cristo e à Igreja Católica. Dom Geraldo, neste último estágio de sua caminhada está podendo ofertar seu sofrimento unindo-o ao sacrifício de Cristo pela conversão dos pecadores; “Como um sacrifício oblativo.” - Assim nos comunicou o Bispo que ainda concelebra a Santa Missa todos os dias com auxílio de outros sacerdotes que vão ao hospital.

Após mais de duas horas deste privilegiado encontro, e abençoados pelo “Dom”, despedimo-nos dos presentes no quarto. Entretanto, não terminou por aí a nossa visita. Em breve passeio pelo hospital, atendemos ao pedido de uma senhora que acompanhava, muito serenamente, sua mãe em grave estado de saúde. Com infecção generalizada, a paciente se encontrava em uma situação extremamente difícil. Seu corpo apresentava feridas evidentes e repulsivas, isto agravado pela idade avançada em que se encontrava.  Com todo carinho, fizemos uma visita ao seu quarto, rezando e levando a imagem da Mãe do Bom Conselho como ato de conforto.

Estar num hospital nem sempre é fácil. Quando o fazemos é porque adoecemos ou pelo fato de um ente querido encontrar-se ali como paciente. É quase inevitável um estresse ou abalo emocional pelas preocupações. Porém, nesta visita nos foi possível ver de perto, apesar da debilidade, a esperança humana refletida na fé dos que ali estavam. Podemos afirmar que este ato de misericórdia foi uma grande benção que nos trouxe frutos e muitas graças.

MARIA SEMPRE!

domingo, 3 de maio de 2015

MATRIMÔNIO E CELIBATO:REFLEXÃO


O  matrimônio e o celibatos são abençoados por Deus através da Igreja Católica

Por editores do blog


Joviniano - Herege do fim do séc. IV
TESE. A Igreja Católica afirma como uma verdade que o estado de celibato é mais excelente que o matrimonial 

“937. Explicação. – Entendemos por estado de celibato, não o simples facto de não contrair matrimônio, mas a razão de o deixar para melhor praticar a virtude. Afirmamos que é mais excelente e perfeito esse gênero de vida, comparado com o matrimonial, prescindindo do facto concreto se é preferível para muitos o casar-se e de que muitos casados sejam mais perfeitos.

938. Adversários. - Joviniano [1] no século IV, os protestantes e muitos modernos que não sentem em uníssono com a Igreja.

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Katharina Von Bora (1499-1552)
Freira apóstata que veio a ser
esposa de Martinho Lutero
Para Martinho Lutero (1483-1546), fundador do protestantismo - o qual abandonara seu voto de celibato para casar-se com um freira apóstata, Katharina Von Bora (1499-1552) - o matrimônio, ainda que seja o estado mais comum, é mais nobre que o celibato. Segundo ele, o casamento é cem vezes mais nobre que o próprio estado monástico. Para Lutero, o celibato seria uma “peste”, mesmo diante da evidente postura de São Paulo a respeito da superioridade da virgindade em relação ao casamento. Todavia, jamais combateu a virgindade em sí mesma. “No principio ele considerava a virgindade superior ao matrimônio; depois considerou-os iguais e, por fim, pôs o matrimônio acima da virgindade. Todavia, em certo sentido, ele conservou sentimentos de monge, até o fim, pois em 1540 louvava ainda a virgindade como descida do céu, como uma joia de ouro, como um adorno precioso.” 


FONTE: BARTMANN, Bernardo.Teologia Dogmática. VOL. III - Sacramentos e Escatologia.SP: Paulinas,1964; p.393 e 401 
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QUAIS PROVAS PODEM SER APRESENTADAS EM FAVOR DA TESE CATÓLICA?

939. A) Tradição. – ‘Se alguém disser que é preferível o estado matrimonial ao de virgindade ou de celibato, e que não é melhor e mais ditoso permanecer no estado de virgindade ou de celibato do que unir-se em matrimônio, seja anátema.’[2]

940. B) Escritura. – 1. Tendo Jesus dito aos Apóstolos que o matrimônio é indissolúvel retorquiram-lhe estes: ‘Se é assim... é preferível não casar. Respondeu-lhes Jesus: Nem todos compreendem esta palavra, mas só aqueles a quem Deus o dá a entender. Há quem voluntariamente renuncia ao matrimônio (eunucos) para conseguir o reino dos céus. Quem for capaz de compreender, compreenda’ (Mateus 19,10 ss). Portanto, segundo este testemunho de Cristo abster-se do matrimônio pelo reino dos céus é um favor ou graça de Deus.

São Jerônimo (347 - 420)
Defendeu contra Joviniano
a superioridade do celibato.
2. Se ‘estais sem mulher, não procures tê-la. Se a tomas, não pecaste... Quem liga pelo matrimônio a virgem que está a seu cuidado procede bem, mas quem a não ligar procede melhor.’(I Coríntios 7,27,28 e 38)

3. Diz São João no Apocalipse que no céu ‘as almas virgens seguem o Cordeiro para toda parte e cantam um cântico que só elas podem cantar’ (Apocalipse 14,3-4).

Quer a palavra virgens signifique o que por ela entendemos correntemente quer signifique os que não se afastaram do verdadeiro Deus, nem da sua doutrina como se entendem algumas vezes na Escritura, o que é certo é que a virgindade é preferida ao matrimônio, visto que se apresenta, mesmo no segundo caso, como modelo de fidelidade a Deus.”

FONTE: BUJANDA, J. Manual de Teologia Dogmática. Trad. Dionísio de O., SJ. 3º Ed. Porto: Apost. da Imprensa, 1958; p. 574-575


MARIA SEMPRE!


[1] Monge italiano que, cerca de 388, ensinou em Roma, depois em Milão, morrendo em 412. Ele abandonou a vida monástica e defendeu contra São Jerônimo, o que mais tarde os protestantes diriam: Que a virgindade não é superior ao matrimônio. 

[2] Concilio de Trento, ses.24,cân.10.D.981. (A expressão “seja anátema” costuma ser usada quando se pretende indicar uma doutrina como herética. Essa expressão ou fórmula, no entanto, não é usada tão somente para condenar uma doutrina como herética ou oposta à revelação, mas também para punir com a excomunhão a inobservância de algum preceito, ou até de algum erro teológico que pode não ser heresia.)

domingo, 19 de abril de 2015

A MAÇONARIA E A IGREJA CATÓLICA


O pensamento maçônico é incompatível com a Tradição Católica.


Por Editores do Blog

Livro indicado neste artigo

Dom João Evangelista Martins Terra, em seu livro “Maçonaria e Igreja Católica”, faz interessantes explanações sobre a incompatibilidade entre o catolicismo e o pensamento maçônico. A certa altura de seu escrito o autor cita Dom Boaventura Kloppenburg e o elenco que este apresenta de princípios maçônicos claramente contrários à Tradição cristã. Leiamos atentamente cada um deles e peçamos a Deus, pela intercessão da Virgem Maria, força na luta contra tudo que se levanta em oposição a obra de Nosso Senhor Jesus Cristo.


"I) O principio da existência de uma “força superior”, reconhecida sob a denominação de Grande Arquiteto do Universo. Trata-se de um “Deus” deísta, vago, indefinido, impessoal, uma “força construtora, ordenadora, e evolutiva”. Os maçons não podem admitir a existência do Deus da revelação cristã.

II) O princípio do livre-pensamento: direito universal e absoluto de crer no que se queira e como se queira.

III) O princípio da tolerância: tolerância em relação à verdade. Não se podem impor dogmas. A única coisa que não se pode discutir são os “dogmas maçônicos”. 

IV) O princípio da autonomia da razão. “A maçonaria não reconhece outras verdades além das fundadas na razão e na ciência.” No grau 19 se impõe o seguinte juramento: “ Juro e prometo não reconhecer outro guia senão a razão.” Eis aí o “pecado grave contra a virtude da fé”. Não se pode aceitar a Revelação divina.

V) O princípio da liberdade de culto: é o próprio indivíduo que deve regular suas relações com o Ser Supremo e o modo de cultuá-lo. A Igreja fica sobrando.

VI) O princípio da liberdade de consciência: qualquer coação ou influência externa, mesmo de ordem moral, no sentido de dirigir ou orientar a consciência do indivíduo, é um atentado contra o direito natural da pessoa. Pergunta: será que a própria maçonaria não comete este atentado?

VII) O princípio do indiferentismo religioso. Neutralidade: não hostilizar nem favorecer religião alguma. Supõe que jamais houve Revelação divina. Nega Jesus Cristo como o Verbo revelador e Deus salvador.


Leão XIII condenou a Maçonaria (Humanum Genus, 1884)

VIII) O princípio do Estado neutro. A sociedade deve manter-se neutra perante qualquer religião. Os poderes públicos podem desviar-se das leis divinas. Esse laicismo extremo leva inevitavelmente ao anticlericalismo.

IX) O princípio do ensino leigo: o ensino público, mantido pelo estado, deve ser absolutamente neutro em assuntos religiosos. De fato, a escola laica, promovida pelos maçons, transforma-se em educação atéia. Os maçons lutam para formar agnósticos, mesmo quando proclamam a existência de um inoperante, impessoal e vago Grande Arquiteto do Universo. 

X) O princípio da Moral independente: a Moral não deve estar ligada a nenhuma crença religiosa nem fundar-se em pretensas revelações divinas.

XI) O princípio da religião natural: a religião oficial e pública da humanidade deve manter-se nos limites da religião natural.

XII) O princípio da imanência: a maçonaria ignora a Transcendência da pessoa humana, a graça divina, a justificação cristã, a ressurreição, a vida eterna, a consumação soteriológica, a visão beatífica, a comunhão dos santos. É um puro pelagianismo naturalista."


MARIA SEMPRE!

Fonte: TERRA,D.João E.Martins.Maçonaria e Igreja Católica.São Paulo:Santuário,1996; p.103-106