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sábado, 9 de agosto de 2014

O CANTO - São João Batista de La Salle

S. João Batista de La Salle (1651- 1719)

Postado pelos editores do blog 


†††


"O canto é uma diversão que não somente é permitida, mas é muito honesta e que pode contribuir muito para recriar o espírito de maneira agradável e inocente ao mesmo tempo. Contudo, a boa educação bem como a religião querem que um cristão não se entregue a cantar toda sorte de canções e que tome cuidado especialmente para não cantar canções desonestas, nem alguma cujo texto fosse livre demais ou ambíguo. Numa palavra, é muito inconveniente para um cristão cantar melodias que levam à impiedade ou em que se exalta o excesso na comida ou cujas expressões e cujos termos dão a ideia de prestar homenagem e que revelam que se encontra prazer nos excessos do vinho; pois além de ser muito sem graça usar tais palavras, elas poderiam contribuir muito a levar a tais ações ruins, mesmo que atualmente não se as esteja fazendo, visto que as canções muito mais facilmente inspiram ao espírito o que elas contêm, do que as palavras em si.


São Paulo nos indica precisamente em dois textos diferentes de suas cartas [1], que os cristãos devem cantar Salmos, hinos e cânticos espirituais, e devem cantá-los do fundo de seus corações e com afeição, porque contêm os louvores de Deus. Com efeito, estes são os cantos que se deveriam ouvir nas casas dos cristãos em que o vício e tudo o que leva a ele não é menos contrário à boa educação do que contra as regras do Evangelho e em que não se deve ouvir qualquer canção que não seja de louvor a Deus e que não leve à prática do bem e ao exercício da virtude.

São João Batista de La Salle,
Grande pedagogo e fundador.
Esta também era a prática dos antigos Patriarcas que só compunham cânticos quer para louvar a Deus quer para agradecer algum benefício recebido dele. Davi, que compôs um grande número deles, os compôs em louvor a Deus. A Igreja que se os apropriou, os canta todos os dias e os coloca na boca dos cristãos nos dias em que se reúnem solenemente para prestar seus deveres a Deus, parece convidar a todos a cantá-los também e repeti-los em particular e aos pais e às mães a ensiná-los a seus filhos. Como estes santos cânticos foram traduzidos para o vernáculo e receberam uma melodia, qualquer pessoa tem facilidade para os poder cantar, bem como para os ouvir e se encher o espírito e o coração com santas aspirações de que estão repletos. Louvar e bendizer muitas vezes a Deus de coração também deveria ser uma grande satisfação e uma verdadeira diversão para os cristãos.

O que a cortesia pede dos cantores ou tocadores de instrumentos é que nunca demonstrem e nunca deem sinais e nunca falem disso para conquistar a estima por esse meio; mas se vier ao conhecimento do público e se em certas ocasiões uma pessoa a quem se deve respeito ou deferência, pedir se que toque ou cante uma canção, quer para mostrar o que se sabe, quer para divertir as pessoas reunidas, pode-se gentilmente pedir escusas de o fazer e, em geral, convém fazê-lo; mas, se essa pessoa insiste e insta, seria não conhecer o mundo hesitar em cantar ou em tocar o instrumento que se pede tocar. Pois, se acontecesse que não se cantasse perfeitamente bem ou não se fosse hábil em tocar o instrumento, as pessoas presentes depois teriam motivo de dizer que não valeu a pena fazer-se de rogado; em vez disso, aquiescer de maneira delicada e sem muita demora, deixa a salvo de todas as censuras ou pelo menos não oferece ocasião para elas.

O Gregoriano é exemplo de canto
 espiritual e de grande envergadura moral
Quando alguém se vê obrigado assim a cantar num grupo, deve evitar o tossir e cuspir e louvar a si mesmo: por exemplo dizer: "Esta é uma parte muito bonita, e este outro também mais bonito ainda, cuidado com esta descida, etc". Isto manifesta demais a vaidade e a estima própria, e é sinal de que se procura aumentá-las. Não é cortês fazer certos gestos que mostram prazer pessoal; o mesmo se deve fazer também quando alguém toca um instrumento. Quando se é assim convidado a cantar ou a tocar algum instrumento, não se deve fazer nem um nem outro por longo tempo, porque se deve evitar o tornar-se enfadonho; antes se deve acabar mais cedo para não dar a ninguém motivo de dizer ou de pensar que já basta. Seria uma falta de educação dizê-lo, caso a pessoa que canta merece alguma consideração; também é grave falta interromper uma pessoa que está cantando.

Deve-se também tomar muito cuidado de nunca cantar só e entre os dentes. Isto é muito descortês em qualquer ocasião que seja. Não o é menos contrafazer uma pessoa que se ouviu cantar, quer porque canta pelo nariz, quer ela tenha inflexões de voz ou maneiras que são inconvenientes e desagradáveis; isto é jeito de palhaço e farsante de teatro. Também assenta muito mal ter maneiras de cantar que são grosseiras, afetadas ou estranhas. O modo de cantar bem e agradavelmente é fazê-lo de maneira absolutamente natural."


Notas: [1] Ef 5, 19; Cl 3, 16.


MARIA SEMPRE!



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Autor: São João Batista de La Salle 
Livro: As Regras de Cortesia e de Civilidade Cristã
Capitulo V, das Diversões
Artigo IV, Do Canto
Páginas 127-130.

Fonte:sociedadeapostolado.blogspot.com.br/2013/01/o-canto-segundo-sao-joao-batista-de-la_21.html

quarta-feira, 19 de março de 2014

SOLENIDADE DO GLORIOSO SÃO JOSÉ


Canto popular a são José

Vinde alegres cantemos,
A Deus demos louvor.
E ao Pai exaltemos,
Sempre com mais fervor.
São José a vós nosso amor,
Sede nosso bom protetor,
Aumentai o nosso fervor. (...)

Por Lucas Silva



O esposo castíssimo da Virgem Maria e pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Glorioso São José, é venerado com o culto de protodulia pelos fiéis católicos. Ele recebeu o título de Patrono Universal da Igreja do Papa Pio XI.


Este virtuoso e santo varão foi escolhido por Deus para ser o marido da mais Santa das Mulheres, Maria Santíssima, pois ele era o mais santo de todos os homens. 

São Francisco de Sales (†1655), doutor da Igreja, diz: "São José ultrapassou, na pureza, os Anjos da mais alta hierarquia".

São Jerônimo (†420), doutor da Igreja, diz: “José mereceu o nome de “Justo”, porque possuía de modo perfeito todas as virtudes”.

Honremos a São José, ele que foi o guardião do Menino Deus e da Virgem foi obediente à voz de Deus, paciente nas perseguições e humilhações que sofrera e permaneceu na castidade perfeita.

Ele que é o terror dos demônios e o patrono da boa morte (pois morreu assistido por Jesus e Maria).
São José, patrono da boa Morte. Imagem em tamanho real atrás do
presbitério da igreja histórica de são José, Centro do Rio de Janeiro. 

Para inflamar em nossas almas o amor e devoção ao pai nutrício de Jesus vejamos o que diz Santa Teresa de Ávila:

“Tomei por advogado e senhor o glorioso São José, encomendando-me muito a ele. Vi com clareza que esse pai e senhor meu me salvou, fazendo mais do que eu podia pedir, tanto dessa necessidade como de outras maiores, referentes à honra e à perda da alma. Não me lembro até hoje de ter-lhe suplicado algo que ele não tenha feito. Espantam-me muito os grandes favores que Deus me concedeu através desse bem-aventurado Santo, e os perigos, tanto do corpo como da alma, de que me livrou. Se a outros santos o Senhor parece ter concedido a graça de socorrer numa dada necessidade, a esse Santo glorioso, a minha experiência mostra que Deus permite socorrer em todas, querendo dar a entender, que São José, por ter-Lhe sido submisso na terra, na qualidade de pai adotivo, tem no céu todos os seus pedidos atendidos. Quem não encontrar mestre que ensine a rezar tome por mestre esse glorioso Santo, e não errará no caminho.” (Livro da Vida. Capítulo 6, 6)


Neste tempo de provações, perseguições e dificuldades na Igreja, nesta sociedade decadente que perdeu a fé e pôs Deus de lado, recorramos ao poderoso patrocínio de São José, para que ele, o guardião do Cristo e o maior dos devotos da Santíssima Virgem nos auxilie e apresse o triunfo do Imaculado Coração de Maria.

Mãe do Bom Conselho, rogai por nós!