Por Prof. Pedro M. da Cruz
“Estando eu em oração diante do Santíssimo Sacramento vi, de repente e sem pensar Jesus Cristo Crucificado, todo coberto de chagas e de sangue...” (S. Madalena de Canossa.)
“Enquanto recebia a Sagrada Comunhão, fui assaltada por um ímpeto de amor tão repentino – que não sei explicar.”
(S. Madalena de C.)
“Senti um desejo tão forte de morrer e do Paraíso que não sabia o que fazer para não o pedir.” (S. Madalena)
Santa Madalena de Canossa (1774 – 1835), marquesa e fundadora das filhas e filhos da Caridade, foi grandemente favorecida por Deus com muitos dons sobrenaturais (como o de Clarividência, por exemplo). Teve uma vida incansável, e amou a Igreja até as últimas fibras de sua alma.
Poderíamos relatar muitos fatos interessantes ocorridos a esta mulher extraordinária, porém, para elevar e entreter nossos amigos tomemos apenas alguns.
A Oração era para Santa Madalena de Canossa o tempo mais precioso de sua vida. Era o encontro marcado com seu Deus, o encontro com o Amado, o encontro com o seu Tudo.
Conta-nos Luiza Navoni (uma testemunha indireta das muitas experiências místicas ocorridas a Santa Madalena) que, estando a Marquesa rezando em Veneza, Isabel Olivo a viu tão imóvel, com os olhos fixos no Crucifixo, ajoelhada no chão, que ela (Isabel) passou muitas vezes em sua frente, sem que a marquesa se desse conta.
Sabe-se que este fato era muito comum entre os que conheciam Santa Madalena de Canossa, pois, de fato, Deus a havia favorecida com graças extraordinárias.
Outra testemunha (agora, direta), Ana Rizzi, relata: “Certo dia, antes de entrar no Instituto, eu me encontrava diante de uma imagem de Maria, em Veneza, no convento de Santa Luzia. Lá, vi a marquesa com o rosto iluminado e com os olhos fixos nessa imagem. Chamei-a, a sacudi para ver se sentia, porém, foi tudo em vão, porque nada sentia. Quando voltou a si começou a rir. Eu queria fazer-lhe perguntas sobre isso, mas não consegui tirar-lhe nada, porque levou-me a caminhar e tudo fez para me fazer esquecer o que havia visto, de modo que não tive mais coragem de tocar no assunto.”
Para alguns, Deus concede essas graças particulares, porém, elas não são necessárias para santificação. O que santifica é nossa gradativa identificação com a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Poderíamos até afirmar, com toda certeza, que santo é aquele que cumpre a vontade de Deus, a pesar de todos os sofrimentos.
A Marquesa Madalena de Canossa cumpriu a vontade de Deus, identificou-se com Cristo sob o manto Virginal de Maria Santíssima, por isso, foi Santa. Admiremos, entretanto, essas e muitas outras graças, que o Bom Deus, quiçá para “elevar-nos”, concedeu a seus amigos bem amados, alguns, até muito indignos das mesmas.
(Os relatos acima foram retirados dos comentários presentes na obra citada)
Bibliografia:
POLLONARA, Elda. Madalena de Canossa, Memórias. Trad. Cecília Maríngolo. Roma, 1990. 448 pgs.

As irmãs Canossianas que conheci em Brisbane, Austrália, são testemunhas vivas desse amor ardente ao serviço em prol do amor a Cristo e à vida de oração!
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