segunda-feira, 14 de março de 2016

PAPA PAULO VI: O DIREITO CANÔNICO


“O Direito canônico, como tudo o que existe na Igreja, 
ordena-se totalmente para o bem das almas”

“A caridade ocupa, sem dúvida, o lugar mais importante. 
Mas a caridade não pode subsistir sem a justiça, expressa nas leis.”

Prof. Pedro Maria da Cruz

Papa Paulo VI
“Não ignoramos, igualmente, os numerosos e funestos preconceitos que surgem contra o Direito Canônico. São muitos aqueles que exaltando a liberdade, a caridade, os direitos da pessoa humana e a índole carismática da Igreja, criticam com hostilidade as instituições canônicas, procurando diminuir a importância das mesmas, depreciando-as e até pretendendo a sua eliminação, como se fossem ‘estruturas’ impostas extrinsecamente, que diminuem o caráter espiritual da mensagem evangélica e obrigam a liberdade de que os filhos de Deus devem gozar. Daqui nasce uma forma peculiar de comportamento em oposição a qualquer autoridade legítima, e que alguns pretendem sancionar com a autoridade do Concilio Vaticano II.

Confessamos que as leis canônicas em que o chamado ‘juridicismo’ predomina de tal forma que enfraqueça o aspecto espiritual da igreja – as leis que não se fundarem no dogma católico; que não salvaguardem suficientemente a perfeição humana; que impedirem o progresso da vida religiosa – não correspondem absolutamente ao espírito e às normas diretivas que o Concilio deu para a renovação da vida cristã.

Mas o Concilio não só não rejeita o Direito Canônico, isto é, as normas pelas quais são definidos os deveres e com as quais são salvaguardados os direitos dos membros da Igreja, mas também postula energicamente este direito como consequência lógica, necessariamente derivada do poder que Jesus Cristo confiou à sua Igreja, e como um elemento que pertence à mesma natureza da Igreja. Daqui, a exortação do mesmo Concílio: ‘no ensinamento do Direito canônico [...] tenha-se em conta o mistério da Igreja’.

Esta união do Direito canônico com o mistério da Igreja é explicitada pelo próprio Concílio [...]. Desta forma, manifesta-se claramente a natureza própria da lei eclesiástica, que é espiritual: ‘o Direito canônico, como tudo o que existe na Igreja, ordena-se totalmente para o bem das almas [...]. Tanto o administrador dos assuntos eclesiásticos, como o juiz, o ministro das coisas sagradas e o conselheiro dos fiéis devem pensar constantemente que têm de dar contas da salvação das almas.’ (AAS,45,1973,688).

‘no ensinamento do Direito canônico [...]
 tenha-se em conta o mistério da Igreja’.
De tudo o que foi dito até agora, deduz-se que a legislação canônica não deve ser considerada como um elemento estranho na Igreja, ou como um impedimento que retarda a expansão da vida cristã. Pelo contrário, a sua função própria na Igreja consiste em sancionar e proteger tudo o que se julga conveniente para viver com maior fidelidade e constância uma existência cristã. Por isso, não pode realizar-se uma ação pastoral verdadeiramente eficaz, se esta não tiver, ao mesmo tempo, uma firme tutela na sábia ordenação de alguns estatutos jurídicos.

A caridade ocupa, sem dúvida, o lugar mais importante. Mas a caridade não pode subsistir sem a justiça, expressa nas leis. As duas caminham juntas e devem completar-se mutuamente, porque derivam de uma fonte, que é Deus.”

(S.S. Paulo VI na audiência de 14 de dezembro de 1973 aos participantes no terceiro curso de atualização em Direito Canônico in Sedoc, 6, 1974, col. 1153-1155).

FONTE: GONÇALVES, Pe. Mário L. Menezes. Introdução ao Direito Canônico. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004; p. 215-217.


MARIA SEMPRE!


terça-feira, 1 de março de 2016

SIMPÓSIO CONTRA-REVOLUCIONÁRIO

A "comitiva" de Montes Claros juntamente com S.A. Dom Bertrand
Por Helmer Ézion                                                                                                     

Os intervalos eram propícios para interação
Depois de receber um convite especial, membros e amigos da SSVM participaram do XVI Simpósio de estudos e ação contra-revolucionária no Hotel Tryp Higienópolis, na cidade de São Paulo, nos dias 06 a 09 de fevereiro (período de carnaval). O evento, promovido pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira (IPCO), contou com a participação de jovens de diversas partes do Brasil e alguns estrangeiros, que, assim como a SSVM, trabalham em defesa e promoção da tradição católica. 

Durante o evento foram apresentadas diversas palestras sobre temas atuais e relevantes para bem viver a cristandade e a contra-revolução. As conferências foram proferidas por diversos homens de ação reconhecida no cenário nacional, como os ilustres Pe. Sávio Fernandes e S.A Dom Bertrand, que com suas amplas experiências, nos brindavam com sábias palavras, que nos alertam da necessidade e urgência em contrapor-se aos erros modernistas e nos deu esperança da vitória em Cristo. Além das palestras, teve celebração da Santa Missa em rito Tridentino todos os dias e a imposição do escapulário de Nossa Senhora do Carmo e da medalha milagrosa de Nossa Senhora das Graças. Ainda, foi distribuído diversos brindes (livros e objetos sacramentais e de piedade), regado a momentos de agradável convivência e troca de experiências.

Hóspedes lendo Pugna
É importante ressaltar que mesmo estando ali na condição de assistente para aprender e aproveitar a experiência, o caráter apostólico da SSVM não era deixado de lado. Ao longo de todo evento foi distribuído "Pugnas" sobre o carnaval , não somente aos que participavam do evento mas também aos hóspedes, vizinhos e transeuntes do hotel.

Segue abaixo as considerações dos que puderam ter esta tão profunda experiência:

"Participar do Simpósio contra-revolucionário foi uma experiência riquíssima e gratificante. Me permitiu ter um melhor vislumbre da situação da crise na Igreja e me ajudou a refletir sobre o que eu poderia fazer de concreto em meu apostolado."

EDUARDO LINO, 26

"O simpósio foi uma experiência agradabilíssima. Em poucos dias pude usufruir de conferências belíssimas, com aprendizado que levarei por toda minha vida.Creio que muitos gostaria de uma oportunidade como esta, para poder viver e adquirir um pouquinho de conhecimento sobre os assuntos extremamente relevantes para a vida de um CATÓLICO passados por homens que honram a sua masculinidade e a Igreja de Cristo."
ANDERSON SANTOS,25

O ambiente do simpósio foi amistoso apesar de austero
"Uma experiência indescritível. Mente e olhos abertos para uma nova visão onde mesmo as vezes ficando chocado com a realidade, percebi que algo a mais poderia apresentar , saciar - me com a verdade! É bom saber que ainda existem pessoas inteiramente fiéis a tradição e a sã doutrina Católica, poder saber que nem todos os homens perderam a esperança! Poder tomar como exemplo pessoas que ainda estão vivas! Realmente fiquei maravilhado com a postura e cumprimento de todos no Simpósio!"
CAIO CARVALHO,17

"Foi a primeira vez que participei de um evento religioso durante o Carnaval. E a vontade que tenho é de poder participar todos os próximos anos do Simpósio. É quase impossível encontrar palavras para descrever a importância e a urgência de ações como essa no combate ao inimigo diabólico chamado 'Revolução'".
PAULO EUSTÁQUIO, 31

"Poder participar de um simpósio dessa envergadura, certamente foi uma graça concedida por Nossa Senhora. Do lado de verdadeiros Contra-Revolucionários, pude perceber e aprender a seriedade que é lutar para viver em estado de graça. Agradeço a SSVM- Sociedade da Santíssima Virgem Maria, pela oportunidade concedida a minha pessoa, e nessa oportunidade me coloco a disposição dos senhores."
LUCÍLIO RIBEIRO,30

A SSVM agradece a S.A.I.R. Dom Bertrand pelo convite e pela recepção, e roga a Deus para que,pela intercessão de Nossa Senhora, a causa contra-revolucionária ganhe cada vez mais força e adeptos!

MARIA SEMPRE!


*Fotos: Anderson Santos

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

PARA DESTRUIR EM NÓS O PECADO


A penitência é a virtude pela qual destruímos em nós o pecado
 e satisfazemos por ele a Deus.
“Se não fizermos penitência cairemos nas mãos do Senhor.”[1]

“Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis.”[2]

“Convertei-vos e fazei penitência.”[3]

Por Prof. Pedro M. da Cruz.

Academias lotadas.
Crianças, jovens, adultos e anciãos exercitam-se por praças e avenidas. Uns correm, outros andam... Dietas, cirurgias, e massagens compõem o resto do cenário.
Como vemos, o corpo está bem servido.
Mas, e a alma?
Dada a superioridade desta em relação ao corpo, entende-se que, se alguns dão tanto pela vida material, muito mais devem estar fazendo pela Vida Espiritual. Afinal, é de justiça tributar a cada um a parte que lhe cabe.
Assim, ao físico a atenção que lhe é devida![4] Sem mais nem menos...
E, de igual maneira, à alma, o cuidado que lhe é de direito.
Pensando nesta necessidade cristã, transcrevemos abaixo interessante reflexão do Pe. Alexandrino Monteiro. Baseado nos “Exercícios Espirituais” de Santo Inácio de Loyola, o autor nos apresenta uma profunda reflexão sobre a penitência.
Que nossos esforços pela santidade sejam sempre auxiliados pela maternal intercessão da Santíssima Virgem Maria. Amém.

DA PENITÊNCIA

A penitência permanecerá sempre
 obrigatória para quem naufragou na inocência.
“1. Natureza. - A penitência é a virtude pela qual destruímos em nós o pecado e satisfazemos por ele a Deus. Ora, o pecado apresenta um duplo caráter: um interior, enquanto nos afasta de Deus; e outro exterior, enquanto nos inclina à criatura. Portanto, a penitência apresenta um duplo efeito; converte-nos a Deus, e afasta-nos da criatura. A conversão a Deus constitui a penitência interna. Por outras palavras: a penitência interior consiste nos atos de contrição e propósito; a penitência exterior consiste na punição dos abusos das nossas faculdades exteriores e das criaturas, e caracteriza-se pelo sofrimento que exerce nos sentidos do corpo.

A penitência interior é a principal, e, por assim dizer, a alma da penitência, visto o pecado residir propriamente na vontade. Sem penitência interior, a exterior de nada vale. A penitência exterior é o fruto da interior, porque é o castigo dos pecados cometidos.

Segue-se daqui que a penitência exterior é tão necessária, que, sem ela, se pode duvidar da interior, da qual a exterior é parte integrante e natural complemento. Pelos frutos se conhece a árvore. Assim como pelos frutos se conhece a boa qualidade da árvore, assim pelos frutos da penitência exterior se conhece a boa qualidade da penitência interior, donde eles procedem. Uma alma revela-se verdadeiramente penitente pelas lágrimas, suspiros, golpes no peito, jejuns e disciplinas. Pelo contrários, um pecador que não manifesta em algum ato a sua compunção, dá, por isso mesmo, um indício de impenitência interior.

Desta doutrina se deduz que a penitência exterior é uma virtude universal, de todas as pessoas e de todos os tempos, não só dos monges e anacoretas, mas também das rainhas e dos reis, dos servos e dos senhores: não só da idade média, mas também da moderna; porque em todas as classes e em todas as idades há pecadores.

A penitência nunca passará de moda. As leis, os costumes, as praxes sociais mudam-se com os tempos: a penitência permanecerá sempre obrigatória para quem naufragou na inocência. O eco da pregação do Batista : - Fazei penitência! - continuará a ressoas desde as margens do Jordão até aos mais longínquos âmbitos da terra, a até a consumação dos séculos.”[5]

“Penitência exterior. – O homem não peca só com a alma, mas também com o corpo: os dois são cúmplices no ato do pecado. É justo, por conseguinte, que não só se doa a alma, mas também o corpo; e que o corpo e a alma conspirem, a uma, no exercício da penitência.

Motivos da penitência externa. – Os motivos que nos induzem a esta penitência, podem ser quatro:
1. Conserva melhor a sensibilidade na submissão ao espírito e no cumprimento de tudo o que nos impõem os deveres do nosso estado. Se damos ao corpo tudo o que ele reclama, se afastamos dele tudo o que mortifica, tornamo-lo indolente, inapto para o trabalho, revoltoso e indomável. Mas, à força de penitência, o corpo se torna dócil, submisso, não se revolta tão facilmente contra o espírito e se torna mais apto para a virtude.

2. Ajuda-nos a obter certas graças: como luzes na meditação, solução de certas dificuldades, socorro nas tentações, diminuição nos ataques da impureza, fervor na oração e união com Deus. Para todas estas graças é excelente a prática da penitência. S. Inácio derramou muitas lágrimas e fez muitos jejuns para obter a luz celeste na redação de suas Regras e Constituições.S. Tomás de Aquino se dispôs com sangrentas disciplinas para a interpretação das passagens difíceis da Sagrada Escritura.

No Prefácio da Missa no tempo quaresmal diz-se: ‘Com o jejum corporal reprimis os vícios, elevais a mente, concedeis virtudes e prêmios.’ É por isso que no tempo da Quaresma nos sentimos mais inclinados à virtude, santos e consoladores pensamentos nos iluminam a mente e nos movem o coração...

Em Fátima, Nossa Senhora nos exortou
a fazermos penitência incessantemente.
3. Satisfaz pelos pecados passados e pela pena temporal que lhes é devida. Desta maneira a penitência é uma réplica do espírito à rebelião da carne, e torna-se um ato de justiça, restabelecendo a ordem. Por este motivo, a prática da penitência nos é, todos os dias, necessária, pois, todos os dias pecamos. Somos como um barco, que mete água, e que todo o dia deve ser esvaziado. É, pois, uma loucura deixar a solução desta dívida para a eternidade, onde a expiação será mais longa e penosa. Agora tudo o que fazemos pela satisfação dos nossos pecados é fácil, proveitoso e meritório. É bom que nos exercitemos, cada dia, em algum ato de penitência para satisfazer a Deus pelos nossos pecados.

4. O exemplo dos Santos nos deve também mover à penitência, e , em primeiro lugar, o de Nosso Senhor Jesus Cristo, que passou quarenta dias de rigoroso jejum. E dos Santos, qual é o que não fez penitência? Todos se deram a ela com ardor, e só a obediência e a consideração de um bem maior lhes punha limites a suas rigorosas austeridades. O espírito de penitência é, pois, próprio de todo o cristão.[6]

(O negrito é nosso)



MARIA SEMPRE!


Referência Bibliográfica:
MONTEIRO, Pe. Alexandrino. Exercícios de Santo Inácio de Loiola. II Edição. Petrópolis: Editora Vozes, 1959. 422 pg.

[1] Conf. Eclo. 2,22
[2] Conf. Lc. 13,5
[3] Conf. Mt. 3,2
[4] Claro, uma é a atenção devida na penitência, outra na ordinariedade da vida; porém, em ambos os casos o corpo tem sua parcela de cuidado. (Comentário do autor)
[5] Conf. Pg. 346-347. Obra citada.
[6] Conf. pag. 349-350. Obra citada.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

II ENCONTRO FORMATIVO DA SSVM

Foto com alguns participantes do Encontro
Postado por Editores do Blog

Aconteceu nos dias trinta e trinta e um de Janeiro (sábado e domingo) um encontro formativo para membros e amigos da SOCIEDADE DA SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA, na chácara São Bento, no bairro Planalto (Montes Claros-MG), gentilmente cedida pela Irmã Maria Luiza.

No sábado a tarde, após a recitação do Santo Terço, iniciaram-se as conferências com tema central: A VISÃO PANORÂMICA SOBRE AS BASES DA CRISE E PROCESSO DE DECADÊNCIA DO PENSAMENTO. 

Os presentes participaram ativamente das conferências

No domingo, pela manhã, após um breve café, as atividades foram reiniciadas com o Santo Terço. O restante das horas foi dedicado ao desenvolvimento do tema. Por se tratar de um assunto tão amplo e atual, os presentes assistiram ativamente as conferências demonstrando interesse em aprofundar nos assuntos apresentados.



As conferências eram alternadas com coffe-breaks, permitindo agradável convivência e diálogos vinculados ao tema desenvolvido. No fim das palestras foi proposto aos participantes retomarem um saudável hábito de todo bom católico, que é o de fazer a adoração à Jesus Eucarístico todos os dias. 


As conferências eram alternadas com coffe-breaks

Todos saíram do encontro com intuito de buscar desenvolver maior conhecimento e consequentemente ter uma maior prática de vida cristã. Louvemos a Nosso Senhor Jesus Cristo por tantos jovens preocupados com as coisas de Deus e ardorosos em sua devoção à Santíssima Virgem Maria.


MARIA SEMPRE!


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

BLAISE PASCAL - "O AMOR PRÓPRIO"


"(...) não fazemos outra coisa senão nos enganarmos e adularmos mutuamente."

Postado por editores do Blog

Blaise Pascal (1623-1662)
Segue abaixo uma reflexão feita por Blaise Pascal (1623-1662) a respeito do homem na sociedade. Filósofo, físico, matemático, moralista e teólogo, este pensador francês, infelizmente, morreu defendendo a heresia jansenista que tanto mal causou a inúmeros cristãos ignorantes. Em sua obra podemos perceber muitas vezes o rigor exagerado, e forte pessimismo que marcava os fautores deste erro doutrinal. Os jansenistas chegavam a pregar o absurdo da predestinação. Entretanto, não podemos negar a beleza, profundidade e acerto de muitas observações feitas por Pascal a respeito das interações humanas. 


†††



"A natureza do amor-próprio e desse eu humano é não amar senão a si e não considerar senão a si. A que pode levar? Não impedira que esse objeto que ama não esteja cheio de defeitos e misérias: quer ser grande e se vê pequeno; quer ser feliz e se vê miserável; quer ser perfeito e se vê cheio de imperfeições; quer ser o objeto do amor e da estima dos homens, e vê que seus defeitos só merecem deles aversão e desprezo. Esse embaraço em que se acha produz nele a mais injusta e criminosa paixão que se possa imaginar; pois concebe um ódio mortal contra essa verdade que o repreende e o convence de seus defeitos. Desejaria aniquilar essa verdade, e, não podendo destruí-la em si mesmo, ele a destrói, tanto quanto pode, em seu conhecimento e no dos outros; isto é, põe todo o seu cuidado em encobrir os próprios defeitos a si mesmo e aos outros, e não pode suportar que o façam vê-los, nem que os vejam.

É sem dúvida um mal ter tantos defeitos; mas é ainda um mal maior estar cheio deles e não querer reconhecê-los, pois é ajuntar-lhes ainda o de uma ilusão voluntária. Não queremos que os outros nos enganem; não achamos justo que queiram ser estimados por nós mais do que merecem; não é, portanto, justo também que nós os enganemos e queiramos que nos estimem mais do que merecemos.

"É sem dúvida um mal ter tantos defeitos; mas é ainda
 um mal maior estar cheio deles e não querer reconhecê-los(...)"
Assim, quando só descobrem em nós imperfeições e vícios, que na realidade temos, é claro que não cometem uma ofensa, pois não são eles os causadores, e nos fazem um benefício, pois nos ajudam a nos livrarmos desse mal que é a ignorância das imperfeições. Não nos devemos zangar pelo fato de eles as conhecerem e de nos desprezarem, pois é justo que nos conheçam pelo que somos, e que nos desprezem se somos desprezíveis. Tais seriam os sentimentos naturais em um coração cheio de equidade e de justiça. Que devemos dizer do nosso, vendo nele uma disposição tão contrária? Pois não é verdadeiro que odiamos a verdade e aqueles que no-la dizem, e que gostamos que se enganem a nosso favor, e que desejamos que nos tomem por outro que não somos na realidade?

A religião católica não nos obriga a revelar nossos pecados indiferentemente a todo mundo: permite que os ocultemos de todos os outros homens; mas excetua alguém ao qual ordena que abramos o fundo do coração, e que o mostremos tal qual é.

Somente a esse único homem, no mundo, ela nos ordena confessar, mas obriga a um segredo inviolável, que faz com que o seu conhecimento de nossos pecados permaneça nele como se não existisse.

Será possível imaginar algo mais caritativo e mais suave? E, contudo, é tal a corrupção do homem que acha ainda dureza nessa lei; e foi uma das principais razões que fizeram grande parte da Europa se revoltar contra a Igreja. Tão injusto e desarrazoado é o coração do homem que lhe parece um mal ser obrigado a fazer, em relação a um só homem, o que seria justo, de certa maneira, que fizesse em relação a todos os homens! Pois será justo os enganarmos?

"Ninguém fala de nós em nossa presença
 como se fala em nossa ausência."
Há diferentes graus nessa aversão à verdade; mas pode se dizer que até certo ponto ela existe em todos, porque é inseparável do amor próprio. Assim essa falsa delicadeza que obriga os que estão na necessidade de repreender os outros a escolherem tantos rodeios e manejos para não ferí-los. Precisam diminuir os nossos defeitos, fingir desculpá-los, misturar louvores e testemunhos de afeição e de estima. E, mesmo assim, essa medicina não deixa de ser amarga ao amor próprio. Tomamos dela o menos que podemos, e sempre com desgosto, e muitas vezes com secreto despeito contra os que no-la oferecem. Por isso acontece que, quando alguém tem interesse, em ser amado por nós, foge de prestar-nos um serviço que sabe ser-nos desagradável; trata-nos como desejamos ser tratados: odiamos a verdade, a verdade nos é ocultada; desejamos ser adulados, adula-nos; gostamos de ser enganados, engana-nos. Donde, ao mesmo tempo que nos eleva no mundo da sorte, os afasta da verdade, pois teme-se mais ferir aquele cuja afeição é mais útil e cuja aversão é mais perigosa.

Um príncipe pode tornar-se o divertimento de toda a Europa, e ser o único a ignorá-lo. Não me admira: a verdade é útil àquele a quem é dita, mas desvantajosa para os que a dizem, porque se tornam odiosos. Ora, os que vivem com os príncipes preferem os seus interesses aos do príncipe que servem; e por isso não se preocupam em lhe proporcionar uma vantagem prejudicando-se a si mesmos. Essa infelicidade é sem dúvida maior e mais comum nas fortunas mais avantajadas; mas as menores não estão isentas dela, porque há sempre algum interesse em se tornar amável. Assim a vida humana nada mais é que uma perpétua ilusão; não fazemos outra coisa senão nos enganarmos e adularmos mutuamente. Ninguém fala de nós em nossa presença como se fala em nossa ausência. A união existente entre os homens assenta apenas nesse mútuo engano; e poucas amizades subsistiriam se todos soubessem o que dizem deles os amigos quando não estão presentes; mesmo quando falam com sinceridade e sem paixões.

O homem não passa, pois, de disfarce, mentira e hipocrisia, tanto ante si próprio como em relação aos outros. Não quer que lhe digam verdades e evita dizê-las aos outros (...)"


MARIA SEMPRE!


Fonte: MAURIAC, François. O pensamento vivo de Pascal. São Paulo: Martins, 1941; p.109-112.

domingo, 17 de janeiro de 2016

A PERVERSÃO DA LINGUAGEM - final


O apelo à "liberdade" pode jorrar simultaneamente dos corações dos maiores santos e dos maiores celerados.











Por Henri Delassus

Entre as palavras hoje em voga, nenhuma há da qual se faça um uso mais freqüente e pernicioso do que "liberdade". Ela tem duas faces, concomitantemente cristã e maçônica. 

Papa Leão XIII (1810-1903)
"A liberdade_ diz Leão XIII_ é um bem, bem excelente, apanágio exclusivos dos seres dotados de inteligência e de razão". A inteligência dá-lhes o conhecimento de seus fins, a razão faz com que descubram os meios de alcançá-los, e o livre arbítrio permite-lhes escolher dentre os meios aqueles que lhes convêm e de empregá-los para atingir o objetivo a que se propuseram. Se todos os homens vissem e colocassem seu fim último lá onde ele está, e reclamassem liberdade para isso, todos ouviriam pedir que o caminho em direção ao Soberano Bem fosse largamente aberto, não fosse obstruído por nenhuma dificuldade imprevista e que eles próprios não fossem entravados na sua ascensão em direção a Deus. Mas quem não sabe que os fins aos que os homens se propõem são numerosos, tão diversos quanto diversos são os objetos de suas paixões! De maneira que o apelo à "liberdade" pode jorrar simultaneamente dos corações dos maiores santos e dos maiores celerados, e que, pedindo-a com uma mesma voz, parecem desejar uma mesma coisa. Na realidade, eles querem coisas tão diversas e mesmo tão opostas quanto são opostos, de uma parte, os infinitos degraus que conduzem o homem à mais alta virtude, e de outra parte, os degraus não menos numerosos que os fazem descer até à pior corrupção.

Ao grito de "liberdade", o filho indócil, o servidor orgulhoso sentem crescer em seu coração o desejo de independência relativamente aos pais e aos mestres: os esposos infiéis vêem luzir o dia em que o liame conjugal será dissolvido; a pessoa ruim aspira a um estado político e social no qual a coerção do mal não mais existirá. Esse grito une todas as rebeliões, excita todas as cobiças. O próprio cristão, a esse grito, sente tornar-se mais pesado o jugo do Senhor, porque a concupiscência original não está extinta no coração de ninguém, e todo homem é mais ou menos amigo, no seu fundo mau, da liberdade perniciosa. Para todos o grito de "liberdade" tem uma atração doentia, atração que o pai da mentira pôs na origem de todas as coisas na sua primeira tentação: Dii eritis! sereis como deuses, sereis vossos próprios senhores, não dependereis mais de ninguém. E como não existe independência em nenhum lugar, este grito torna-se, em toda parte, um apelo à revolta, revolta dos inferiores contra a autoridade, dos pobres contra a propriedade, dos esposos contra o casamento, dos homens contra o Decálogo, da natureza humana contra Deus.

Assim, entre as palavras em voga, nenhuma há da qual se tenha feito uso mais pernicioso e mais freqüente do que da palavra "liberdade". Ela serve para as multidões exigirem, os reis consagrarem, as instituições fixarem em si os mais poderosos dissolventes da ordem social. É a liberdade de consciência, ou da independência de cada um relativamente a Deus; é a liberdade dos cultos, a separação entre a Igreja e o Estado, a neutralidade e a laicização, coisas essas todas que quebram os laços que ligam o homem e a sociedade a Nosso Senhor Jesus Cristo e à Sua Igreja; é a soberania do povo, quer dizer, a independência das multidões relativamente às autoridades sociais e civis; é o divórcio de certas disposições do Código Civil, que colocam a anarquia na família. Enfim, para levar avante todas essas revoltas, para obter todas essas independências, a liberdade da imprensa que trabalha todos os dias para corromper nos espíritos a noção da verdadeira liberdade e para insinuar nos corações o amor e o desejo das más liberdades.

Se os católicos juntassem suas vozes à de todos os revoltados para reivindicarem, eles também, pura e simplesmente a liberdade, e não tal ou qual liberdade definida, e, antes de todas as outras, a liberdade de as almas de não serem entravadas em sua caminhada em direção a Deus, eles dariam a impressão de reivindicarem a mesma coisa que os revolucionários, e eles os ajudariam a obtê-la. E é isto que vemos com muita freqüência.

Rejeitar altaneiramente a língua desleal.
Em nome do Progresso, em nome da Civilização, do Direito novo, a seita faz reivindicar através dos seus jornais, através das associações que ela inspira, através daquelas em que ela têm afiliados, a abolição de tal ou qual instituição, ou o estabelecimento de tal outra. Quem ousaria opor-se ao progresso, à civilização? Com medo de parecerem retrógrados, católicos, no parlamento, nos conselhos departamentais ou comunais, votam medidas contrárias à sua própria maneira de ser e de pensar, medidas que, ao tiranizarem seus irmãos, tiranizam a eles próprios. 

Numa de suas visões, o apóstolo São João viu todos os povos seguirem estupefatos a Besta, à qual o Dragão dera seu poder e seu trono. Ela abriu uma boca da qual saíam palavras que pareciam significar grandes coisas: Datum est ei os loquens magna. Na realidade, eram blasfêmias contra Deus, contra Seu tabernáculo e contra aqueles que habitam o céu da Igreja: Blasphemias ad Deum, et tabernaculum ejus et eos qui in Cœlo habitant.(10)

Acabamos de ouvir essas palavras grandiloqüentes e conhecemos a estranha sedução que exercem sobre as multidões. Elas verdadeiramente constituem, no significado que lhes é dado pela Besta, blasfêmias que levam a morte às almas, que sabotam os fundamentos da sociedade civil e da sociedade religiosa, e que querem aniquilar o Reino de Deus sobre as criaturas.

O cúmulo da astúcia desenvolvida pela Besta e pelo Dragão — quer dizer, pela Maçonaria e por Satã — seu triunfo, constitui em fazer crer e em fazer dizer que essas palavras foram tomadas do Evangelho e que, por intermédio delas, eles querem trazer o reino de Nosso Senhor Jesus Cristo para a sociedade!

"O que existe de mais funesto para os povos, após a Revolução_ disse Saint Bonnet_ é a língua que a criou. O que existe de mais temível após os revolucionários são os homens que empregam essa língua, cujas palavras são outras tantas sementes para a Revolução... Não lancemos mais às multidões termos cujo sentido teológico e verdadeiro não lhes seja explicado. Eles não cessam de engendrar as idéias que mantêm as massas em ebulição e as arrancam ao dever da vida..."

Rejeitar altaneiramente a língua desleal, eis daqui para a frente no que se reconhecerá o homem piedoso.

"Ó França! tu saberás que virão a ti homens piedosos quando pararem de te adular e de empregarem equívocos."(11)

Charles de Ribbes também disse: "Somente a verdade reerguerá a França, e para que essa verdade produza seu efeito regenerador a nobre língua francesa deverá, também ela, ser restaurada."(12)



Notas e Referências do autor: 
10-  Apocalipse, XII, 1-6. 
11-  La Légimité, pp. 281-284. 
12-  Le Play, extraído de sua Correspondência, p. 191.

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Fonte: Livro A Conjuração Anticristã - Tomo II, Cap. XXXV - A perversão das Idéias; por Monsenhor Henri Delassus. 
IMPRIMATUR Cameraci, die 12 Novembris 1910. A. MASSART, vic. gen. Domus Pontificiae Antistes. 
Disponível emhttp://www.salverainha.com.br/downloads/Monsenhor_HENRI_DELASSUS-II.pd

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A PERVERSÃO DA LINGUAGEM - parte II


Pelas palavras insinuam as idéias, e as idéias
preparam o caminho para os fatos.


Por Monsenhor Henri Delassus.

Todas essas fórmulas pérfidas foram criadas há dois séculos. Sob o reino do filosofismo, foi "tolerância" e "superstição" que passaram de boca em boca; sob o do Terror, foi "fanatismo" e "razão"; sob a Restauração, "ancien régime", "dízimo", "privilégios"; sob o Segundo Império, "progresso"; por ocasião da recente perseguição na Alemanha, "Kulturkampf"; na França, em 16 de maio, "governo dos párocos". Hoje, o que está mais em voga, juntamente com "clericalismo",6 "ciência", "democracia" e "solidariedade": a ciência contra a fé, a democracia contra toda hierarquia religiosa, social e familiar; a solidariedade dos plebeus contra todos os que opõem obstáculo ao livro gozo dos bens deste mundo, os ricos que os possuem e os padres que proíbem a injusta cobiça; solidariedade também entre todos os povos que, de uma extremidade à outra do mundo, se devem auxiliar mutuamente para quebrar o jugo da propriedade, da autoridade e da religião. 



Graças à confusão das idéias, reina atualmente, 

a mais deplorável divergência de pontos de vista, 

a mais perfeita anarquia intelectual.

Acima de todas essas palavras reina há um século a divisa: "Liberdade, igualdade, fraternidade". A seita faz com que ressoe por toda a parte, conseguiu inscrevê-la nos edifícios públicos, nas moedas, em todos os atos da autoridade legislativa e civil. "Essa fórmula_ diz o I Malapert num de seus discursos às lojas_7 foi fixada por volta da metade do último século (XVIII) por Saint Martin (fundador do iluminismo francês). Todas as oficinas a aceitaram e os grandes homens da revolução fizeram dela a divisa da república francesa". "Liberdade, igualdade, fraternidade_ essas três palavras dispostas nessa ordem, diz ainda o I Malapert_ indicam o que deve ser uma sociedade bem regrada", coisa que ela será quando o contrato social tiver chegado a suas últimas conseqüências, tiver dado seus últimos frutos. Weishaupt e os seus disseram abertamente o que pretendiam tirar dessa fórmula: primeiro a abolição da religião e de toda autoridade civil; depois a abolição de toda hierarquia social e de toda propriedade.


Todas as idéias estão confusas
Eis o que essas três grandes palavras dizem aos iniciados, eis o que eles têm no pensamento, eis onde eles querem nos fazer chegar. Eles fizeram com que as palavras fossem adotadas; pelas palavras insinuam as idéias, e as idéias preparam o caminho para os fatos. Não devemos pois nos espantar se, por ocasião da admissão nas lojas, os postulantes ao carbonarismo devem dizer, no juramento que são obrigados a prestar: "Juro empregar todos os momentos de minha existência em fazer triunfar os princípios de liberdade, de igualdade, de ódio à tirania, que constituem a alma de todas as ações secretas e públicas da Carbonara. Prometo propagar o amor à igualdade em todas as almas sobre as quais me for possível exercer alguma ascendência. Prometo, se não for possível restabelecer o reino da liberdade sem combate, fazê-lo até à morte"8.Eis o dever bem marcado, e bem traçadas as etapas para realizá-lo inteiramente: espalhar as palavras, propagar as idéias, fazer a coisa triunfar, pacificamente, se for possível, se não por uma guerra de morte. 

Não é somente entre as classes degradadas, ignorantes ou sofredoras que essa fraseologia exerce suas devastações. Ela causa igualmente vertigem nas classes superiores da sociedade, fato que a seita considera bem mais vantajoso para a finalidade pretendida. Graças à confusão das idéias introduzidas por ela nos espíritos, reina atualmente nas classes que são chamadas por sua posição a dirigir a sociedade, a mais deplorável divergência de pontos de vista, a mais perfeita anarquia intelectual. 

Voltamos à confusão de Babel; todas as idéias estão confusas e, nessa confusão, numerosos cristãos são arrastados mais facilmente do mundo para o sulco dos erros maçônicos. As pessoas não desconfiam dessas correntes, abandonam-se às suas ondas com placidez, e isto porque a maior parte das palavras que para aí as arrastam podem servir para exprimir idéias cristãs, assim como se prestam a exprimir as idéias mais opostas ao espírito do cristianismo. Le Play deixou-nos sua observação a esse respeito. "Nenhuma fórmula composta de palavras definidas conseguiria satisfazer simultaneamente aqueles que creem em Deus e aqueles que consideram essa crença como o princípio de todas as degradações. Mas aquilo que não pode ser obtido por um arranjo de palavras torna-se fácil com palavras que comportam, segundo a disposição de espírito dos que as leem ou ouvem, sentidos absolutamente opostos"9. 

Veja a parte I                                                                                                          veja o final

Notas e Referências do autor: 

6- O "governo dos párocos" serviu para fazer passar a lista de Gambetta e para constituir o governo dos franco-maçons. O medo do "clericalismo" faz fechar os olhos às piores tiranias. Com medo de serem acusados de favorecer esse monstro, os católicos proibem-se de ser clericais. Por ocasião da aprovação do nome de Gayraud, Lemire disse da tribuna: "Meu colega e eu não somos clericais". No dia 27 de novembro de 1899, a mesma coisa: "Permitir-me-ei observar que nem o abade Gayraud, nem o abade Lemire são aqui deputados do catolicismo. Não aceitei no passado e não aceitarei no futuro que a Câmara seja transformada num lugar de discussões teológicas ou filosóficas" (Diário Oficial de 28 de novembro de 1899)

7- Chaîne d’Union, 1874, p. 85. 

8- Saint-Edme, Constitution et Organisation des Carbonari, p. 110. 

9- L’Organisation du Travail, p. 355. 

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Fonte: Livro A Conjuração Anticristã - Tomo II, Cap. XXXV - A perversão das Idéias; por Monsenhor Henri Delassus. IMPRIMATUR Cameraci, die 12 Novembris 1910. A. MASSART, vic. gen. Domus Pontificiae Antistes.


Disponível em: http://www.salverainha.com.br/downloads/Monsenhor_HENRI_DELASSUS-II.pd

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

NOTA: SALA MÃE DO BOM CONSELHO!

Alguns dos que estiveram presentes à benção da Sala Mãe do Bom Conselho.

Pelo sr. João Soares de Oliveira Jr.

Dia 02 de dezembro de 2015 foi uma data histórica para a Sociedade da Santíssima Virgem Maria - SSVM, pois fora inaugurada a sala Mãe do Bom Conselho, localizada à rua Camilo Prates, prédio n. 271, sala 305, Montes Claros - MG.


Com a presença de membros e amigos da SSVM, além do ilustre e querido Pe. Henrique Munaiz - SJ, 85, foi dada a benção ao escritório, tal como aos quadros de Nossa Senhora do Bom Conselho de Genazzano e do pontífice reinante, o Papa Francisco.



O sacerdote abençoou o escritório
e os quadros ali presentes!
Com palavras edificantes, ao saber que era um dos títulos que invocamos como referência à patrona de nosso Apostolado, o padre recordou, entre um e outro de seus agradáveis comentários, que a expressão "Mãe do Bom Conselho" faz lembrança ao facto de que a Virgem Imaculada aconselhava o Filho Amado e era ao mesmo tempo por Ele  aconselhada. "Sede sempre marianos!", exortou o sacerdote!



E, não poderia faltar um brinde com um bom vinho nesta ocasião especialíssima!*

"Não poderia faltar um brinde com um bom vinho"
Na circunstância, os membros falaram sobre alguns do inúmeros livros presentes na sala (frutos também das doações de tantas almas generosas que se propõem a ajudar essa obra de Deus), e inclusive a respeito das motivações que nos levaram à aquisição da mesma, como, por exemplo, nossos Grupos de Estudos e o projeto de Incentivo à Leitura Devota. Fora ainda apresentado ao jesuíta o brasão da SSVM e seus ricos significados, explicitados pelo sr. Paulo Vinícius. 

Ainda, na agradabilíssima conversa durante o coquetel, fatos interessantíssimos foram contados pelo sacerdote sobre os primórdios de sua ordenação, sobre o amor ao papado, sobre Santa Tereza D´Ávila, Santo Inácio de Loyola e outros muitos personagens. Conhecemos, na oportunidade, fatinhos sobre a vida de alguns servos de Deus pertencentes à Companhia de Jesus, os quais Pe. Henrique teve a honra de conhecer pessoalmente.

 O espaço desde sua inauguração já proporcionou
 um ambiente aconchegante e acolhedor 
Por fim, foram tiradas algumas fotografias com todos os presentes neste maravilhoso evento.

Caríssimos amigos e benfeitores, desde já todos estão convidados a não apenas contribuir com a manutenção da sala que servirá ao bem de tantas almas, mas também a visitarem esse espaço de oração, convivência e formação católica: um ponto de referência dos projetos de nosso Apostolado.

Entrem em contato com algum dos membros para maiores detalhes.

*Brinde proposto pelo Reverendo Pe. Henrique: "Ao norte, ao sul, ao nascente, ao poente! Bendito seja Deus que dá de beber a tanta gente!"

Crédito das Fotos: Renato César Diniz.

MARIA SEMPRE!