sábado, 10 de maio de 2014

SÁBADO: DO AMOR QUE SÃO JOSÉ TEVE A JESUS E MARIA


Iacob autem genuit Ioseph, virum Mariae, de qua natus est Iesus – “Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus” (Mat 1, 16).


Summario. A longa familiaridade de pessoas amantes faz muitas vezes resfriar o amor, porque, quanto mais tratam uns com outros, tanto mais conhecem os defeitos mútuos. Mas, não foi assim com São José. Quanto mais convivia com o divino Redentor e com a Santíssima Virgem, tanto mais chegou a conhecer-lhes a santidade. Concluamos disso quanto devia amar aqueles queridos penhores de seu coração, gozando tão longos anos a sua companhia. Roguemos ao santo Patriarca, que nos comunique uma parte de seu amor a Jesus e Maria; e ao mesmo tempo esforcemo-nos por imitá-lo, pela consideração de suas grandezas.

I. Considera em primeiro lugar o amor que José teve a Jesus. Já que Deus destinou o Santo a servir de pai ao Verbo humanado, com certeza infundiu-lhe no coração um amor de pai, e de pai de um filho tão amável, e que ao mesmo tempo era Deus. O amor de José não foi portanto um amor puramente humano, como o dos outros pais, mas um amor sobre-humano, visto que na mesma pessoa via seu Filho e seu Deus.

Bem sabia José, pela certa revelação divina recebida do Anjo, que o Menino, que via continuamente em sua companhia, era o Verbo divino, feito homem por amor dos homens, mas especialmente dele. Sabia que o Verbo mesmo o havia escolhido entre todos para guarda de sua vida e que queria ser chamado seu Filho. Considera, de que incêndio de amor não devia estar abrasado o coração de José, ao considerar tudo isso e ao ver seu Senhor, que lhe servia como oficial, ora abrindo e fechando a loja, ora ajudando-o a serrar a madeira, ora manejando a plaina ou o machado, ora ajuntando os cavacos e varrendo a casa; numa palavra, que lhe obedecia em tudo que lhe mandava, e não fazia nada sem o consentimento daquele que considerava como seu pai.

Que afetos não deviam ser despertados no coração de José, quando o tinha nos braços, o acariciava, ou recebia as carícias daquele doce Menino!quando escutava as palavras de vida eterna, que foram como outras tantas setas a ferir-lhe o coração! Especialmente quando observava os santos exemplos de todas as virtudes que o divino Menino lhe dava! – A longa convivência de pessoas que se amam mutuamente, muitas vezes resfria o amor; porque, quanto mais convivem, tanto mais descobrem mutuamente os defeitos. Não foi assim com São José: quanto mais convivia com Jesus, tanto mais lhe descobria a santidade. Conclui disso, quanto deve ter amado a Jesus, cuja companhia gozou, na opinião dos autores, pelo espaço de vinte e cinco ou trinta anos!

II. Considera em segundo lugar o amor que São José teve à sua santa Esposa. Era ela a mais perfeita entre todas as mulheres, a mais humilde, a mais mansa, a mais pura, a mais obediente e a mais amante de Deus, como nunca houve nem haverá outra entre todos os homens e anjos. Era, pois, merecedora de todo o amor de José, que era tão amante da virtude. Acrescenta a isso o amor com que se via amado por Maria, que certamente preferia no amor seu Esposo a todas as criaturas. José considerava-a como a predileta de Deus, escolhida para ser Mãe do Filho unigênito. Considera quão grande devia, por todos estes título, ser o afeto que o coração justo e grato de José devia nutrir para com a sua Esposa amabilíssima.

Meu santo Patriarca, alegro-me com vossa ventura e grandeza, por serdes julgado digno da convivência com Maria Santíssima, e de governar como pai a Jesus e de vos fazer obedecer por aquele a quem o céu e a terra obedecem. Ó meu Santo, visto como um Deus vos quis servir, também eu quero pôr-me no número de vossos servos. De hoje em diante quero servir-vos, honrar-vos e amar-vos como a meu senhor. Aceitai-me debaixo de vosso patrocínio e ordenai-me o que quiserdes. Sei que tudo que me queirais impor, será para meu bem e para glória de meu e vosso Redentor. São José, rogai a Jesus por mim. Ele certamente não vos negará nada, depois de ter obedecido na terra a todas as vossas vontades. Dizei-lhe que me perdoe as ofensas que lhe tenho feito. Dizei-lhe que me desprenda das criaturas e de mim mesmo, que me abrase em seu amor e depois faça de mim conforme a sua vontade. – E vós, ó Maria Santíssima, pelo amor que vos teve São José, acolhei-o debaixo do vosso manto, e rogai a vosso santo esposo que me aceite como seu servo.

Meu querido Jesus, Vós que para pagar as minhas desobediências, quisestes humilhar-Vos e obedecer a um homem, suplico-Vos pela obediência que na terra mostrastes a São José, concedei-me a graça de obedecer de hoje por diante a todos os vossos divinos desejos. Pelo amor que tivestes a José e pelo que ele Vos teve. Dai-me um grande amor a Vós, bondade infinita, digna de ser amada de todo o coração. Esquecei as injúrias que Vos fiz e tente piedade de mim. Amo-Vos, Jesus, meu amor, amo-Vos, meu Deus, e quero amar-Vos sempre.

***

(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 52-54.)

sexta-feira, 9 de maio de 2014

SEXTA - FEIRA: DA MORTE

Catedral dos Crânios em Otranto-Itália.
Estole parati; quia qua nescitis hora Filius hominis venturus est – “Estais preparados; porque, não sabeis a hora em que o Filho do homem há de vir” (Mat 24, 44)


Summario. A morte é certa, mas não se sabe quando virá. Quantas mortes são repentinas! Quantos à noite tem ido deitar-se sãos e pela manhã aparecem mortos! Não pensavam morrer assim, mas morreram; e se estavam em pecado, acham-se agora ardendo no inferno, onde estarão por toda a eternidade. Para que não nos suceda a mesma desgraça, aproveitemos o conselho de Jesus Cristo, e preparemo-nos para morrer bem, antes que a morte venha: Estote parati – “Estais preparados”.

I. Considera como há de acabar esta vida. Já está decretada a sentença: hás de morrer. A morte é certa, mas não se sabe quando virá. Que é preciso para morrer? Uma síncope cardíaca, uma veia que se rompa no peito, uma sufocação catarral, um vômito de sangue, um bicho venenoso que te morda, uma febre, uma chaga, uma inundação, um tremor de terra, um raio, basta para te tirar a vida.

A morte virá surpreender-te quando menos o pensares. Quantos à noite foram deitar-se sãos e pela manhã foram encontrados mortos! Não pode o mesmo acontecer a ti? Tantos que morreram repentinamente, não pensavam morrer assim; mas morreram. E se estavam em pecado, onde estarão por toda a eternidade? – Seja, porém, como for, o certo é que há de chegar um tempo em que para ti o dia se fará noite: verás o dia e não verá a noite seguinte. Virei como um ladrão, de emboscada e desapercebido, diz Jesus Cristo. Teu bom Senhor avisa-te com tempo, porque deseja a tua salvação.

Corresponde, pois, aos avisos de Deus e aproveita-te deles, prepara-te para o bem morrer, antes que chegue a morte: Estote parati – “Estais preparados”. Então não é tempo de te preparares, mas de estares preparado. É certo que hás de morrer. Há de acabar para ti a cena deste mundo, e não sabes quando. Quem sabe se será dentro de um ano?... dentro de um mês?... quem sabe se amanhã ainda estarás vivo? – Meu Jesus, iluminai-me e perdoai-me. Ai de mim! que me resta de tantos pecados que cometi? O coração aflito, a alma agravada, o inferno merecido, o céu perdido. Ah, meu Deus e meu Pai, prendei-me com os laços de vosso amor.

II. Considera como na hora da morte te acharás estendido no leito, assistido de sacerdote que encomendará a tua alma a Deus, dos parentes que estarão chorando, tendo à cabeceira o Crucifixo, na mão a vela mortuária, e próximo a entrar na eternidade. Sentirás a cabeça atormentada de dores, os olhos enevoados, a língua seca, a garganta apertada, o peito oprimido, o sangue gelado, a carne consumida, o coração traspassado. – Terás de deixar tudo, e pobre e nu serás atirado a uma cova onde apodrecerás. Ali os vermes te roerão todas as carnes, e de ti nada restará senão uns ossos descarnados e um pouco de pó fétido, e nada mais. Abre uma cova e vê a que está reduzido aquele ricaço, aquele avarento, aquela mulher vaidosa. É assim que acaba a vida!

Desgraçado de mim, que tantos anos não pensei senão em ofender-Vos, ó Deus de minha alma! Agradeço-Vos as luzes que agora me comunicais, e prometo-Vos mudar de vida. Meu Jesus, não atendais à minha ingratidão, mas atendei ao amor que Vos fez morrer por mim. Se eu perdi a vossa graça, Vós não perdestes o poder de m’a restituir. Tende, pois, piedade de mim! Perdoai-me e dai-me a graça de Vos amar, porque prometo de hoje em diante não querer amar senão a Vós.

Ó meu querido Redentor, entre tantas criaturas possíveis escolhestes-me para Vos amar; eu também Vos escolho, ó Bem supremo, para Vos amar sobre todas as coisas. Vós ides adiante com a vossa cruz: não quero deixar de seguir-Vos com a cruz que queirais dar-me a carregar. Abraço todas as mortificações e trabalhos, que me sejam enviados por Vós. Contanto que não me priveis de vossa graça e me façais morrer uma boa morte, estou satisfeito. – Maria, minha esperança, obtende-me de Deus a perseverança e a graça de ama-Lo, e não vos peço mais nada.

***

(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 49-51.)

quinta-feira, 8 de maio de 2014

QUINTA - FEIRA: A ORAÇÃO, INDISPENSÁVEL À SALVAÇÃO

Si quis vestrum indiget sapientia, postulet a Deo, qui dat omnibus affluenter, et non improperat — “Se alguém de vós necessita de sabedoria, suplique-a de Deus, que a todos dá liberalmente, e não impropera” (Iac. 1, 5).
Santo Afonso de Ligório
Sumário. A oração é não só útil à salvação, mas mesmo necessária, porque de um lado somos incapazes de fazer obras boas sem o auxílio de Deus, e do outro, o Senhor, ainda que nos queira dar este auxílio, de ordinário não o dá senão a quem ora. Se, pois, queremos salvar-nos, devemos orar até à morte, pois desde que cessemos de orar, estaremos perdidos. Devemos orar não só por nós mesmos, como também pelo próximo e especialmente pelos pecadores e pelas almas do purgatório.

I. A oração não só é útil à salvação, mas também necessária. Pelo que Deus, querendo salvar-nos, nos impõe o preceito da oração: Oportet semper orare et non deficere (1) — “Importa orar sempre e não cessar”. A razão desta necessidade de nos recomendarmos muitas vezes a Deus, baseia-se na nossa impotência para fazer, sem o auxílio divino, uma boa obra qualquer (2), mesmo para concebermos algum bom pensamento (3), e daí para nos defender contra o demônio, que não deixa de andar ao redor de nós para nos tragar.

É verdade; foi erro de Jansênio, condenado pela Igreja, o dizer que nos é impossível guardar certos mandamentos e que algumas vezes nos falta a graça para podermos observá-los. Deus é fiel, diz São Paulo, e não permitirá que sejamos tentados acima de nossas forças (4). Mas é igualmente verdade que Deus quer ser rogado; quer que nas tentações a Ele recorramos a fim de obtermos a graça para resistir. “Deus quer dar as suas graças”, diz Santo Agostinho, “mas, especialmente no tocante à perseverança, não a dará senão a quem a pedir.” E em outra parte acrescenta: “Lex data est, ut gratia quaereretur; gratia data est, ut lex impleretur — A lei foi dada para que se procure a graça; a graça foi dada para que se cumpra a lei.” O que exprimiu muito bem o Concilio de Trento quando disse: “Deus não manda coisas impossíveis; mas mandando, exorta-nos a que façamos o que está ao nosso alcance, e que peçamos o que excede nossas forças, a fim de que possa vir em nosso auxílio.” (5)

Numa palavra, o Senhor está todo disposto a dar-nos o seu auxílio, para não sermos vencidos; mas só dá este auxílio àqueles que o invocam no tempo das tentações, especialmente nas tentações contra a castidade, como disse o Sábio: Et ut scivi, quoniam aliter non possem esse continens, nisi Deus det... adii Dominum et deprecatus sum illum (6) — “Como eu sabia que de outra maneira não podia ter continência, se Deus ma não desse... recorri ao Senhor, e fiz-Lhe a minha súplica”.

II. Oremos, pois, e oremos com confiança. Jesus Cristo está agora assentado num trono de graças para consolar a todos os que a Ele recorrem e diz: Petite et dabitur vobis (7) — “Pedi e ser-vos-á dado”. No dia do juízo Jesus estará também assentado num trono, mas num trono de justiça. Que loucura seria a daquele que, podendo ser aliviado de suas misérias indo agora a Jesus, que oferece as suas graças, quisesse somente dirigir-se a Ele quando for juiz e não tiver mais misericórdia?

Avisa-nos São Tiago: “Se alguém de vós necessita de sabedoria, suplique-a de Deus, que a todos dá liberalmente, e não impropera... Mas suplique com fé, nada duvidando.” Por sabedoria se entende aqui o saber salvar a alma, e para que tenhamos tal sabedoria, se diz que devemos pedi-la a Deus. E Deus no-la dará, e no-la dará superabundantemente, mais do que nós pedimos. — Se quisermos salvar-nos, é mister que até à morte oremos, dizendo: Meu Deus, ajudai-me! † Meu Jesus, misericórdia! † Doce Coração de Maria, sede minha salvação! — No dia em que deixamos de rezar, estaremos perdidos.

Roguemos por nós mesmos e pelos pecadores, especialmente pelos que estão em agonia e hão de morrer neste dia. Esta oração agrada muito a Deus. Roguemos também cada dia pelas almas do purgatório; estas santas prisioneiras são em extremo gratas a quem ora por elas. — Em todas as nossas orações, peçamos a Deus as graças pelos merecimentos de Jesus Cristo, porquanto Ele mesmo nos ensina que nos será dado tudo quanto pedirmos a Deus em seu nome: Amen, amen, dico vobis: si quid petieritis Patrem in nomine meo, dabit vobis (8) — “Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes a meu Pai alguma coisa em meu nome, Ele vo-la dará”. — Meu Deus, eis o que antes de tudo Vos peço pelos méritos de Jesus Cristo: fazei que em toda a minha vida, e especialmente no tempo das tentações, me recomende a Vós e implore o vosso auxílio por amor de Jesus e Maria. — Virgem Santíssima, obtende-me esta graça, da qual depende a minha salvação. 

***
1. Luc. 18, 1.
2. Io. 15, 5.
3. 2 Cor. 3, 5.
4. 1 Cor. 10, 13.
5. Sess. 6, c. 11.
6. Sap. 8, 21.
7. Matth. 7, 7.
8. Io. 16, 23.

(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 47 - 49.)

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Pugna - Rainha do Céu e da Terra, te coroamos!

Boletim Pugna, da Sociedade da Santíssima Virgem Maria - SSVM, sobre a Coroação a Nossa Senhora neste mês de maio.


Informamos aos leitores que podem ficar a vontade para imprimir e distribuir como forma de apostolado. Se possível, imprimam em folha chamex A4, frente e verso. Clique aqui para visualizar e baixar.

Salve Maria Santíssima!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

XXVIII DE ABRIL: FESTA DE SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT



Hoje é dia de um dos santos mais eloquentes e missionários da história da Igreja. Seus escritos são verdadeiras profecias e ecoam como grande chamado ao heroísmo por Cristo. É considerado o apóstolo da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem.


No link abaixo pode-se ler a obra intitulada "Cartas aos amigos da Cruz", meditações que são fruto do retiro de oito dias feito por São Luís Maria na cidade francesa de Rennes. A obra apresenta o ardor de um apóstolo consumido pelo desejo de atrair as almas para o caminho da cruz.

http://a-grande-guerra.blogspot.com.br/2010/10/carta-aos-amigos-da-cruz.html


São Luís de Montfort, rogai por nós!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

APONTAMENTOS SOBRE O PAPADO - Parte II

  
“Dentre todos os homens do mundo, Pedro foi o único escolhido para estar à frente de todos os povos chamados à fé.” (São Leão Magno, Séc.V)

Prof. Pedro Maria da Cruz

São Pedro recebe as chaves do Reino dos Céus
A fim de compreendermos a importância do papado, olhemos para as Escrituras e, na figura de São Pedro - primeiro papa - aprendamos a grandeza e a centralidade dessa obra do Espírito Santo. O papado é, com efeito, o ponto central que (em Cristo e por Sua virtude), atrai a si todas as coisas mantendo-as suspensas em sua luz, para, com influxo sobrenatural, estabelecer de fato a ordem predestinada por Deus desde toda a eternidade.

O “Trono de Pedro” é, deste modo, a mão visível do divino Salvador atuando sobre o mundo. O perpétuo fundamento da unidade (Lumen Gentium, 18) é finalmente, o meio supremo utilizado por Deus para fazer cumprir Sua vontade sobre a terra.

Olhemos para São Pedro! Nele podemos admirar o protótipo de todos os Vigários de Cristo. Mas, será que esse humilde pescador possuía mesmo toda a grandeza que professamos? Foi ele, de fato, o primeiro líder da Igreja universal?

Sim, por graça de Deus...

Quem negará a primazia conferida a Pedro no grupo dos doze? Ele aparece sempre em primeiro lugar, o primaz, por ser o príncipe dos apóstolos (Mt. 10,2-4; Mc. 3,16-19; Lc.6,13-16; At.1,13). O termo grego PRÓTOS, traduzido na Bíblia por “primeiro”, refere-se também à posição de honra, excelência e dignidade; para além da mera designação numérica.

Ademais, é Simão Pedro - o superior - quem fala em nome de todos os Apóstolos como o chefe inconteste (Jo. 6, 69-70; Mt. 15, 16; 19, 27).Isso é tão verdade que ao citar o seu nome alguns autores bíblicos chegam a omitir o nome dos restantes (Mc. 16,7; At. 2,14; 5,29 etc.). É por sua prevalência sobre os apóstolos que Cristo lhe dedica uma atenção especial, por exemplo, ao mudar-lhe o nome para Cefas (Pedra, sobre a qual edificaria a Igreja) ou dirigir-se-lhe com destaque frente aos outros (Mt. 17,27; Mt. 26,37). É a ele, e somente a ele, que Cristo determina a obrigação de confirmar os irmãos na fé (Luc. 22, 31-32), mesmo sabendo que o negaria por três vezes.

É Pedro quem opera o primeiro milagre em confirmação do que se deve crer (At. 3, 7 ss); é ele – e não poderia ser outro - quem determina a eleição de um sucessor para Judas, o traidor (At.1, 15 ss); além do mais “indo por toda parte”  (At.9, 31-32) qual general que passa em revista às suas tropas ,demonstra sua posição de mando em todas as comunidades cristãs. Por sua superioridade no grupo apostólico é que, no Concílio de Jerusalém, após suas palavras, “toda assembleia se calou” (At. 15,12); e, se Tiago falou por último não foi senão para confirmar a decisão que ele manifestara.

É Pedro quem, como chefe da Igreja, por primeiro anuncia a boa nova aos gentios; assim como, anuncia o Evangelho aos judeus na festa de Pentecostes. A ele é dado de modo singular o “poder das chaves” (Mt. 16,19), e só em outro momento Nosso Senhor dirige-se aos demais para falar-lhes sobre o assunto - mas sempre em união com Pedro. “Ninguém, absolutamente ninguém, nenhum ser humano recebeu de Deus tamanha autoridade.” (DELLEGRAVE, pg.34). Sua primazia era, como se pode perceber, evidente para todos “(...) até ao ponto de trazerem para as ruas os enfermos e colocá-los nos leitos para que chegando Pedro, ao menos sua sombra os cobrisse” (At. 5,15). Sim, sua autoridade era de fato evidente. Por exemplo, é ante as palavras de Pedro que Ananias e Safira caem mortos, pois haviam desobedecido ao mandamento de Deus (At. 5, 1-15); assim como, é ele, o grande líder, quem condena Simão, o pérfido  Mago, decidindo quem merece ou não participar do apostolado (At. 8,20-22).

Caríssimo leitor, perante tanta evidência bíblica podemos entender o motivo de todos os sucessores de Pedro na Diocese de Roma (onde morreu assassinado devido a sua fidelidade ao Evangelho), terem sido vistos como os legítimos superiores da Igreja cristã.
Tanto se respeitou os sucessores de Pedro em Roma que até o dia de hoje é guardada como um tesouro a lista de todos os que vieram a ocupar seu lugar naquela Diocese. Vejamos: depois de São Pedro veio Lino; morrendo este, sucedeu-lhe Anacleto; depois Clemente I, Evaristo e Alexandre I; substituindo-os na cátedra de Pedro temos Sisto I, Telésforo, Higino e Pio I; depois, Aniceto, Sotero, Eleutério e Vitor etc., etc., etc., até chegarmos aos dias atuais onde quem está como Bispo de Roma e líder de toda Igreja é S.S. Francisco, que sucede S.S. Bento XVI, após o longo pontificado do Beato João Paulo II.

São Pedro fala como Chefe da Igreja
Quem afirma que o papado não é uma Instituição divina fundada pelo próprio Jesus Cristo ainda nos primórdios do catolicismo, e quem nega que ele teve em Pedro seu primeiro representante, “(...) nunca leu um simples resumo de História Eclesiástica, nunca manuseou os documentos dos primeiros séculos do cristianismo, nunca computou as Atas dos Concílios, nunca examinou as obras dos antigos padres.” (DELLEGRAVE pg. 99). Para citarmos apenas um, vejamos Agostinho de Hipona, respeitado pelo próprio Martinho Lutero um dos fundadores do protestantismo: “Pedro, diz ele, recebeu o primado entre os discípulos: sua sede, Roma, é a mais alta autoridade; quando Roma fala está terminada a causa.” (DELLEGRAVE, pg. 95).

A força dessa frase de Santo Agostinho a ninguém deve assustar, pois os cristãos - já nos séculos segundo e terceiro - afirmavam sem medo, por exemplo, que “Roma preside a comunhão dos fieis” (Séc. II, Bispo Mártir S. Inácio de Antioquia) ou que, “Com esta Igreja (a romana, onde Pedro governava) em razão de sua primazia de poder, todas as outras Igrejas, isto é, os fiéis de todo o universo têm obrigação de se conformar” (Séc. III S. Irineu de Liâo); além do mais, desde o primeiro grande Concilio geral do Cristianismo, ocorrido após o fim das perseguições romanas, até o Vaticano II, são os sucessores de Pedro em Roma quem os convoca e confirma para serem válidos.

Ora, tudo isso não deve causar estranhamento algum, pois o próprio Cristo afirmara a Simão, o humilde pescador: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt. 16, 18). Aqui a origem de toda autoridade desse papa e seus sucessores: o próprio Filho de Deus. Que o mundo respeite ao menos as palavras de Jesus Cristo!
Maria, Mãe da Igreja! Rogai por nós!

Referência Bibliográfica
  • DELLEGRAVE, Geraldo E. O papado é instituição divina. São Paulo: Loyola, 1986.
  • LUTERO, M. Do cativeiro babilônico da Igreja. São Paulo: Martins Fontes.
  • Liturgia das Horas. Vol. III. Festa da Cátedra de São Pedro Apóstolo.
  • Documentos do Concilio Vaticano II. LG.         



sexta-feira, 18 de abril de 2014

- O CALVÁRIO PERTENCE A TODOS OS TEMPOS E A TODOS OS LUGARES -


"(...) quando subiu ao alto do Calvário, estava praticamente despojado das Suas vestes. Ele poderia ter salvo o mundo sem ter revestido os atavios de um mundo transitório. A Sua túnica pertencia ao tempo, e localizava, fixava Jesus como um habitante da Galiléia. 


Agora, porém, despojado das Suas vestes e completamente desapossado das coisas terrenas, Ele não pertencia à Galiléia, nem a qualquer província romana, mas sim ao mundo. Jesus transformara-Se no pobre homem universal, que não pertencia a qualquer povo, mas sim a todos os povos.  Para exprimir com maior amplitude a universalidade da Redenção, a cruz foi erguida nas encruzilhadas da civilização, num ponto central, entre três grandes culturas – Jerusalém, Roma e Atenas, em nome das quais Ele fora crucificado. A cruz foi, assim, erguida perante os olhos dos homens para chamar a atenção do negligente, fazer apelo ao desleixado, e despertar as consciências adormecidas. 

Foi o único fato irrefutável ao quais as culturas e civilizações do Seu tempo não puderam resistir, e é também nos nossos tempos o único fato irrefutável que não podemos deixar de aceitar. 

Os personagens que tomaram parte do drama da cruz foram os símbolos de todos aqueles que crucificaram. 


Nós estivemos lá, nas pessoas dos nossos representantes. 


Os que atualmente fazemos ao Cristo Místico fizeram-no eles ao Cristo histórico, em nosso nome. Se temos inveja dos bons, fomos representados pelos Escribas e Fariseus. Se hesitamos em abraçar a Verdade e o Amor divino, receando perder algumas vantagens temporais, estivemos lá, na pessoa de Pilatos. Se a nossa confiança é baseada na força material e procuramos conquistar o mundo por meio dela, em vez de o fazermos através da força espiritual, fomos representados por Herodes. E, assim, a história continua, e implica em si todos os pecados característicos do mundo, pecados que nos cegam para o fato de que Jesus é Deus. Havia, portanto, uma irrefutável certeza na crucifixão. Os homens que tinham a liberdade para pecar, também a tinham para crucificar. 



Enquanto o pecado existir no mundo, a crucifixão é uma realidade. Assim o comentou o poeta: 

“Eu vi passar o Filho de Deus. 

Coroado de espinhos... 

E perguntei: Pois não está tudo consumado? 

Senhor, as amarguras não estão esgotadas? 

Jesus volveu para mim um olhar terrível 

E disse-me: Pois não compreendeste? 

Toda a minha alma é um calvário, 

Todo o pecado é uma cruz.” 


Nós tivemos lá durante a crucifixão. O drama estava já completo, em tudo quanto dizia respeito a Cristo, mas não estava ainda patenteado, em relação a todos os homens, a todos os lugares e a todos os tempos.

Se a bobina em volta da qual está enrolado o filme tivesse consciência própria, ela conheceria o argumento de um drama, do princípio até ao fim, ao passo que o espetáculo não poderia, de fato, conhecê-lo, senão depois de ver completamente reproduzido na tela. Da mesma maneira, Nosso Senhor, pregado na Cruz, viu a Sua eterna vontade, todo o drama da história, a história de cada alma e a hora em que cada uma delas reagiria perante a Sua crucifixão; embora, porém, Ele visse tudo, nós não poderíamos saber como reagiríamos perante a Cruz, antes que as nossas vidas tivessem sido projetadas sobre a tela do tempo. 

Nós não tínhamos a consciência de havermos estado presentes no Calvário, naquele dia, mas Jesus tinha a consciência da nossa presença. Hoje, todavia, sabemos qual o papel que desempenhamos no cenário do Calvário, pela maneira como vivemos e agimos no cenário do Século Vinte. 


E é nisto que reside a atualidade do Calvário, a razão pela qual a cruz é a crise, e o motivo pelo qual, de certa maneira, as chagas ainda estão abertas, a dor divinizada, e as gotas de sangue, à maneira de estrelas, caem ainda sobre as nossas almas. 

Não é possível fugirmos à cruz, a não ser que façamos o que fizeram os Fariseus ou vendendo Cristo, como o fez Judas, ou crucificando-O, tal como fizeram os seus carrascos. Todos nós vemos a Cruz, quer para abraçá-la, para nos salvarmos, quer fugindo dela, para nos perdermos. 

Como é, porém, que a cruz se torne visível? 


Como se perpetuou e renovou o cenário do Calvário? 


No Santo Sacrifício da Missa, porque, quer no Calvário, quer durante o Santo Sacrifício, o Sacerdote e a Vítima são os mesmos. As sete palavras derradeiras são idênticas às sete partes da Missa. Assim como as sete notas musicais comportam uma infinita variedade de harmonias e combinações, também na Cruz há sete notas divinas que o Cristo moribundo fez soar através dos séculos e que, no seu conjunto, constituem a sublime melodia da Redenção do mundo. 

Cada palavra é uma parte da Missa. 

A primeira, "Perdoai-lhes", representa o Confiteor; a segunda, "Hoje estarás comigo no paraíso", é o Ofertório; a terceira, "Mulher, eis aqui o teu filho", é o Sanctus; a quarta, "Por que me abandonaste?", é a Consagração; a quinta. "Tenho Sede", é a Santa Comunhão; a sexta, "Tudo está consumado", é o "Ite missa est"; a sétima, "Pai, nas Vossas mãos entrego o Meu espírito", é o Último Evangelho. Representai, pois, na vossa idéia, o Sumo Sacerdote, Cristo, saindo da sacristia do Céu para o altar do Calvário. Ele já se revestiu da nossa natureza humana, colocou no braço o manípulo do nosso sofrimento, a estola do sacerdote, a casula da Cruz. O Calvário é a Sua Catedral; a rocha do Calvário é a pedra do altar; o rubor do sol poente a lâmpada do Santuário; Maria e João são as imagens vivas dos altares laterais; a Hóstia é o Corpo de Jesus; o vinho o Seu sangue. Ele está de pé, como sacerdote, e prostrado, como vítima. 

A Sua Missa vai começar. "

Prólogo, Livro O Calvário e a Missa, Arcebispo Fulton J. Sheen, PH. D., D.D; tradução de Marta de Mesquita da Câmara, Livraria Fiqueirinhas, Porto.

terça-feira, 15 de abril de 2014

"DE VOLTA AO CONFESSIONÁRIO"


Por João. S. de O. Jr.


Adendo: a presente história e os seus personagens são fictícios. Semelhanças com a realidade são "coincidências" propositais, verídicas e bem prováveis. Esta crônica é criada no intuito de transmitir ensinamentos de fundo moral com fatos cotidianos. No nosso caso, o meio eclesiástico frente à crise do clero, visando o bem da Igreja.

*****

Um jovem chamado Zaque, chega ao confessionário depois de várias tentativas junto ao seu pároco, o Pe. Paolo, diocesano do interior paulista, descendente de italianos:


Pe. Paolo: Quais os seus pecados?
Zaque: Padre, não tenho sido atencioso para com minha família, tenho consentido com olhares impuros para as moças, tenho visto revistas e vídeos indecentes, não tenho levado a sério meu namoro... Peguei dinheiro de meus pais sem falar com eles, desperdicei meu tempo brincando no serviço; não capricho nos estudos. Quase não leio a bíblia e o catecismo como devia. Faltei alguns domingos a Missa...

Pe. Paolo: Jovem, não se culpe tanto... Deus nos quer ver felizes! Calma, és jovem ainda para se culpar tanto... Eu te absolvo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo... Vou te indicar um livro de autoajuda.

Nas semanas seguintes, o retorno à confissão:

Zaque: Padre, caí novamente em alguns dos mesmos pecados... Não tenho vigiado corretamente, ainda me faltam mortificações... Mas quero me reconciliar.

Pe. Paolo: Jovem, está sendo muito escrupuloso... A confissão não é assim... Estás se atormentando à toa. Deus é amor! Se solte mais, não se reprima.

Zaque: Não é isso padre, preciso de...

Pe. Paolo: Já te disse para parar com escrúpulos?!! [interrompe o pároco elevando a voz].

Zaque: Ok, padre... Pode me dar a absolvição?

Pe. Paolo: Está bem. Mas, não precisa vir toda semana se confessar. Vou te dar uma absolvição logo, pois tenho uma reunião pastoral paroquial.


Passam-se algumas semanas sem que o jovem tenha voltado ao confessionário. Passam-se meses, um ano, dois anos... Sete anos! 

Um dia, o sacerdote, já aposentado, agora como vigário, separara uma hora na semana para confissões aos fiéis da paróquia. Chega a vez daquele jovem, já um adulto formado e com mais experiência na vida:


Pe. Paolo: Estou te reconhecendo rapaz, nunca mais te vi por aqui...

Zaque: É que me afastei da Igreja padre. Graças a Deus estou de volta e depois de muito tempo quero confessar novamente.

Pe. Paolo: Quais são os seus pecados?

Zaque: Traí a minha esposa, inúmeras vezes... Fiz trapaças aos meus sócios, roubei. Fiquei anos sem conversar com meus irmãos por causa de herança, ganância mesmo. Não estive ao lado de minha mãe na sua morte e nem sequer pedi-lhe perdão. Envolvi-me em uma vida de paixões, devassidões, drogas e baladas. Queria abortar o meu filho com minha esposa, a Rita, ela que resistiu. Nunca mais cumpri os preceitos da semana santa ou outros dias santos como católico... Ao contrário, até frequentei seitas protestantes e terreiros de macumba para conseguir meus objetivos. Fiquei sete anos sem ir à Missa.

Pe. Paolo: Nossa?! Isto é grave. Por que ficou tanto tempo sem ir à Missa?

Zaque: Tinha para mim que a Missa era um banquete de encontro da comunidade, assim que compreendi na paróquia. Vi que estaria sendo mais verdadeiro e menos hipócrita encontrando com meus amigos nos barezinhos do shopping. Afinal, além da curtição, eram amigos que eu conhecia e me ouviam. Não precisava ficar indo em algo que eu não via sentido.

Pe. Paolo: Deus te perdoa, filho. Mas, como foi cair gravemente? Por que se afastou tanto?

Zaque: Padre, quanto aos pecados que estou confessando, acostumei para mim que não era nada demais ver as mulheres como objetos, afinal, todo mundo olha.... Trair minha esposa com outras mulheres ou lançar olhares libidinosos sobrepondo os desejos acima da razão, não são coisas muito diferentes. Atrapalhei muito meu casamento, porém quero me esforçar por minha esposa e meu filho. Não quero deixá-los na mão como fiz com meus pais e meus irmãos. As feridas que causei não se restauram sozinhas. Estou aprendendo que dominar as paixões é possível, vencer o egoísmo quando há mortificação e que ela é sempre necessária. Quero ser honesto e devolver tudo que roubei, sejam dois ou mil reais, pois são roubos da mesma maneira. Estou arrependido e quero receber a graça da absolvição e depois continuar reparando os danos que causei.

Pe. Paolo: Por que abandonou a Igreja por este tempo todo? [pergunta o padre com voz trêmula]

Zaque: Bem padre, diziam-me que para ser católico não precisava de grandes esforços e deixei me levar por isto. Assim, perdi a vontade de aprender as coisas da Igreja como elas realmente são. Caí no relativismo, como não ouvia a defesa (apologética) da Igreja nem dos próprios religiosos, passei a dar crédito a qualquer baboseira que dissessem contra ela. E como fui aprendendo que toda religião é igual e é boa desde quando nos faz sentir bem, passei pelas seitas. Pois me sentiria bem conseguindo as coisas que eu desejasse em cada momento. Estou voltando para a Igreja graças a um apostolado de amigos, todos devotos da Santíssima Virgem Maria. Estou conhecendo a doutrina autêntica da Igreja Católica Apostólica Romana. Padre, eu tinha me esquecido da Cruz de Cristo, estou redescobrindo-a. Redescobrindo também o valor da Santa Missa, do santo terço, do catecismo, da vida dos Santos... Estou conhecendo a Tradição da Igreja! Padre, eu poderia muito bem ter morrido sem ter voltado ao catolicismo. Se estou aqui é por graça e misericórdia de Deus!

Um instante de silêncio. Atônito, e com o olhar voltado para dentro, responde o velho sacerdote dando um grande suspiro: 

Pe. Paolo: Vou te dar a absolvição e a penitência...

Zaque: Padre, obrigado! Só outra coisa: sempre voltarei a confessar porque sei que sempre estarei propício a pecados. Quero ser santo, caso contrário, serei apenas medíocre. Quando recebo esta absolvição, não é alívio psicológico, é a graça sacramental que Nosso Senhor Jesus Cristo deu aos apóstolos. Hoje, na tua pessoa como sacerdote. Permita-me beijar a tua mão!?

Pe. Paolo: Meu jovem, eu estava morto e não sabia...

Zaque e o Pe. Paolo foram para frente do sacrário. Permanecendo o sacerdote mais tempo diante do Senhor, derramava lágrimas. Talvez, redescobrira a vocação. O fato é que o Pe. Paolo esteve mais presente no confessionário a partir daquele dia e nunca mais foi o mesmo.

Conclusões: Nossa história teve um final feliz, oxalá sempre fosse assim. Em breve conheceremos a história do Pe. Paolo, entretanto, por esta, já sabemos:

- Só se vence grandes batalhas se antes vencer as “pequenas”. "Aquele que é fiel nas coisas pequenas será também fiel nas coisas grandes. E quem é injusto nas coisas pequenas, sê-lo-á também nas grandes." (são Lucas 16,10).

- Quando não se és "quente", és morno, e estar morno ou frio, não há diferença. És morto espiritualmente pensando que se estás vivo (Apocalipse 3, 15-16); 

- Confissão e conversão nunca são demais. O que estás esperando?