Lobo à espera para o ataque...
Prof. Pedro Maria da Cruz
“O demônio se disfarça em anjo de luz”
Está ocorrendo no Brasil o Congresso Continental de Teologia, cujo término se dará no dia onze deste mês: iniciativa ousada dos “progressistas” em sua tentativa de reanimar obscuras teorias do passado, agora travestidas em “Anjos de luz”. Afinal, é próprio do mal fantasiar-se, enquanto dormem os vigias de Israel...
Acredite quem quiser, mas coube aos Jesuítas (Ordem fundada por Santo Inácio de Loyola - 1540), abrir as portas de sua universidade (Unisinos – São Leopoldo, RS) para receber os Gurus da “Nova Igreja”, (Queiruga, Jon Sobrino, Gustavo Gutiérrez, Leonardo Boff, João Batista Libânio, entre outros...), antigos mestres da Teologia da Libertação, tantas vezes criticada pela hierarquia católica. Porém, se nos assustou o fato de os Jesuítas haverem aceitado tal engodo, mais surpresos ainda ficaram outros com a divulgação do congresso realizada pelo departamento brasileiro da Rádio Vaticano.
Como se o Papa estivesse conivente com o erro.
Ora, estava claro que, se os mentores do congresso divulgaram o evento como uma forma de celebrar os cinqüenta anos da inauguração do Concilio Vaticano II e os quarenta anos do Livro de Gustavo Gutiérrez, “Teologia da Libertação. Perspectivas”, é porque buscavam formas de reorganizar seus trabalhos entorno de antigos objetivos, como sabemos, distantes do que prega a Tradição.
Para validar o que afirmamos, basta que se confira em certa entrevista realizada ha poucos dias, o que Jon Sobrino, um dos nomes mais esperados no congresso, deixou escapar como se o que transmitia fosse a perfeita expressão da ortodoxia católica: “Outro cristianismo é possível (...). Isso produziu alegria e esperança de que, como se diz hoje, não sei se com demasiada facilidade, outra Igreja, outra fé, outro cristianismo ‘é possível’(...)”. Na mesma linha de raciocínio, depois de haver citado pensadores reprovados pelo magistério, não deixou de taxá-los como “fontes de água viva até o dia de hoje”; e, por fim, convidou-nos a voltar-nos a elas como se as criticas da Igreja de nada valessem. Perguntado sobre as “perseguições” da Igreja à Teologia da Libertação, respondeu que as mesmas teriam ocorrido “(...) por ignorância, por medo de perder o poder ou por obstinação de não querer reconhecer a verdade com que se respondiam às críticas.”
Eis o espírito que anima o Congresso Continental... Apoiado pelos Jesuítas do Rio Grande do Sul...
Ademais, esse propósito de revigorar o que já havia sido reprovado pela Igreja estava bem debaixo do nariz daqueles que se colocaram a favor do Congresso. Basta conferirmos um ouro objetivo expresso pelos organizadores: “Contribuir para que a teologia latino-americana continue sendo instância retro alimentadora das comunidades eclesiais inseridas no mundo em perspectiva libertadora, frente aos novos desafios oriundos de um mundo pluralista e globalizado.”
Bom, não insistamos demais no que é evidente. Este é o fato: os promotores da Teologia da Libertação, ao contrário do que crêem os mais inocentes, continuam ativos em seus projetos; e se essa heresia, como dizem alguns, não é mais apresentada em nossos púlpitos (pelo menos claramente), não é isso devido ao fato de ela estar morta, mas simplesmente porque se travestiu de novos nomes e formas de atuação. Foi exatamente o que ficou subtendido em outro conferencista do mesmo congresso, o “teólogo” Jung Mo Sung. Para ele, a Teologia da Libertação apenas está em crise. “E só está em crise quem está vivo, quem já morreu não tem crise.”
Maria Santíssima, rogai por nós!
Referências:
http://www.unisinos.br/eventos/congresso-de-teologia/pt/o-congresso/apresentacao
http://www.unisinos.br/eventos/congresso-de-teologia/pt/component/content/article/4-vitrine/206-o-absoluto-e-deus-e-o-coabsoluto-sao-os-pobres-entrevista-especial-com-jon-sobrino
http://www.unisinos.br/eventos/congresso-de-teologia/pt/o-congresso/apresentacao
http://www.unisinos.br/eventos/congresso-de-teologia/pt/o-congresso/noticias/207-teologia-da-libertacao-e-a-experiencia-de-encontrar-deus-na-face-dos-pobres











