quarta-feira, 19 de outubro de 2011

LAICISMO: Marsílio de Pádua e Ockham

Marsílio de Pádua
Guilherme de Ockham



Por R. G. Santos

INTRODUÇÃO

Ao estudarmos a filosofia medieval constatamos ser a mesma um mosaico de concepções. Em outros termos, muitos são os pressupostos forjados nesse período para o entendimento da vida social.

Dentro desta perspectiva, destacam-se dois pensadores que, cada um a seu modo, elaboraram reflexões cujas conseqüências rompem radicalmente com o modelo de pensamento político vigente. São eles Guilherme de Ockhan e Marsílio de Pádua.

Nesse sentido, o objetivo do texto é, sobretudo, compreender o modo como cada um deles rompe com uma idéia política amparada na noção de cristandade rumo ao chamado laicismo.

Ao fim e ao cabo, perceber-se-á o vigor da radicalidade de nossos autores ao pensarem a realidade política destituída de influências eclesiásticas e religiosas.


MARSÍLIO DE PÁDUA

Nossa primeira consideração se deterá no pensamento de Marsílio de Pádua. Nesse italiano se tem um espírito imbuído pela crítica e pelas distinções, sobretudo, em matéria política. Separará a razão da fé, influenciará posteriormente muitos arautos da modernidade e desta será, em certo sentido, um claro prelúdio.

Marsílio de Pádua
Em Marsílio se encontra um acento positivo do homem. Esse, aqui entendido, é capaz de, por si, praticar atos concretos: tanto na esfera individual como na política. É aqui que encontramos o ponto nevrálgico de sua concepção política: a cidade pode se auto-sustentar. Pode forjar mecanismos capazes de fomentar o viver, e o viver bem.

Em outros termos, cada cidadão, tanto na esfera individual da vida como na grupal ou coletiva, pode criar mecanismos de vida feliz e mais: sem uma intervenção, mesmo tácita, da Igreja.

Já há aqui um redimensionamento da influência política da religião: ela se torna uma peça a mais no “quebra–cabeças” da construção citadina. Tem sua vigência e seu valor na medida em que incute nos homens valores e virtudes que os façam melhores. Isso redundará em benefícios para a sociedade.

Eis a contribuição da religião, entendida em acentos claramente funcionais. Seu discurso e sua alçada remetem única e propriamente ao além. Assuntos relativos à lei e ao Estado não se encontram na esfera de sua influência.

Como conseqüência disso que apontamos, tem-se a valorização do povo e de sua soberania, além do próprio Estado.


GUILHERME DE OCKHAM

Seguindo os delineamentos traçados outrora por Marsílio, temos a reflexão de Guilherme de Ockham. Franciscano “radical”, também aventa idéias inovadoras para seu tempo: em matérias filosóficas, políticas e eclesiásticas numa perspectiva “crítico-contestatória”.

Guilherme de Ockham
Nosso autor proporá o divórcio- segundo ele necessário- entre a razão e a fé. Ambas, de acordo com nosso ilustre frade, podem “render melhor” se forem concebidas em seus respectivos âmbitos.

Acompanhando esse primeiro divórcio, tem-se também um simultâneo rompimento entre a alçada civil e a eclesiástico-religiosa. Percebendo que o modelo de cristandade redundaria concretamente em ingerências e confusões (sobretudo por parte da autoridade religiosa), propõe a separação das esferas supracitadas. As coisas da fé são as coisas da fé. As coisas da política são as da política. Em termos bíblicos, “dar a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”.

Percebe-se aqui que o poder temporal torna-se autônomo e soberano em seus domínios e competências. O governante tem suas prerrogativas de governo dadas diretamente por Deus, não necessitando da chancela do representante maior da Igreja, o papa.

Sobre o pontífice, Ockham irá tecer algumas considerações polêmicas.Não obstante o intento que persegue ao reduzir a amplitude de sua influência na sociedade, Ockham acaba por mitigar suas prerrogativas intra muros eclesiae (dentro dos muros da Igreja). Isso se dá, sobretudo, quando propõe a democracia na escolha do sucessor de Pedro, dando uma valorização maior do povo cristão em tal processo.

O enredo da crítica ao papado, dessa maneira, seria o combate à ênfase excessiva no próprio alcance dos atributos papais. É aqui que se entende a crítica à “plenitude do poder”. Nem na sociedade temporal, nem na eclesiástico-espiritual o poder exercido pelo papa se dá de modo correto.

CONCLUSÃO

Diante de tudo o que pontuamos, podemos definir uma conseqüência quase que evidente: a Igreja, e por tabela o papa, devem perder gradualmente sua influência na sociedade. Mais: quando a perspectiva cristã deixa de dar o tom nas instituições e até de moldá-las, dá-se largas ao laicismo: esse modus vivendi que relativiza, por assim dizer, a relevância do discurso religioso como definidor mor dos rumos do caminhar sócio-político.

São estas, portanto, as considerações que julgamos mister fazer a respeito desses autores, que ainda no medievo preparam o surgimento da modernidade.

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OBRAS CONSULTADAS


OCKHAM, Guilherme. Obras Políticas. Trad. José Antônio C.R. Souza. Porto Alegre: EDIPUCRS/USF, 1999. 

PÁDUA, Marsílio de. O defensor da paz. Trad. José Antônio C.R.Souza. Petrópolis: Vozes, 1995.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

“A CORRUPÇÃO PRECISA DE VOCÊ!”





Por: Prof. Pedro M. da Cruz

Essa é Boa! Os senhores se lembram das vassouras¹ que foram colocadas na Esplanada dos Ministérios, em frente ao Congresso Nacional, como ato simbólico de um certo Movimento²? Pois é, parte delas foram FURTADAS!(risos, risos e mais risos, para não chorar, claro!) Meu Deus, em que mundo estamos...

Só para recordar: simbolizando o combate à corrupção, 594 vassouras ( número correspondente ao total de deputados e senadores) foram fincadas, no dia 27 de setembro deste ano, no gramado da Esplanada, em Brasília. Ora, na tarde do dia 28, organizadores do protesto levaram a maioria das vassouras para serem distribuídas aos parlamentares. Até aí, tudo bem!O que, porém, mais chamou a atenção foi o fato de mais ou menos cinqüenta delas, que haviam ficado no gramado, terem sido levadas por “Deus sabe quem!”. Quanta degradação!

Percebamos que, se atos de corrupção existem na Política nacional, é devido ao fato de antes mesmo já haverem sido gestados numa sociedade onde a ilegalidade é vista por muitos como parte integrante da paisagem natural. Millôr Fernandes, por exemplo, em um de seus conhecidos cartuns, fez interessante ironia com referência a essa triste realidade. Escreveu: “Jovem, cumpra seu dever: a corrupção precisa de você!”

Que a coisa já esteja largada, não é novidade para ninguém. Vemos pelo Brasil desde Políticos usando dinheiro público para manter funcionários particulares³, até desembargadores afastados pelo CNJ sob acusação de desvio de verbas de Tribunal de Justiça para financiar obra da Maçonaria. Razão tinha a Corregedora Eliana Calmon, que a respeito da Magistratura afirmara haver “bandidos atrás das togas.”...

Alguns parlamentares saíram  para pegar as suas vassouras.

Terminemos este artigo com uma questão “maldosa” levantada por alguém: “Mas, quem roubou as vassouras, afinal de contas? Creio que tenham sido os políticos... para limparem a política nacional, óbvio!".


Maria Santíssima, rogai por nós!


NOTAS:
1 Folha de São Paulo. Poder, A12. Quinta-Feira, 29 de setembro de 2011.
2 O Objetivo do ato, que ocorreu em praia do Rio de janeiro na semana passada, era pedir ações contra a corrupção.
3 Por exemplo, entre outros, o Senador Alfredo Nascimento do PR; Pedro Novais do PMDB-MA(que gastou parte do dinheiro até mesmo em festinha particular num Motel, apesar da Idade); e Arnaldo Jardim do PPS.


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ATENÇÃO! UMA COISA IMPRESSIONANTE!

Atual catedral de Belo Horizonte

“Até vocês vão me abandonar?” (Jo. 6,67)

“O ladrão vem para roubar, matar e destruir” (Jo.10,10)
 
Por Prof. Pedro Maria da Cruz 

Norte do Paraná. O Pe. Francisco Adami está desolado, “depenaram” sua Igreja. A porta de entrada é mera formalidade na capela de São Jorge, zona rural de Cambira. É mais fácil entrar pelas laterais, uma vez que as paredes de Peroba foram roubadas.

Foi-se o tempo em que ainda respeitavam a Casa de Deus...

Além da porta de entrada sobraram o telhado, as janelas e algumas paredes secundárias. “Aquilo foi uma coisa incrível!” afirmou o Padre Adami, 72 anos.

Detalhe: até então, o presbítero não sabia o quão valioso era o material com que fora construída a Capela. Assustado, levantou uma interrogação: “Quem é que vai cuidar para que não venham mais ladrões?” 1

Projeto da nova catedral de Belo Horizonte
Esse fato nos remete à atual situação em que se encontra a Igreja pós-conciliar...

“Roubaram” nossos confessionários. “Roubaram” nossas imagens. “Roubaram” nossos atos de piedade e, até mesmo, um rito multissecular, a Missa de São Pio V.

Desfiguraram nossa música. Quem ainda ouve Polifonia Sacra ou Canto Gregoriano? O barulho em nossas celebrações mais remetem a cultos neo-pentecostais que à sublimidade da Corte Celeste.

“Depenaram” nossos padres... agora, alguns deles chegaram ao cúmulo de usarem Shorts e Camiseta no atendimento paroquial.

Olhem a arquitetura de nossos templos! Muitas capelas serviriam de meros galpões ou salas de conferências para o MST.

E haveria tantas coisas para citar...

O fato, é que muitos sacerdotes não reconhecem o valor de todo o patrimônio da Igreja. Por isso, em sua ignorância, deixam desprotegidos riquíssimos tesouros da tradição cristã; sendo assim, não é de se estranhar que venham ladrões e roubem nossos bens.

A pergunta do sacerdote não deveria ser “Quem vai cuidar para que não venham mais ladrões?”, mas, sim “Como cuidarei...”. Lembremos de nossa responsabilidade individual. É obrigação de todo batizado a defesa do patrimônio eclesiástico, seja material ou espiritual.

Por fim, façamos uma última constatação: Enquanto homens se perdem numa “vidinha egoísta”, os malvados saqueiam a Casa de Deus; e, na tentativa de reformá-la, outros colocam nos lugares vazios um sem número de materiais indevidos.

No lugar da Oração Tradicional alguns colocaram sons desconexos, batizando-os de “oração em línguas”. Ora, já que poucos rezavam muito e muitos desses poucos rezavam mal, o melhor foi inventar uma pseudo-oração angélica acessível a todos. Generalizou-se verdadeira “anarquia pneumática” (Cardeal Ratzinger).

No lugar da penumbra mística tão fecunda em nossas Igrejas tradicionais, instalaram holofotes. Agora, padres sobem no presbitério ao som de marchinhas e aplausos entusiásticos de uma assembléia que não sabe recitar os dez mandamentos. Mas, sabe dançar! E, como tem dançado...

Baterias, Guitarras e Baixos ocuparam o lugar dos órgãos... Sobriedade não agrada mais às novas gerações tão acostumadas a boates e baladas noturnas. Os velhos que se acostumem... liturgia é festa! Cristo Ressuscitou! Talvez, por isso tenham tirado, inclusive, os crucifixos das Igrejas... Afinal, já tiraram até mesmo de lugares públicos! É o inocente laicismo realizando seus objetivos mais secretos e difusos...

Catedral de Nossa Senhora da boa viagem- Belo Horizonte
No lugar dos confessionários, colocaram salas de bate-papo. Claro! Confissão é conversa entre amigos! Além do mais, as salas de bate-papo da internet têm “bombado”. Isso é um sinal dos tempos!(Sim, mas de que tempos!)

E no lugar dos Padres? Leigos, claro! É o “mea culpa” da Igreja por tanta centralização Hierárquica. No mais, todo mundo é sacerdote! O catolicismo mudou! Viva os novos tempos! Viva a nova Igreja! Limpemo-nos do último lodo que nos prende ao passado: talvez ele seja o papado...

No lugar de Roma, a CNBB.

E, no lugar de Deus? O Homem!

Não há mais nada para citarmos... Agora, diga-nos, caro leitor, o que se pode concluir dessa triste situação? Que esse artigo, apesar de sua informalidade, nos sirva para reflexão.

Maria Santíssima, rogai por nós! 

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1- Folha de São Paulo, Cotidiano C4, 21 de Agosto/2011.


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

JOGADAS PERIGOSAS






Por: Prof. Pedro M. da Cruz

  “Um povo insensato desprezou vosso nome” (Sal. 74,18) 

Em agosto deste ano de 2011 ocorreu um fato simbólico que caracteriza de modo pitoresco a confusa realidade atual. O atacante Loco Abreu - é “loco” mesmo - tentou “dar lençol” no Cristo! (Imaginem os senhores, só a nível de curiosidade, o que fariam alguns islâmicos com alguém que tentasse dar um “chapéu” no Alcorão... ) 

Expliquemo-nos: o jogador do Botafogo, Loco Abreu, em gravação de comercial sem autorização, foi ameaçado de Processo pela Arquidiocese do Rio por tentar dar “chapeuzinho” no Cristo Redentor. Interromperam o projeto quando uma bola foi chutada para tentar encobrir a estátua... O assessor do jogador, Flávio Dias, disse considerar “um negócio inacreditável” a Arquidiocese cogitar processar o atacante. Em que tempos estamos! 

Mas, o que haveria de simbólico nesse fato, aparentemente, tão irrelevante? Não é preciso ser um craque no Futebol para entender que “lençol” se dá em jogador de time adversário. Agora, dar “lençol” no Cristo?! Se não o pôde Satã, quanto mais o Abreu ... 

Claro que os idealizadores dessa “jogada” agiram com a maior boa vontade. No entanto, esse ato “inocente” está carregado de significações: 

Não é verdade que para alcançar uma vitória egoísta muitos quiseram driblar o Cristo? 

Henrique VIII deu um “chapeuzinho” em Roma para fazer seu “gol” anglicano. 

Lutero “cobriu” Bispos e Cardeais no afã de conseguir uma goleada contra o papado. 

Todavia, fixemo-nos no agora: 

O que é a RCC senão um gol contra? 

As CEBs embolaram o meio de campo, e, hoje, ninguém mais duvida que muitíssimos de seus “jogadores” torciam pelo time adversário. 

As várias seitas atuais são esforços “Loco´s” da velada tentativa satânica por um “lençol” no Cristo. Sabemos, entretanto, que jamais conseguirão seu pérfido intento. Suas bolas cairão no mato... 

Graças a Deus, o ato de Loco irritou a Igreja! 

A verdade é que não temos visto nossos pastores tão irritados por outras afrontas cometidas a Nosso Senhor... Isso sim é “um negócio inacreditável”. Mas, a manifestação arquidiocesana já é um bom sinal! Quem sabe se num futuro próximo nossos Bispos não terão o mesmo zelo que tantos inquisidores manifestaram em favor das coisas santas durante a gloriosa era medieval? 

Esperamos que essa breve reflexão sirva de “trampolim” para outras mais profundas e ajude nossos leitores a colher frutos espirituais em todos os fatos, mesmo os aparentemente mais insignificantes. 

Maria Santíssima, rogai por nós! 



Referência : Folha de São Paulo - Quarta Feira, 17 de agosto de 2011 D 12 Esporte (Gustavo Alves)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

MAIS CINCO MOTIVOS PARA SER FELIZ!




Por Prof. Pedro M. da Cruz

“A virtude da temperança dispõe a evitar toda espécie de excesso, o abuso da comida, do álcool, do fumo e dos medicamentos.” (CIC 2290)
“Quem proíbe o abuso, não condena o uso sábio e moderado.”
  
Trazemos abaixo algumas noticias interessantes sobre a cerveja! Perante os muitos problemas que abalam o mundo, e, inclusive, nossa amada Terra de Santa Cruz, nada como sentar-se com os amigos e relaxar tomando um delicioso copo dessa bebida. 

Para aqueles que atacarão maldosamente, julgando aconselharmos “bebedeira” ao invés da oração, afirmamos, claramente, que, muito ao contrário, no lugar da “bebedeira” pregamos moderação. Além do mais, se é incorreto – como se diz - beber enquanto se reza, porque não rezar enquanto se bebe?

Semanas atrás um amigo me procurou todo cheio de pesar. Certo Ministro Extraordinário da Eucaristia o havia repreendido por saber que gostava de cervejas. Respondi-lhe, dando uma boa gargalhada: “Do jeito que as coisas vão não podemos confiar nesses Ministros; mas, não se preocupe, quatro já caíram em Brasília...”  Depois, indicando-lhe em documentos do Magistério sábios pronunciamentos da Igreja, fomos apreciar Martini, para não acontecer que o ministro, vendo-nos com cervejas, tivesse mais um motivo para repreende-lo em sua liberdade espiritual. (risos)

Maria Santíssima, rogai por nós!


Novidades sobre a cerveja:


1- Ela Melhora a imunidade
“Um estudo do conselho superior de Investigações científicas da Espanha concluiu que a imunidade melhora com o consumo moderado de cerveja (...) aumenta a contagem de linfócitos, leucócitos, basófilos e outras células do sistema imunológico, as primeiras responsáveis por combater o ataque de micro-organísmos.”

2 - Ela diminui o risco de demência
“Um estudo da Universidade de Wake Forest (EUA) descobriu que quem tomava um ou dois drinques por dia tinha um risco 37% menor de desenvolver demência. (...) Outro levantamento chegou à mesma conclusão (...) protegem o cérebro – o álcool obriga as células a trabalhar, fazendo com que elas ‘treinem’ para estresses maiores, como os que levam à demência.”

3 - Ela combate os radicais livres
“ (...) fornece antioxidantes que combatem radicais livres, que envelhecem a pele – e cuja produção aumenta com exposição ao sol. Estudo da Universidade de Scranton (EUA) apontou que cervejas de alta fermentação (stout e porter) têm o dobro dos antioxidantes das de baixa fermentação (pilsen). ‘ Os antioxidantes da cerveja agem melhor que os de suplementos.’ Diz Joe Vinson, autor da pesquisa. Só não substitua o protetor (...)”

4 - Ela blinda seu coração
“ Duas latinhas são tão boas quanto uma visita ao cardiologista. Vários estudos comprovam que a cerveja reduz o risco de males vasculares. Super-poderes: Flavonoides, álcool e vitamina B6.(...) Outra: pesquisa da Universidade de Sydney (Australia) concluiu que a cerveja reduz o risco de Diabetes tipo 2.”   

5 - Ela deixa os ossos mais fortes
“Um levantamento do Centro Médico Montefiore (EUA) constatou que quem bebe moderadamente aumenta a densidade óssea e está 20% menos sujeito a fraturas no quadril do que os abstêmios. A cerveja ainda combate a osteoporose (...) de acordo com um estudo espanhol, o silício da cerveja diminui o ritmo do enfraquecimento do osso. Mas, não abuse: ‘Jovens podem desenvolver a osteoporose com o alcoolismo’, diz o reumatologista Roberto Heymann, da Unifesp.”

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Referência:
Revista: Men’s Health/ Número 42. Outubro 2009. P. 75 (recebi tão somente a reportagem destacada do resto da revista, que, de ouvir falar, sei que é de muito mau gosto em suas expressões e imagens)

 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

APOSTOLADO E MONARQUIA

GRUPO DA SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA¹ E DOM BERTRAND ORLEANS E BRAGANÇA



Por Renato César


 No último dia 23 de agosto, esteve em nossa cidade de Montes Claros, MG, Sua Alteza Imperial e Real, o Príncipe Dom Bertrand José Maria Orleans e Bragança, príncipe do Brasil. Por ocasião de palestras a serem ministradas na Universidade Estadual de Montes Claros e nos espaços privados de empresários do campo.
Após tomar conhecimento da presença de membros do nosso apostolado, em umas de suas conferências, Sua Alteza quis nos conhecer. Seus assessores imediatamente providenciaram uma reunião reservada entre o grupo da Santíssima Virgem Maria e o Príncipe Dom Bertrand.
Com extremo bom gosto, nossa reunião se passou no fim da tarde, em um  hotel fazenda nas proximidades de Montes Claros. Dentre os vários assuntos abordados junto a Dom Bertrand, citamos a realidade da Igreja local, as formas de piedade e espiritualidade em nossos apostolados, as particularidades próprias da Monarquia e nosso apreço por ela, bem como a vida de alguns santos e documentos da Santa Igreja. E de modo especial, não deixamos de partilhar sobre a nossa luta para conseguirmos a Missa Tridentina, conforme possibilidade dada pelo Motu Proprio Summorum Pontificum, em nossa cidade. Sua Alteza com estimada eloquência soube nos incentivar, assim como mostrar seu ponto de vista, sobretudo, católico, perante nossas pontuações.
 
“Vejo o grupo de vocês como inspirado pelo Espírito Santo e guiado pela Virgem Maria, pois não há explicação natural para sua existência", disse Dom Bertrand, se referindo ter sido ele brotado num terreno assaz impropício. Ele ainda se dispôs a nos presentear com revistas Catolicismo, e vários livros de doutrina e piedade católicas dentre eles o clássico “Reforma Agrária, questão de consciência” de Dr. Plínio Côrrea de Oliveira.




Para nós, fica a alegria de tão sabias palavras e de tão apreciado encontro.

Maria Santíssima Rogai por Nós!

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1-Os blogs Escritos Católicos e Sociedade Apostolado são parte do apostolado do Grupo da Santíssima Virgem Maria.

                                                                 
 

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

PIO XII E OS JUDEUS ROMANOS


  
Por Jesús Colina
 
Conforme documentação descoberta recentemente por historiadores, a ação direta do papa Pio XII salvou a vida de mais de 11.000 judeus em Roma durante a II Guerra Mundial.

O representante da fundação Pave the Way na Alemanha, o historiador e pesquisador Michael Hesemann, descobriu muitos documentos originais de grande importância ao pesquisar os arquivos da igreja de Santa Maria dell'Anima, a igreja nacional da Alemanha em Roma.

A Pave the Way, com sede nos Estados Unidos, fundada pelo judeu Gary Krupp, anunciou o achado em declaração enviada a ZENIT.

“Muitos criticaram Pio XII por guardar silêncio durante as prisões e quando os trens partiram de Roma com 1.007 judeus, que foram enviados para o campo de concentração de Auschwitz”, declarou Krupp. “Os críticos não reconhecem nem sequer a intervenção direta de Pio XII para dar fim às prisões, em 16 de outubro de 1943”.

“Novos achados provam que Pio XII agiu diretamente nos bastidores para impedir as prisões às 2 horas da tarde do mesmo dia em que elas começaram, mas não conseguiu deter o trem que tinha aquele destino tão cruel”, acrescentou.

Segundo um estudo recente do pesquisador Dominiek Oversteyns, havia em Roma 12.428 judeus no dia 16 de outubro de 1943.

“A ação direta do papa Pio XII salvou a vida de mais de 11.400 judeus”, explica Krupp. “Na manhã de 16 de outubro de 1943, quando o papa soube da prisão dos judeus, enviou imediatamente um protesto oficial vaticano ao embaixador alemão, que sabia que não teria resultado algum. O pontífice mandou então seu sobrinho, o príncipe Carlo Pacelli, até o bispo austríaco Alois Hudal, cabeça da igreja nacional alemã em Roma, que, conforme relatos, tinha boas relações com os nazistas. O príncipe Pacelli disse a Hudal que tinha sido enviado pelo papa e que Hudal devia escrever uma carta ao governador alemão de Roma, o general Stahel, pedindo que as prisões fossem canceladas”.

A carta do bispo Hudal ao Generale Stahel dizia: “Precisamente agora, uma fonte vaticana [...] me informou que nesta manhã começou a prisão dos judeus de nacionalidade italiana. No interesse de um diálogo pacífico entre o Vaticano e o comando militar alemão, peço-lhe urgentemente que dê ordem para parar imediatamente estas prisões em Roma e nas regiões circundantes. A reputação da Alemanha nos países estrangeiros exige esta medida, assim como o perigo de que o papa proteste abertamente”.

A carta foi entregue em mãos ao general Stahel por um emissário de confiança do papa Pio XII, o sacerdote alemão Pancratius Pfeiffer, superior geral da Sociedade do Divino Salvador, que conhecia Stahel pessoalmente.

Na manhã seguinte, o general respondeu ao telefone: “Transmiti imediatamente a questão à Gestapo local e a Himmler pessoalmente. E Himmler ordenou que, considerado o status especial de Roma, as prisões sejam interrompidas imediatamente”.

Estes fatos são confirmados também pelo testemunho obtido durante a pesquisa do relator da causa de beatificação de Pio XII, o padre jesuíta Peter Gumpel.

Gumpel declarou ter falado pessoalmente com o general Dietrich Beelitz, que era o oficial de ligação entre o escritório de Kesselring e o comando de Hitler. O general Beelitz ouviu a conversa telefônica entre Stahel e Himmler e confirmou que o general Stahel tinha usado com Himmler a ameaça de um fracasso militar se as prisões continuassem.

Institutos religiosos isentos de inspeções nazistas


Outro documento, “As ações para salvar inumeráveis pessoas da nação judaica”, afirma que o bispo Hudal conseguiu, através dos contatos com Stahel e com o coronel von Veltheim, que “550 instituições e colégios religiosos ficassem isentos de inspeções e visitas da polícia militar alemã”.

Só numa destas estruturas, o Instituto San Giuseppe, 80 judeus estavam escondidos.

A nota menciona também a participação “em grande medida” do príncipe Carlo Pacelli, sobrinho de Pio XII. “Os soldados alemães eram muito disciplinados e respeitavam a assinatura de um alto oficial alemão... Milhares de judeus locais em Roma, Assis, Loreto, Pádua e outras cidades foram salvos graças a esta declaração”.

Michael Hesemann afirma que é óbvio que qualquer protesto público do papa quando o trem partiu teria provocado o recomeço das prisões.

Ele ainda explica que a fundação Pave the Way tem no seu site a ordem original das SS de prender 8.000 judeus romanos, que deveriam ser enviados para o campo de trabalho de Mauthausen e ser retidos como reféns, e não para o campo de concentração de Auschwitz. Pode-se pensar que o Vaticano acreditasse em negociar a libertação deles.

Soube-se também que o Vaticano reconheceu que o bispo Hudal ajudou alguns criminosos de guerra nazistas a fugir da prisão no fim do conflito.

Por causa de sua postura política, o bispo era persona non grata no Vaticano, e foi repreendido por escrito pelo secretário de Estado vaticano, o cardeal Giovanni Battista Montini (futuro papa Paulo VI), por sugerir que o Vaticano ajudasse os nazistas a fugir.

Gary Krupp, diretor geral da Pave the Way, comentou que a fundação “investiu grandes recursos para obter e difundir publicamente todas estas informações para historiadores e peritos. Curiosamente, nenhum dos maiores críticos do papa Pio XII se deu ao trabalho de vir até os Arquivos Vaticanos abertos (e abertos completamente, desde 2006, até o ano de 1939) para fazer estudos originais. Também não consultaram o nosso site gratuito”.

Krupp afirma ter a sincera esperança de que os representantes dos peritos da comunidade judaica romana pesquisem o material original, que se encontra a poucos passos de sua casa.

“Creio que descobriram que mesma existência hoje da que o papa Pio XII chamava ‘esta vibrante comunidade’ deve-se aos esforços secretos deste papa para salvar cada vida”, disse. “Pio XII fez o que pôde, quando estava sob a ameaça de invasão, de morte, cercado por forças hostis e com espiões infiltrados”.

Elliot Hershberg, presidente da Pave the Way Foundation, acrescenta: “No serviço de nossa missão, nos empenhamos em tentar oferecer uma solução para esta controvérsia, que atinge mais de 1 bilhão de pessoas”.

“Temos usado nossos links internacionais para obter e inserir em nosso site 46.000 páginas de documentos originais, artigos originais, testemunhos oculares e entrevistas com especialistas para oferecer esta documentação pronta a historiadores e especialistas.”

“A publicidade internacional deste projeto tem levado, a cada semana, nova documentação, que mostra como estamos nos movendo para eliminar o bloqueio acadêmico que existe desde 1963.”
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 Fonte: www.zenit.org

sábado, 13 de agosto de 2011

NASA: CONTRA MENTIRA ECOLÓGICAS

                      Dr. Spencer, satélite Terra (NASA) e nuvens cirrus. Novo golpe na ciência fraudada.


A verdadeira ciência, aquela que leva em conta os dados coletados no mundo real, acaba de desferir um duro golpe na pseudociência das mudanças climáticas baseada em modelos climáticos computacionais falhos ou fraudados.

Um estudo recentíssimo, de autoria dos Doutores Roy W. Spencer (Climatologista) e William D. Braswell, publicado na revista científica Remote Sensing [arquivo completo em PDF, 11 páginas] no último dia 25.07.2011, revela que a atmosfera do planeta Terra permite a liberação de calor para o espaço em quantidades muito maiores do que os modelos climáticos computacionais alarmistas vinham prevendo.
Esse estudo confirma ainda as conclusões de estudos anteriores de que o CO2 atmosférico retém muito menos calor do que afirmavam os alarmistas do AGA. Tais revelações e conclusões podem parecer pequenas aos olhos dos leigos, mas certamente terão enorme repercussão entre os cientistas. Não obstante, ainda é muito cedo para saber que peso terão (se é que terão) entre aqueles que formulam e impõem políticas ambientais não apenas bastante questionáveis, mas draconianas, i.e., o IPCC-ONU, as ONGs verdes, os legisladores apressados e os governantes cúmplices. [*]

O artigo que comenta os resultados do estudo é de autoria de James M. Taylor, sênior fellow para políticas ambientais do Heartland Institute e editor da publicação Environment & Climate News. A versão original pode ser lida aqui: “New NASA Data Blow Gaping Hole In Global Warming Alarmism”. A seguir, o leitor do M@M tem à disposição uma tradução condensada e adaptada do artigo de James M. Taylor; o texto é necessariamente repetitivo, sem floreios, pois trata de dados, conceitos e questões científicas:
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Dados de um satélite da NASA, coletados entre os anos 2000 e 2011, mostram que a atmosfera da Terra está permitindo que muito mais calor seja liberado para o espaço do que os modelos computacionais alarmistas previram; isso é o que relata um novo estudo publicado no periódico científico Remote Sensing. O estudo indica que ocorrerá muito menos aquecimento global no futuro do que os modelos computacionais da ONU previam, e corrobora estudos anteriores que já indicavam que o dióxido de carbono (CO2) atmosférico retém muito menos calor do que os alarmistas vinham afirmando. [Nota M@M: Outros estudos indicam a possibilidade de um resfriamento global. Leia mais aqui: O Sol pode estar entrando numa fria... e nós também].

O co-autor do estudo, Dr. Roy Spencer, pesquisador-chefe na Universidade do Alabama, em Huntsville, e chefe de equipe do experimento de monitoração “Advanced Microwave Scanning Radiometer”, a bordo do satélite Aqua da NASA, relata que os dados do mundo real coletados pelo satélite Terra, também da NASA, contradizem múltiplas suposições introduzidas nos modelos computacionais alarmistas.

Num comunicado à imprensa, emitido no dia 26.07, o Dr. Spencer declarou: “As observações via satélite sugerem que muito mais energia é perdida para o espaço durante e após um período de aquecimento do que aquela que é apresentada pelos modelos climáticos. Há uma enorme discrepância entre os dados coletados e as previsões, e que é especialmente grande sobre os oceanos”.
Além da descoberta de que o calor efetivamente retido é muito menor do que os modelos computacionais da ONU tinham previsto, os dados do satélite da NASA demonstram que a atmosfera começou a lançar calor para o espaço muito antes do previsto pelos mesmos modelos.
Essas descobertas são extremamente importantes e devem alterar dramaticamente o debate sobre aquecimento global.

Cientistas em todos os lados do debate sobre aquecimento global concordam num ponto, qual seja, quanto calor está sendo diretamente retido pelas emissões humanas de CO2: “não muito” é a conclusão geral. Todavia, a questão mais importante no debate sobre aquecimento global é se as emissões de dióxido de carbono, mesmo indiretamente, irão reter mais calor por causarem grandes acréscimos na umidade atmosférica e na formação de nuvens cirrus. Os modelos climáticos alarmistas pressupõem que as emissões humanas de CO2 indiretamente causam aumentos substanciais na umidade atmosférica e na formação de nuvens cirrus (ambas as condições são bastante eficazes na retenção de calor), mas os dados do mundo real há muito demonstram que isso não está acontecendo, isto é, não está havendo aumento na umidade atmosférica nem aumento na formação de nuvens cirrus.

Os novos dados do satélite Terra são compatíveis com os dados de longo prazo  da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) e da NASA, indicando que a umidade atmosférica e a formação de nuvens do tipo cirrus não estão aumentando conforme previsto pelos modelos computacionais alarmistas. Os dados do satélite Terra também corroboram os dados coletados pelo satélite ERBS que mostram que muito mais radiação de ondas longas (i.e., calor) escapou para o espaço entre 1985 e 1999 do que os modelos computacionais previram. Juntos, os dados dos satélites Terra e ERBS mostram que por mais de 25 (vinte e cinco) anos as emissões de CO2, direta ou indiretamente, retiveram muito menos calor que o previsto pelos modelos do IPCC-ONU.
Em resumo, a premissa central dos alarmistas do AGA é que o CO2 deveria estar retendo determinada quantidade de calor na atmosfera terrestre. Contudo, medições obtidas no mundo real mostram exatamente o contrário.

Quando dados objetivos de satélites da NASA relatados em sóbrio periódico científico revisto pelos pares e mostram uma “enorme discrepância” entre os modelos climáticos alarmistas e os fatos do mundo real, a mídia e nossos funcionários públicos eleitos deveriam ter a sabedoria de prestar atenção. Se eles o assim o farão ou não nos mostrará o quão honestos os produtores do alarmismo do AGA realmente são.

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[*] De fato, a publicação desse novo estudo é tão recente e importante que uma muito atenta e gentil leitora, a Dra. Margaret Tse, CEO do Instituto Liberdade, fez questão de transmitir à Redação do M@M o link do artigo a esse respeito. Em nome do Mídia@Mais, agradeço a atenção da Dra. Margaret e dos responsáveis pelo site do Instituto Liberdade, onde, dentre outros, vários artigos  da Editoria de Ambientalismo do M@M estão reproduzidos.


Fonte: www.midiaamais.com.br