terça-feira, 30 de agosto de 2011

APOSTOLADO E MONARQUIA

GRUPO DA SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA¹ E DOM BERTRAND ORLEANS E BRAGANÇA



Por Renato César


 No último dia 23 de agosto, esteve em nossa cidade de Montes Claros, MG, Sua Alteza Imperial e Real, o Príncipe Dom Bertrand José Maria Orleans e Bragança, príncipe do Brasil. Por ocasião de palestras a serem ministradas na Universidade Estadual de Montes Claros e nos espaços privados de empresários do campo.
Após tomar conhecimento da presença de membros do nosso apostolado, em umas de suas conferências, Sua Alteza quis nos conhecer. Seus assessores imediatamente providenciaram uma reunião reservada entre o grupo da Santíssima Virgem Maria e o Príncipe Dom Bertrand.
Com extremo bom gosto, nossa reunião se passou no fim da tarde, em um  hotel fazenda nas proximidades de Montes Claros. Dentre os vários assuntos abordados junto a Dom Bertrand, citamos a realidade da Igreja local, as formas de piedade e espiritualidade em nossos apostolados, as particularidades próprias da Monarquia e nosso apreço por ela, bem como a vida de alguns santos e documentos da Santa Igreja. E de modo especial, não deixamos de partilhar sobre a nossa luta para conseguirmos a Missa Tridentina, conforme possibilidade dada pelo Motu Proprio Summorum Pontificum, em nossa cidade. Sua Alteza com estimada eloquência soube nos incentivar, assim como mostrar seu ponto de vista, sobretudo, católico, perante nossas pontuações.
 
“Vejo o grupo de vocês como inspirado pelo Espírito Santo e guiado pela Virgem Maria, pois não há explicação natural para sua existência", disse Dom Bertrand, se referindo ter sido ele brotado num terreno assaz impropício. Ele ainda se dispôs a nos presentear com revistas Catolicismo, e vários livros de doutrina e piedade católicas dentre eles o clássico “Reforma Agrária, questão de consciência” de Dr. Plínio Côrrea de Oliveira.




Para nós, fica a alegria de tão sabias palavras e de tão apreciado encontro.

Maria Santíssima Rogai por Nós!

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1-Os blogs Escritos Católicos e Sociedade Apostolado são parte do apostolado do Grupo da Santíssima Virgem Maria.

                                                                 
 

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

PIO XII E OS JUDEUS ROMANOS


  
Por Jesús Colina
 
Conforme documentação descoberta recentemente por historiadores, a ação direta do papa Pio XII salvou a vida de mais de 11.000 judeus em Roma durante a II Guerra Mundial.

O representante da fundação Pave the Way na Alemanha, o historiador e pesquisador Michael Hesemann, descobriu muitos documentos originais de grande importância ao pesquisar os arquivos da igreja de Santa Maria dell'Anima, a igreja nacional da Alemanha em Roma.

A Pave the Way, com sede nos Estados Unidos, fundada pelo judeu Gary Krupp, anunciou o achado em declaração enviada a ZENIT.

“Muitos criticaram Pio XII por guardar silêncio durante as prisões e quando os trens partiram de Roma com 1.007 judeus, que foram enviados para o campo de concentração de Auschwitz”, declarou Krupp. “Os críticos não reconhecem nem sequer a intervenção direta de Pio XII para dar fim às prisões, em 16 de outubro de 1943”.

“Novos achados provam que Pio XII agiu diretamente nos bastidores para impedir as prisões às 2 horas da tarde do mesmo dia em que elas começaram, mas não conseguiu deter o trem que tinha aquele destino tão cruel”, acrescentou.

Segundo um estudo recente do pesquisador Dominiek Oversteyns, havia em Roma 12.428 judeus no dia 16 de outubro de 1943.

“A ação direta do papa Pio XII salvou a vida de mais de 11.400 judeus”, explica Krupp. “Na manhã de 16 de outubro de 1943, quando o papa soube da prisão dos judeus, enviou imediatamente um protesto oficial vaticano ao embaixador alemão, que sabia que não teria resultado algum. O pontífice mandou então seu sobrinho, o príncipe Carlo Pacelli, até o bispo austríaco Alois Hudal, cabeça da igreja nacional alemã em Roma, que, conforme relatos, tinha boas relações com os nazistas. O príncipe Pacelli disse a Hudal que tinha sido enviado pelo papa e que Hudal devia escrever uma carta ao governador alemão de Roma, o general Stahel, pedindo que as prisões fossem canceladas”.

A carta do bispo Hudal ao Generale Stahel dizia: “Precisamente agora, uma fonte vaticana [...] me informou que nesta manhã começou a prisão dos judeus de nacionalidade italiana. No interesse de um diálogo pacífico entre o Vaticano e o comando militar alemão, peço-lhe urgentemente que dê ordem para parar imediatamente estas prisões em Roma e nas regiões circundantes. A reputação da Alemanha nos países estrangeiros exige esta medida, assim como o perigo de que o papa proteste abertamente”.

A carta foi entregue em mãos ao general Stahel por um emissário de confiança do papa Pio XII, o sacerdote alemão Pancratius Pfeiffer, superior geral da Sociedade do Divino Salvador, que conhecia Stahel pessoalmente.

Na manhã seguinte, o general respondeu ao telefone: “Transmiti imediatamente a questão à Gestapo local e a Himmler pessoalmente. E Himmler ordenou que, considerado o status especial de Roma, as prisões sejam interrompidas imediatamente”.

Estes fatos são confirmados também pelo testemunho obtido durante a pesquisa do relator da causa de beatificação de Pio XII, o padre jesuíta Peter Gumpel.

Gumpel declarou ter falado pessoalmente com o general Dietrich Beelitz, que era o oficial de ligação entre o escritório de Kesselring e o comando de Hitler. O general Beelitz ouviu a conversa telefônica entre Stahel e Himmler e confirmou que o general Stahel tinha usado com Himmler a ameaça de um fracasso militar se as prisões continuassem.

Institutos religiosos isentos de inspeções nazistas


Outro documento, “As ações para salvar inumeráveis pessoas da nação judaica”, afirma que o bispo Hudal conseguiu, através dos contatos com Stahel e com o coronel von Veltheim, que “550 instituições e colégios religiosos ficassem isentos de inspeções e visitas da polícia militar alemã”.

Só numa destas estruturas, o Instituto San Giuseppe, 80 judeus estavam escondidos.

A nota menciona também a participação “em grande medida” do príncipe Carlo Pacelli, sobrinho de Pio XII. “Os soldados alemães eram muito disciplinados e respeitavam a assinatura de um alto oficial alemão... Milhares de judeus locais em Roma, Assis, Loreto, Pádua e outras cidades foram salvos graças a esta declaração”.

Michael Hesemann afirma que é óbvio que qualquer protesto público do papa quando o trem partiu teria provocado o recomeço das prisões.

Ele ainda explica que a fundação Pave the Way tem no seu site a ordem original das SS de prender 8.000 judeus romanos, que deveriam ser enviados para o campo de trabalho de Mauthausen e ser retidos como reféns, e não para o campo de concentração de Auschwitz. Pode-se pensar que o Vaticano acreditasse em negociar a libertação deles.

Soube-se também que o Vaticano reconheceu que o bispo Hudal ajudou alguns criminosos de guerra nazistas a fugir da prisão no fim do conflito.

Por causa de sua postura política, o bispo era persona non grata no Vaticano, e foi repreendido por escrito pelo secretário de Estado vaticano, o cardeal Giovanni Battista Montini (futuro papa Paulo VI), por sugerir que o Vaticano ajudasse os nazistas a fugir.

Gary Krupp, diretor geral da Pave the Way, comentou que a fundação “investiu grandes recursos para obter e difundir publicamente todas estas informações para historiadores e peritos. Curiosamente, nenhum dos maiores críticos do papa Pio XII se deu ao trabalho de vir até os Arquivos Vaticanos abertos (e abertos completamente, desde 2006, até o ano de 1939) para fazer estudos originais. Também não consultaram o nosso site gratuito”.

Krupp afirma ter a sincera esperança de que os representantes dos peritos da comunidade judaica romana pesquisem o material original, que se encontra a poucos passos de sua casa.

“Creio que descobriram que mesma existência hoje da que o papa Pio XII chamava ‘esta vibrante comunidade’ deve-se aos esforços secretos deste papa para salvar cada vida”, disse. “Pio XII fez o que pôde, quando estava sob a ameaça de invasão, de morte, cercado por forças hostis e com espiões infiltrados”.

Elliot Hershberg, presidente da Pave the Way Foundation, acrescenta: “No serviço de nossa missão, nos empenhamos em tentar oferecer uma solução para esta controvérsia, que atinge mais de 1 bilhão de pessoas”.

“Temos usado nossos links internacionais para obter e inserir em nosso site 46.000 páginas de documentos originais, artigos originais, testemunhos oculares e entrevistas com especialistas para oferecer esta documentação pronta a historiadores e especialistas.”

“A publicidade internacional deste projeto tem levado, a cada semana, nova documentação, que mostra como estamos nos movendo para eliminar o bloqueio acadêmico que existe desde 1963.”
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 Fonte: www.zenit.org

sábado, 13 de agosto de 2011

NASA: CONTRA MENTIRA ECOLÓGICAS

                      Dr. Spencer, satélite Terra (NASA) e nuvens cirrus. Novo golpe na ciência fraudada.


A verdadeira ciência, aquela que leva em conta os dados coletados no mundo real, acaba de desferir um duro golpe na pseudociência das mudanças climáticas baseada em modelos climáticos computacionais falhos ou fraudados.

Um estudo recentíssimo, de autoria dos Doutores Roy W. Spencer (Climatologista) e William D. Braswell, publicado na revista científica Remote Sensing [arquivo completo em PDF, 11 páginas] no último dia 25.07.2011, revela que a atmosfera do planeta Terra permite a liberação de calor para o espaço em quantidades muito maiores do que os modelos climáticos computacionais alarmistas vinham prevendo.
Esse estudo confirma ainda as conclusões de estudos anteriores de que o CO2 atmosférico retém muito menos calor do que afirmavam os alarmistas do AGA. Tais revelações e conclusões podem parecer pequenas aos olhos dos leigos, mas certamente terão enorme repercussão entre os cientistas. Não obstante, ainda é muito cedo para saber que peso terão (se é que terão) entre aqueles que formulam e impõem políticas ambientais não apenas bastante questionáveis, mas draconianas, i.e., o IPCC-ONU, as ONGs verdes, os legisladores apressados e os governantes cúmplices. [*]

O artigo que comenta os resultados do estudo é de autoria de James M. Taylor, sênior fellow para políticas ambientais do Heartland Institute e editor da publicação Environment & Climate News. A versão original pode ser lida aqui: “New NASA Data Blow Gaping Hole In Global Warming Alarmism”. A seguir, o leitor do M@M tem à disposição uma tradução condensada e adaptada do artigo de James M. Taylor; o texto é necessariamente repetitivo, sem floreios, pois trata de dados, conceitos e questões científicas:
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Dados de um satélite da NASA, coletados entre os anos 2000 e 2011, mostram que a atmosfera da Terra está permitindo que muito mais calor seja liberado para o espaço do que os modelos computacionais alarmistas previram; isso é o que relata um novo estudo publicado no periódico científico Remote Sensing. O estudo indica que ocorrerá muito menos aquecimento global no futuro do que os modelos computacionais da ONU previam, e corrobora estudos anteriores que já indicavam que o dióxido de carbono (CO2) atmosférico retém muito menos calor do que os alarmistas vinham afirmando. [Nota M@M: Outros estudos indicam a possibilidade de um resfriamento global. Leia mais aqui: O Sol pode estar entrando numa fria... e nós também].

O co-autor do estudo, Dr. Roy Spencer, pesquisador-chefe na Universidade do Alabama, em Huntsville, e chefe de equipe do experimento de monitoração “Advanced Microwave Scanning Radiometer”, a bordo do satélite Aqua da NASA, relata que os dados do mundo real coletados pelo satélite Terra, também da NASA, contradizem múltiplas suposições introduzidas nos modelos computacionais alarmistas.

Num comunicado à imprensa, emitido no dia 26.07, o Dr. Spencer declarou: “As observações via satélite sugerem que muito mais energia é perdida para o espaço durante e após um período de aquecimento do que aquela que é apresentada pelos modelos climáticos. Há uma enorme discrepância entre os dados coletados e as previsões, e que é especialmente grande sobre os oceanos”.
Além da descoberta de que o calor efetivamente retido é muito menor do que os modelos computacionais da ONU tinham previsto, os dados do satélite da NASA demonstram que a atmosfera começou a lançar calor para o espaço muito antes do previsto pelos mesmos modelos.
Essas descobertas são extremamente importantes e devem alterar dramaticamente o debate sobre aquecimento global.

Cientistas em todos os lados do debate sobre aquecimento global concordam num ponto, qual seja, quanto calor está sendo diretamente retido pelas emissões humanas de CO2: “não muito” é a conclusão geral. Todavia, a questão mais importante no debate sobre aquecimento global é se as emissões de dióxido de carbono, mesmo indiretamente, irão reter mais calor por causarem grandes acréscimos na umidade atmosférica e na formação de nuvens cirrus. Os modelos climáticos alarmistas pressupõem que as emissões humanas de CO2 indiretamente causam aumentos substanciais na umidade atmosférica e na formação de nuvens cirrus (ambas as condições são bastante eficazes na retenção de calor), mas os dados do mundo real há muito demonstram que isso não está acontecendo, isto é, não está havendo aumento na umidade atmosférica nem aumento na formação de nuvens cirrus.

Os novos dados do satélite Terra são compatíveis com os dados de longo prazo  da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) e da NASA, indicando que a umidade atmosférica e a formação de nuvens do tipo cirrus não estão aumentando conforme previsto pelos modelos computacionais alarmistas. Os dados do satélite Terra também corroboram os dados coletados pelo satélite ERBS que mostram que muito mais radiação de ondas longas (i.e., calor) escapou para o espaço entre 1985 e 1999 do que os modelos computacionais previram. Juntos, os dados dos satélites Terra e ERBS mostram que por mais de 25 (vinte e cinco) anos as emissões de CO2, direta ou indiretamente, retiveram muito menos calor que o previsto pelos modelos do IPCC-ONU.
Em resumo, a premissa central dos alarmistas do AGA é que o CO2 deveria estar retendo determinada quantidade de calor na atmosfera terrestre. Contudo, medições obtidas no mundo real mostram exatamente o contrário.

Quando dados objetivos de satélites da NASA relatados em sóbrio periódico científico revisto pelos pares e mostram uma “enorme discrepância” entre os modelos climáticos alarmistas e os fatos do mundo real, a mídia e nossos funcionários públicos eleitos deveriam ter a sabedoria de prestar atenção. Se eles o assim o farão ou não nos mostrará o quão honestos os produtores do alarmismo do AGA realmente são.

                                                     ____________________

[*] De fato, a publicação desse novo estudo é tão recente e importante que uma muito atenta e gentil leitora, a Dra. Margaret Tse, CEO do Instituto Liberdade, fez questão de transmitir à Redação do M@M o link do artigo a esse respeito. Em nome do Mídia@Mais, agradeço a atenção da Dra. Margaret e dos responsáveis pelo site do Instituto Liberdade, onde, dentre outros, vários artigos  da Editoria de Ambientalismo do M@M estão reproduzidos.


Fonte: www.midiaamais.com.br

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

HOMOFÓBICO, EU?!



Autor: Rafael M. da Cruz

“Os homens abandonaram o uso natural da mulher, se apaixonando uns pelos outros: homens fazendo coisas vergonhosas com homens e experimentando em si o pagamento devido pela sua loucura” (Rom. 1, 27)



Olha, aqui não tenho nada contra quem possui a homossexualidade; inclusive conheço, respeito e até admiro muitos com esta tendência. Pessoas de vida reta e virtuosa. Entretanto, gostaria de refletir sobre este assunto tão delicado submetendo-o a uma comparação.

Que me desculpem as partes envolvidas, mas é uma maneira de facilitar o entendimento do que é discutido. Creio que a situação de um homossexual é semelhante à de um obeso. Não tem nada a ver com gordura não...

É uma questão de tendência, pois como os próprios homossexuais supõem, “um gay já nasce gay”. Bem, na verdade, esta afirmação está errada. Eles, se nascem com a propensão a serem sexualmente atraídos pelos do mesmo sexo, não praticarão, necessariamente, os atos homossexuais.

Voltemos à comparação inicial: assim como obesos têm tendência a engordar, do mesmo modo homossexuais têm tendência homossexual (parece redundante, mas é isso mesmo). Onde quero chegar? Bem, apesar de ser difícil de controlar, ninguém quer ser gordo, pois todos sabem que não é saudável e, discutivelmente, nem bonito. Só que às vezes encontramos pessoas que são obesas por não terem conseguido controlar-se. Tudo bem, afinal é uma questão de saúde. Mas mesmo estas não têm orgulho de serem gordas. O fato é que o caminho de volta da obesidade é claramente mais difícil... 

Onde entram os gays?(sem trocadilho!) Vejamos, um homossexual deveria tentar controlar-se, e até combater a militância gaysista, pois, de fato, o natural e lógico, é o heterossexualismo monogâmico. Práticas homossexuais são imorais, tanto é que um dos maiores desaforos é mandar alguém fazer o que eles fazem (espero que esteja subentendido...). Existem homossexuais que admitem sua imoralidade (e esta idéia de “combater” a que estou me referindo soa como inconcebível a estes, porque o caminho de volta é sempre difícil. Chegam a supor a inexistência de ex gay), mas, daí a quererem convencer-nos de que seria algo correto a prática homossexual, já é um absurdo; pois, afirmo, nem mesmo aqueles que dizem ter orgulho de seu homossexualismo estão bem, afinal, geralmente, sofrem transtornos psicológicos, estão diametralmente opostos à lei natural, sabem de sua afronta ao ensino bíblico-teológico e, dependendo da freqüência de relações sexuais, são submetidos a cirurgias de reparação retal (convenhamos que isso não deve ser nada agradável).

Entretanto, há quem diga conhecer inúmeros gordos e homossexuais felizes por serem como são. Sendo assim, usarei de outra analogia: estas pessoas, se realmente são “felizes” (afinal, podem estar enganando a si mesmas...), assemelham-se aos que têm olfato viciado. Explico-me: quando um indivíduo possui mau hálito e convive com esta realidade constantemente, acaba por não incomodar-se com o próprio odor, apesar de ele existir. De igual modo, os homossexuais. A repetição de suas práticas imorais leva-os a terem-nas como aceitáveis. Anestesiam suas consciências e acomodam-se de tal forma que se convencem da pseudo-moralidade de seus atos. 

Aliás, apesar de as estatísticas anunciarem ser cada vez maior o numero de homossexuais, isto não significa “legalidade”, pois seguindo esta lógica teríamos que validar a SIDA por haver crescido o numero de aidéticos.

Estou comparando o homossexualismo a uma doença? Sim, pois creio ser ele uma doença, mesmo que grupos escusos venham defender o contrário. Todavia não uma doença que ataca necessariamente ao corpo, e sim à mente e, principalmente, o espírito. Ela é conseqüência do Pecado Original.

Reafirmo: aqui não tenho nada contra quem possui a homossexualidade (mera tendência desregrada da natureza decaída); inclusive conheço, respeito e até admiro muitos com esta triste propensão. Pessoas de vida reta e virtuosa que lutam contra suas más inclinações.

Sou contra a promiscuidade, a imoralidade.

Enfim, sou avesso a práticas contrárias a lei divina, venham de onde vier, sejam de quem for, héteros ou homossexuais, direitistas ou esquerdistas, conservadores ou progressistas. 

Não defendo ninguém em específico, assim como não ataco. Quero a verdade, o lícito, o Revelado, patrimônio da única Igreja de Cristo, Católica Apostólica e Romana. 

Quero abrir os olhos para a moralidade e o respeito.

Sou contra o preconceito. A propósito, penso que este é um dos maiores problemas que enfrenta um homossexual.

“Deus, os entregou a imundície de seus corações, de modo que aviltaram eles mesmos seus próprios corpos” (Rom. 1, 24)

MARIA SEMPRE!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

POR AMOR A JESUS SACRAMENTADO

Uma história sobre o verdadeiro valor e zelo que devemos ter pela Eucaristia

Alguns meses antes de sua morte, o Bispo Fulton J. Sheen foi entrevistado pela rede nacional de televisão: “Bispo Sheen, milhares de pessoas em todo o mundo procuram imitar o exemplo vossa eminência. Em quem o senhor se inspirou? Foi por acaso em algum Papa?”.O Bispo Sheen respondeu que sua maior inspiração não foi um Papa, um Cardeal, ou outro Bispo, sequer um sacerdote ou freira. Foi uma menina chinesa de onze anos de idade.

Explicou que quando os comunistas apoderaram-se da China, prenderam um sacerdote em sua própria reitoria, próximo à Igreja. O sacerdote observou assustado, de sua janela, como os comunistas invadiram o templo e dirigiram-se ao santuário. Cheios de ódio profanaram o tabernáculo, pegaram o cálice e, atirando-o ao chão, espalharam-se as hóstias consagradas. Eram tempos de perseguição e o sacerdote sabia exatamente quantas hóstias havia no cálice: trinta e duas.Quando os comunistas retiraram-se, talvez não tivessem percebido, ou não prestaram atenção, a uma menininha, que rezando na parte detrás da igreja, viu tudo o que ocorreu. À noite, a pequena regressou e, escapando da guarda posta na reitoria, entrou no templo.Ali, fez uma hora santa de oração, um ato de amor para reparar o ato de ódio. Depois de sua hora santa, entrou no santuário, ajoelhou-se, e inclinando-se para frente, com sua língua recebeu Jesus na Sagrada Comunhão. (Naquele tempo não era permitido aos leigos tocar a Eucaristia com suas mãos).A pequena continuou regressando a cada noite, fazendo sua hora santa e recebendo Jesus Eucarístico na língua. Na trigésima noite, depois de haver consumido a última hóstia, acidentalmente fez um barulho que despertou o guarda. Este correu atrás dela, agarrou-a, e golpeou-a até mata-la com a parte posterior de sua arma.

Este ato de martírio heróico foi presenciado pelo sacerdote enquanto, profundamente abatido, olhava da janela de seu quarto convertido em cela. Quando o Bispo Sheen escutou o relato, inspirou-se de tal maneira que prometeu a Deus que faria uma hora santa de oração diante de Jesus Sacramentado todos os dias, pelo resto de sua vida. Se aquela pequena pôde dar testemunho com sua vida da real e bela Presença do seu Salvador no Santíssimo Sacramento então, o bispo via-se obrigado ao mesmo. Seu único desejo desde então seria atrair o mundo ao Coração ardente de Jesus no Santíssimo Sacramento.A pequena ensinou ao Bispo o verdadeiro valor e zelo que se deve ter pela Eucaristia; como a fé pode sobrepor-se a todo medo e como o verdadeiro amor a Jesus na Eucaristia deve transcender a própria vida.

O que se esconde na Hóstia Sagrada é a glória de Seu amor. Todo o mundo criado é um reflexo da realidade suprema que é Jesus Cristo. O sol no céu é apenas um símbolo do filho de Deus no Santíssimo Sacramento. É por isso que muitos sacrários imitam os raios de sol. Como o sol é a fonte natural de toda energia, o Santíssimo Sacramento é a fonte sobrenatural de toda graça e amor.

Resumo de um artigo "Let the Son Shine",  pelo Rvd. Martin Lucia
 
Fonte: http://www.converteivos.com/

quinta-feira, 7 de julho de 2011

SÃO DOMINGOS E A INQUISIÇÃO II




São Domingos teria sido inquisidor? 

Não são raros os historiadores dominicanos que sustentam a opinião de que o fundador de sua Ordem teria sido o primeiro inquisidor. O próprio Papa Sixto V se fez eco dessa opinião na bula de canonização de São Pedro de Verona (1588).

Segundo o "Dizionario di Erudizione Storico-Ecclesiastico", "o Pontífice Gregório IX, a pedido de São Raimundo de Penaforte, dominicano, confirmou em Tolosa o primeiro tribunal da Inquisição, já erigido por Inocêncio III, nomeando para inquisidores os religiosos dominicanos, cujo Santo Fundador havia trabalhado com feliz sucesso na conversão dos albigenses, razão pela qual o Pe. João do Gabaston escreveu numa apologia que São Domingos foi o primeiro inquisidor".

Note-se que São Raimundo de Penaforte, que exerceu o cargo de inquisidor, entrara para a Ordem dos Dominicanos em 1222, oito meses após a morte de São Domingos. Em tão breve prazo, já teria a Ordem perdido o espírito que lhe inculcara o Santo Fundador?

Também Oldoino diz que Inocêncio III fez de São Domingos o primeiro inquisidor.

Outros historiadores, como Guiraud mais modernamente, por exemplo, acham que na realidade as funções de inquisidor já vinham sendo exercidas desde o fim do século XII por legados cistercienses, e quando São Domingos desempenhou esse cargo, foi em virtude de poderes que recebeu da legação cisterciense dirigida por Arnaldo de Citeaux e Pedro de Castelnau.

Quando, no curso de suas pregações, impôs uma penitência e concedeu cartas de absolvição ao herege Ponx Roger, declarou agir "auctoritate domini Abbatis Cisterciensis, Apostolicae Sedis legati, qui hoc nobis injunxit officium" — pela autoridade do abade cisterciense, legado da Santa Sé, que nos cometeu este ofício.

Em outro ato do mesmo gênero, São Domingos se cobre sempre da autoridade do legado, o que parece provar que não era inquisidor ele próprio, mas delegado dos cistercienses, que haviam sido encarregados pela Santa Sé da Inquisição nas terras da França meridional (Bolandistas, Acta Sanctorum Augusti, I, pp. 410-411).

Não resta dúvida, portanto, quanto ao fato de São Domingos ter tomado parte na Inquisição, seja diretamente nomeado por Inocêncio III, como afirmam alguns, seja como delegado dos inquisidores cistercienses, como pensam outros.
Um nefasto preconceito liberal 
Outra balela inventada pela escola liberal é a de que não se pode conceber um santo como São Domingos, que se mostre partidário dos métodos enérgicos de repressão da heresia. Não é então legítima a reação à mão armada contra as agressões nazistas e comunistas? A própria liberal América do Norte não reage contra as tendências anárquicas dos sectários que se apelidam "testemunhas de Jeová"? Outra não era a sanha dos hereges daqueles tempos.
A Igreja não deseja a morte do pecador, mas que ele se converta e viva. A Inquisição somente condenava os hereges relapsos e contumazes. Assim, por exemplo, o inquisidor geral em França no ano de 1235, Frei Roberto, denominado o búlgaro, antes de entrar para a Ordem de São Domingos havia sido um dos hereges cátaros, que o povo chamava de búlgaros.
Para se conhecer com que rigor São Domingos encarava a heresia, basta ver como tratava esses convertidos. Para dar absolvição ao ex-herege Ponx Roger, São Domingos lhe impôs, entre outras penitências: a flagelação; a abstinência perpétua, salvo nas festas de Páscoa, Pentecostes e Natal, em que devia comer carne para mostrar que havia deixado a heresia (os cátaros se abstinham de carne); o jejum durante três quarentenas por ano; a obrigação de levar duas cruzes costuradas às suas vestes, devendo estas ser da forma e cor das usadas pelos religiosos, etc.

Diz Todesco em seu "Corso de Storia della Chiesa", depois de apresentar o retrato que de São Domingos fez Lacordaire, segundo o qual o fundador da Ordem dos Pregadores "abria a boca somente para abençoar, o coração somente para pregar, a mão somente para um ofício de amor": "Mas os autores mais recentes não excluem que naquele grave perigo para a sociedade religiosa, e também para a civil, Domingos haja reconhecido ser justo o extremo suplício, aplicado aos hereges convictos e obstinados" (vol. III, p. 474).

Os santos a serviço da Inquisição
 

É notório o absoluto concurso dado à Inquisição por São Luís IX, rei de França.

Em 1226, o rei Jaime de Aragão, "a conselho de seu confessor, o dominicano Raimundo de Penaforte, pediu a Gregório IX enviar-lhe inquisidores, e pela bula de 26 de maio de 1232 o Papa encarregou o Arcebispo de Tarragona de fazer, com a ajuda dos Pregadores, uma inquisição geral em Aragão e na Catalunha". E o mesmo São Raimundo de Penaforte, dominicano, tornando-se penitenciário e canonista da Santa Sé, escreveu um tratado do processo inquisitorial.

Ao mesmo tempo, o piedoso rei São Fernando III de Castela, primo de São Luís IX, organizava a Inquisição em seus Estados. De São Fernando III faz a Santa Igreja o seguinte elogio no dia de sua festa litúrgica: "Nele, ao lado das preocupações com as coisas do reino, brilharam virtudes régias: a magnanimidade, a clemência, a justiça, e, acima de todas, o zelo pela Fé católica, um ardoroso empenho no sentido de defender e propagar o culto religioso desta Fé católica. Isto ele realizava principalmente perseguindo os hereges, não suportando que eles se estabelecessem em parte alguma de seus domínios, carregando com suas próprias mãos a lenha para a fogueira que deveria queimar os condenados" (Breviário Romano, suppl. XXX maii).
A posição dos inquisidores tornou-se muitas vezes crítica, e os Pregadores pagaram freqüentemente bem caro pela missão que haviam especialmente recebido, de perseguir a heresia: "inquisitores haereticae pravitatis" — inquisidores da herética pravidade, conforme o título que lhes deu o Santo Padre Gregório IX. Um deles, Pedro de Verona, morreu assassinado, como também aconteceu, na mesma ocasião, nas terras do Conde de Tolosa aos inquisidores de Avignonet. Foi canonizado, e a Igreja o venera sob o nome de São Pedro Mártir.

São Pio V, antes de eleito Papa, exerceu o cargo de Inquisidor Geral na Lombardia, não mais na Idade Média, mas em plena Renascença, e empregou as mais rigorosas medidas para reprimir a heresia protestante naquela região. Escolhido para sucessor de Pio IV, manteve com grande zelo a Inquisição. Dos mais notáveis acontecimentos de todo o seu pontificado, foi sem dúvida a expedição a mão armada, que organizou contra os turcos que ameaçavam o mundo cristão.

A santidade da Igreja e a malícia dos homens
Não desconhecemos o fato de que houve abusos no exercício da Inquisição. Qual a instituição no mundo que não se acha sujeita a abusos? Alguns inquisidores foram destituídos, e até excomungados pela Santa Sé por haverem exorbitado de suas funções e se prestado a servir de instrumento do poder civil. Não foi esse, porém, um mal da Inquisição em si, mas do regalismo, do divórcio entre a Igreja e o Estado, do abuso do poder político. Sobretudo em sua fase final, vemos a Inquisição infiltrada pela maçonaria na Espanha.

Em Portugal, chegamos ao cúmulo de ver a Inquisição como instrumento nas mãos de um Pombal, outro emissário das Lojas, para perseguir a Companhia de Jesus. Devemos nos lembrar, porém, de que até os sacramentos estão sujeitos a abusos. Para dar outro exemplo, o Santo Padre Pio XII se referia aos abusos que se introduziram nas práticas litúrgicas. Vamos, por esta razão, condenar os sacramentos e a Sagrada Liturgia?

Estamos vivendo em uma época em que o espírito liberal minou praticamente toda a resistência dos católicos, deixando-os indefesos nas mãos de seus piores inimigos. Não mais existe nos países cristãos esse espírito de vigilância e de combate aos germes de dissolução religiosa e social, que deu origem à Inquisição. No entanto, conforme nos mostra Rohrbacher, no governo geral do mundo o próprio Deus tem sua Inquisição. Ele tem por toda parte agentes invisíveis, que são instrumentos de Sua Providência. Daí essas misteriosas advertências, essas coerções inesperadas ao culpado. Se este não as aproveita, se se endurece na impenitência final, é entregue aos ministros da justiça eterna, nas prisões e chamas do inferno (Rohrbacher, Histoire de l’Église, vol. 9, livro 83).

Continuemos, portanto, a ver nas instituições da Santa Igreja amorosas manifestações de sua sabedoria e da assistência que lhe é prestada pelo Divino Espírito Santo. E nas diversas Ordens Religiosas, que constituem as milícias encarregadas de pôr em prática as medidas ditadas pela Santa Sé Apostólica para realizar a obra de salvação do gênero humano, vejamos outros tantos instrumentos da Providência, dignos de nosso reconhecimento e veneração.

(Autor: José de Azeredo Santos, "Catolicismo" nº 8, agosto de 1951)


quinta-feira, 23 de junho de 2011

SÃO DOMINGOS E A INQUISIÇÃO I


Um conhecido escritor agnóstico dizia que as cruzadas contra os albigenses e o extermínio dos focos heréticos no sul da França atrasaram de alguns séculos o advento do humanismo renascentista e da nova ordem de coisas que seria instaurada no mundo.

Maior elogio não poderia ser feito àqueles que, como São Domingos, contribuíram para livrar a Cristandade daquele flagelo.
É oportuno lembrar um aspecto freqüentemente deformado da personalidade do fundador da Ordem dos Pregadores, em cujos membros, ao aprovar a nova regra, o Papa Honório III, em palavras proféticas, entreviu "futuros atletas da fé e verdadeiros luzeiros do mundo".
Queremos nos referir ao aspecto combativo da vida desse insigne santo e ao apoio dado por ele e por seus filhos à Santa Sé na repressão das heresias, pois se acha neste concurso prestado pelo piedoso apóstolo do Rosário à defesa da Verdade a principal origem das incompreensões e das injustiças que sofre por parte de muitos de seus inimigos.

A apregoada "intolerância medieval"

Com efeito, não são poucos os adversários da Igreja que, movidos pela paixão e pelo sectarismo, fazem convergir em São Domingos toda a "intolerância medieval", nele vendo a figura sinistra do primeiro inquisidor, a mandar para a fogueira as "pobres vítimas da superstição", e que não lhe perdoam o fato de se colocar solidário com a cruzada organizada a pedido do Papa Inocêncio III contra os albigenses.

Mostrando assim os hereges como vítimas inocentes da violência dos católicos, e classificando como um crime os métodos inquisitoriais, esses detratores de São Domingos não somente deformam a personalidade do grande santo espanhol, mas sobretudo cobrem de injúrias a Igreja e a Ordem Dominicana, a primeira por ter sido a principal responsável pela criação desses tribunais, e a segunda pelo apoio decidido que deu a essa instituição no correr dos séculos.
Tão grande e generalizada tem sido esta campanha contra o Bem-aventurado fundador da Ordem dos Pregadores, que alguns autores católicos como o Pe. Lacordaire, impressionados com ela, procuraram defender São Domingos mediante o argumento de que ele nada teve que ver com a Inquisição.

Este método apologético, mesmo no caso de conseguir isentar São Domingos de qualquer compromisso com a Inquisição, tem a seu desfavor o fato de deixar pairando no ar as acusações que, paralelamente e no mesmo sentido, são feitas à Santa Igreja e à Ordem Dominicana, mas que constituíram os tesouros mais caros ao coração do grande patriarca.

Com efeito, três foram os elementos que cooperaram na obra da Inquisição: os Soberanos Pontífices, através dos inquisidores que eles tinham o hábito de nomear entre as Ordens que formam a milícia da Santa Sé na Idade Média — os dominicanos ou frades pregadores e os franciscanos ou frades menores; os bispos ou os ordinários dos lugares, diretamente ou por seus delegados; enfim, o poder civil, que punha à disposição da Igreja o braço secular, punindo a heresia como uma ameaça à segurança do Estado.

Vivendo em plena época do advento da Inquisição, tomando parte ativa e saliente no drama da heresia albigense, teria São Domingos se mostrado alheio às medidas tomadas pela Igreja para debelar aquele terrível incêndio? E será a santidade incompatível com o mister de inquisidor?

Defesa da civilização

Foi no Concílio de Latrão, de 1179, que Alexandre III promulgou o primeiro sistema completo de repressão que a Igreja haja imaginado contra a heresia. Ora, as medidas então adotadas visavam antes de tudo os hereges que, não contentes de professar opiniões heterodoxas, subvertiam a sociedade por suas violências e propagação de falsos princípios.

Nenhuma pessoa honesta e sensata pode deixar de aplaudir o Cânon 27 do Concílio Geral de Latrão, que consagrou a legítima defesa da civilização naquela época: "Estando os brabanções, aragoneses, navarros, bascos, coteraux e triaverdinos exercendo tão grandes crueldades sobre os cristãos, não respeitando nem igrejas nem mosteiros e não poupando viúvas, órfãos, velhos e crianças, não tendo consideração nem para a idade nem para o sexo, mas derrubando e devastando tudo como pagãos, ordenamos a todos os fiéis, pela remissão de seus pecados, que se oponham corajosamente a essas selvagerias e defendam os cristãos contra esses infelizes". São esses hereges acusados de exercer devastações nas regiões que ocupam, e se Alexandre III ordena contra eles uma cruzada, é para remediar grandes desastres, ut tantis claudibus re viribiliter opponant (Decreto de Gregório IX, v. VII, 8).

Doutrinas anti-sociais

Segundo Guiraud, que é um dos mais abalizados historiadores da Inquisição, o exame das doutrinas heterodoxas dos séculos XI e XII e a enumeração das perturbações que elas provocaram demonstra:
1) Que depois do ano mil a heresia deixa de ser uma opinião puramente teológica, destinada a ser discutida no recinto das escolas, mas se transforma cada vez mais em doutrinas anti-sociais e anárquicas, em oposição não somente com a ordem social da Idade Média, mas ainda com a ordem social de todos os tempos.
2) Que essas doutrinas anarquistas provocaram movimentos subversivos e perturbações profundas no seio do povo, e que assim a heresia que as informava se transformou num perigo público.
3) Que, desde então, a autoridade temporal teve tanto interesse quanto a autoridade espiritual em combater e em destruir a heresia.

4) Que essas duas autoridades, depois de haver agido separadamente durante muito tempo — o Estado pelas condenações de seus tribunais à forca e à fogueira, e a Igreja pela excomunhão e pelas censuras eclesiásticas — acabaram por unir seus esforços em uma ação comum contra a heresia.

5) Que essa ação conjunta inspirou as decisões do Concílio de Latrão em 1179 e do Concílio de Verona em 1184.

Eis, portanto, bem delineado o caráter da Inquisição, tal como foi estabelecido pelas Decretais de Alexandre III no Concílio de Latrão e de Lúcio III no Concílio de Verona. Podemos defini-la como um sistema de medidas repressivas, umas de caráter espiritual, outras de caráter temporal, promovidas simultaneamente pelo poder eclesiástico e pelo poder civil para a defesa da ortodoxia religiosa e da ordem social, ameaçadas igualmente pelas doutrinas teológicas e sociais da heresia (Jean Guiraud, "La Inquisition Médievale").

A Inquisição é de todos os tempos


Além das conjunturas históricas que deram origem à Inquisição, devemos pôr em relevo que essa instituição existe de modo natural e necessário, embora com nomes diferentes, em toda sociedade que deseja sua própria conservação. Como acentua Rohrbacher, toda sociedade, a menos que espose um liberalismo suicida, vigia e persegue aqueles que conspiram ou trabalham pela subversão de sua estrutura. As próprias constituições dos Estados modernos cominam penas para quem tentar derrubar a forma de governo existente, em geral a republicana.

Ora, a constituição da humanidade cristã se baseia nos princípios de que é guardiã e alma a Igreja Católica. Os povos vitalmente cristãos, impérios, reinos, repúblicas, são membros vivos dessa Igreja e vivem de sua vida. Lei fundamental da sociedade cristã — disso a que se dá o nome de Cristandade — tanto para a sua existência quanto para a sua conservação e aperfeiçoamento, é a lei católica. E se não há verdadeira civilização sem a verdadeira Religião, como diz Pio X, é claro que, defendendo a verdadeira Religião, os cristãos estão defendendo a própria causa da verdadeira civilização.

Estas verdades estavam arraigadas no espírito da sociedade medieval, sincera e coerentemente católica. Não passam, portanto, de pura declamação as acusações violentas que são freqüentemente dirigidas à Igreja a este propósito. Provam apenas a ignorância e a paixão de seus autores, que transformam em mártires da liberdade de pensamento os hereges que, por seu fanatismo, desencadearam as piores desordens na sociedade de seu tempo.

(Autor: José de Azeredo Santos, "Catolicismo" nº 8, agosto de 1951)



terça-feira, 14 de junho de 2011

O CAVALEIRO DE DEUS


Armadura de um Cavaleiro Templario


Mesmo com todo o esforço da Igreja não foi fácil e possível acabar com toda a violência, tão arraigada nas consciências destas épocas. Por isso a Igreja, com profunda sabedoria humana, recorreu a um segundo meio: "cristianizar o emprego da força": a força só é justa quando colocada a serviço da Justiça. E daí surgiu a "Cavalaria".

O Cavaleiro é o tipo mais característico da Idade Média; o guerreiro justo e reto, comprometido com a pureza, cujo fim último não é tanto a vitória, mas o sacrifício, o sangue oferecido. A figura original do Cavaleiro guerreiro veio das tribos germânicas, e a Igreja, com paciência, transformou a investidura militar em uma espécie de "sacramento" numa cerimonia solene onde se armava um cavaleiro. Ele era para a época como que a síntese do guerreiro e do Santo.

No ano mil esta era a oração que o sacerdote fazia pelo adolescente prestes a se tornar um guerreiro:
"Ouvi, Senhor, as nossas orações e abençoai com a vossa mão majestosa esta espada que o vosso servo deseja cingir para poder defender e proteger as igrejas, as viúvas, os órfãos e todos os servos de Deus contra a crueldade dos pagãos, e para amedrontar os traidores!" (DR, vol.II, p.315).

Assim descreve Daniel Rops:
"O cavaleiro era um soldado a cavalo, mas um homem de princípios morais que ele se comprometia por juramento a defender. Devia ser corajoso, nunca recuar, e enfrentar o inimigo onde que que os seus chefes mandassem. Enfim, era um homem de fé, que combatia por Deus e que entregava a vida e a morte em suas mãos. Era fiel ao seu chefe, rigoroso no cumprimento dos deveres, odiava a mentira e olhava de frente o inimigo. Era um fiel servidor da justiça, era caridoso, dedicado à proteção dos fracos, dos clérigos, das mulheres, das crianças, e era generosos com os subordinados e mesmo com os inimigos. Era um ideal admirável que hoje já não existe."

A entrada para a cavalaria era um cerimonial minucioso, um ritual místico que fazia o candidato a sentir a sua responsabilidade diante de Deus. Diante de 12 testemunhas, cavaleiros conhecidos com uma longa túnica branca, depois de uma noite de vigília e orações, após a Missa, eles eram investidos solenemente na “Ordem da Cavalaria”, e diante do altar prestava o seu juramento. Podia-se perder a cavalaria caso não se vivesse o seu juramento.

“Ninguém nasce cavaleiro”, dizia o provérbio, e mesmo os plebeus podiam ingressar na Cavalaria pela sua coragem e dedicação. Ele concede a nobreza, e o meio de entrar na nobreza sem título é ser feito cavaleiro. São Francisco de Assis aos 20 anos quis ser Cavaleiro. Na mentalidade cristã do povo dessa época, inebriada da “cultura da força”, vencer os infiéis e pagãos era a tarefa mais piedosa de todas. Nessa consciência cristã ainda rude, a ideia do sacrifício da vida oferecida a Deus, era o máximo. Os Cavaleiros de São João (Hospitaleiros), que deixaram na Europa a sua marca na história dos hospitais, desde 1080, ajudaram os pobres e os peregrinos que iam à Terra Santa. Com Godofredo de Bulhões esses hospitais cresceram de importância.
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Livro: ‘Uma história que não é contada’
Autor: Professor Felipe Aquino.
Paginas: 230 a 231.
Editora Cleofas.